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Vira-latas

Já tive, com a minha família, dois vira-latas, o Duque e o Corisco. Hoje temos o Sambinha, um lhasa apso, aquela raça peludona, como o Floquinho do Cebolinha. Mas também tenho minha filhota de Jundiaí, a Meg (na foto acima), que apesar de lembrar uma border colie, não nega a raça, ou melhor, a falta dela! Realmente, os vira-latas são menos frágeis que os cachorros de raça. O Sambinha, tadinho, é cheio de alergiazinhas, enquanto que o Corisco chegou a pegar leptospirose, parvovirose, sumiu por uma semana, foi atropelado duas vezes, e mesmo assim, viveu por 18 anos!
O termo vira-lata já é pejorativo na origem, né, referindo-se ao ato de tombar as latas de lixo a procura de comida. E hoje, com os sacos plásticos a palavra não faz o mesmo sentido. Mas não há nenhuma denominação melhor. O politicamente correto SRD (Sem Raça Definida) é um horror, prefiro vira-latinha mesmo. Será que não daria pra criar uma palavrinha nova para eles? Que tal algo familiar como totó, já que o nome próprio Totó mesmo caiu em desuso?
Em inglês há para vira-lata, o termo mongrel, ô palavra feia! Mas o mais comum é mutt. Mutt vem da abreviação de uma ofensa antiga mutton-head, literalmente cérebro de ovelha, no sentido de estúpido. Mas com o tempo a palavra mutt, como vira-lata, ficou mais afetiva. Mesmo assim, há quem defenda o politicamente correto mixed-breed (“raça misturada”). Eu prefiro mutt mesmo.
Os vira-latas mais famosos do cinema e da TV são o Vagabundo, de A Dama e o Vagabundo, o Benji e o Muttley, aquele companheiro do Dick Vigarista, que tem mutt até no nome. Aquele super-herói Vira-Lata, na verdade é um beagle, né?

E aqui no Brasil, acho que o mais famoso foi o Lupa, o cachorro do Didi que “morre” no final de Os Trapalhões nas Minas do Rei Salomão, arrasando os corações de milhões de crianças e adultos da época. Ainda bem que depois ele ressucita com um pozinho mágico!

Mas tá precisando de mais totós nos roteiros de cinema, né?
Escrito por Vladimir às 13h50
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Ioiô Pateta
Há uns meses, foi só eu eu pegar o volante por uma hora no trânsito de São Paulo, depois de um bom tempo, pra eu me lembrar de um dos motivos por que eu resolvi me mudar de lá. Perdi a paciência, fiquei irritado, comecei a xingar... Segundo a minha Iaiá, Viviane, eu, um pacato cidadão, virei um bicho igual aquele desenho do Pateta, em que ele se transforma do Sr. Pedestre no monstro do Sr. Volante.

Agora toda a vez que eu começo a me irritar com um daqueles absurdos de Sampa, como congestionamento em pleno fim de semana, ela começa a sorrir: “Olha o Ioiô Pateta...” É a chave pra eu relaxar. Pra que me irritar, né? E aí, pra descontar, quando é a vez dela se impacientar no trânsito, eu murmuro: “Olha a Iaiá Clarabela...”
Aliás, pesquisei que a vaquinha Clarabela é na verdade um amor platônico do Pateta, coitado, já que o par mais frequente dela é o Horácio, que é, well, um cavalo. Mas foi curioso que, alguns dias depois dessa nossa brincadeira nonsense, vimos um desenho na TV (Os Três Mosqueteiros) onde o Pateta e a Clarabela terminam juntos! E em Paris! Ficamos felizes...

Mas voltando ao assunto do trânsito, dizem que o Rio também está ficando no mesmo nível de horror. Como moro pertíssimo do trabalho e do meu MBA, e nem uso carro aqui, quase não tenho problemas. Mas preciso estar ciente que o Ioiô Pateta está aqui dentro de mim, vigilante...
Escrito por Vladimir às 08h42
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Beijo sob o visco

