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Um mini-conto meu
No chalé 
Madrugada fria no chalé: Ela: “Não mate o Júlio, por favor!” Ele: “Mato.” Ela: “Não... Que crueldade!” Ele: “Não tem jeito: vou matá-lo!” Ela, resignada: “Ok, pode matar então... Mas pelo menos deixe o rapaz ver sua amada pela última vez...” Ele suspira: “Tá! Vamos a esse encontro então.” Ela volta ao computador e escreve “Capítulo 5”. Ele atiça a lareira, abre mais um vinho e recomeça a ditar: A réstia de brilho nos olhos de um agonizante Júlio insistia em não se extinguir, pois estava reservada à última visão de sua amada, que se aproximava lentamente do casarão...
Escrito por Vladimir às 16h53
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Glamour

Fui verificar no Houaiss se o verbete glamour se aportuguesava para glamor ou algo assim (não, senhor!) e descobri algo inusitado. Primeiro, que a origem da palavra é escocesa e não francesa como eu pensava. E mais, glamour foi uma alteração do inglês grammar (“gramática”), pois associavam a erudição escrita com charme e encantamento. Pena que glamour se desassociou do mundo das palavrinhas, hoje tem muito mais a ver com a imagem, né? Já pensou se as pessoas se fascinassem tanto com os escritos como com celebridades e coisas afins? Se falassem de um Guimarães Rosa ou de um Vinícius de Moraes assim: “Nossa, essas sim são palavras do mais alto glamour!”
Escrito por Vladimir às 17h29
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Galalau, Pândego, Pantagruel e Patagão

Hoje, eu estava reclamando de uma mochila pesada e um amigo me reprimiu com uma palavra que há muito não ouvia: “Tamanho galalau!”. Nossa, galalau é das antigas, né? Houaissei (do verbo houaissar, pode ser?) e descobri que se refere a um certo personagem de estatura elevada chamado Galalão (no francês original, Ganelon), de La Chanson de Roland, um poema épico do século XI. Isso me lembrou de Pantagruel. Quando eu cheguei à puberdade, crescendo desajeitadamente, meu pai brincava me chamando solenemente de “pândego, pantagruel e patagão”. Pândego por ser meio palhação, pantagruel por ser comilão, e patagão por ter pés grandes (com doze anos, já calçava os mesmos 43 de hoje!) Pois assim como Galalão, Pantagruel também é um personagem da literatura francesa, este criado por François Rabelais no século XVI. Era um gigante boa-vida e glutão, o que gerou o verbete pantagruélico (comilão). E qual seria a origem de pândego? Segundo o Houaiss, pândego (que significa brincalhão) vem das pândegas, festas com bebidas e comidas e muita farra. Provavelmente, Pantagruel curtia essas festas, né? A origem da palavra pândega, porém, é obscura. Que pena. E patagão? Literalmente, é somente quem nasce na Patagônia. Mas pesquisando mais, descobri que o nome da região foi criado por Fernão de Magalhães que, ao ver os nativos lá do sul, os chamou de Patagões. Ele teria criado esse nome, que lembra um aumentativo para pata, justamente por achar que eles eram gigantes de pés grandes. Daí, aliás, veio uma das inúmeras lendas do famoso ser mitológico Pé Grande. Bem, no final das contas, depois que cresci (não tanto quanto esses gigantes), fiquei calçando 43 mesmo; não sou mais o mesmo pândego (brincalhão) de então; nem o pantagruélico, farrista e comilão, que perdurou até a faculdade. Acho que me tornei só um modesto galalau mesmo.
Escrito por Vladimir às 16h29
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Pequeno samba para Viviane (para celebrarmos seis meses de casados!)

