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Anapolino

Sandoval é um nome gozado. Como é um dos meus sobrenomes, demorei a me dar conta disso. Algumas pessoas brincam me chamando de Sandoval, claro que não me importo e até me divirto. Outra denominação um tanto cômica é Anapolino. Lembra aqueles nomes antiquados Setembrino, Dezembrino. Nasci em Anápolis, Goiás, e quem nasce lá é isso mesmo, anapolino, como um dos times de lá, a Anapolina. Um amigo meu - que me chamava de Sandoval - agora pegou a me chamar de Anapolino. Pois só agora é que me dei conta que, de fato, é inusitado terminar com ino.
Normalmente, para designar nativos, usam-se as terminações ense (como em brasiliense, parisiense, goianiense), ou ano (como em paulistano, romano, goiano) ou ainda, para países, ês (como em francês, japonês). Uma exceção ainda mais rara que ino é eiro, que serve para profissões, e que por extensão acabou denominando o brasileiro (por causa dos que trabalhavam com pau-brasil) e o mineiro (pelos que trabalhavam em minas). De cabeça, consegui lembrar poucos que terminam com ino: argelino, londrino. Argentino não vale, pois o país já é Argentina. No Brasil, tem o quê? Nordestino, tudo bem. E o certo é belo-horizontino?
Quando fui fuçar no Houaiss outras opções, tive uma supresa: quem nasce em Anápolis é Anapolino, mas também é correto Anapolitano! Céus, depois de 36 anos de idade, descobri que sou um anapolitano!
Agora eu tô chique, heim, podem me chamar à vontade de Sandoval, o Anapolitano!
Escrito por Vladimir às 18h25
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Bacana, Legal, Show de Bola...

Achei curiosa a propaganda que diz que o Ford Ka é “um carro bacana como você sempre quis”. Bacana é uma expressão que eu apostava que ia cair em desuso. Dentre as várias palavras-ônibus que foram surgindo nas últimas décadas para qualificar algo positivo, muitas ainda sobrevivem, outras morreram, outras sobreviveram só regionalmente. Fiz uma lista de cabeça:
Ainda populares: Legal: manteve-se firme e forte no Brasil inteiro, de longe a mais bem-sucedida. Giro: tem o mesmo sucesso de “legal” em Portugal e outros lusófonos. Pois é, lá você usa expressões como “esse blog é muito giro!” Bacana: o sucesso da propaganda nos diz que bacana ainda funciona. Será? Jóia: outra que eu apostava que ia morrer. De fato, ficou um pouco antiquada, mas tem muita gente que ainda fala corrente.
Populares apenas regionalmente: Maneiro: continua super-firme aqui no Rio, mas nunca conseguiu se espalhar. Trem bom (ou trem bão): também mantém-se regional, de Minas e Goiás. Bala: regionalismo do nordeste que chegou a quase pegar em outros lugares. Massa: É o mais curioso, nasceu no nordeste (ou em Minas, ou em Goiás, não tenho certeza), espalhou para o Brasil inteiro, e depois caiu em desuso no resto do Brasil mantendo-se comum nas suas origens.
Morreram (ou quase): Supimpa: Só é usado justamente quando se quer dar um exemplo de gíria morta. Chocante: nossa, essa até dói os ouvidos! Pior que isso, só a variação chocrível (chocante + incrível). Irado, Animal ou Radical: também muito pouco usadas hoje em dia, né? Acho que se mantêm somente em algumas tribos. Da hora: Nunca mais ouvi. Será que ainda existe regionalmente? Esperto, Sinistro: Nem no Rio falam essas mais.
As mais recentes: Show de bola: acho que é a expressão sinônima de “bacana” mais popular de hoje em dia, né? Lôco: mais comum em Sampa, mas tenho ouvido bastante por aí.
Mais algum?
Escrito por Vladimir às 13h53
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As meninas do vôlei e eu

