Canto do Vladimir


Dois dos melhores desenhos animados curtos que já vi

Eu estava pensando qual seriam os melhores desenhos animados que já vi na vida, e me lembrei de dois. Fui googlá-los e descobri que ambos já estão em um ranking dos melhores desenhos de todos os tempos.

 

The Old Mill (O Velho Moinho), da Disney, 14º no ranking, mostra a vida pacata de vários bichos num moinho velho, quando de repente acontece uma tempestade. Em especial, eu me lembro de ficar agoniado com um passarinho que faz o ninho nas engrenagens do moinho e, por sorte, não é esmagado. Esse desenho ganhou até um Oscar e, realmente, nem dá pra acreditar que foi feito em 1937, tamanho o primor das técnicas, como a percepção da três dimensões. Além da beleza das imagens, né, eu me pergunto porque não se fazem mais desenhos com pinturas caprichadas como essa.

 

Mas o meu desenho favorito é One Froggy Evening, da Looney Toones, de 1955, 5º na tal lista dos melhores de todos os tempos. É sobre um operário que acha um sapo que canta e dança, mas toda vez que ele vai mostrar para alguém a fim de faturar, o sapo fica inerte coaxando. Dava raiva! E a música favorita do sapo é uma daquelas que gruda na nossa mente por décadas:

Hello! ma baby
Hello! ma honey
Hello! ma ragtime gal

Para rever esses desenhos, seguem os links no Youtube:

http://www.youtube.com/watch?v=QGE8wVTvHF0

http://www.youtube.com/watch?v=UMwa3ZwTwyA



 Escrito por Vladimir às 09h20
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Ode à Alegria

Ontem estávamos escolhendo as músicas eruditas para a casamento, daqui a exatos dois meses (feliz pré-aniversário, Iaiá!). Uma das escolhidas foi a Nona de Bethoven. Apesar de não saber alemão, quando eu era menor eu decorei tatibitate os versos dessa sinfonia, que começam assim:

Freude, schöner Götterfunken,
Tochter aus Elysium (...)

Esse poema, An Die Freude, inserido na Nona de Bethoven, foi escrito por um certo Schiller, e é conhecido em inglês como Ode to Joy. Taí mais uma palavra inglesa gostosa de falar, né, Joy... Joy... Apesar de traduzirem em português para Ode à Alegria, a palavra Joy é mais exultante que Alegria, é algo como Júbilo.

Fucei na web e descobri que Joy veio do latim Gaudium. Como assim, como é que de Gaudium chegou a Joy? Outra: não é que existe a palavra Gáudio em português? Tem o significado justamente de alegria extremada. Assim como há variações, como o verbo Gaudiar: encher-se de júbilo.

Tudo isso é pra dizer estou me gaudiando todo! É que, com o dia da minha união com a Viviane se aproximando, dá vontade de entoar mil odes à Alegria!



 Escrito por Vladimir às 08h25
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House, Dr. Kutner e Mini-Hambúrgueres

 
Eu não simpatizava muito com o Dr. Kutner, aquele moreno meio indiano, um dos que sofrem com o Dr House na série. Fiquei contrariado quando ele foi contratado no lugar da “cutthroat bitch” (chata ambiciosa) da Amber, que eu me amarrava. Mas outro dia vi o mesmo ator, Kal Penn, na comédia Uma Madrugada Muito Louca (Harold & Kumar Go to White Castle), sobre dois estudantes com larica que passam o filme todo tentando chegar a uma lanchonete do outro lado da cidade. Daí eu imaginei que o mesmo estudante de medicina viajandão, mas genial, foi acabar com o Dr. House, e isso me fez até passar a gostar do personagem dele.

Mas outra coisa que me chamou atenção no filme foi que a tal lanchonete White Castle vende mini-hambúrgueres (chamados de sliders), um balde deles, com até 30 sandubas, mais que suficientes para a larica dos rapazes.

Aqui no Brasil, fico vendo duas tendências das lanchonetes, como Bob’s e McDonald’s: ou lançam hambúrgueres gigantes ou com características de gourmet, de chefs. Pensei que talvez fosse uma boa idéia eles criarem vários sabores de mini-hambúrgueres. Assim, atendem ao que quer comer apenas um salgado, ao esfomeado que pode devorar vários sanduíches, e ainda atendem ao gosto refinado, para quem pode-se apresentar como uma “degustação de hambúrgueres”.

Eu, um assumido apreciador da junkie-food, estaria na fila. Não para papar 30 sandubas, como o Dr Kutner, mas ao menos poder provar vários sabores no mesmo lanche, pode ser?



 Escrito por Vladimir às 17h13
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Vicky Cristina Barcelona

A gente fica esperando anos por novos filmes do Almodóvar ou do Lars Von Trier ou do Wong Kar Wai, enquanto isso todo ano tem um Woody Allen novo. Tudo bem que raramente são obras excepcionais, mas são sempre acima da média do mercado. Além do mais, irregulares também são os bissextos cineastas mencionados. Até por não despertar tanta expectativa, Woody nunca me decepcionou. E ainda manda pequenas jóias, como Match Point e Todos Dizem Eu te Amo. Este ano, outro filme excelente: Vicky Cristina Barcelona.

É uma comédia romântica sobre dois meses na vida de duas amigas americanas que aportam em Barcelona e conhecem um sedutor catalão que muda suas vidas. Com uma narração dinâmica à Jules e Jim, de Truffaut, a comédia vai dando tantas reviravoltas hilárias, que ao final a gente pensa: “nossa, só se passaram dois meses?”