Meu Rubi (Vladimir Batista – 24/Jul/2009) O gênio da garrafa Ficou até com estafa De tanta magia pra me atender De um pedido bobo Ele me trouxe o dobro De tudo que eu pudesse conceber Eu queria um chinelo Um cobertor velho Algo só pra eu me aquecer Pois me encheu de encanto Nem merecia tanto O gênio veio e me trouxe você Ganhei na mega-sena com um vintém Por mil notas de dez, troquei cem Comprei gata por lebre e me dei bem! Surgiu então (ô ô ô) Essa preciosidade (ô ô ô) Essa beldade (ô ô ô) De Jundiaí O meu coração (ô ô ô) Está que dispara (ô ô ô) Essa joia rara (ô ô ô) É meu rubi Com um alakazam Abriu um amanhã Pra findar minha solidão Você chegou em enlace Com seu sorriso na face Brilhou no céu uma constelação E veio na medida Certa pra minha vida Encaixou com meu coração E esse seu brilho Fez deste maltrapilho Um milionário de emoção Ganhei na mega-sena com um vintém Por mil notas de dez, troquei cem Comprei gata por lebre e me dei bem! Surgiu então (ô ô ô) Essa preciosidade (ô ô ô) Essa beldade (ô ô ô) De Jundiaí O meu coração (ô ô ô) Está que dispara (ô ô ô) Essa joia rara (ô ô ô) É meu rubi Feliz seis meses de casados, meu amor!
Escrito por Vladimir às 09h33
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Lhasa Apsos e Border Collies
O Sambinha, meu cãozinho que mora em Goiás, é da raça Lhasa Apso e a Meg, minha filhota de Jundiaí, é uma vira-latinha mix de Border Collie. Dei um fuçada na web por referências das duas raças, vamos lá. O Lhasa Apso é uma raça tibetana, é considerado um cão sagrado lá. Lhasa é a capital do tibet, e Apso significa algo como “lanoso”, por causa de sua pelagem. Li que uma análise de DNA detectou que o Lhasa Apso é uma das 14 raças mais antigas do mundo. Puxa, o meu velho Sambinha tem uma linhagem de longa data, heim?! Achei poucas referências na cultura pop. Diz que na versão animada de Homem Aranha, a tia May possuía um. Também num episódio dos Simpsons, Homer vira gay e carrega um lhasinha no colo, ui! Mas o mais famoso, que também é do mundo do desenho animado, é o Floquinho, aquele cachorro do Cebolinha do qual a gente não distingue a cauda da cabeça. Eis o Sambinha e o Floquinho lado a lado. Parecem? 

Já o Border Collie é uma raça de pastoreio, originária das fronteiras (por isso, Border) da Inglaterra com a Escócia e o País de Gales. Collie vem de coal, carvão, que era a cor dos primeiros exemplares da raça. Em sua origem, o Border pastoreava renas (!) e foi considerado sob testes uma das raças mais inteligentes do mundo! Se somar a inteligência da raça com a esperteza dos vira-latinhas, temos a fofa da Meg! Ao contrário da sua raça aparentada Collie (que tem a Lassie como estrela maior), os Border Collies, assim como os Lhasas, não tem muitas referências no mundo pop. Entre curiosidades como um cão que está no Guinness como o “mais rápido abridor de janelas de carro”, achei outro Border que acompanhava um apresentador de um programa infantil na Inglaterra (Blue Peter) que também se chamava Meg! Legal! Mas os mais famosos mesmo, são o casal de cães de pastoreio Fly e Rex, que adotam Babe, o Porquinho atrapalhado, lembram-se? Olhem só eles e a Meg, lado a lado. Fofos! 

Escrito por Vladimir às 14h36
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Mamãe
Falando em comemorações, hoje é o aniversário da minha mãe Bernadete, que mora lá em Goiás. Parabéns a ela!! Engraçado, eu e meus irmãos nunca fomos muito bons para lhe dar presentes nessas ocasiões, mas ela sempre foi grata, entoando o seu indefectível “Mamãe ama!” Mas me lembro de um causo de quando morávamos aqui no Rio no início dos anos 80. Era uma época difícil, estávamos bem apertados financeiramente. Não me lembro se era dia das mães ou aniversário, mas saímos os quatro irmãos ainda crianças de casa com a missão de comprar algo. Se não me engano, tínhamos tido uma pequena discussão com ela por alguma bobagem, e queríamos nos redimir. Resultado: diante das restrições orçamentárias, chegamos em casa algum tempo depois com o “valoroso” presente em mãos: uma rosa e um churro! Pois acreditam que minha mãe foi às lágrimas, dizendo que foi o melhor presente que ela ganhou na vida? Então, mãezinha, segue mais uma vez, de coração, um presente virtual do seu filho distante. Filhão também ama! 
Feliz aniversário!
Escrito por Vladimir às 08h21
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5 anos de blog