Acabei que não fiz um resumo das Olimpíadas, né, na verdade não tenho muito a acrescentar ao que foi dito, que o Brasil não chegou a ser um fiasco - teve a segunda melhor participação da história - mas foi menos do que se esperava com todo o oba-oba e delegação recorde. Acho que deveríamos pegar o exemplo chinês e investir mais na base, em escolinhas, inclusive em esportes sem tradição; e menos em viagens promocionais e propagandas do Rio-2016, que não temos chance mesmo. Também não quero repetir que foram as Olimpíadas das mulheres brasileiras, só dou meus entusiasmados parabéns a elas!
Vou mencionar que, quase virei um zumbi, mas acompanhei os Jogos com afinco. Minha maior marca foi ter assistido ao vivo a todas as medalhas do Brasil. Teve um dia que havia esquecido de desprogramar o alarme das 3:30 da manhã e resolvi dar uma olhadinha na TV pra ver o que estava rolando. Flagrei a chegada da meninas da Vela faturando o bronze. Yes! Uma pena que acabou, fiquei até com crise de abstinência nos últimos dias.
Por fim, só queria dar um destaque especial à conquista do Vôlei Feminino. No último jogo, passou um filme na minha cabeça. Não, não do tal 24 a 19 - que não assisti - mas de todo o trabalho nos últimos anos. Comecei a acompanhar esse time pós-Atenas acordando várias madrugadas para assistir os jogos do Grand Prix e do Mundial. Aprendi melhor de tática, regras e características das jogadoras, que eu andava desinformado. Arrebanhei a torcida da minha noiva e de meus irmãos. No PAN, eu e a Viviane fomos a todos os jogos do vôlei feminino. E até a Superliga nacional, com muitas jogadoras da seleção, eu tenho acompanhado. Torci, tietei, sofri, acompanhei estatísticas, tive minhas ídolas particulares - como a Fabiana e a Jaqueline - me informei do excelente trabalho psicológico. Fiquei arrasado nas derrotas, xinguei o técnico, mas nunca deixei de madrugar, prestigiar e, principalmente, torcer muito.
Agora elas ganharam o ouro! Ouro! Que maravilha, que lindo! Eu me senti no meio do montinho das meninas lá na foto, vibrando e chorando! Obrigado, meninas, sem dúvida vocês fizeram um dos meus momentos mais felizes dos últimos tempos!
Escrito por Vladimir às 09h10
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CD de presente para os convidados do casório

Uma das idéias que eu e a Viviane vamos adotar no nosso casório é queimar um CD com nossas músicas favoritas e dar de presente aos convidados. Está sendo um prazer a difícil escolha das canções, me lembrando a extinta arte de gravar uma fita K7 para um amigo.
Acho que um CD dá umas 16 músicas. A décima sexta será uma gravação que tentarei fazer da valsinha que compus para a minha esposinha, Ternura Imensa (depois, é claro, de entrar numas aulinhas de canto).
Das favoritas, já estou fazendo uma pré-seleção de onde pinçarei a minha contribuição ao CD. Cortei rocks pesados, hip-hops e outras músicas que eu adoro, como Sexy Motherfucker do Prince, pois quero algo família. Mesmo assim, vejam o meu longo short-list até agora:
De canções “Vladimir & Viviane” (ou seja, nossas músicas): - Cheek to Cheek – Frank Sinatra - Open Your Eyes - Snow Patrol - Gostoso Demais – Maria Bethânia - My Humps – Black Eyed Peas
De canções bacanas de 2007/2008: - Whistle For The Choir - The Fratellis - Taí - Marina de la Riva - You Know I’m no good - Amy Winehouse - Novo Amor – Edu Krieger - Love Today - Mika - Trevo de Quatro Folhas – Fernanda Takai - D.A.N.C.E. - Justice - Samba de Amor e Ódio – Roberta Sá
Das minhas favoritas dos anos 2000: - Telegrama – Zeca Baleiro - Super Duper Love - Joss Stone - Esperando Aviões – Wander Lee - Temptation – Diana Krall - Bonde do Dom – Marisa Monte - When I See You - Macy Gray - Secret Smile – Semisonic
Das minhas favoritas de todos os tempos: - Felicidade – de Tom e Vinícius, com a Nara Leão - Gipsy – da Suzanne Vega - The Way You Make me Feel – Michael Jackson - Love me 2 the 9’s – Prince - Menti pra você mas foi sem querer – Pato Fu - Dream a little dream of me – Ella Fitzgerald e Louis Armstrong
De flash-back e românticas: - Pelas luz dos olhos teus – de Vinicius de Moraes com Miucha e Tom Jobim - Dancing Queen – Abba - Eu te amo eu te amo eu te amo – Roberto Carlos - Can’t take my eyes off of you – Boys Town Gang - Words of love – Beatles - Eu nao existo sem você – de Vinícius com Oswaldo Montenegro - Say a little prayer – Aretha Franklin - Aquellos ojos verdes – Nat King Cole
Do melhor do trash: - Me leva – Latino - Volta pra mim - Roupa Nova - Atoladinha - DJ Malboro - Garota de Berlim - Tokio - Não se reprima – Menudo - Lá vem o negão – Cravo e Canela
Ai, ai, ai, como vai ser difícil editar essa lista!
Escrito por Vladimir às 13h46
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Livros da minha infância, sobre turmas de amigos

