Canto do Vladimir


Meus primeiros LPs, Fitas Cassetes, CDs, VHS, DVDs e agora... Blu-Ray Disc!

Comprei um Blu-Ray Player e estou na maior dúvida de qual filme ganhará a honra de ser o primeiro Blu-Ray Disc da minha vida. Com os filmes e músicas todas digitalizadas, acredito que seja a última vez que vou comprar o “primeiro” disco de qualquer-que-seja a tecnologia nova. Daqui pra frente, só deverá haver “arquivos baixados”, e acabar-se-á o romantismo antiquado de pegar um disco com as mãos, ler encartes, etc; que pena, né?

Fiz um exercício de reminiscências para lembrar quais foram os meus primeiros LPs, as fitas cassetes, CDs, VHS e  DVDs. Não foi fácil; minha memória anda precisando de "fosfosol"!

Lembrar do primeiro CD, que deveria ser mais fácil, teve um problema: quando viajei com a minha família para a Europa em 1991, adquiri um CD Player para mim e, aproveitando, comprei logo uns dez CDs. Acredito que esses foram os primeirões. O problema é que não lembro quais foram, os únicos que tenho certeza foram os três álbuns lançados da minha já ídola Suzanne Vega - os quais eu já tinha em vinil. Pra efeito de ranking, acredito que tenha selecionado na prateleira primeiro o Solitude Standing, o mais famoso.

Minha primeira fita cassete eu lembro bem, foi uma dos Beastie Boys, ali por volta de 1989. Eu já havia comprado um LP chamado Hip Hop Hits, em uma época que pouca gente sabia o que era hip hop ou rap. Gostei das faixas dos Beastie Boys e qual foi a minha surpresa de achar um fita deles vendendo à beira da estrada numa viagem de Goiás a São Paulo. Era o álbum Licensed to ill, me amarrei.

O mais difícil de saber foi o primeiro LP. Como meu pai trabalhou na rádio Antena 1 até 1984 e trazia muitas amostras grátis, fica difícil lembrar qual LP realmente eu fui à loja para comprar. Além disso, depois, eu e meus irmãos comprávamos juntos os nossos vinis, como os da Madonna, True Blue e a coletânea You Can Dance de 86 e 87. Acredito que talvez o primeiro LP que eu realmente “chamei de meu”, mesmo tendo comprado com meus irmãos, foi o Bad do Michael Jackson em 1987.

Quanto ao VHS, como todo mundo, eu alugava muito, mas não tenho certeza de qual eu comprei primeiro. Vem na minha cabeça uma coletânea de clipes da Suzanne Vega que comprei novamente na Europa em 1993 e que nunca funcionou aqui no Brasil, por causa do padrão. Deve ter sido esse. Já de filmes, acho que o primeiro foi The Commitments – Loucos pela Fama, de Alan Parker, da mesma época.

Também tive problemas de região com o meu primeiro DVD. É que ganhei um DVD Player importado da minha empresa, mas o mesmo só reproduzia discos da área dos EUA, na época que isso era um problema. Em 2001, para testar, comprei na banca de jornais o DVD do filme de terror B Evil Dead – A Morte do Demônio mas não funcionou. Acabei ficando sem ver esse filme até hoje!

Finalmente, vou comprar o meu primeiro Blu-ray Disc nos próximos dias. Já procurei os meus filmes favoritos, Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças e Pulp Fiction - Tempo de Violência, mas não achei nesse novo formato. Fui à Saraiva agora e vi que há Três Homens em Conflito, western clássico de Sergio Leone, é um bom candidato! Mas vou escolher com cuidado...

Segue o ranking:

Meu primeiro LP (1987): Bad, de Michael Jackson
Minha primeira fita cassete (1989): Licensed to ill, dos Beastie Boys
Meu primeiro CD (1991): Solitude Standing, da Suzanne vega
Meu primeiro VHS (1993): Suzanne Vega, coletânea de clipes
Meu primeiro VHS de filme (1993): The Commitments – Loucos Pela Fama
Meu primeiro DVD (2001): Evil Dead – A Morte do demônio
Meu primeiro Blu-Ray Disc (2009): ?



