Canto do Vladimir


Labirinto

Falando em Minotauro, por causa dele peguei gosto por labirintos. Lembro que quando pequeno eu tinha vontade de ir a Creta só para ver o de lá, cuja saída Teseu usou um novelo para achar. Lembro uma vez que descobri um pequeno labirinto num parquinho de rua em Goiânia, eu adorava ficar entrando e buscando a saída.

Num episódio de Gilmore Girls, os personagens resolvem montar por toda a cidade um enorme labirinto de sebe (cercas vivas), como o de Alice no País das Maravilhas. Foi motivo para muitas piadas de desencontros na série e um sonho para mim.

Estou em boa companhia, além de Lewis Carrol, de Alice, o argentino Jorge Luis Borges é outro entusiasta das implicações filosóficas do labirinto. Me deu até vontade agora de ler algo dele agora.

Descobri na internet que há duas palavras em inglês para labirinto: labyrinth e maze. Curiosamente, labyrinth, originária do grego, é definida como um caminho emaranhando, porém único, que você entra, dá várias voltas mas sempre chega na outra ponta, como no desenho abaixo.

A rede de veredas, com escolhas de direções, destinada a ser um quebra-cabeça, tem o nome de maze, palavra originária do inglês antigo. Mas a própria wikipedia estranha essa definição, pois na origem o labyrinth de Creta era uma armadilha onde as pessoas se perdiam. Portanto, labyrinth é que deveria ser assim, né?

Enfim, lamento que não tenha nenhum labirinto legal no Brasil para a eterna criança aqui poder brincar. Parece que esse é um brinquedo comum nos EUA e em outros países, por que não fazem essas coisas por aqui?



 Escrito por Vladimir às 09h51
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Top5 Coisas fictícias de que eu tinha muito medo quando criança

   

1. Piranha – tive vários pesadelos por causa do filme Piranha, onde um cardume assassino atacava crianças indefesas de bóia, um dos meus favoritos da época. Aliás, estou curioso pra ver a refilmagem com tecnologia de 3D, a ser lançada em 2010.

2. Minotauro – tenho nítida a memória do susto que tive quando o personagem humano com uma tosca cabeça de touro adentrou a cozinha da Tia Nastácia no Sítio do Picapau Amarelo. Brrr...

3. Cão do Diabo – me dava arrepios outro filme de terror B onde um pobre pastor alemão fazia o papel-título (em inglês: Devil Dog: Hound of Hell). No final, depois de se livrarem do cão amaldiçoado, os personagens lembram que ele era um de uma ninhada de dez. “Onde estão os outros nove?” – perguntam cheios de suspense. Anos depois eu filmaria, com câmera caseira, O Cão Assassino, aproveitando algumas idéias, com o meu dócil vira-lata Corisco como protagonista, tadim.

4. O velho doido do saco – de tanto a minha avó contar a estória do velho doido que colocava num saco os meninos que estavam à toa na rua, certa vez eu estava entrando num supermercado com meus pais, topamos com um mendigo deitado, com um saco do lado, e perguntei alto: “Pai! Esse daí é doido ou é pobre?”. No que o mendigo respondeu bravo: “Sou doido não, menino, doido é você!”

5. Loira do Banheiro – a lenda urbana mais conhecida do Brasil chegou nos anos 70 ao colégio de freiras Auxilium, onde estudei em Anápolis, Goiás. As crianças ficaram alvoroçadas com o tal fantasma da loira, com algodão no nariz e tudo, que teria feito aparições no banheiro da escola. toc-toc-toc! rs



 Escrito por Vladimir às 14h19
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Alguns filmes bons pra cachorro

   

Já que a safra de Oscar veio meio desfalcada, aproveitei para assistir alguns outros filmes no circuito, e encontrei uns bem bacanas:

Hotel bom pra cachorro (Hotel for Dogs) - Por que insistem em batizar os títulos de filmes caninos com a expressão “pra cachorro”, se ninguém mais usa isso? Atualmente há dois: “Perdido pra cachorro” e “Hotel bom pra cachorro”. Vi esse último e gostei. Destaque para as geringonças criadas no tal hotel canino e a mensagem embutida, incentivando a adoção de animaizinhos independente da idade. É isso aí!