Para quem não conhece a tradição do beijo sob o visco que mencionei no último post, é o seguinte: na época do natal nos EUA, pendura-se em algum ponto da sala um arranjo de visco, uma plantinha ornamental. Daí, se duas pessoas se encontrarem embaixo desse arranjo elas são obrigadas a se beijar na boca. Fofo mas constrangedor...
Pesquisando, vi que a origem mais aceita é nórdica, lá dos vikings. Uma lenda diz que o visco teria ressucitado o filho da deusa da beleza Frigga que, em agradecimento, passou a beijar a todos que passavam debaixo dele. Sorte desses transeuntes, né, afinal a mulher é a deusa da beleza!
O nome em português do visco é feio, né? Tem a mesma origem de viscoso, justamente porque a semente da plantinha é pegajosa. Em inglês é mais bonitinho: mistletoe. Há na web várias imagens e letras de canções com a expressão “kiss under the mistletoe”, realmente tem uma sonoridade gostosa.
Mas a origem de mistletoe também não é lá essas coisas: "mistel" de "adubo" e "tan" de "galho". Como a planta nasce nos caules de outras árvores, acreditava-se que ela saía das fezes dos passarinhos. Ou seja, mistletoe veio de algo como “cocô no galho”! Você teria de coragem de beijar alguém sob isso?
Escrito por Vladimir às 08h19
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Os casais de séries que nunca ficam juntos
Imagino que um dos dilemas dos produtores de séries é unir ou não o casal principal. Em filmes, como em Harry e Sally- feitos um para o outro, o casal pode brigar o filme todo, mas o final feliz é bem-vindo. Mas nas séries não, como o drama tem continuação no ano seguinte, uma vez unido o casal, a série costuma perder metade da graça. Foi assim com A Gata e o Rato, Lois e Clark e The Nanny, que decaíram quando seus protagonistas juntaram seus trapinhos. A única solução, também popular em novelas, é promover um eterno casa-separa, como Carrie e Mr Big em Sex and the City ou os clássicos Ross e Rachel em Friends.
Poucas séries foram heróicas em nunca deixar que o casal fique junto, por maiores que fossem as pressões. Arquivo X é o melhor exemplo delas, embora tenha cedido e unido Mulder e Scully no último episódio. (Aliás, como o romance deles estará no longa que estréia sexta-feira?)
Uma série atual que também tem demonstrado força digna de balde-d’água-em-cachorros ao apartar o casal principal é a Bones, da Fox. A cada episódio, o agente do FBI Booth e a antropóloga de apelido Bones vão se desentendendo mas também se aproximando em monentos cheios de química. Chegaram ao ponto de, durante um casamento interrompido de amigos, acabarem ambos diante do padre, com ela segurando o bouquet. Nada sutil, né?

No episódio da semana passada, deram um primeiro beijo na boca, por conta do velho truque de “beijar embaixo do visco” no natal americano. Hum, tanto Mulder & Scully quanto Harry & Sally também tiveram antecipadamente um beijinho meio de brincadeira, durante o reveillon. Hey, Bones e Booth, começa assim, viu?! :-)
Escrito por Vladimir às 08h16
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Batman - o melhor filme de 2008 (até agora)
Gostei quando vi Os Infiltrados, mas achei que ainda faltou algum tempero. Pois finalmente apareceu um filme de intriga policial, com um quê a mais, no caso um mascarado paladino, um vilão insano e criativo e um promotor que quer fazer a coisa certa. Concordo com todos que dizem que Batman, O Cavaleiro das Tevas tem tudo para ser o filme do ano e até faturar Oscars.

O curioso é que, seguindo a tendência de recentes obras baseadas em HQ, as cenas de ação não são o seu forte. Mas ao contrário do Homem de Ferro, que se baseou no carisma do protagonista, ou do Hulk, que se apoiou na memória afetiva da série, o forte de Batman é mais variado. Temos uma bela trama de máfia/polícia, ótimas atuações e diálogos, reviravoltas... E uma mensagem que dá o que pensar, sobre os limites e a moral de quem é herói ou vilão. Aliás, bem apropriada para o Brasil de hoje, né?
O vilão Coringa de Heath Ledger - aquele ator que morreu em janeiro - realmente está muito bem, e suspeito que ele terá chances para um Oscar póstumo. Mas gostei ainda mais o Aaron Eckhart, que vive o promotor Harvey Dent, que faz de tudo pra lutar contras os bandidos dentro da lei. Um personagem complexo numa trama rica.

Não percam o meu filme favorito de 2008 até agora!
Escrito por Vladimir às 08h12
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“Não é nada disso...”

