Canto do Vladimir


Música Brasileira - Anotações para o meu Top10 dos Anos 2000

Ali por 1999, 2000, quando começaram a fazer listas do tipo Top100 das Melhores Músicas Brasileiras do Século XX, algo chamava a atenção: entre Aquarela do Brasil, Garota de Ipanema, Carinhoso, As Rosas Não Falam, etc, havia pouquíssimas canções das décadas de 80 e 90. Será que pararam de compor músicas excepcionais nas últimas décadas? Pior é que a coisa não melhorou e, agora que estou começando a montar os meus rankings para os Anos 2000, fico conjecturando se existe alguma música brasileira de 2000 a 2009 a altura dos clássicos de Tom, Vinícius, Noel, Dolores Duran e Chico (nos bons tempos)...

Outro agravante é hoje em dia muita coisa genial fica escondida em artistas independentes, como o pessoal do samba de raiz da Lapa. Por isso, vou até criar uma lista à parte, do tipo Top10 Melhores Indies Brasucas, com lindas canções, como Os Presentes, da Eliana Printes, Esperando Aviões do Wander Lee, Novo Amor do Edu Krieger e Samba de Amor e Ódio da Roberta Sá. Também poderia montar outra lista com músicas brasileiras em outras línguas, como as de Marina de la Riva (embora careça de inéditas) e da Mallu Magalhães.

Mas entre os mais famosos, então, vamos buscar o que temos. Marisa Monte e Los Hermanos terão presença certa. E eu incluiria também o Zeca Baleiro. Deles, dá pra falar que ainda mantiveram o nível de qualidade ao menos comparável ao melhor dos anos 70 e 80. Agrada-me muito, por exemplo, O Bonde do Dom ou Amor I Love You da Marisa; Cara Estranho ou O Vencedor dos Hermanos e Telegrama ou Alma Nova do Zeca. Mas vou analisar melhor.

Quem mais? No rap, nunca mais tivemos um Racionais MCs, que pena. Na MPB, Bethânia, que lançou verdadeiras preciosidades em CD nesta década, teve poucas inéditas. Chico, Caetano, Gil, sorry, não são mais os mesmos. Talvez, algo da Zélia Duncan... No pop, nada empolgante no rock, axé, samba, pagode ou sertanejo (nem comento o funk carioca). Salva-se o início da década do Pato Fu (com o ótimo CD Ruído Rosa de músicas como Eu e Menti pra você, mas foi sem querer) e do Skank (com Vou Deixar ou Balada do Amor Inabalável).

Bem, mesmo que pareça não haver clássicos absolutos, até que o acervo dos anos 2000 dará pra preencher ao menos meus modestos Top10s, né? E até o final do ano, ainda pode pintar alguma preciosidade, quem sabe?



 Escrito por Vladimir às 08h54
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Ranzinza com o cinema de 2009

É a safra de cinema de 2009 que está fraca ou sou eu que ando igual ao Smurf Ranzinza, com pouca coisa me encantando? Dos filmes pipoca esse ano até agora, só gostei muito mesmo das animações Bolt Supercão e Monstros vs Alienígenas (além da hilaria comédia Se eu fosse você II). Watchmen e Coraline foram não mais que legalzins e Operação Valquíria decepcionante. Nossa, e assisti em DVD, o hit Crepúsculo (Twilight) e odiei, achei sem carisma nenhum. Em compensação, vi também em DVD Busca Implacável (Taken), uma espécie de 24hs com o Lian Neeson num papel jackbaueriano, e me amarrei, mas esse é do ano passado.

Já da safra do Oscar, gostei bem do Benjamin Button, outros me agradaram apenas por detalhes como a Kate Winslett em O Leitor e o romance fofo indiano de Quem quer ser milionário? Mas cansei rápido do estilo “independente pra Oscar” e nem fui ver Milk, nem O Lutador, nem Frost/Nixon. Humpf!