Se eu fosse você 2 – Motivado pelo sucesso fui conferir e me amarrei. Achei que o primeiro filme justamente tinha deixado de aproveitar muitas piadas possíveis. Mas dessa vez não houve decepção, a sequência é hilariante do começo ao fim, com destaque, claro, para o Tony Ramos e a Glória Pires, impagáveis. Parecem ter se preparado ainda melhor para interpretar um ao outro dessa vez. Só a cena de Tony jogando futebol que nem uma mulherzinha já rendeu gargalhadas para o filme todo.

Rumba – Comédia francesa de humor negro sobre um casal de professores que gostam de dançar rumba em concursos e com quem acontece tudo de errado depois de um acidente de carro. Impressionante como você se pega rindo de tragédias absurdas. Quase sem diálogos, essa pequena jóia lembra filmes antigos com humor físico mas inteligente. Assistam antes de sair de cartaz, pois, por ser muito alternativo, sabe-se lá se vão disponibilizar em DVD.



 Escrito por Vladimir às 18h31
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Vladimir e Viviane Simpson

Esses da imagem somos eu e a Viviane simpsonizados. Existe um site para o qual você envia uma foto sua e uma ferramenta te transforma num personagem dos Simpsons. Formamos uma boa dupla?

Sempre gostei de Simpsons, mas nunca parava para assistir. Passei a ver com mais afinco nos últimos anos. Um dos motivos é a Liza Simpson, que me lembra muito a minha Viviane, que também é vegetariana, inteligente e engajada em causas ecológicas.

Outra coisa que eu gosto é o amor incondicional entre o Homer e a Marge. Mesmo com  todos os defeitos (e olha que o Homer é um poço gordo de falhas) eles se amam profundamente.

Nesse aniversário de um mês de casamento meu e da minha Pulguinha, deixo essa imagem da dupla simpsonizada como uma singela referência ao nosso amor, que é tão profundo e será tão duradouro quanto os dos pais de Bart, Liza e Maggie. Aliás, uma filhota Meg já temos (nossa cachorrinha de Jundiaí)! E que os meus defeitos sejam beeeeeeem menores que os do tosco Homer.

Segue o link para o site Simpsonize-me: http://simpsonizeme.com/



 Escrito por Vladimir às 18h18
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Quem quer ser um milionário?

Uma vergonha as distribuidoras de cinema do Brasil não passarem Quem quer ser um milionário? antes do Oscar, depois reclamam das pessoas baixarem os filmes pela internet.

Mas, à véspera da premiação, consegui pegar uma pré-estréia e acabei gostando muito do grande vencedor do ano, sobre a infância abandonada de um favelado indiano, que está para disputar o maior prêmio do Show do Milhão de lá. O filme tem pelo menos uma semelhança com o que era o meu favorito ao prêmio, O Curioso Caso de Benjamin Button, pois também mostra encontros e desencontros do protagonista com a amada de sua vida.

Mas enquanto Button era uma fantasia soft, ao estilo Forrest Gump, e com um desenlace melancólico; Slumdog Millionaire (no original) faz o estilo favelado naturalista, com bastante violência e humor (lembrando Cidade de Deus) acabando por deixar, no entanto, uma sensação mais alegre quando a gente sai do cinema. Acho que esse foi o principal motivo da vitória, uma mensagem mais agradável coube melhor a esses tempos difíceis.

O fato é que não posso dizer que a vitória foi desmerecida, eu gostei muito! O clímax do filme, com o programa de TV mobilizando o país, foi um dos melhores dos últimos anos. Só faltou mesmo o Sílvio Santos repetindo os indefectíveis "Está certo disso?""Posso perguntar?" pra ficar perfeito! Quando estrear no Brasil - lamentavelmente só em 6 de março - vale a pena conferir!



 Escrito por Vladimir às 16h06
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Beldade

Quando eu postei a lista das palavras mais belas da língua,  me esqueci de beldade: gostoso de falar, estala na boca... Rima com saudade (a mais bela), mas beldade é alegre, florido, musical, e traz na lembrança aquilo que há de mais perfeito entre as criações divinas: a mulher. Literalmente beldade é sinônimo de beleza, mas ganhou uma conotação mais específica de mulher destacadamente formosa.

Particularmente, encaixa bem com a minha Viviane. Minha Iaiá, com quem comemoro um mês de casado na terça de carnaval, é, para mim, uma beldade rara entre as beldades. Coisa mais linda do maridão...