Outro dia, na novela, a personagem de Cláudia Raia encontrou Carmo Dalla Vecchia cheio de chamegos com a Patrícia Pillar. Pego no flagra, ele retrucou o impagável:
- Não é nada disso que você está pensando!
Assim mesmo, palavra por palavra, a velha expressão ainda funciona! Não tem jeito, toda vez que ouço essa máxima, nas cenas “flagrante-sem-desculpa”, eu rio muito. Os Cassetas já fizeram várias esquetes com ela e outro dia vi no Video-Show uma coletânea das inúmeras vezes que ela foi ouvida na teledramaturgia. É, talvez, o maior clichê da história da TV, né?
Pensando bem, na vida real os escroques que são flagrados por câmeras escondidas fazendo corrupção, não chegam a falar explicitamente esse clichê, mas o fazem juridicamente, através de recursos, liminares, habeas-corpus, esses trens. Fico pensando: Se nem as Donas Candinhas acreditam na conversinha do galã da novela, porque nos casos do noticiário a Justiça acha que, de fato, talvez não seja nada disso que ela esteja pensando?...
Escrito por Vladimir às 08h16
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Porquinho da Índia

Eu me amarro em curiosidades inúteis. Uma das que mais gosto é acerca do nome do Porquinho da Índia. Esse pequeno roedor doméstico deve ter uma crise de identidade, coitado. Na verdade, ele não é nada aparentado do porco muito menos veio da Índia! Em espanhol é chamado de Conejillo de Indias (Coelhinho das Índias), nada a ver novamente, mas ao menos o coelho, se não me engano, é um roedor também, né?
Segundo a Wikipedia, a confusão não pára aí, vai vendo: em inglês, ele é conhecido como Guinea Pig, Porco da Guiné. Mas ele também não veio da Guiné! Em alguns dialetos do holandês é Rato Espanhol! Sem contar que em alemão, polonês e russo ele é o Porquinho do Mar! Como assim?
Bom, na verdade, o Porquinho da Índia é originário dos Andes, ali pelo Peru. No começo da colonização, achava-se que a América eram as Índias, lembram-se?, por isso o nome em português e em espanhol. O motivo para, em inglês, ser da Guiné, que é as embarcações que levavam o bichinho para Europa, paravam antes na Guiné, levando as pessoas a acreditarem que fosse de lá. O mesmo motivo que o levou a ser chamado de Porquinho do Mar, por aportar nas naus dos navegadores. E por que porquinho? Diz-se que é por causa do ruído que ele faz, parecido com um guincho de porcos.
Aliás, pra mim, o nome mais apropriado é o que ele tinha originalmente nos Andes: Cuí. É justamente a onomatopéia do guincho do bichinho. Coitado, com um nome tão fofo como cuí, precisavam complicar tanto pelo mundo?
Escrito por Vladimir às 09h26
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Melanie, filha de Ingrid Betancourt