Sobre falar sozinho, outro dia me dei conta que um dos primeiros livros que li na vida foi Papitoco, de Martha Maria Rezende Martins, sobre um garoto que procurava um amigo e não achava em lugar nenhum. Acabou vendo seu reflexo no espelho e descobrindo que seu melhor amigo era ele mesmo. É, descobri isso cedo.
Reparei que os livros que eu mais gostava na minha infância e adolescência eram justamente sobre amizade, sobre turmas de amigos. Era muita vontade de eu, um eterno tímido, ter a minha própria galera.
Por muito tempo eu considerei, por exemplo, Os Colegas - de Lígia Bojunga Nunes, sobre a amizade duns bichos no carnaval carioca - o meu livro favorito. Depois curti outras obras legais como Os Meninos da Rua Paulo, clássico húngaro de Ferenc Molnár sobre uma sociedade de garotos que confronta rivais num bairro de Budapeste.
Mas um dos livros que mais me conquistou foi A Vingança do Timão, de Carlos Moraes, sobre a formação de uma equipe de futebol de moleques numa pequena cidade gaúcha. De um timinho de bairro, eles acabam enfrentando o clube principal da cidade, em um texto com drama, romance, aventura, morte e, é claro, muito futebol. Tenho vontade de escrever um roteiro de cinema com essa cativante estória.
Por fim, uma coleção pela qual também me apaixonei foi Os Seis, de Hélio do Soveral, sobre cinco garotos e um cãozinho (o chow-chow Saci), que investigam mistérios na baía de Sepetiba. Eu devorava todos os livrinhos - com títulos como Os Seis e o Casarão em Ruínas ou Os Seis e o Tesouro Escondido - e me imaginava vivendo todas as aventuras. Ao lado, é claro, de uma sonhada, e só minha, turminha.
Escrito por Vladimir às 08h13
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Eu falo sozinho

Nos filmes ou novelas, quando um personagem está falando sozinho, sempre aparece alguém pra dizer que ele está louco.
Eu nunca entendi muito bem esse julgamento, pois tenho essa mania desde criança. Cheguei a criar, quando pequeno, um amigo imaginário, um fantasma chamado Bilinho (não me lembro de onde tirei esse nome), e conversava longamente com ele. Também com meus cachorros já bati fartos colóquios, principalmente quando eu estava triste. Os cães têm esse poder, né, de reconhecer a melancolia do dono e ficarem também tristonhos, em solidariedade. Além, é claro, de simplesmente falar comigo mesmo, ou ensaiar conversas com outras pessoas, o que faço até hoje.
Acho que essa mania seja devida ao fato de ter morado sozinho muito tempo. Ou então, eu seja louco mesmo, sei lá!
Escrito por Vladimir às 15h45
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Novos padrões para cenas de luta
Quando uma cena de batalha de um filme é muito boa, cria o problema de elevar os padrões para um nível que torna qualquer outra um tanto decepcionante. Por exemplo, depois da cena do Dia D em O Resgate do Soldado Ryan, não consigo mais ver filmes de guerra sem constatar que já vi melhor. O mesmo para as cenas de batalhas medievais, depois de O Senhor dos Anéis. São como recordes esportivos que demoram a ser batidos.