 Escrito por Vladimir às 19h45
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Top5 Novidades temporárias do McDonald’s que me deixaram saudade

Estava lembrando de um diálogo do filme Pulp Fiction que comenta que o sanduíche Quarter Pound with Cheese (literalmente “um quarto de Libra (cerca de 113 gramas) com queijo”) é conhecido com Royale with Cheese na França, já que a medida de peso pound (libra) só é usada nos EUA. O mais curioso é o nome que inventaram no Brasil: Quarterão com Queijo. De onde será que tiraram esse nome, né?

Engraçado que até hoje esse sanduíche ainda exista no Brasil, com tantas outras opções lançadas, como o Cheddar McMelt, meu preferido (belíssima idéia de misturar o queijo derretido com cebolas marinadas no shoyu). Não sou muito de comer no McDonald's, mas também gosto do bom e velho McChicken e, ultimamente, tenho me amarrado numa novidade temporária que acabou ficando, o Chicken Gourmet. Agora estou curioso para provar os Chicken Wraps, que me lembram os sandubas Pita Gyros que eu devorava na Europa.

Acho legal o McDonald’s sempre estar testando novidades. O problema é que algumas não pegam, são retiradas do cardápio, e se você gostou, babau. Isso vale para refeições, mas também para promoções irresistíveis.

Segue aqui então o meu Top5 das novidades canceladas do Mc:

1. Promoção PEDIDO DE GRAÇA se o atendimento demorasse mais que 5 minutos (ultimamente anda demorando pacas);
2. McShake de Banana com Chocolate;
3. Promoção BIGMAC DE GRAÇA se o cliente conseguisse cantar em menos de 7 segundos: “Dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola, picles num pão com gergelim”.
4. McSundae com cobertura de doce de leite;
5. McVeggie – hamburguer vegetariano, que agradou à minha esposinha, mas que, infelizmente, durou bem pouco.



 Escrito por Vladimir às 08h24
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Corações



 Escrito por Vladimir às 08h01
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Um conto meu de carnaval (na primeira pessoa feminina)

Siamezas
(Vladimir Batista - Maio-2008)

Pareço perceber a fricção do sangue sendo bombeado por meu coração, saindo pelas artérias da carne de borracha que me une a Cecília e se derramando dentro do corpo dela, por todos tecidos de minha amada. Ah, Deus, como eu queria sentir de fato as minhas hemácias ronronando por entre seus órgãos, buscando fôlego nos seus pulmões, aconchegando-se no seu útero. Nossos dois corações unidos por longos vasos, como duas fridas.

Ao nosso redor, mal dá para se ouvir os metais, com os instrumentistas cercados pela multidão. Esse carnaval deveria ser meu último orvalho antes da viagem, mas estou devastada e febril e é Cecília quem sorri, encantadora, vilã. Eu odeio essa garota, eu me odeio por amá-la, agora vejo que ela não é minha amiga, nunca foi. Percebi há uma semana, em plena praia, ai, como fui idiota:

- Já que vou me mudar pra longe... Eu não aguento, eu preciso dizer uma coisa...
- Peraí, Ruth, não fala não... Você... ainda não foi embora!

Certíssima! Mantive um fio na utopia, mas minha razão sabia do constrangimento por vir. “Faltam poucos dias!”, pensei. Pois é, mas esse tempo foi medonho para minha alminha, culminando nesse carnaval torturante.

Mal espero que o bloco chegue logo ao fim, essa Marquês de Abrantes não acaba nunca! Cecília canta, prefere as marchinhas aos sambas-enredos. Seu corpo me atrita por baixo da camiseta dupla, às vezes o seu peso debruça sobre mim. Pele quente e familiar. Se os gêmeos transmitem sensações, não desejo sua euforia foliã, mas que ela sinta a minha corrosão no estômago. Que perceba que sou a única que aceita seus defeitos, que conhece todos os atalhos físicos, mentais e sexuais para torná-la feliz. Que só eu posso compartilhar sua carne, seus rins, seu fígado... Qual, o que eu estou falando? A felicidade já está indelével em sua cabecinha. Seu sistema vital está imune à contaminação do meu, moribundo.

No outro dia, seus típicos clichês: “não quero perder a sua amizade”, “somos como irmãs”,... Óbvio, por que não segui meus próprios versos secretos?