Escrito por Vladimir às 08h33
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Meus Palpites Olímpicos
 Novamente, nas últimas semanas, acordei em várias madrugadas para acompanhar a belíssima campanha heptacampeã da Seleção de Vôlei Feminino (de quem sou fã) no Grand Prix. Foi um ensaio também meu para as madrugadas das Olimpíadas de Pequim.
Acho que Mari, Paula e cia têm chances de abiscoitar uma medalhinha, uma prata talvez, vamos ver se não se abaterão com eventuais derrotas. Melhor um bronze do que nada, uma medalha já é uma melhora em relação ao quarto lugar de Atenas.
Estou pronto para torcer bastante pelo Brasil, mas tenho analisado friamente junto com o Vinícius, meu irmão, e ando pessimista com relação às medalhas de ouro. Acho que vamos ganhar duazinhas... no máximo três, tá de bom tamanho? Vejam meus palpites:
- Vôlei Masculino: única modalidade onde o Brasil é pleno favorito ao ouro. - Judô: Pelo menos uma dourada também sai daí. Tem chance de mais, mas vou ficar com a previsão de uminha só. - Diego Hipólito: Se for sair mais um ouro para o País, será dele. Mas sua recente cirurgia me deixou mais pessimista. De qualquer modo, tem muita chance de conquistar a primeira medalha da história da ginástica brasileira, uma prata já seria fantástico!
Por sinal, é isso que eu queria falar. Ao contrário da maioria, não fico torcendo só pelo ouro, mas principalmente que se consiga resultados melhores ou, no mínimo, iguais aos das últimas Olimpíadas. O mais importante é a evolução. Por exemplo, eu comemorei o quinto lugar da Daiane dos Santos em Atenas, a melhor colocação da história. E agora, qualquer medalha na ginástica será maravilhosa.
Vejam o que penso para as principais modalidades:
- Atletismo: Acho que sai um bronzinho só, entre Jardel Gregório, Maurren Maggi ou Fabiana Murer. Pelo menos, mantém-se o resultado de Atenas, mas ainda longe dos bons tempos do século passado. Se bem que qualquer medalha no feminino já seria inédita, motivo para muita comemoração!
- Natação: Se conseguirmos ir para mais de uma final, já vamos estar melhores que nos últimos Jogos, mas ainda longe dos desempenhos anteriores. Acho que medalha seria uma zebra, só se for um bronzão do Cesar Cielo ou do Thiago Pereira.
- Futebol: Entre o masculino e o feminino, a gente fatura uma prata. E acho que vem do brilhante time de Marta, o masculino não me inspira confiança. Mas minha torcida por dois ouros será ferrenha!
- Vôlei: Além do ouro do masculino e da prata do feminino, sai mais uma prata ou um bronze do vôlei de praia masculino. Infelizmente, Ricardo e Emanuel não são mais favoritos, têm perdido muitas etapas do mundial. E acho que as duplas femininas não ganham medalha dessa vez...
- Judô: além de um ouro que considero garantido, acho que conseguimos ao menos mais duas ou três medalhinhas. Seria uma melhora sensível aos dois bronzes de Atenas!
- Ginástica: Além do ouro de Diego, talvez tenhamos mais um bronzinho, da Jade Barbosa ou da Daiane. O que também seria um feito inédito, tomara!
- Basquete: Com a melancólica falta de investimentos nesse esporte, se a Seleção de Basquete Feminino conseguir manter o mesmo quarto lugar de Atenas, já vai ser bom. Mas vou torcer muito pelo bronzinho de outros tempos. No masculino, se a Seleção for aos jogos, já vai ser uma vitória, né, a que ponto chegamos...
- Iatismo: Com Robert Scheidt mudando de classe, acredito que vamos conseguir no máximo uma prata, pode ser?
- Hipismo: Vamos ver se conseguimos manter a tradição e faturar uma medalhinha... Mas sem Baloubet du Rouet, será que Rodrigo Pessoa consegue?
- Tae Kwon Do: Nunca ganhamos nada nesse esporte, mas quem sabe a Natália Falavigna, campeã mundial há dois anos, traz um bronzinho? Seria grande!
Finalmente, torço para que, a exemplo de Atenas, continuemos pegando finais de esportes sem tradição como Handebol (principalmente com a empolgante Seleção Feminina) e Ginástica Rítmica. Posso torcer por mais medalhas-zebras daí? Também terão minha torcida cheia de fé esportes difíceis de prever, como Maratona com Franck Caldeira e Pentatlo Moderno com a Yane Marques, sensação que me deixou fã no PAN, pelo ouro em um esporte tão inusitado.
Ou quem sabe as madrugadas olímpicas me reservem alguma outra surpresa positiva?
Escrito por Vladimir às 08h30
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Os tapados do cinema. E “Groo, o Errante”
Percebi que o Agente 86 do cinema não é tão burro quanto o da telinha. Um pouco desastrado, toma decisões inusitadas, mas muitas vezes é mais esperto e habilidoso que os colegas e os vilões. (o filme é divertido, aliás)
Fiquei imaginando a base dessa decisão dos produtores: um personagem completamente tapado traria boas esquetes mas dificilmente sustentaria um filme inteiro. Será? O Inspetor Clouseau desmente, né, embora Peter Sellers tenha trazido uma certa discrição à estupidez do personagem, o que segurava bem os filmes da Pantera Cor-de-Rosa (o que não vi na nova versão, com Steve Martin).

Outros completos idiotas sobreviveram a longas sem descambar para o total ridículo das comédias atuais, como Beavis and Butthead, o policial Frank Drebin (Leslie Nielsen) de Corra que a Polícia vem aí (Naked Gun), talvez Debi e Loide...
Eu adoro um bom tapado. Na telinha mesmo quem não se diverte com personagens como a impagável Rakelli da novela Beleza Pura (que levou amendoins para a Amazônia para “alimentar elefantes e cangurus”), herdeira da Magda de Sai de Baixo, ou da Mulher do Fernandinho de Balança Mas Não Cai (depois Zorra Total)?