Hoje faço 5 anos deste blog. É um prazer dedicar alguns minutos das minhas semanas para exercitar aquilo que mais gosto de fazer: escrever. Espero que haja outras pessoas às quais esse meu Canto também dê algum prazer. Dei uma revisitada em todos os 570 posts e, como esse jurássico blogueiro não usa tags ou counters, fiz na raça algumas pequenas estatísticas. Percebi que a grande maioria dos posts foi sobre cinema (184), como esperado, com também muitos sobre música (96), estudos da origem das palavras (83), reminiscências & cultura pop (76), TV (59) e coisinhas românticas (48). Há menos que eu esperava posts sobre livros (41), sobre comida (26), rankings do tipo Top10 (41) e os wallpaperzinhos que eu monto com meu tosco paintbrush (36). Quanto às minhas modestas obras, também achei menos que eu esperava, somente 40 poemas, 18 contos e 13 ideias para roteiros; quero rabiscar mais! E há outros pelos quais sou cobrado de escrever mais, como esportes (17) e notícias (10), mas confesso que são temas que não têm me interessado como antes. Por outro lado, tópicos como cachorros e bichos, que só tiveram 17 posts, tendem a crescer, agora que estou casado com uma orgulhosa engajada nas causas dos animais. Por fim, os comentários até que foram muitos (900), considerando o meu certo isolamento do meio blogueiro. Agradeço de coração aos meus poucos mas fiéis leitores! Em especial, um comentário acabou em casamento: um melancólico post de 2006 comentando sobre as acepções negativas e positivas da palavra paixão acabou impelindo a minha antiga colega de faculdade Viviane, que eu não via há mais de uma década, a deixar um pequeno comentário do tipo "lembra de mim?". Email vai, email vem, papo vai, papo vem, dia 24 comemoramos seis meses de casados! Só por isso, esse meu blog já valeu a pena, né, e como! Vejam as estatísticas inúteis que colhi: 570 posts 900 comentários 184 posts com mencão a cinema e filmes 96 posts com música 83 posts com estudo de palavras e etimologia (incluindo 37 menções ao Houaiss) 76 posts com reminiscências ou sobre cultura pop 59 posts com menção à programação de TV 48 posts com menção às namoradas e coisas românticas 41 posts com menção a livros 41 posts com rankings Top5, Top10 ou similares 26 posts sobre comida ou bebida 40 posts com poemas ou letras de minha autoria 18 posts com contos de minha autoria 13 posts com ideias para roteiros 31 posts com menção a quadrinhos, desenhos animados e animações 18 posts com menção à solidão, saudade, tristeza e outros temas melancólicos 36 Wallpapers do tipo mosaico, sendo 24 de “musas” da cultura pop e 12 de outros temas 17 posts sobre esporte 10 posts sobre notícias e atualidades 12 posts com menção à Suzanne Vega 33 posts sobre lugares, paisagens, natureza e viagens 10 posts sobre arte em geral 17 posts sobre cachorros e outros bichos Vida longa ao meu pequeno Canto!
Escrito por Vladimir às 18h04
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A Mulher Maravilha

Escrito por Vladimir às 19h00
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Pimenta

Quando criança eu não gostava de algumas iguarias que hoje adoro, principalmente temperos como cebola e mostarda. Pimenta é outro exemplo, odiava. Lembro que a minha mãe, pra gente comer, recorria até ao argumento que se não fosse pela busca do portugueses às especiarias o Brasil não tinha sido descoberto. Mas hoje eu me amarro, costumo ter em casa coleçõezinhas como páprica, mostarda dijon, entre outros. Em especial adoro o ardorzinho da pimenta. A ponto de quando estou em Salvador, ao contrário do senso comum, pedir para a baiana “caprichar na pimenta” do acarajé. Em outros países, como EUA, América Latina, Europa e todos os orientais, é mais comum gostar de comida picante. A comida mais apimentada que já comi foi de uma salada feita num acampamento na Alemanha. Eu, que me considero forte para isso, tive a boca tão ardida que saí correndo para escovar os dentes duas vezes, mesmo assim não saía o gosto. Já na China, onde morei por três meses, quase deixei de gostar de temperos. É que lá eles os elevam ao nível do enjoativo. No final, eu não aguentava mais o cheiro de condimentos que eu adoro, como o curry. Ainda bem que não cheguei a perder o gosto. Já aqui no Brasil, com exceção da Bahia, é mais raro encontrar quem goste de pimenta. Talvez as pessoas não tenham experimentado uma receita certa. Há uns dez anos, reuni os meus colegas de trabalho para um almoço com Chili con Carne, com vários caldeirões da receita com feijões mexicanos e carne moída. Minha ex Janaína aplicou metade da porção de pimenta chili prescrita, mesmo assim ficou bem picante. Mas foi uma das melhores refeições da minha vida. Os meus colegas, mesmo os que se diziam radicais não-apreciadores de pimenta, paparam tudo e ainda rasparam as caçarolas com pãezinhos. Ficaram todos bodeados pelos cantos depois. O Fabrício, um dos meus colegas, pediu xerox da receita e faria depois ele mesmo o prato, tamanha a delícia que ficou. Foi um trunfo dessa especiaria, tão desvalorizada na terra descoberta também por sua causa.
Escrito por Vladimir às 10h32
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Meu rubi