Quando ler este poema
Não haverá mais problema
De você saber, morena...

Mas eu precisava desobedecer:

- Eu te amo, eu te amo, eu te amo, ah, Cecília, quantas vezes repeti sozinha esse mantra?
- Para!

Nos últimos dias, eu, irritadiça, escavando defeitos em Cecília, interpretando rejeições nos mínimos indícios. Ela, domando minha insanidade com elegância. Fez questão de manter o carnaval, perucas loiras, maquiagem idêntica, fantasia rústica de siamesas com emenda de borracha na altura da anca e camiseta dupla, por ela escrita: “Irmãs Siamezas, para sempre”. Siamesas com z. Ai, que até a chamei de “anta”, na frente da turma, pra humilhar. Mas não dá certo, todos adoramos Cecília e suas saborosas ignorâncias.
 
Aliás, eu também sou boa de clichês:

- Aquele beijo... Foram os segundos mais felizes da minha existência...
- Aquele da aposta? Mas... você mesma disse que foi só uma piada!
- Você queria que eu contasse a verdade?

Até que enfim, o bloco pega a volta pela Senador Vergueiro. Uns garotos tontos perguntam se podem ficar com as duas ao mesmo tempo. Umas crianças aspergem uma espuma nojenta. Cecília olha para frente entusiasmada e eu para ela, sem disfarçar. Mesmo com minha cabeça a explodir, sonho vasculhar mentalmente cada dobrinha de sua massa cinzenta por um centímetro cúbico de aceitação da alternativa de “nós duas”. Mas não, leio somente que essa coisa mal colada a seu lado é, para ela, um peso morto, um cão velho e doente.

O bloco já segue rápido para a Praça José de Alencar. Ai, que bom, assim minha quarta-feira de cinzas se aproxima, o momento da cirurgia final, gelada e afiada. O crepúsculo de uma história da qual não consigo me lembrar dos bons momentos, só do meu desprezível reflexo nos olhos de Cecília.

Mas o samba ainda não acabou. Um dos garotos, mais ousado, quase rouba um beijo de minha amada, que se desvencilha mas sorri. Sorri! Relanceia com aquela malícia enfeitiçadora. A saliva de sua boca desencadeia uma bile negra no meu estômago. A náusea quase me faz chorar, preciso fazer algo, preciso!

E faço! A cena vista é “aquela gordinha ao lado da gata” puxando o rapaz e lhe dando um beijo na boca. Para ele, “tá valendo”, e seu álcool podre me invade molenga. Sigo retribuindo e nem consigo divisar a reação de Cecília, que se afasta fingindo que nem percebe. Ou não vê mesmo, sei lá.

O fato é que, no empurra-empurra, o camisetão se vai com ela e a fantasia se rasga grosseiramente. Ah, não! A nossa carne se dilacera, as veias se rompem, o sangue, a dor lancinante. Ai, meu Deus, nunca mais a verei, nunca mais viverei. Serei o mutilado de guerra que ainda sente o membro perdido. Ela está sumindo do canto do meu olho! Ai, por que tudo acabou assim, por quê? Eu podia ter mantido a minha paixão calada. E até buscado um último beijo, “só de piada”.

O garoto eufórico nem nota meu soluço embargado, sai cantando o Mengo naquela marchinha do Maracanã. O bloco se afasta, a rua fica vazia, nada ouço, não procuro Cecília, apenas me sento só, ao meio fio, em meio a espuma e serpentinas elameadas, e acaricio a borracha rasgada, como uma cachorra parida mastigando a placenta. Metade do meu organismo - a que continha energia, alegria e malícia - foi extraída num repente, e se foi com o bloco, para sempre. O carnaval não foi uma ilusão, levou de fato minha amada, minha irmã, minha carrasca. Os confetes no ar são as cinzas que tornam meu futuro opaco. Até quando?



 Escrito por Vladimir às 17h59
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Kate Winslet é a grande estrela de cinema dessa geração?

Enquanto a Nicole Kidman, tadinha, não consegue emplacar mais nenhum sucesso, fico pensando quem eu consideraria, no lugar dela, a grande estrela de Hollywod dos últimos anos. Não estou falando só da melhor atriz em performance, nem de sex-symbols. Estou falando daquelas cujas presenças arrebatam, grandes estrelas mesmo. Quem seria a Grace Kelly, a Ingrid Bergman, a Katharine Hepburn, a Natalie Wood, a Audrey Hepburn do meu tempo?