Mas o rei dos burros ainda não ganhou uma versão na tela: Groo, o Errante. Pra quem não conhece, era um personagem de gibi do início dos anos 90, bárbaro (parodiando Conan) em um mundo com feiticeiras e dragões . Era burro igual uma porta, a ponto de negociar sempre para pagar mais caro, mas poderoso o bastante para entrar numa batalha (ou “peleja”) e dizimar os dois lados, na dúvida de de que partido tomar.

Suas frases de efeito eram “Groo faz o que Groo faz melhor!”, ou “Terei errado?”, que ainda falo quando faço alguma bobagem. As histórias não eram pastelão total, tinham elegância, um traço detalhado, a linguagem rebuscada medieval; e Groo era um “desmiolado com bom coração”. Sua paixão era comer queijo derretido, chegou a desejar a um amuleto mágico “UMA TONELADA DE QUEIJO DERRETIDO!”. E tinha um cãozinho chamado Ruferto que, curiosamente, achava que seu dono era um gênio; diante de alguma estupidez sem tamanho, o cachorro pensava: “deve haver alguma razão genial que minha cabecinha não alcança”.
Era um prazer ler seus gibis e, pesquisando, descobri que um longa de animação computadorizada está em produção, provavelmente para 2010. 2010? Poxa, bem que me falaram que esse Groo era meio devagar! (esse comentário era outra gag do gibi, dita por alguém nas primeiras páginas da estorinha. Lá no fechamento da trama, às vezes depois de dias, Groo ponderava: “Epa, o que ele quis dizer com “meio devagar”?)
Escrito por Vladimir às 09h38
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Beldades do Tempo

Lembro quando a Patrícia Poeta era a moça do tempo, e que o Luiz Fernando Veríssimo babava por ela nas crônicas. Ela está com moral hoje no Fantástico, né? Mas para manter a tradição de beleza nas esquetes meteorológicas, ainda tem a Michelle Loreto, do Bom Dia Brasil:

Ou a Flávia Freire:

Mas nem só de belas vivem as previsões do clima ma TV. A Ingrid, minha irmã, me mostrou que o Evaristo Costa, do Jornal Hoje, tem um grande fã-clube, cuja comunidade no orkut lamentou profundamente quando ele se casou. Assim como a Patrícia Poeta, ele cresceu e assumiu o comando do Hoje. Pode ser promissor apresentar o tempo!

Pensei nisso porque no outro dia, rodando os canais, vi na Band outra moça do tempo charmosa, cheia de sotaquinho com diminutivos. É a baiana Ticiana Villas-Bôas, que foi crescendo aos poucos e divide a bancada do Jornal da Band com Roberto Boechat e Joelmir Betting.

E é mais uma beldade para amenizar as notícias por vezes alarmantes do clima por vir.
Escrito por Vladimir às 08h38
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Wall-E

Continua impressionante a capacidade da Pixar/Disney de criar novos mundos, como o dos brinquedos (Toy Story), o só de automóveis (Carros), o do fundo do mar (Procurando Nemo). Dessa vez, em Wall-E, temos dois: o planeta de um “ser” só, que coloca aquele de Eu Sou A Lenda no chinelo e, de quebra, outro mundo bizarro no espaço, a consequência futura dessa dependência que a gente tem das máquinas que fazem tudo por nós.
Considerei essa animação mais uma pequena obra-prima da Pixar. Não é tão bom quanto Procurando Nemo ou Ratatouille, é verdade, mas mais uma vez me encantou. Adorei especialmente os momentos sentimentais daquele que é a cara do saudoso Number Five do filme Short-Circuit dos anos 80, o pequeno Wall-E. Ele se apaixona por Eva, uma robozinha futurista cujos traços vieram dos mesmos designers da Apple que criaram o iPod e o iMaq. Essa paixão é contagiante e o filme destaca os valores românticos, como o toque de mão, o bailar, os filmes e canções antigas. E, é claro, o extremo sacrifício pelo amor, em cenas que levaram os meus olhos e os da Viviane às lágrimas.
Ali no miolo para o fim, a trama fica um pouco confusa, talvez densa demais, e os outros personagens, como um grupo de robôs defeituosos, ficam mal desenvolvidos. Mas a redução do enfoque nessa parte da história teve a vantagem de dar o destaque merecido ao que importa: o amor possível e emocionante entre dois robôs. Nisso há o brilho de sempre desse genial estúdio.
Escrito por Vladimir às 08h03
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Por que não há mais casais recorrentes no cinema?

