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Lançamentos da DISCO

Em qualquer festa dos últimos anos, músicas da época da DISCO dos anos 70 são sucesso certo. Bee Gees, Abba, Gloria Gaynour, Village People, entre outros são armas certeiras de DJs. Isso me fez conjecturar por que ninguém faz novas canções nesse estilo. Digo DISCO pura mesmo, não techno e suas variações bate-estaca.
Pois bem, depois de ver os clipes, baixei duas músicas novas que são pura Disco. Uma é Love Today do Mika, o Edson Cordeiro libanês, que fez um bom sucesso com Grace Kelly. A outra é D.A.N.C.E. de uma banda chamada Justice (quem?), mais conhecida pelo ótimo clipe, com desenhos animados coloridos rolando em camisetas.
Só de ouvir essas duas músicas, com seus baixos dançantes e violininhos, dá vontade de apontar o indicador para cima e começar a dançar à Saturday Night Fever! Me acompanha?
Escrito por Vladimir às 14h51
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Ta-Hi (ela fez tudo pra eu gostar dessa canção)

Sinto-me elevado quando ouço a versão de Ta-Hi na voz da Marina de la Riva. É aquela marchinha “Ta-Hi / Eu fiz tudo pra você gostar de mim”, que eu nunca havia achado grandes coisas. O primeiro sucesso de Carmem Miranda, composto por Joubert de Carvalho em 1930, ganhou um arranjo com batucada intimista (!) e um sutil clima latino. A letra curtinha se transforma numa canção de 4 minutos e meio, cheia de variações, diálogos entre os intrumentos e a voz maviosa de Marina. Lá pelas tantas, o murmúrio dela é simplesmente sedutor e dá vontade de que a música não acabe nunca.
Curiosamente, no CD da Fernanda Takai há também uma versão para Ta-hi, quase à capela, com toques de harpinhas e cravos sintetizados, muito bom. Só que essa é só uma vinheta de 50 segundos. Experimentei ouvir essa como uma introdução da versão de Marina de la Riva, e... Deu certo!
Virou, na minha opinião, a melhor música nacional de 2007, 77 anos depois de composta...
Escrito por Vladimir às 07h57
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Amadurecendo com Juno

O que mais gostei da adolescente de 16 anos Juno foi a lição sobre maturidade. Exceto o fato de ficar grávida fora de hora (ou talvez por isso), ela é a mais madura de todos os personagens. Ser maduro não é obrigatoriamente se comportar como adulto, mas pode incluir agir como um adolescente, porém com consciência disso, sem deixar de fazer a coisa certa, encarar decisões difíceis e mover a vida pra frente.
Um contraponto de Juno é o cara que quer adotar a criança dela. Ambos gostam de rock e de ver filmes trash, mas ela é a única que não perde a noção da linha divisória sobre o que é adequado ou não. Nesse momento é que aprendi uma lição.
Nos últimos anos, eu me senti amadurecer ao perder preconceitos e me permitir fazer o que gosto sem me deixar influenciar tanto pelos pecados capitais que me rodeiam. Mas Juno me ensinou que isso não basta: é preciso sempre continuar ligado no mundo, encarando as decisões difíceis e movendo pra frente.
É, Juno, amadurecer não é fácil, né?
Escrito por Vladimir às 07h46
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3 filmes concorrendo ao Oscar