Tá difícil. Tá certo que a Meryl Streep, com suas 15 indicações ao Oscar, continua firme e forte, brilhando. Talvez ela ainda reine, mas seu auge foi nos anos 80, não dá pra considerar da minha geração (hehe). Sob o mesmo ponto de vista, poderíamos pensar na Sigourney Weaver, Susan Sarandon, Catherine Deneuve entre outras. Ou na Julia Roberts, caminhado mais para os anos 90.

Entre as boas candidatas dos últimos anos, lembrei da Angelina Jolie, da Cate Blanchett, da Natalie Portman, da Jennifer Connely e da Naomi Watts. Ou atrizes de língua não-inglesa como a Gong Li, Penélope Cruz ou Salma Hayek. Ou mais jovens como a Reese Winterspoon, a Scarlett Johansson ou a Anne Hathaway (ou, quem sabe, poderemos contar com a Alice Braga?).

Eu sempre considerei a Nicole Kidman como proprietária desse posto. Mas a atriz dos inesquecíveis Moulin Rouge e Dogville há tempos só protagoniza bombas. Nem fui ver Austrália, depois de tanta crítica negativa.

Por outro lado, a Kate Winslet tem arrasado, né? Cheguei à conclusão que o posto é dela, ninguém tasca! Ela brilhou em dois filmes do meu Top10 de todos os tempos: Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças e Titanic. Agora estou torcendo muito para ela levar o Oscar por O Leitor. Também a vi ótima em Foi Apenas um Sonho (Revolutionary Road), pelo qual ganhou um de dois Globos de Ouro, com o também muito bom (e subestimado) Leonardo DiCaprio, sobre um casal em crise nos anos 50; filme este que não nos poupa de levar o estresse ao limite.

Mas é em outro drama que ela está concorrendo ao Oscar. O Leitor é sobre a consequência futura de uma paixão regada a sexo e livros entre uma áspera bilheteira de bonde de 32 anos cheia de segredos e um estudante de 15, na Alemanha do pós-guerra. Não é fácil representar uma mulher ao mesmo tempo rude e apaixonada, sistemática e sensível, dominante e fragilizada, ignorante e intelectual, monstruosa e aprazível. E Kate o faz com arrebatamento.

E é isso que eu espero das grandes estrelas: o arrebatamento da Kate Winslet.



 Escrito por Vladimir às 08h39
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Laços com países vizinhos

Quando eu estava na China com um grupo internacional há uns cinco anos, tocava no meu notebook uma seleção aleatória de MP3, quando começou aquela Canto ao Senegal (alguém lembra da Banda Reflexus?). Um colega, do país Mali, oeste da África, ficou extasiado: “African music?”. Para ele, foi emocionante ouvir uma música referindo ao seu continente, mesmo que não seja sobre seu país. Algo semelhante (se bem que não tanto) aconteceu, quando comecei a tocar a banda Aterciopelados, da Colômbia: um cara do México do grupo se amarrou, com nostalgia.

Acho interessante esses laços africanos e os latino-americanos. Eles parecem ter um sentimento de nação. É algo que não temos, né, por que será? Lembrei disso, porque eu e a minha esposa Viviane conhecemos um simpático casal americano na Jamaica que, ao saber que éramos do Brasil, mencionou que ele iria viajar para Montevidéu ainda esse ano. Depois mencionou alguém conhecido deles que falou bem do país Equador. A gente se perguntou: e nós com isso? Mal sabiam eles que nós brasileiros temos muito pouco laço com os outros países latino-americanos. Não sei se é por causa da língua, ou se é algo em nossa personalidade ou dos nossos vizinhos. Mas não somos hispânicos, e dizer que somos latino-americanos não corresponde a um sentimento geral, né?

De todo modo, tenho a curiosidade de saber como é ter essa sensação de unidade com países ao redor. Quem sabe ainda teremos melhor integração com a América Latina...

Pior que isso, foi outro caso na China. Pegamos um taxi em Xangai e, ao saber que éramos do Brasil, o taxista sorriu e mencionou, num inglês quase inexistente, que o presidente Bill Clinton tinha ido à cidade havia uns anos. Só isso. Nós, brasileiros, nos entreolhamos sem entender a relevância da informação. Mas era isso mesmo: o chinês estava tentando criar uma ponte com a gente. Para ele, mencionar um presidente dos Estados Unidos era o suficiente para evocar os “laços” entre nós ocidentais!