Vem aí o verão americano, mas já estou ressabiado com Wolverine, Star Trek e o quarto Exterminador. Tô achando que vão ser todos mais-ou-menos. Estou mais curioso mesmo pra ver outra animação: Up – Altas Aventuras da Pixar. 

Dos filmes “alternativos” desse começo de ano, nem assisti muitos. Quando vi Entre os Muros da Escola, sobre o dia-a-dia de uma escola multi-étnica na França, achei meio chato, mas até que agora, distanciando, passei a gostar mais. Acontece. O melhor mesmo foi Rumba, comédia de humor negro que passou meio desapercebida no cinema.

E agora, que li Borges, vou rever Sinédoque Nova York, do Charles Kaufman (genial roteirista de Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças), uma egotrip labiríntica que vi no Festival do Rio. É realmente uma viagem, e vocês têm de estar dispostos mas, uma vez embarcados, é um prazer! Se estiverem a fim, se apressem antes que saia de cartaz. É um raio de criatividade num começo de ano nada empolgante, ao menos na opinião do ranzinza que vos escreve.



 Escrito por Vladimir às 11h36
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Twitter, Gorjeio, Gorgeous

 

Ando brincando de Twitter, a rede de microblogs que virou sensação. Nele, a gente recebe posts telegráficos (com até 140 caracteres) dos melhores blogueiros do país, como o Inagaki, o Nelson Moraes e a Marina W, bem como de celebridades como o próprio Barack Obama e até a minha ídola Suzanne Vega, cool!

Hoje li um texto do Ivan Lessa que lembra que a palavra twitter em inglês significa gorjeio ou gorjear ou, como define o Houaiss, “o canto melodioso, em notas rápidas [tudo a ver!] de certos pássaros, como a andorinha, o rouxinol e o sabiá; trino, trilo, chilreio”. Ah, que bonito, lembrei agora do "As aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá". Bem que esse abrasileiramento poderia pegar, né, em vez das pessoas falarem: “eu estava twitando” passariam a: “eu estava gorjeando”, “Michael Phelps também virou gorjeador”, “vou seguir o gorjeio da Britney Spears”, etc.

Gorjeio me lembra uma das palavras em inglês que mais gosto, Gorgeous, que significa esplendorosa, como em “Viviane was gorgeous in our wedding!” (“Viviane estava deslumbrante no nosso casamento!”)

Peraí, será que gorjeio e gorgeous têm a mesma origem? Fucei, e não é que têm mesmo? Gorjear (trinar) vem de gargantear, derivado do francês gorge (garganta). Já gorgeous, vem da expressão também em francês gorgias (elegante), pinçado de gorgias ruff (lenço de pescoço; que era um símbolo de luxo), de onde chegamos ao mesmo gorge (garganta).

Hum, vou tentar gorjear em 140 caracteres essa importantíssima  informação no Twitter!



 Escrito por Vladimir às 23h02
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Três meses de casados!

Aproveitei que hoje - véspera de completarmos 3 meses de casados - foi feriado para mim, mas não para a minha esposinha Viviane, peguei uma folha de caderno, recortei dez pequenos bilhetes, numerei-os e escrevi em todos “Feliz Aniversário de 3 meses!” seguidos de dez declaraçõezinhas de amor bem bregas do meu repertório (e de clichês apaixonados por aí), desde “Meu amor por você cresce a cada dia!” ou “Te amo tanto que acho que vou explodir!” até engraçadinhas como “Te amo mais que doce de leite com queijo minas!” e, na última, “Quero casar com você de novo! E de novo, e de novo...

Por fim, escondi pela casa: em seu chinelinho, no jogo americano, no ferrolho da janela, no marcador do livro que ela está lendo, na embalagem do remedinho, na cumbuca onde ela come cereal, no rótulo do coelho de pelúcia, no box do chuveiro, no teclado do seu notebook, na embalagem do seu brioche...

São 19:30hs agora, e ela chega às 22:30hs...

UPDATE!

