Canto do Vladimir


Bauru ou Misto com tomate?

Desde cedo, eu tinha na cabeça que o sanduíche com pão de forma, queijo, presunto e rodelas de tomate se chamava bauru. Não lembro se isso veio lá de Goiás, ou de Campinas, mas é um dos meus lanches favoritos, e até há uns meses eu preparava em casa todo dia para o café da manhã. Ultimamente, sem tempo, eu tenho pedido em lanchonetes perto do trabalho.

O problema é que esse lanche, como eu o conheço, não está em nenhum cardápio. É errado chamá-lo assim, pois bauru oficialmente designa um sanduba mais complexo, com rosbife, queijo, picles entre outros ingredientes. Ele nasceu num restaurante de Sampa, e ganhou esse nome por ter sido inventado por um cara nascido na cidade de mesmo nome. Existe até um programa de certificação para garantir que seu bar esteja vendendo o legítimo bauru.

A Wikipedia diz que entre as variações de receita, existe o bauru português, que é justamente queijo, presunto e tomate, porém com pão francês, tudo bem. Mas ressalta que esse não é tido como o verdadeiro bauru, e o fato é que não sei de mais ninguém que o conheça assim.

Mas então, o que fazer com os órfãos do tal bauru-como-eu-o-concebia? Sou obrigado todo dia a pedir para a lanchonete perto do Rio Sul: “um misto quente com tomate!” Além da má vontade em fazer algo fora do cardápio, ainda tenho que explicar: “...,isso, com rodelas dentro do sanduíche!”

Já que o nome bauru está tão blindado, por que não criar outro nome para essa receita simples e gostosa? Que tal goiás? Ou mistomate? Qualquer coisa, please, desde que eu não tenha de explicar toda vez para o cara do bar!



 Escrito por Vladimir às 10h43
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Ensaio sobre a cegueira

Algo que me amarrei em Ensaio sobre a Cegueira (Blindness), foram as boas soluções visuais do Fernando Meirelles que, mesmo assumindo muito pouco o ponto de vista do cego, priveligia tudo que ao redor pode ser amplificado para o tal clarão branco da visão deles. Lembrou-me um pouco a solução genial de Babel (do Alexandre Iñarritu) para a surda-muda na danceteria.

O filme, baseado em José Saramago, é sobre uma epidemia de cegueira e, especialmente, a confinação de um grupo de infectados. Nesse ambiente, me lembrei foi de O Nevoeiro, por seu aspecto “big-brother macabro”. Como no outro filme, foi uma bela oportunidade para interpretações ótimas, em especial da Julianne Moore, cujo personagem desmente de forma angustiante aquele ditado "em terra de cego, quem tem olho é rei".

Mas não achei tão deprimente como disseram, talvez porque eu já estava preparado para cenas pesadas. E do meio para o final fica até suave, quase um comercial de margarina (exagero). Achei até que poderia ter havido um clímax de ação, mas talvez tenha sido melhor assim, para aliviar toda a angústia anterior.

De forma geral, Fernando Meirelles conseguiu manter um nível de excelência em todas as suas obras, o que poucos diretores atuais conseguem. Muito bom.



 Escrito por Vladimir às 08h56
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Salar de Uyuni, um deserto de sal no Atacama boliviano



 Escrito por Vladimir às 11h43
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Top5 Jogos de Tabuleiro

Outro dia, em São Paulo, fomos a um barzinho com dois cardápios: o de comes e bebes e o de jogos de mesa, como War, Banco Imobiliário, além de xadrez, pôquer... O lugar se diz a primeira luderia de São Paulo. O dono inventou essa palavra, luderia, do latim ludus (jogo), engenhoso, né? Aliás esse é o nome completo do local, Ludus Luderia.

O local é muito legal, uma pena que fomos só eu e a minha noiva Viviane e tivemos somente opções de jogos para dois, mas acabamos nos divertindo com Scrabbles, aquele que você tem de formar palavras com letrinhas num tabuleiro.

O meu jogo favorito é Imagem e Ação, que você tem de desenhar uma palavra para o seu parceiro descobrir o que é. Cheguei a virar madrugadas jogando, na época da faculdade. Mas eu me amarro também em Master e em Scotland Yard.

Adorei essa idéia, descobri que em BH também há um bar com jogos, chamado Soho. Ambos promovem campeonatos de jogos e não faltam fãs. O meu trabalho de final de curso do MBA é também um Espaço com jogos de tabuleiro aqui no Rio. Espero sinceramente que esses jogos voltem à moda, assim ao menos fica mais fácil achar parceiros para jogar bastante Imagem e Ação.

Segue o Top5 dos meus jogos de tabuleiro favoritos:

1. Imagem e Ação
2. Scotland Yard
3. Master
4. Dicionário
5. Detetive



 Escrito por Vladimir às 08h46
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Luau

Falando em luau, eu estava consultando no Houaiss se o plural é luais ou luaus, e tive uma surpresa: a origem da palavra não tem nada a ver com luar como eu pensava, ela vem do havaiano luau, cuja etimologia remete a um prato típico de lá.