 Escrito por Vladimir às 13h53
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Michael Jackson na minha vida

Um dia, em 1987, eu estava ouvindo uns discos do Adoniran Barbosa e da Suzanne Vega, e meu pai se disse tocado ao reparar que eu estava criando a minha própria cultura musical. Antes eu simplesmente pegava carona em heranças e modismos, o que me fazia gostar, por exemplo, do Vivaldi, que ele próprio ouvia, e do popularíssimo Michael Jackson. Mas ele não percebeu que eu já me diferenciava da unanimidade, ao estar gostando mais do album Bad, então recém-lançado, que do já clássico Thriller. Eu era um fã de Michael de um jeito só meu, curtindo cada detalhe do som, decorando as letras, os toques dos instrumentos. E, inaugurando o vídeocassete de casa, gravamos um especial da Globo com os principais clipes e, gordinho e desajeitado, aprendi com certa habilidade as coreografias.

Esse fato, por incrível que pareça, foi importante na minha vida. Sempre fui um cara tímido e com poucos amigos. O que me fazia ganhar popularidade era meu humor meio palhaço (que já não carrego há tempos, como comentei aqui na morte do Bussunda), mais recentemente também os meus escritos e, acreditem, também minhas imitações de Michael Jackson nas festas e reuniões! Até hoje são um sucesso: a última, no meu casamento, foi um furor. Essas performances nunca me depreciaram, pelo contrário, as pessoas já sabiam que eu era um cara sério e essa faceta lúdica só me trouxe simpatia e mais amigos. Hoje, os meus colegas até me deram pêsames, meio brincando, mas é verdade que fiquei tocado.

Aliás, ontem foi tão estranho, depois de acompanhar as notícias pelo twitter, eu estava sozinho em casa e começou a tocar Don't Stop til You Get Enough no Multishow. Como sempre faço na frente da TV, comecei a dançar imitando o clipe. Só que normalmente isso é uma dose de alto astral para mim, mas ontem foi uma espécie de alegria com tristeza, fiquei emocionado. 

Lamento que Michael tenha ficado tão perturbado. Assim como os Beatles, a música dele foi genial ao aliar qualidade com pop (apesar de que sua fase brilhante já ter morrido há 20 anos). E assim como Fred Astaire, ele trouxe a dança para o estado da arte e popularizou-a como ninguém. No encarte de Dangerous, ele escreveu uma poesia pouco conhecida de exaltação à dança, que eu adorava ler.

MJ foi de fato meu primeiro e um dos maiores ídolos musicais. Suzanne Vega e todos os outros vieram depois. Ontem, a própria Suzanne comentou en-passant a morte dele no twitter; para mim foi emblemático. Era como se ela estivesse falando comigo: “Vladimir, perdeste o teu primeiro ídolo, mas ainda tens a mim, aos teus outros ídolos, e toda a tua cultura musical que tanto te apaixona e até molda a tua vida.” É isso aí, Suzanne!



 Escrito por Vladimir às 10h24
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Pulguinhas e Pulgões na cultura pop

Já comentei aqui que minha Viviane e eu nos chamamos carinhosamente de Pulguinha e Pulgão. Em homenagem aos nossos cinco meses de casados completados hoje, fiz uma pequena consulta na web sobre pulgas e pulgões na cultura pop.

Com relação aos pulgões, a maior parte das referências diz respeito ao fato deles secretarem um fluido açucarado através de uns chifrinhos na cauda, do qual as formigas se esbaldam. Alguns desenhos mostram as formigas ordenhando os pulgões, veja só:

  

No longa de animação FormiguinhaZ, pulgões se transformam em canecas de cerveja num bar (reparem na mão do formigão na primeira imagem abaixo). O que gera a seguinte piada no filme (juro):
Weaver falar para Z: "Você não vai querer sua cerveja de pulgão?"
Z responde: "Pode me chamar de louco, mas eu tenho um bloqueio contra beber do ânus de outra criatura, pode ser?"

                      

Já na animação Vida de Inseto, a Rainha das formigas tem um cachorrinho-pulgão, chamado Aphie (vem de aphid, pulgão em inglês). Por mim, tudo bem que todos os pulgões da telona têm essa posição submissa, afinal também sou o marido de estimação da minha Viviane! Depois lançaram um livrinho com o Aphie como protagonista procurando um lar, vejam que fofo.