Agora há pouco mandei um torpedinho para a minha esposinha Viviane, dizendo que ela é “meu rubi”. Fiquei pensando, que palavra bonita, né, rubi... Além de ser a joia de que mais gosto! Acho que, por ser daltônico, eu acabo por me encantar com a cor marcante dessa gema. Fuçando, vi que o verbete rubi tem a mesma origem de várias referências para vermelho, como rubro ou ruivo, e também de rubor. Rubor é outra palavra gostosa, né? Na cultura pop, achei bastante coisa com o nome de Rubi: um pokemón, uma telenovela mexicana, até uma linguagem de programação chamada Ruby. Mas há também o nome próprio feminino Ruby. A filha de quinze anos (!) da Suzanne Vega, por exemplo, se chama Ruby Froom. E houve até uma elefantinha Ruby que pintava quadros, como o macaco Xico da novela das sete. Mas a maior referência na cultura pop, são os sapatinhos de rubi da Dorothy em O Mágico de Oz. No final do filme, ela descobre que batendo os calcanhares dos sapatinhos mágicos, e dizendo: “Não há lugar, como o nosso lar” ela se teletransportava para casa. Acho que é isso que eu quis dizer no torpedo, que a Viviane é meu rubi, minha joia rara e mágica. E não há lugar (ao seu lado) como o nosso lar!
Escrito por Vladimir às 08h53
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“Parabéns pra você” em português para Suzanne Vega?

Estava fuçando os meus escritos antigos e achei uma musiquinha que escrevinhei ainda nos anos 80 em homenagem à cantora folk Suzanne Vega. Se Michael Jackson foi meu primeiro ícone musical, é inegável que Suzanne é a minha maior ídola até hoje. Eu só não lembrava que eu era um fã também no sentido amoroso, olhem só o naipe dos versos com meu tosco inglês da época: Suzanne (Vladimir Batista - 1989) When I heard your voice, I said “My god she’s so sweet!” When you sing I think I listen to my heartbeats When I saw you all my body just started to shake And I felt like there was an earthquake And you’re so cute, and you’re so fine And I just can’t stop loving you all the time Nem vou mostrar tudo, por “vergolha-alheia-de-mim-mesmo” como diz minha esposa. Mas tinha um refrão no qual eu imaginava backing vocals cantando “Suzanne!”: Suzanne! I really wanna be with youuuuu Suzanne! That’s all I would rather dooooo “That’s all I would rather do” é dureza, né, hehe. E ainda fiz citações de músicas suas em alguns versos, como essa referência a The Queen and the Soldier: You will be my Queen, and I will be your soldier. And I’d fight to death if I only could hold ya Pelo menos a rima (soldier com hold ya) ficou legal, né? rs Hoje o meu carinho por Suzanne não é mais romântico mas ainda é cheio de admiração. Frequento seu site, sigo seu twitter, leio o seu livro. E adorei, por exemplo, uma música nova dela postada na web com o DJ Danger Mouse, chamada The Man Who Played God. Enfim, resolvi falar de Suzanne Vega mais uma vez porque depois de amanhã, 11 de julho de 2009, ela faz 50 aninhos! Nossa, como o tempo passa… E que inveja dos portugueses: ela aparece com frequência lá na terrinha, e amanhã (dia 10) tem show dela em Sintra! Isso significa que, a despeito do meu esforço adolescente para homenageá-la em inglês, talvez ela esteja no palco à meia noite e ouça o primeiro Parabéns pra Você dessa sua data especial em português mesmo! Feliz Aniversário minha ídola!!
Escrito por Vladimir às 15h58
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A Era do Gelo 3