 Escrito por Vladimir às 09h54
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Salas de Cinema High-Tech

No último fim de semana, a transmissão do SuperBowl nos EUA incluiu um comercial do filme Monstros x Alienígenas em 3D. Isso mesmo, eles distribuíram em quiosques por todo o país aqueles óculos coloridos para que as pessoas tivessem na propaganda de TV uma noção de 3 dimensões. No dia seguinte, os telespectadores podiam aproveitar os óculos e assistir um episódio inteiro da série Chuck, também em 3D. Achei sensacional, é muita confiança transmitir um programa inteiro que só dê pra ver com os tais óculos especiais, né?

Estou curiosíssimo para ver as novas tecnologias de 3D que Hollywood tem apostado como a nova onda. Os pontos altos neste ano serão a animação Monstros x Alienígenas já mencionada e o filme de ficção científica Avatar, do James Cameron, que dizem ter investido em sensações de três dimensões nunca antes vistas.

Melhor que cinema em 3D é 3D nas salas IMAX, aquelas de telas gigantes. Vi no Museu Aero Espacial em Washington-DC um curta sobre o astro Sol em 3D no IMAX e me amarrei. A primeira sala dessas do Brasil foi recentemente inaugurada num shopping em São Paulo, com telão de 14 metros de altura, onde reestreiou Batman, Cavaleiro das Trevas (mas esse, em versão 2D), com cenas feitas especificamente para o IMAX.

Vi também que São Paulo inaugurou em outro shopping uma sala VIP de cinema, com serviço de alto padrão, pipocas com azeite trufado e poltronas luxuosas. Outra boa idéia! O Rio além de não ter nem salas VIP, nem IMAX (ouvi dizer que estão negociando), tem poucas salas preparadas para a nova tecnologia 3D. Aqui na Zona Sul, por exemplo, não tem nenhuma. Humpf!

Mas não tem importância, vou atrás de onde houver alta tecnologia. Ainda prefiro a magia de se assistir filmes em belas, modernas e enormes salas escuras de cinema, ao invés de sucumbir e ver lançamentos baixados da internet. Inclusive, minha próxima viagem à Sampa já avisei à minha esposa Viviane que tem de incluir uma ida à sala IMAX.  Gonna be cool!



 Escrito por Vladimir às 14h56
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Bem-Casado

 

Depois de um casamento de sonhos em Jundiaí (onde declamei para a Viviane não só a poesia do post abaixo, como cantarolei à capela a valsinha Ternura Imensa) e de uma relaxante lua-de-mel na Jamaica, cá estamos de volta ao Rio, eu e a minha esposa, bem casados. Aliás, trouxemos na bagagem uns docinhos bem-casados que sobraram, que já devorei. Eu adoro qualquer guloseima com doce de leite e essa, com dois pães-de-ló unidos pelo doce, é tão gostosa, né? Vi na wikipedia que a origem é portuguesa, e que já inventaram também bem-nascidos, para celebrar bebês recém-nascidos, e bem-vividos, sabe-se lá para quê. Confesso que nunca tinha me dado conta dessa tradição em casamentos. Mas a Viviane encarou o doce com seriedade no nosso casório, da escolha da doceira a cada detalhezinho da embalagem.

 

Por mim, melhor que ter saboreado um doce gostoso, ter realizado uma festa com sucesso total ou ter curtido uma lua de mel ensolarada e apaixonada, é me dar conta que o nome do doce resume a minha vida nesse momento. Não estou só casado, mas muuuuuuito bem casado, obrigado!



 Escrito por Vladimir às 15h18
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Canto do Vladimir

Perfil
Nome: Vladimir Batista
Idade: 37
Nasceu: Goiás
Mora: Rio de Janeiro
email: vladimir.batista@gmail.com

Conteúdo
Blog de Vladimir Batista, 37, sobre cinema, curiosidades (etimologia (origem das palavras), dicionário, cultura inútil, rankings (top10, top5,...)), música, TV, literatura, minhas criações (letras, poemas, contos, romances, novelas, roteiros de cinema, argumentos), atualidades, minha vida, etc...


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