   

E as pulgas? Além do Flea (pulga, em inglês), baixista do Red Hot Chilli Peppers, de quem somos fã,  grande parte das referências na web estão associadas com circos de pulgas, aquela montagem mecânica em miniatura.  No mesmo filme Vida de Inseto, há um cujo dono é a temível figura do P.T. Pulga:

Hum, nada a ver com a minha queridinha. Mais graciosos, descobri alguns desenhos animados das décadas de 40 e 50. Como o The Flea Circus, de 54 e What Price Fleadom, de 47, que contam romances entre pulgas. Ah, o amor... O primeiro é entre um pulga palhaço e uma pulga vedete em Paris; e no segundo, uma pulga-macho é amiguinho do cachorro, muito legal.

  

Por fim, acho que a pulguinha mais famosa (pelo menos em São Paulo) é a que está dançando ié-ié-ié na propaganda dos anos 80 do D.D.Drim.

 

Com a lembrança desse comercial nostálgico, este Pulgão fica por aqui, desejando um FELIZ CINCO MESES pra minha Pulguinha querida!

P.S. Vejam os desenhos no youtube clicando aqui e aqui,e a propaganda do DDDRIM, aqui.



 Escrito por Vladimir às 21h57
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Truques de roteiro

Empolgado pelo filme Apenas o fim, matriculei-me em um curso de roteiro de cinema, da PUC, a partir da semana que vem (se houver quorum) com a duração de um mês e meio. Já fiz dois cursos sobre o assunto antes, mas faz anos que não entro em um.  Eu me amarro!

O problema de gostar de roteiro é que você perde às vezes a visão inocente quando assiste a filmes ou programas de TV. Há umas décadas já havia lido alguém (acho que o Veríssimo) se lamentando que assistia Os Trapalhões e ficava tentando adivinhar o fim da piada ao invés de se deixar surpreender. Isso acontece às vezes comigo; e logo eu que odeio spoilers (revelações de antemão) do que eu assisto.

Ontem, por exemplo, eu estava explicando para a minha esposa Viviane, com o meu parco conhecimento, alguns truques de roteiro na novela Caras e Bocas. Há algumas semanas, a personagem Bianca bola um plano para fazer sua mãe Dafne desistir do casamento, mas o telespectador não ouve o plano. Daí eu disse: “Isso significa que o plano vai dar certo, pois senão eles deixariam a gente ouvir os detalhes. Eles somente serão revelados quando estiverem dando certo, resultando em um efeito melhor.” De fato, o estratagema da mocinha dá certo, com direito a telão com fotos montadas do noivo com outra. Já ontem, acontece o inverso. A vilã Judith explica em detalhes o plano para drogar a mesma Dafne e evitar mais uma vez o seu casamento. Eu logo ratifiquei: “Se ela explicou o plano para o telespectador, quer dizer que não vai dar certo, pois se fosse dar certo, não precisaria dela explicar, a gente veria com nossos olhos”. Dito e feito, outro personagem acaba tomando primeiro a balinha com sonífero, e o plano vai por água abaixo.

E é aí que eu penso: será que não era melhor eu não prestar atenção nessas características do roteiro e me deixar surpreender sempre?



 Escrito por Vladimir às 09h11
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Adorei o filme "Apenas o fim"

Meu filme nacional favorito de 2009 até agora é Apenas o Fim. A rigor, trata-se de um grande diálogo de rompimento e lembranças de um casal de universitários, lembrando Antes do Pôr do Sol (na estrutura "conversa & paisagens") e Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças (nas reminiscências). Aliás, eles até citam a frase “Encontre-me em Montauk!” dessa última obra prima.

Pois bem, achei essa conversa dos jovens personagens de Érika Mader e Gregório Duvivier simplesmente impagável do início ao fim. São tão perfeitas as tiradas e a química entre os dois que não dá pra entender como é que eles estão terminando, sendo essa incongruência o único porém do filme. Até comentei com a minha esposa Viviane que, juro, eu queria ser assim como o personagem dele, com comentários bem-humorados e criativos para tudo.