Destaque para as interpretações, como a de Penélope Cruz, uma neurótica impagável, e principalmente a de Javier Barden. Desde Johhny Depp em Dom Juan de Marco, ou Al Pacino em Perfume de Mulher, que não vejo xavecos tão eficientes como os que ele destila para as beldades como a maravilhosa Scarlett Johansson. Só o seu papinho 171 já vale o filme!



 Escrito por Vladimir às 09h26
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Les Deux Magots

Minha amiga Cláudia, sortuda, está em Paris nessa semana, ah Paris! Ontem eu lembrei de uma boa dica que ela deu para quando fomos eu e a Viviane para lá, no ano passado. Trata-se de um café chamado Les Deux Magots, reduto de intelectuais no início do século XX. Por lá frequentaram Simone de Beauvoir, Jean-Paul Sartre, Ernest Hemingway, Pablo Picasso, entre outros. Gostamos muito do simpático local, a Viviane ainda mais quando viu que se podia entrar com cachorros no café!

Lembrei disso ontem pois estava jogando o nome Vladimir no Google, Wikipedia e Webster e descobri que há um pintor chamado Vladimir (estranhamente sem sobrenome), cuja obra inclui a pintura a seguir, justamente o Les Deux Magots! Deu saudade da minha inesquecível viagem com a Viviane. Que inveja da Cláudia que, a essa altura, deve estar lá tomando um chocolat e saboreando um croque monsieur...



 Escrito por Vladimir às 08h32
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007 – Quantum of Solace

Me amarrei no título Quantum of Solace, impactante, né? A tradução é meio estranha, literalmente seria “pequena quantidade de consolo”, mas já li que essa é uma expressão antiga em inglês que quer dizer “zona de conforto”. Realmente não é nem sombra da sonoridade das palavras originais, né? Quantum of Solace é bem mais 007!

Confesso que não havia gostado muito do anterior Cassino Royale. Achei Daniel Craig - com aquela boquinha de desenho dos Simpsons - o pior 007. Bond que é Bond tem de ser um galã meio canastrão, e ele não é nada disso.

Mas semana passada, revi na TV um dos filmes da trilogia Bourne e entendi que os produtores de 007 querem o mesmo estilo: um cara meio outsider, contra a corrente, botando pra quebrar em busca de vingança, mas sem deixar de raciocinar em cima de intrigas internacionais. Tudo bem que o Matt Damon é mais bonito, mas, nesse sentido, Quantum of Solace é um ótimo filme, pelo menos melhor que Cassino Royale.

O destaque são as cenas de ação iniciais, ótimas, em especial a perseguição nos telhados de Siena, Itália, que me lembrou Bourne no Marrocos, achei até melhor. Só por essa sequência, já valeu o filme. Na média geral, é um bom filme e, vá lá, já deu pra engolir Craig e seu biquinho, tudo bem.



 Escrito por Vladimir às 14h16
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Uma frase para o convite de casamento

Eu e a Viviane estamos finalizando o convite do nosso casório. Iam colocar no topo dele aquela frase clichê dos Coríntios, sobre a língua dos anjos e dos homens. Até gosto de clichês, mas eu pedi pra deixar eu tentar escrevinhar alguma coisa. Ontem de manhã, rapidamente, elaborei doze sugestões, umas são trechos resumidos de poeminhas meus, outras inventei na hora, vejam só:

"Dos ingredientes: admiração mútua, afeição doce, adoração dedicada e paixão radiante surgiu um amor sublime e eterno..."
 
"Amor / Já estás aqui dentro / No meu pensamento / E na minha alma que crê / Que vou te amar perdidamente / Até morrer"
 
"Não temos a ambição de ser o casal mais feliz e apaixonado do mundo... Mas vamos tentar!"
 
"Há quinze anos, uma paixão platônica. Hoje, um amor eterno..."
 
"Dedique inteiro / Teu ar brejeiro / Às minhas retinas / Que recompenso / Com afeto intenso / E fé canina"
 
"Esse é pra sempre!"
 
"Arcanjos soam os seus clarins / Reinos festejam em seus clãs / Pássaros cantam em flores carmins / Dos céus surgem lindas manhãs..."
 
"Basta dessa espera / Nem mais uma primavera / Eu passo. / Amor, põe aí no caderno / Que já vamos tornar eterno / Nosso laço"
 
"Abolimos a tristeza por inteiro / Preocupações não mais nos comovem / Pois hoje é vinte e quatro de janeiro / Do ano de dois mil e nove..."
 
"Um brinde ao amor mútuo que floresce todos os dias em nossos peitos..."
 
"Amar é como escrever poesia, é deleitar-se na busca, dia a dia, da arte e musicalidade de uma vida a dois"
 
"Sejam bem-vindos à celebração de um amor eterno..."

Será que a minha amada vai acatar alguma dessas sugestões?



 Escrito por Vladimir às 08h59
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Canto do Vladimir

Perfil
Nome: Vladimir Batista
Idade: 37
Nasceu: Goiás
Mora: Rio de Janeiro
email: vladimir.batista@gmail.com

Conteúdo
Blog de Vladimir Batista, 37, sobre cinema, curiosidades (etimologia (origem das palavras), dicionário, cultura inútil, rankings (top10, top5,...)), música, TV, literatura, minhas criações (letras, poemas, contos, romances, novelas, roteiros de cinema, argumentos), atualidades, minha vida, etc...


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