Falando em Fred Astaire, eu estava pensando que ele e a Ginger Rogers tinham tanta química, que protagonizaram algo raro no cinema: um casal que fez vários filmes juntos (um total de 10!), sem nunca terem tido um romance na vida real. Outras duplas, como Lauren Bacall e Humphrey Bogart e Elizabeth Taylor e Richard Burton, também foram prolíficas, mas essas se casaram de fato.
Outra coisa que pensei é que não se repetem mais casais cativantes no cinema, a não ser é claro em séries com os mesmos personagens (como os pares de Homem Aranha e Arquivo X). Os últimos bons duos recorrente que me lembro foi Meg Ryan e Tom Hanks que fizeram Sintonia de Amor (Sleepless in Seatle) e Mensagem pra Você (You’ve got Mail) e Julia Roberts e Richard Gere, que repetiram em Noiva em Fuga (Runaway Bride), a parceria de Uma Linda Mulher (Pretty Woman). Mas esses foram nos anos 90.
Nos últimos anos, houve poucas tentativas, sem muito sucesso. Repetiram John Travolta e Uma Thurman, sucesso em Pulp Fiction, no filme Be Cool - O outro nome do jogo. Uma escalação interessante foi a de Morgan Freeman e Ashley Judd, parceiros em Beijos que Matam (Kiss the Girls) e em Crimes em Primeiro Grau (High Crimes). Curioso foi que não viveram romance nos filmes mas tinham uma ótima química, poderiam até compor novas produções, né?
Entre algumas parcerias que eu gostaria de rever, incluo Clint Eastwood e Meryl Streep (de Pontes de Madison) e Jim Carrey e Kate Winslet (de Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças). Casais não menos que emocionantes!
Aliás, sobre Kate Winslet, a boa notícia é que ela e o Leonardo Di Caprio, ótimos em Titanic, voltarão a se reunir em dezembro num filme chamado Revolutionary Road, como marido e mulher suburbanos nos anos 50, olha a imagem:

Hum, estou bem curioso!
Escrito por Vladimir às 08h24
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Fred Astaire na favela

Daiane dos Santos disse que quem a inspirou para começar a fazer ginástica olímpica foi a campeã dos anos 70 Nadia Comanecci. Fiquei pensando se a romena tem a noção de, mesmo depois de tanto tempo, a quais confins do mundo sua influência chegou, quantas campeãs maravilhosas ela teria gerado e ainda vai gerar.
O mesmo com o ator e dançarino Fred Astaire. Outro dia, vi uma entrevista com Jorge Teixeira, um bailarino brasileiro de origem pobre, que hoje promove um programa social comunitário que ensina balé clássico a crianças nas favelas do Rio. Seu projeto tira muitos meninos da rua e gerou oportunidades para bailarinos no exterior. Ele comentou que às vezes é difícil convencer os pais, humildes, a deixarem o filho homem fazer balé. Nossa, eu imagino mesmo! Perguntado sobre como seu próprio pai o deixou seguir essa carreira, o rapaz revelou uma dica que, segundo ele, sempre dá certo: “eu disse que queria fazer sapateado e dançar como o Fred Astaire, e meu pai me apoiou.” Depois, passar para balé clássico foi mais fácil.
Fiquei pensando que se Fred Astaire não tivesse existido, talvez o preconceito teria afastado esse rapaz do balé, tornando inexistente, depois, seu magnífico projeto nas favelas. Será que o ícone da dança no cinema teve a noção que quase um século depois, sua influência resultaria em tão boas ações nas longínquas favelas da América do Sul?
Escrito por Vladimir às 08h10
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Canto do Vladimir
Perfil
Nome: Vladimir Batista
Idade: 37
Nasceu: Goiás
Mora: Rio de Janeiro
email: vladimir.batista@gmail.com
Conteúdo
Blog de Vladimir Batista, 37, sobre cinema, curiosidades (etimologia (origem das palavras), dicionário, cultura inútil, rankings (top10, top5,...)), música, TV, literatura, minhas criações (letras, poemas, contos, romances, novelas, roteiros de cinema, argumentos), atualidades, minha vida, etc...
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Histórico
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