O filme ganhou o prêmio de público nos últimos Festival do Rio e Mostra São Paulo e já passou em festivais de outros países. E, pasmem, foi um mero trabalho de faculdade do diretor e roteirista, um tal de Matheus Souza, de meros 20 anos! Puxa, já estou fã desse cara, esse era outro sonho meu, escrever um filme descompromissado, como quem não quer nada, e ter uma resposta surpreendente dessa.

O que achei mais legal no filme foram as referências pop da geração do cineasta, citando de Britney Spears a Pokémon, passando por Orkut, Super Mario Bros, Star Wars, Backstreet Boys, Michael Jackson, Ursinhos Carinhosos... Sempre achei curioso por que no Brasil não se fazem citações pop no cinema e nas novelas, como acontece com filmes ou séries americanas como O Balconista, Gilmore Girls ou Os Simpsons. O mais próximo aqui no Brasil eram aqueles desenhos da Mega Liga MTV. Acho que, de tanto medo de fazer merchandising de graça (ou seria de serem processados?), os produtores brasileiros perdem chance de criar um vínculo criativo com o público.

Nesse sentido, o jovem Matheus Souza, mesmo não compartilhando exatamente os mesmos elementos da minha geração, teve sucesso em criar uma identificação imediata comigo, que amei o seu pequeno grande filme. Outro da série: "Vão assistir antes que saia de cartaz!". 



 Escrito por Vladimir às 08h15
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Caminhando em Macaé

Estou em Macaé-RJ, durante toda a semana, a trabalho. Hoje de manhã, estava caminhando na Praia dos Cavaleiros com meu colega Sandro, quando vimos um restaurante chamado Marisco’s. Comentei de uma crônica do Luis Fernando Veríssimo em que ele corrige a mania brasileira de se usar o apóstrofo em nomes de bares, já que ele é originamente usado para indicar posse do estabelecimento. Ou seja, assim como temos o Bar do Zé aqui; nos EUA há o Joe’s Pub, McDonald’s Restaurant e assim por diante. Então, quando o Veríssimo foi ao Speto’s Grill, ele ficou com vontade de solicitar a presença do Senhor Speto. Da mesma maneira fiquei a fim de entrar no Marisco’s e mandar vir o Seu Marisco à mesa.

Logo depois vimos, curiosamente, uma Picanha do Zé! Esse sim, poderia ser Zé’s, e estar mais correto que seu vizinho. Encostado à Picanha do Zé, há outro (esqueci o nome) que se intitula “A melhor picanha da região”. E, também colado a seguir, O Rei da Picanha. Caramba, que concorrência... Mais um pouco adiante há outro restaurante chamado simplesmente de Finalmente. Brincamos que deve ser abreviação de Finalmente-uma-picanha-boa-de-verdade!

Essa caminhada me fez lembrar que uma vez eu estava numa churrascaria rodízio e solicitei ao garçom:

- Por favor, pede para o cupim passar por aqui!

Depois fiquei pensando que daí a pouco ia chegar um cara bem gordo dizendo:

- Eu sou o Cupim. Você me chamou?



 Escrito por Vladimir às 23h02
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A Mulher Invisível

Por ausência de filmes brasileiros empolgantes, foi até difícil preencher meus top5 de favoritos dos últimos anos. Mas em 2009 estou gostando do cinema nacional, aliás, talvez haja mais destaques que o americano (Exterminador do Futuro 4 foi outra decepção).

Depois do hilário Se eu fosse você 2, assisti na semana passada o igualmente divertido A Mulher Invisível, de Cláudio Torres. E, anteontem, uma surpresa ainda melhor: a comédia dramática pop Apenas o Fim, do estreante Matheus Souza, sobre o qual eu comento outro dia.

Sobre A Mulher Invisível, fui assistir com um pé atrás, achando que ia ser o “filme de uma piada só”, a do cara que tem uma namorada imaginária. Mas o roteiro acabou se revelando bem dinâmico, fechando todas as pontas direitinho e com ótimas piadas. Ri muito no cinema!

Selton Mello está ótimo como sempre, há participações irretocáveis da Fernanda Torres (com uma ponta que parece a Vani, de Os Normais) e de uma atriz que eu não conhecia, a bela Maria Manoella. Além, é claro, da Luana Piovani, que manda bem encarnando o eterno fetiche masculino da “vizinha gostosa que aparece na sua porta pra pedir açúcar”.