A mesma coisa acontece com cenas de kung fu. Depois do longa-metragem Herói (de Zhang Yimou, o mesmo idealizador da abertura das Olimpíadas), não há mais filme que faça sequências de lutas melhores. Nesse fim de semana, vai estrear mais um, O Reino Proibido, a primeira união de Jackie Chan e Jet Li. Estou curioso, mas temo que o padrão estabelecido por Herói ainda está longe de ser superado.

Aliás, Kung Fu Panda, sobre um panda que é - sem querer - apontado como um mestre, ao menos conseguiu não só explorar o melhor do potencial da animação computadorizada para as artes marciais como reproduz muito bem a alma inocente das fitas chinesas originais. O kung-fu mesmo é ainda inferior ao de Herói e a trama é muito mais simples e previsível que, por exemplo, Wall-E, mas o filme me agradou muito, valeu!
Escrito por Vladimir às 13h05
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Hamlet

Vi que o Wagner Moura está fazendo Hamlet em São Paulo. Nesse caso, quando ele se referir a caveira, nada terá a ver com o Bope, e sim com aquele crânio para o qual o príncipe da Dinamarca declama. Fiquei com vontade de assistir à peça, será que vem ao Rio? Já li duas vezes o texto, mas nunca vi ao vivo!
Não há personagem mais rico que o príncipe que vê o tio ocupando o trono de seu pai morto (e também o leito de sua mãe, a rainha). Mesmo com uma angústia dilacerante, o jovem Hamlet nunca perde a ironia, o sarcasmo. Considero esse o grande segredo de Shakespeare.
Eu me lembrei de uma linha da boa tradução do Millôr Fernandes. Num certo momento, o novo rei usurpador chama Hamlet de “meu primo e meu filho”. No que o príncipe alfineta, se dirigindo a platéia:
- A little more than kin, and less than kind.
Literalmente seria “Um pouco mais que parente, mas menos que querido”. O problema é que, traduzido assim, perderia o jogo de palavras kin / kind. Millôr mandou bem inventando outro belo trocadilho:
REI: (...) Hamlet, meu primo e meu filho... HAMLET (à parte): Me perfilha como primo, pois não primo como filho.
Perfilhar aqui quer dizer adotar. E primar significa destacar-se, distinguir-se. Ou seja o rei o aceita como um mero primo, pois não lhe dá o destaque de um filho. Legal, né?
A conferir qual tradução o nosso Capitão Nascimento está usando na peça!
Escrito por Vladimir às 15h52
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Que brasileira conquistará a primeira medalha individual da história olímpica? (UPDATE!!!)
Estou cheio de adrenalina para acompanhar as madrugadas olímpicas. Uma das boas disputas desse ano é quem vai ser a primeira brasileira a ganhar uma medalha individual na história das Olimpíadas. Nessa não vale, por exemplo, as equipes femininas de vôlei, futebol, ou mesmo as duplas de vôlei de praia, que já deram medalhas antes; somente as atletas individualmente.
Vejam, na ordem cronológica, as que têm mais chance, na minha opinião:
Dia 09 (Sábado agora): Sarah Menezes (Judô):

Essa primeira boa chance de medalha é ídola em Teresina, segundo me contou, de lá, o meu irmão Vinícius. Ela ganhou um bronze em fevereiro no circuito europeu, na Copa de Budapeste, ótima credencial!
Dia 13 (Quarta que vem): Mayra Aguiar (Judô):

Considero essa caçula da delegação de judô, de 18 anos, a minha grande favorita para faturar essa primeira medalha pioneira. No circuito europeu desse ano, foi a única a ganhar um ouro, em Varsóvia. Até mesmo o campeão do mundo Tiago Camilo e o medalhista olímpico Leandro Trigueiro só conseguiram bronze esse ano. Os outros, nem isso. Outra com chance é a Edinancy, que luta dia 14. Não acredito muito nas chances dela, mas vou torcer.
Dia 15: Jade Barbosa:

Na terça 12, as meninas da Ginástica terão tido a chance de medalha por equipe. Mas a primeira chance individual é nesse dia 15, na final do individual geral. Jade foi bronze no Mundial de 2007 nessa disputa, vamos ver!
Dia 17: Jade Barbosa e Daiane dos Santos:

Mais chance para a Ginástica individual feminina! Nesse dia haverá finais de solo (Jade e Daiane) e salto (Jade), com mais chances de medalhinhas.
Dia 18: Fabiana Murer (Salto com Vara):

Apesar de ser sempre lembrada, acho difícil Murer faturar uma medalha. Mas fica a torcida!
Dia 22: Maurren Maggi (Salto em Distância):

Maurren foi apontada como favorita ao ouro pela Sports Illustrated. Eu estou mais pessimista mas, se as meninas do judô e ginástica não conseguirem, ela é quem terá a melhor chance de trazer a primeira medalha individual feminina, nem que seja um bronzinho, pô!
Dia 23: Natália Falavigna (Tae-Kwon-Do):

Bom, se todas as outras falharem, nossas esperanças recaem no penúltimo dia de Olimpíada sobre a guerreira Natália, que foi campeã mundial em 2005, e depois bronze no mundial de 2007.
Isso se não vierem zebras bem-vindas da maratona, das outras provas de atletismo (como a Keyla Costa), natação (como a Polyana Okimoto), saltos ornamentais (com a Juliana Veloso), pentatlo moderno (com a Yane Marques), ou outras modalidades! Estou ansioso!
Update!
Acabou que essa corrida foi vencida por alguém que não previ! Ketleyn Quadros, 28a no ranking da EJU, que só foi aos Jogos porque a Daniele Zangrando machucou, foi lá, bateu a 7a e a 8a do ranking, entre outras, e faturou um belíssimo bronze! Mais belo, aliás, é o sorriso de felicidade dessa atleta brasiliense que nos encheu de orgulho! Parabéns a ela!

Escrito por Vladimir às 16h02
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Pão de Açúcar, Morro da Urca e... Morro da Babilônia?

Nesse mês, estou completando cinco anos de Rio de Janeiro, mas ainda babo todos os dias pelas belezas naturais daqui. A começar pelo Pão de Açúcar, ô penedo bonito! Uma vez até escrevi um conto (post de dez/05) sobre a construção do bondinho, idealizada há exatos 100 anos.
Pra quem não sabe, o nome do morro se deve à semelhança com a forma que, antigamente, embalavam o açúcar para transporte. Esses cones chamavam-se, justamente, pães de açúcar, vejam só a imagem:

Outra curiosidade é que, além do bondinho que sai da Praia Vermelha para o Morro da Urca e da ligação desse com o Pão de Açúcar, inicialmente era para haver também um teleférico do Morro da Urca para o Morro da Babilônia. Morro de quê? Morro da Babilônia é aquele morro ali atrás, que dá para o Leme:

Acabaram desistindo dessa conexão. O que me faz pensar que, se tivessem construído esse bondinho, o Morro da Babilônia poderia ser famoso, né, fazendo parte de um dos mais célebres cartões postais do mundo. Mas sem o bonde, acabou esquecido ali no canto, coitado, praticamente o Plutão dos morros cariocas.
Escrito por Vladimir às 16h02
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Canto do Vladimir
Perfil
Nome: Vladimir Batista
Idade: 37
Nasceu: Goiás
Mora: Rio de Janeiro
email: vladimir.batista@gmail.com
Conteúdo
Blog de Vladimir Batista, 37, sobre cinema, curiosidades (etimologia (origem das palavras), dicionário, cultura inútil, rankings (top10, top5,...)), música, TV, literatura, minhas criações (letras, poemas, contos, romances, novelas, roteiros de cinema, argumentos), atualidades, minha vida, etc...
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Histórico
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