O melhor das animações modernas é a capacidade de criar mundos novos, do nada, porém sempre com criativas associações com o nosso. O mundo dos brinquedos de Toy Story tem hierarquias como um exército; o fundo do mar de Procurando Nemo tem escolinhas; um mundo de automóveis em Carros tem tratores mugindo; e o mundo sem nenhum habitante em Wall-E traz a nostalgia de filmes antigos. Lembro que Fernando Meirelles, quando Cidade de Deus perdeu vários Oscars para O Senhor dos Anéis, comentou que, se ele fez um bom filme, Peter Jackson criou com habilidade um mundo inteiro à parte, com todos os detalhes e idiossincrasias. Modéstia do brasileiro: Cidade de Deus também é um mundo à parte e, na minha opinião, ainda mais criativo. (aliás, hoje tem estreia da minissérie de Meirelles Som & Fúria, com direito a Shakespeare, promete!) Tudo isso foi pra dizer que adorei a parte 3 da Era do Gelo, mais até que da parte 2 (ainda que a 1 continue a melhor). Em todos os filmes da série, o diretor Carlos Saldanha criou um mundo à parte, de mamutes, preguiças e tigres dentes de sabre, mas dessa vez ele mandou ainda melhor, caprichando num fictício ambiente subterrâneo cheio de dinossauros onde vão parar nossos heróis. O anfitrião desse parque jurássico, uma doninha chamada Buck, rouba a cena, pilotando pterodáctilos como aviões e desarmando plantas carnívoras como bombas. Cada detalhe é uma sacada genial, um mundo novo com identificação imediata pra gente. E ainda vi com tecnologia: ver em 3D o esquilinho Scrat achando um namorada e abandonando (será?) sua noz (que fica desolada, numa das melhores cenas do filme) é muito mais cool! Só me fez ficar mais ansioso para o próximo projeto de Saldanha, chamado Rio, acho que pra lá de 2011. Isso mesmo, o diretor brasileiro mais bem sucedido da história de Hollywood, vai fazer uma animação (com lançamento mundial) que se passa aqui na cidade maravilhosa com uma arara azul como protagonista. Mesmo que vá ter aquela visão gringa do nosso carnaval, como ele até adiantou, estou curiosíssimo pra ver que mundo novo ele criará para essa querida cidade onde vivo!
Escrito por Vladimir às 14h29
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Um morcego de estimação?

A Viviane descobriu um pequeno morcego morando nas árvores em frente ao nosso prédio. Esse mamífero voador horripilante nunca me agradou, na verdade o considero o bicho mais feio da natureza. Mas minha mulher, sempre protetora dos animais, adora, e volta e meia vai à janela para tentar avistá-lo. Lembrei que tenho uma ligação com os morcegos, pois na minha vida muita gente associou Vladimir com o vampiro-mor da ficção, o Conde Vlad Drácula. Já tive amigos que me chamavam de Conde. Outra amiga, a Carolina, me chama até hoje de Polanski, por causa do Vladimir Polanski, vampiro da novela Vamp. Já a Cláudia descobriu uma coincidência: do meu nome Vladimir Batista, ela passou a me chamar de Vlad Bat, lembrando que bat é morcego em inglês. Eu, que não sou bobo (ou talvez por ser bobo), já tratei de tomar proveito nos meus namoros, criando um canastrão jogo de sedução de “vampiro dando mordidinhas no pescoço”. Nunca deu muito certo, pra falar a verdade. Lembrando dessa minha conexão com morcegos, e diante das demonstrações de apreço da minha esposinha, acabei me apegando também ao meu feioso vizinho. É sempre uma alegria quando o vemos da janela do apartamento, como se fosse o nosso primeiro animal de estimação daqui do Rio. Já tem até nome: em homenagem ao alterego do Batman, batizamos o morcego de Bruce, pode ser?
Escrito por Vladimir às 16h32
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Canto do Vladimir
Perfil
Nome: Vladimir Batista
Idade: 37
Nasceu: Goiás
Mora: Rio de Janeiro
email: vladimir.batista@gmail.com
Conteúdo
Blog de Vladimir Batista, 37, sobre cinema, curiosidades (etimologia (origem das palavras), dicionário, cultura inútil, rankings (top10, top5,...)), música, TV, literatura, minhas criações (letras, poemas, contos, romances, novelas, roteiros de cinema, argumentos), atualidades, minha vida, etc...
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Histórico
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