Gozado, não sei por que, isso nunca aconteceu comigo!



 Escrito por Vladimir às 09h30
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Nomes criativos de ONGs de cachorros e de pet shops

Minha esposa Viviane vive dedicada aos cachorrinhos carentes, sempre apoiando ONGs que protegem animais abandonados e incetivam adoções. Uma ONG lá de Jundiaí, com a qual ela contribui desde o início, tem o nome mais bonito de todos: Focinhos Carentes. Resolvi dar uma fuçada (com a ajuda dela) em outras denominações por aí.

Muitas ONGs, apesar do trabalho caloroso, preferem meras siglas, como as conhecidas SUIPA (Sociedade União Internacional Protetora dos Animais) e SOZED (Sociedade Zoófila Educativa). Outras escolhem nomes auto-explicativos como Pro-Cães, Pet-Lover, SOS Vida Animal, sendo que deste último, tive o privilégio de visitar as feirinhas de adoção no Bairro Peixoto.

Mas há nomes bem criativos de ONGs, alguns até a gente tem de pensar um pouco pra sacar, como o Quintal de São Francisco, Aubrigo e Arca Brasil. Outros são muito fofos, como Vira-Lata é Dez, Clube das Pulgas, Clube das Mordidas, Carrocinha Nunca Mais, 100% SRD (Sem Raça Definida), Patinhas on line e o já mencionado Focinhos Carentes, pra mim o melhor nome (parecido com esse, há também o Focinhos Gelados, muito legal também).

Por fim, algumas pet shops que também primam por nomes bonitinhos, alguns com trocadilhos, como Bouticão, Auquemia, Cãotinho; outros são ideias simples e encantadoras, como Lambe Lambe, Etc e Cão, General Au Au e o ótimo nome Encrenquinhas. Mas, quando eu morava em São Paulo, eu me amarrava era passar na frente de uma pet shop na Avenida Santo Amaro, que tinha o singelo e bem sacado nome de Amaro’s Bichos. Um belo nome e ao mesmo tempo uma ótima mensagem, né?



 Escrito por Vladimir às 19h32
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O dia em que colei no exame médico

Estava contando anteontem para o pessoal do trabalho a história de quando eu e alguns colegas brasileiros e estrangeiros passamos alguns meses na China a trabalho. Um dia, resolveram realizar um exame médico na gente, um check-up básico, um tanto dificultado pelos médicos e enfermeiros chineses falarem um inglês bem fraquinho.

Lá pelas tantas, não sei por que, submeteram-nos a um teste de cores que eu não conhecia. Fucei agora na web e vi que se trata do teste de Ishihara, para determinar daltonismo. O chinês chegou para mim com uns mosaicos coloridos formando algarismos “ocultos” e perguntou que números eram. Eu sequer entendi a pergunta, pois pra mim - que sou de fato daltônico - não passava de pontinhos coloridos. 

Nossa comunicação ficou ainda mais confusa que o normal, até que o Edson, um colega brasileiro ao meu lado, me explicou em português do que se tratava e já me adiantou a resposta: “Seis!”. Repassei ao chinês, que achou que eu não sabia falar inglês e que o brasileiro estava só traduzindo as perguntas. Assim foi, passei no teste com o Edson me soprando todas as respostas. Depois fiquei pensando: e se eu tivesse reprovado, seria expulso da China, sob a alegação que: “Só entra aqui quem identifica muito bem o vermelho!”?

Depois que contei essa história, uma colega minha aqui do trabalho retrucou que pior foi ela, que colou na prova do catecismo! Bom, é verdade, pelo menos eu seria expulso só da China...



 Escrito por Vladimir às 16h34
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Canto do Vladimir

Perfil
Nome: Vladimir Batista
Idade: 37
Nasceu: Goiás
Mora: Rio de Janeiro
email: vladimir.batista@gmail.com

Conteúdo
Blog de Vladimir Batista, 37, sobre cinema, curiosidades (etimologia (origem das palavras), dicionário, cultura inútil, rankings (top10, top5,...)), música, TV, literatura, minhas criações (letras, poemas, contos, romances, novelas, roteiros de cinema, argumentos), atualidades, minha vida, etc...


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