E não é que o Houaiss não me elucidou qual o plural da palavra? Bem, em inglês é luaus, então acho que fico com essa opção, pode ser?

Essa confraternização está na minha lista de coisas que eu gostaria de ter curtido uma vez na vida, mas não o fiz. Parece-me tão legal, né, reunir com amigos na praia, tocando violão à beira da fogueira, bebendo, rindo, contando piada, namorando... Que puxa, provavelmente - até por eu não conhecer ninguém do tipo que frequenta essas festas - acho que não vou conhecer luaus nem no singular.



 Escrito por Vladimir às 08h11
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"A nova Amy" e "Top10 Músicas Light Recentes"

Na música internacional, tenho percebido duas tendências. Uma delas é que, diante da maldade que a ótima (e doida) Amy Winehouse tem feito com seu organismo, têm aparecido muitas promessas da “nova Amy”. Além da também britânica Duffy, que já emplacou um sucesso (Mercy), uma que me agradou foi a australiana Gabriela Cilmi, de apenas 17 anos cuja música Sweet About Me toca na propaganda da Rexona Roll-on. Parece boa coisa.

Outra tendência é a de muita coisa nova em matéria de música light, aquela pra tocar em luau com violão (ainda existe luau?), algo como o folk ou indie. Depois do Jack Johnson e seus amigos surfistas, agora a moda são os nerds com o violão e uma idéia na cabeça. A última cena do filme Juno, é um exemplo de música assim, com a Ellen Page e o Michael Cera cantando juntos desencanados, assim como as músicas do filme Apenas Uma Vez (Once), essas porém mais elaboradas.

 

Mencionei outro dia aqui a talentosa Mallu Magalhães, aliás também adolescente de 17 anos, será essa outra tendência? Mas tem os barbudos-bicho-grilo do The Magic Numbers, com um som um pouco mais robusto; a canadense Feist que tem músicas assobiáveis e clipes bem bolados; a franco-israelense Yael Naim... E finalmente os belos sussurros da “primeira dama” francesa Carla Bruni.

    

Segue, então, um Top10 das minhas Músicas Light favoritas recentes:

1. J1 - Mallu Magalhães
2. Forever Lost - The Magic Numbers
3. 1234 - Feist
4. New soul - Yael Naim
5. A Risk to take - Mallu Magalhães
6. Falling Slowly - Glen Hansard e Marketa Irglova (do filme Apenas Uma Vez)
7. Quelqu'un m'a dit - Carla Bruni
8. Anyone Else But You - Michael Cera e Ellen Page (do filme Juno)
9. Tchubaruba - Mallu Magalhães
10. I feel it all - Feist



 Escrito por Vladimir às 08h35
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Tampa da Caneta Bic


O Orlando, um amigo meu, contou que uma vez tinha esquecido de escrever uma biografia como dever de casa para a aula de inglês e em cima da hora inventou a vida do suposto “Thomas Bic, o inventor da caneta esferográfica”. A professora nem desconfiou.

Hoje, em tempos de internet, talvez não colasse, mas também seria bem mais fácil a meu amigo ter qualquer biografia em segundos, né?

Li na Wikipedia que, na verdade, o francês fundador da Societé Bic, Marcel Bich, não inventou a esferográfica, embora tenha sido o primeiro a manufaturá-la.

Lembrei dessa história porque o departamento de falta de assunto do Canto do Vladimir resolveu investigar um dos mistérios da humanidade: por que a tampa da bic, que era fechada, passou a ser vazada? Bem, eu tinha cá minhas teorias:

- Para evitar que aquela tampinha menor na base da caneta se prendesse na tampa grande. Isso já aconteceu comigo algumas vezes, e inutilizava a tampa.
- Como eu não entendo da química do negócio eu tinha a teoria que ou era para não secar a caneta ou, o contrário, era para secá-la e o cliente comprar outra logo.
- Por uma mera questão de design.

Bom, pesquisei e vi que minhas teorias estavam furadas como uma tampa de bic. Na verdade são duas respostas:

- Para uniformizar a pressão fora e dentro da caneta e assim ajudar a evitar vazamentos. Esse é o mesmo motivo pelo qual há um pequeno furo no corpo da caneta.
- Aparentemente, crianças que engoliam as tampas acidentalmente, tinham mais riscos de bloquear a respiração com a tampa fechada. Com ela aberta, o risco foi minimizado (mas nem tanto, né?), se adequando a normas internacionais.

Ahhhh, então tá... Thomas Bic, ops, Marcel Bich ficaria orgulhoso!



 Escrito por Vladimir às 08h31
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Recomendo: O Nevoeiro

 

Vi mais um longa na telona forte candidato ao meu Top10 do ano. Trata-se de O Nevoeiro (The Mist), de Frank Darabont, baseado em Stephen King. Essa mesma dupla nos presenteou Um Sonho de Liberdade e À Espera de um Milagre, ambos filmes de prisão, mas principalmente sobre a natureza humana. Pensei: esse é o segredo desse diretor, falar sobre situações limites porém focando no humano.