O primeiro bilhete escondido, ela achou no chinelinho! Em polvorosa, saiu caçando e, em dez minutos, achou outros oito. O último, o do ferrolho da janela, só foi achar uma hora depois! Ganhei mil beijos, humm! 

Pela décima primeira vez: Feliz Aniversário de 3 meses, meu amor!



 Escrito por Vladimir às 19h20
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A atriz americana Scarlett Johansson



 Escrito por Vladimir às 20h20
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Músicas que diminuem o volume no finalzinho

Outro dia eu ouvi uma música moderna que foi terminando aos poucos, diminuindo o volume, como o fade-out do cinema (aquele efeito de escurecer e desaparecer a imagem gradualmente nos finais dos filmes). Aliás esse efeito sonoro também se chama fade. É impressão minha, ou poucas canções hoje em dia terminam assim?

Será que é porque as pessoas gostam mais de volume alto o tempo todo? Ou seria para facilitar a reprodução da canção nos palcos? Ou isso era mais uma característica dos LPs de vinil, para facilitar a achar a divisão entre as músicas?

Não sei, só sei que já se foi o tempo que as pessoas tentavam decifrar mensagens escondidas nesses finaizinhos, como no lendário A Day in the Life, dos Beatles, que tem dois fades. Nos sambas de partidos altos - como O Bagaço da Laranja, com Zeca Pagodinho e Jovelina Pérola Negra - muitas rimas só surgem nesse momento.

Lembrei que, quando eu gravava fitas K7 e uma canção não cabia no finzinho, eu criava esse efeito no meu aparelho do som, ia diminuindo o volume, para dar a impressão que a música estava acabando. Funcionava bem! Se realmente não se usam mais esse efeito charmoso, acho uma pena. 

Pra terminar, a melhor referência a esse efeito, vinda dos Mamonas Assassinas. Em Uma Arlinda Mulher, paródia das canções do Belchior, olha o que é dito quando ocorre esse fade no final:

   Logo agora que você estava quase entendendo o que eu estou falando
   A canção está acabando e o Creuzebek está baixando ali o volume
   E você não entende nada mesmo porque quando você estiver em sua casa nesse momento a música vai estar baixinha
   E você não vai entender nada não sei nem por que eu estou falando esse monte de besteira...

E por aí vai, com direito a palavrões e outras escatologias que só quem teve a curiosidade de aumentar o volume pôde ouvir. Esses Mamonas eram mesmo uma diversão!



 Escrito por Vladimir às 09h05
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Os constrastes de Susan de "Monstros vs Alienígenas"

Numa das melhores cenas da excelente animação Monstros vs. Alienígenas, Susan, uma carismática mocinha, corre atabalhoada para ver o seu noivo, um apresentador de TV canastrão, de quem ficou separada por um tempo. Ela está empolgada e não enxerga nenhum empecilho para os dois finalmente ficarem juntos. No entanto, o canalha lhe dá um belo de um fora. Ela se sente arrasada, com auto-estima no chão, como se fosse um ser microscópico. Só que, na verdade, ela está com quase 15 metros de altura, com forças e habilidades incríveis e é considerada uma heroína do planeta.

Essa discrepância da enormidade da protagonista Susan (que ficou assim devido a um acidente sideral) com sua fragilidade, sua humanidade, é o melhor do filme. Ela me emocionou, me remetendo aos contrastes da minha Viviane, que é pequena e frágil, mas imensa em inteligência, capacidade e índole.

Mas Montros vs Alienígenas (e seu título auto explicativo) já seria ótimo como uma super aventura de ação. Assisti todo entusiasmado com meus óculos 3D e, ainda por cima, na sala gigante IMAX. É realmente a melhor obra cinematográfica até agora a se aproveitar dessas técnicas. As cenas de ação em espaços descomunais (a ponto da gigante Susan ficar mínima nos cenários) são arrebatadoras. E ainda há ótimas tiradas de comédia, principalmente quando aparece o apatetado Presidente dos EUA, muuuito divertido!