Dessa vez vemos um ponto forte do Stephen King, ou seja, um legítimo filme de terror. É sobre um nevoeiro assassino que acua um grupo de pessoas num supermercado. A partir dessa situação tensa, as pessoas vão se tornando menos racionais, numa espécie de big-brother macabro. Darabont cria personalidades com tanta maestria - em especial a magnífica fanática religiosa vivida por Marcia Gay Harden - que em um certo momento a platéia do meu cinema bateu palmas a uma reação radical (e moralmente questionável) de um deles, me lembrando a ovação para o Capitão Nascimento que ouvi no ano passado.

Além disso, como nos seus outros filmes, o autor é implacável com os personagens, e o final surpreendente é de nos deixar estatelados na cadeira. Frank Darabont fez um filme estilo M. Night Shyamallan que o próprio cineasta de Sexto Sentido não consegue mais urdir. Junto com o coreano O Hospedeiro do ano passado, é o melhor filme de terror dos últimos anos!



 Escrito por Vladimir às 08h30
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Mallu Magalhães ou Mallu Magellan?

Domingo, vendo aquele reality show Amazing Race, que está rolando no Chile, é mencionado um tal de Ferdinand Magellan. Queeiim? Hey, ô seu tradutor, trata-se de Fernão de Magalhães, aquele mesmo que circunavegou o planeta. Antigamente havia o costume de se traduzir os nomes, da mesma forma que nos referíamos ao rei Henry VIII como Henrique VIII, ou a Richard The Lionheart como Ricardo Coração de Leão, ou a Charlemagne como Carlos Magno, ou ainda a Wilhelm Tell se tornando Guilherme Tell. Hoje em dia, não mais conhecemos o Prince Charles como Príncipe Carlos, por exemplo, e o único nome que ainda se traduz é o do Papa, que não é Benedictus XVI, e sim Bento 16 pra gente.

Mas eu queria falar da pequena revelação da música brasileira, a Mallu Magalhães. É uma carismática menina de 16 anos que canta com voz suave e afinada folks acústicos em inglês, lembrando a Juno do filme. É simplesmente irresistível o pa-pa-pa-pa da canção J1 dela, por exemplo. Achei tão boa sua música que fiquei pensando se ela pode vir a fazer sucesso no exterior. Mas e aí, como fazer os gringos falarem Magalhães? Ou será que, como o navegador de mesmo sobrenome, vão traduzir seu nome para Mallu Magellan?



 Escrito por Vladimir às 08h39
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Uma canção para quando a minha noivinha se mudar para o Rio

Ao seu lado
(Vladimir – 01/Set/2008)

Meu amor, nunca se esqueça
Que estamos juntos nessa
Construindo peça a peça
A nossa vida

Sei que não é nada fácil
Construir nosso palácio
Ainda estamos no prefácio
Da nossa lida

Não se assuste com as mudanças
Haverá intemperanças
Mas bem junto nessa dança
Estarei firme

Confie, amor, nessa cidade
E na tua capacidade
O que importa é que a saudade
Se dizime

Amor, não se esqueça de mim
Amor, não se esqueça que enfim
Terás alguém que te adora
Terás alguém que te apóia

Ao seu lado
Ao seu lado, hei de viver
Ao seu lado,
Ao seu lado, com você
Ao seu lado
Ao seu lado, hei de viver
Ao seu lado,
Ao seu lado, vamos vencer

Com muita calma as conquistas
Surgirão às nossas vistas
E assim vamos ter só listas
De vitórias

Nossa união é a nossa sorte
Juntos a traçar um norte
Não podíamos estar mais fortes
Essa é a hora

Eu prometo ser um pilar
Pros momentos em que o ar
Da esperança lhe faltar,
Minha beldade

E com a paciência de Jó
Vamos desatar o nó
E nossa vida vai ser só
Felicidade
 
Amor, não se esqueça de mim
Amor, não se esqueça que enfim
Terás alguém que te adora
Terás alguém que te apóia

Ao seu lado
Ao seu lado, hei de viver
Ao seu lado,
Ao seu lado, com você
Ao seu lado
Ao seu lado, hei de viver
Ao seu lado,
Ao seu lado, até morrer



 Escrito por Vladimir às 08h16
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Canto do Vladimir

Perfil
Nome: Vladimir Batista
Idade: 37
Nasceu: Goiás
Mora: Rio de Janeiro
email: vladimir.batista@gmail.com

Conteúdo
Blog de Vladimir Batista, 37, sobre cinema, curiosidades (etimologia (origem das palavras), dicionário, cultura inútil, rankings (top10, top5,...)), música, TV, literatura, minhas criações (letras, poemas, contos, romances, novelas, roteiros de cinema, argumentos), atualidades, minha vida, etc...


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