É, esse ano vai ser difícil para eu escolher o melhor longa de animação. Já tivemos o também excelente Bolt Supercão, da Disney, e ainda vem por aí Era do Gelo 3 e a sempre promissora Pixar com seu Up – Altas Aventuras.  Mas Susan e seus impagáveis amigos monstros já cometeram, na minha opinião, a melhor animação computadorizada da Dreamworks Animation de todos os tempos (ou seja, achei melhor que Kung Fu Panda, Shrek, Bee Movie, Madagascar,...), chegando ao invejável patamar de qualidade da Pixar. Não é pouco!



 Escrito por Vladimir às 17h39
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Meu primeiro Borges

Depois de experimentar com prazer meu primeiro Saramago, agora foi a vez de Borges. A primeira vez que ouvi falar do escritor argentino Jorge Luis Borges, foi numa aula especial de redação que tive no 3º ano, em 1989. O professor mostrou o início de um conto dele e eu achei tão viajante que, apesar de intrigado, adiei a minha primeira investida em suas palavras. Como eu, insignificante leitor, não era um caçador de livros e não existia a internet, nunca me esforcei para procurar e comprar seus livros. Somente há um mês, vinte anos depois, me bateu curiosidade, descobri pela internet qual seu livro mais famoso, onde comprar, para então atacar e devorar o volume Ficções, composto de dezesseis contos escritos no início dos anos 40.

Finda a tarefa, achei simplesmente sensacional! Agora vejo que os inícios de seus contos são propositadamente confusos, talvez para desencorajar incautos. Ao atravessar essa barreira, entramos numa viagem por originalidades ímpares. Ele antecipou, por exemplo, muitas ideias de possibilidades de futuro exploradas hoje em filmes de ficção científica, como Efeito Borboleta.

Borges era obcecado por bibliotecas, mencionando várias obras, algumas reais outra fictícias, nos envolvendo em um labirinto de citações. Aliás, suas maiores obsessões eram justamente os labirintos. Conta de estórias que correm de trás para frente (como no filme Amnésia (Memento)), de uma loteria que rege uma teia de acasos infinitos, de um personagem que tem uma memória tão poderosa que se lembra de (e se envereda em) cada detalhe ínfimo que presenciou em toda a sua vida. No texto que mais gostei, O jardim das veredas que se bifurcam, um conto de espionagem de final surpreendente, ele conta de um livro com uma narrativa considerando inúmeras alternativas paralelas dos acontecimentos - como no filme O Vidente, que meu cunhado Luiz se amarra.

O conto mais famoso descreve a suposta Biblioteca de Babel, com galerias hexágonas infinitas contendo todos os livros possíveis, ou seja, usando todas as combinações possíveis do alfabeto, desde volumes totalmente em branco ou com todas as letras iguais, até todas as traduções em todos os idiomas vivos e mortos de todos os livros possíveis. Hoje se diz que Borges estava prevendo, em 1941, a internet! É mesmo, né? 

Será que ele também previu que um dia essa mesma internet, filha de sua Biblioteca de Babel, ajudaria um inexpressivo leitor brasileiro a achar e se encantar com sua obra? Bem, só sei que já vou googlar para descobrir qual o próximo livro dele que vou ler!



 Escrito por Vladimir às 08h33
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Algo que gosto em filmes antigos: flechas com mensagens enroladinhas



 Escrito por Vladimir às 08h24
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Que tal esses nomes para seus filhos: Zênite, Nadir, Equinócio e Solstício?

Os cientistas dos astros de antigamente só podiam estar de brincadeira na hora de inventar certas denominações da astronomia. Vieram com pelo menos quatro das palavras mais esquisitas da língua portuguesa (e de outros idiomas): Zênite, Nadir, Equinócio e Solstício. E nem vou falar de Periélio e Afélio, que parecem dupla sertaneja.

O verbete mais normal desses daí é nadir, né, nome de gente, mas seu antônimo é... zênite! E não é que o par Zênite & Nadir tem ares meio esotéricos? Mas merece, pois o significado é viajandão também. Querem que a gente imagine uma esfera celeste, sendo o zênite o cume, acima da nossa cabeça, e nadir o ponto embaixo dos nossos pés à mesma distância. Cuma?!

Solstício e equinócio (negócio do quê??), embora sejam mais difíceis de falar, são mais fáceis de entender. São os marcos dos inícios das estações. Solstícios são as datas onde o Sol está mais distante angularmente do equador, ou seja, o dia mais longo (solstício de verão) ou mais curto (solstício de inverno) do ano. Já os equinócios ocorrem quando o Sol corta o equador, e o dia e a noite têm a mesma duração, iniciando a primavera e o outono.

Embora não usemos essas palavras no dia-a-dia, as festas pagãs que marcavam esses dias no hemisfério norte se tornaram consagradas. A Páscoa, antes de ter os significados judaico e cristão, era a comemoração do equinócio da primavera (o carnaval, por conseguinte, também deve a essa data). Já as Festas Juninas têm origem na celebração do solstício de verão. O Halloween, no início, marcava o meio do caminho entre o equinócio do outono e o solstício do inverno. E até o Natal, pobre menino Jesus, teve sua data mudada só para combinar com as comemorações do solstício do inverno. Bem, já que estamos caminhando para a separação da igreja e o estado, podíamos voltar a chamar esses feriados de Equinócios e Solstícios, né?

Pensando bem, do jeito que essas palavras são esquisitas, melhor do jeito que está. Aliás, deve ser por isso que mudaram, né?



 Escrito por Vladimir às 23h01
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Imagem & Ação

No fim de semana, eu e a Viviane jogamos Imagem & Ação com um casal de amigos, Sandro e Valéria. Que delícia, eu não brincava há uma década com o meu jogo de tabuleiro favorito. É aquele no qual um participante desenha para o parceiro uma palavra sorteada e o outro tenta adivinhar qual é.

Bons tempos da época da faculdade que eu e o Fuscão (meu amigo Herbert) varávamos madrugadas em inúmeras partidas - ele, ainda mais que eu. Lembro-me que éramos super rígidos com a regra de não poder fazer mímica ou gestos. Uma vez, um amigo nosso fez um gesto obsceno, irritado porque o seu parceiro não conseguia entender o desenho. Quando reclamei que mímica não era permitida, ele desenhou uma mãozinha fazendo o mesmo gesto. Rolamos de rir.

No sábado, escolhi meu hominho da sorte (o vermelho) enfrentamos uma boa dupla numa partida disputada até o fim. A Viviane era iniciante, mas mandou muito bem desenhando, por exemplo, um bonequinho, um microfone e uma coroa e me fazendo acertar em tempo recorde Roberto Carlos.

Vencemos só na reta final, graças, acho eu, aos poucos anos de engenharia que a Viviane fez. É que a rodada decisiva foi de “todos jogam” com a palavra parábola. Enquanto o Sandro tentava quebrar a palavra, rabiscando alguém “parado”, aproveitei um desenho anterior de uma elipse do sistema solar, delineei (mal e porcamente) uma parábola, e a Viviane logo se lembrou das curvas tão visitadas nas matérias de exatas. “Ao menos”, pensei, “aquelas maledetas aulas de cálculo serviram pra alguma coisa!”



 Escrito por Vladimir às 08h35
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Canto do Vladimir

Perfil
Nome: Vladimir Batista
Idade: 37
Nasceu: Goiás
Mora: Rio de Janeiro
email: vladimir.batista@gmail.com

Conteúdo
Blog de Vladimir Batista, 37, sobre cinema, curiosidades (etimologia (origem das palavras), dicionário, cultura inútil, rankings (top10, top5,...)), música, TV, literatura, minhas criações (letras, poemas, contos, romances, novelas, roteiros de cinema, argumentos), atualidades, minha vida, etc...


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