Já vi três dos filmes concorrendo ao Oscar de Melhor Filme. Eles têm uma característica em comum: começam empolgante mas decepcionam na segunda metade. Sabe quando o cara tem uma idéia ótima mas não sabe como terminar com o mesmo nível? É por aí.
Onde os Fracos Não Tem Vez, sobre um cara durão que acha um dinheiro e é perseguido por um bizarro matador (esse vivido por Javier Barden, que concorre como Ator Coadjuvante), tem uma premissa ótima, com situações cheias de suspenses e personagens fortes e interessantes. Porém, do meio para o fim, o anti-clímax é evidente. Talvez alguns achem que evitar finais clichê é até um forte do filme, mas pra mim foi falta de criatividade mesmo dos Irmãos Coen.
A falta de soluções criativas foi o mesmo pecado de Conduta de Risco, aquele com o George Clooney (que concorre a Melhor Ator) sobre um processo contra uma empresa que teria prejudicado a saúde de uma comunidade. Depois que as voltas no tempo se alinham, tudo fica óbvio demais e o filme não se compara com, por exemplo, O Informante ou mesmo Erin Brokovich, que tem temas semelhantes. O que salva é a personagem da dona da empresa, vivida por Tilda Swinton (concorre a Atriz Coadjuvante), que mostra o melhor de uma vilã, com fraqueza de caráter bem humana.
Já em Desejo e Reparação, a primeira parte é primorosa. Nela, uma situação leva a uma criança invejosa (aliás com a excelente atriz mirim Saoirse Ronan, que também concorre a Atriz Coadjuvante) a tomar atitudes com consequências sérias. Os sons do ambiente criam um clima que nunca havia visto antes. Esse é o problema, a primeira parte é um crescendo fortíssimo, mas a consequência a seguir não tem a mesma força. O diretor Joe Wright, que incrivelmente não está indicado, até que manda bem mostrando por exemplo um plano-sequência maravilhoso do ambiente da Segunda Guerra. Mas mais uma vez parece que o escritor do original Ian McEwan não sabia terminar de forma tão empolgante quanto o início. Mesmo assim, dos três é o que gostei mais, deu até vontade de ver de novo. Ao menos, até o meio do filme.
Nesse fim de semana vejo os outros dois: Sangue Negro e o propalado Juno. Vamos ver se vai dar tempo de postar antes do Oscar.
Escrito por Vladimir às 17h57
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O Homem que Copiava e a geração dos anos 2000

Outro dia reprisou na Globo um dos meus filmes favoritos da década: O Homem que Copiava. Ao rever a cena memorável em que o Lázaro Ramos monta mentalmente o quarto de Leandra Leal baseado no pouco que vê pela janela do seu apartamento, me lembrei de uma das obras homenageadas pelo diretor Jorge Furtado: Janela Indiscreta.
Uma vez, um crítico norte-americano ranzinza esnobou François Truffaut por ele gostar dessa obra prima de de Hitchcock, dizendo:
- Você só gostou porque não conhece o Village – que era o bairro onde o longa se passa. - Mas o filme não é sobre o Village. É sobre o cinema! – retrucou Truffaut. Sim, genial, a janela indiscreta do filme era uma metáfora sobre o fascínio e a influência que o cinema exercia sobre as pessoas.
Da mesma maneira, há quem criticou a amoralidade (imoralidade?) do Homem que Copiava. “Mas o filme não é sobre a moral, é sobre a internet!” – pensei. Lázaro Ramos cria uma cultura própria com os fragmentos a que relanceia nas obras que tira xerox, como sonetos de Shakespeare ou a história do papel-moeda,... Isso é um efeito da internet, criou a geração com uma cultura onde todo mundo conhece um pouco de tudo, mas raramente sabe muito de algo. Aliás, os dias de hoje são refletidos em outros aspectos do filme, como o voyeurismo típico dos reality shows e a própria moral dos jovens. Pensando bem, a chave é essa: O Homem que Copiava é uma metáfora da geração dos anos 2000. Não à toa, será presença certa no meu Top10 de melhores filmes da década.
Escrito por Vladimir às 08h05
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Quatro CDs de MPB

Ganhei quatro CDs de artistas novos, pequenas jóias em matéria de música. Mas eu queria comentar os títulos dos discos.
O Album solo da Fernanda Takai chama-se: Onde Brilhem os Olhos Meus, verso pinçado de uma das canções. Ficou fofo, bossa nova, tudo a ver com a Nara Leão, homenageada na saborosa obra, produzida com criatividade pelo John Ulhoa.
Entre os quatro, o melhor título de CD é o da Roberta Sá, Que Belo Estranho Dia Pra Se Ter Alegria, também pinçado de uma canção. Os dois qualificadores seguidos “belo” e “estranho” e a conclusão “alegria” formam um conjunto que carrega justamente seus significados, estranhamento, mas também beleza. Muito bom, assim como o delicado CD.
Edu Krieger preferiu colocar o seu nome como título do disco. Uma pena, pois poderia ter usado também versos de seu genial repertório de composições, como: “Outra Ilusão Desaparece Quarta-feira”, “A Lua me Flagrou Pela Janela”, ou qualquer verso da interessante canção: “Deus Conserve Pra Sempre Meu Bom Senso Temperado A Pitadas De Loucuras”.
E, por fim, a Marina de la Riva que também entitulou o CD com o seu nome. Mas nesse caso, nem sugiro mudar, porque seu nome já é tão belo quanto suas interpretações de belas canções brasileiras /cubanas. Marina, derivado de mar; Riva, do latim rio (lembrei de Bethânia: “Dentro do mar tem rio”) e a ligação “de la”, dando um ar nobre e nos chamando a atenção para suas raízes cubanas. Bonito nome, e maravilhoso CD.
Escrito por Vladimir às 18h24
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Idéias para o casamento
Eu e a Viviane vamos nos casar no ano que vem, mas desde já ela quer que eu me envolva nas decisões com relação à cerimônia. Então, durante o carnaval, depois de umas Ices, resolvi registrar num guardanapo um monte de idéias viajantes que, ou tornarão o nosso casório bem original, ou vão devolver todas as decisões a quem elas realmente cabem: à noiva.
Algumas das idéias surgidas:

- Os noivos atuando, representando a cena do balcão de Romeu e Julieta; - Um karaokê na cerimônia, incluindo eu cantando Ternura Imensa (valsinha que compus para ela); - Minha já carcomida performance de Michael Jackson... (Mas pior foi a Viviane que sugeriu que “cantemos”, em dueto, o funk Atoladinha, pode?); - Um telão alternando fotos nossas com fotos de beijos de cinema; - Os noivos deverão criar e discursar “votos” um para o outro, como em casamentos de filmes americanos; - Ambiente escuro, como em casas noturnas; - Como presente para os convidados, um CD com as 10 músicas favoritas do casal e uma gravação de Ternura Imensa; - Salgadinhos bem servidos incluindo enroladinho de queijo (iguaria goiana, hummmm...); - Nas paredes, ou distribuidos nas mesas, os poemas que escrevemos um para o outro; - Trilha sonora com 90% de flash back, incluindo bregas!
 - Casamento estilo Flintstones (eu de Fred e ela de Wilma, todos os convidados com fantasia de idade da pedra, eu encenando uma “clavada” na cabeça dela na entrada da cerimônia e arrastando-a pelos cabelos, pode ser?).
Hum... Melhor ela decidir tudo, né?
Escrito por Vladimir às 08h47
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O complicado encontro consonantal VL

Outro dia, eu recebi uma correspondência da pizzaria de que sou freguês. No destinatário: Vadermir! Isso mesmo: Va-der-mir, tente pronunciar. Uns dias depois, num restaurante, a mocinha escreveu meu nome na comanda: Vradimim.
Gente, jura que essas formas são mais fáceis que Vladimir?
Escrito por Vladimir às 08h41
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Pulguinha & Pulgão

Como todo casal, eu e a Viviane temos nossos apelidos carinhosos. Além de Iaiá e Ioiô, o que mais usamos é Pulguinha e Pulgão! O curioso é que a Vivi é vegetariana e eu sou carnívoro, justamente o contrário da Pulga e do Pulgão reais.
Outro dia, achei um dicionário on-line que dá uma lista de traduções em várias línguas desses insetos.
Entre as traduções para Pulgão, temos: Português: Pulgão Inglês: Aphid Dinamarquês: Bladlus Finlandês: Kirva Francês: Pucerón Húngaro: Leveltetu Indonésio: Kutu Letão (da Letônia): Laputs Romeno: Paduche de frunze Eslovaco: Vosca
Mas para Pulga, achei verbetes ainda mais peculiares: Português: Pulga Inglês: Flea Tcheco: Blecha Sueco: Loppa Francês: Puce Húngaro: Bolha (!) Indonésio: Kutu Letão: Blusa (!) Romeno: Purice Turco: Pire Com isso, pudemos formar vários “Pulgão & Pulguinha” inter-idiomas: Paduchão & Bolhinha Aphidão & Fleazinha Bladlusão & Blechinha Voscão & Blusinha Pucerón & Pucette Laputsão & Puricinha Kirvão & Loppinha Kutuzão & Kutuzinha
Kutuzão e Kutuzinha? Bem, melhor ficarmos com Pulgão e Pulguinha mesmo, né?
Escrito por Vladimir às 21h41
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Top5 Melhores Músicas Internacionais de 2007

Para o ranking de 2007 (na verdade, algumas são de 2006 mas eu só fui ouvir em 2007, tudo bem?), fiquei balançado entre a Amy Winehouse e The Fratellis. Ela com uma voz poderosa de negona e repertório soul sensacional. Os Fratellis com um rock moderno e divertido. Gostei tanto dos CDs desses artistas que ficou difícil escolher uma música de cada para o meu Top5 e também quem sairia vencedor. Acabei escolhendo Whistle For The Choir dos Fratellis para “Number One”, pela diversidade de coisinhas que me agradam na música: guitarra havaiana, assovios, refrão pegajoso que acaba com “irresistible”, que é o que essa canção o é! E da maluquete Amy Winehouse, resisti a Rehab e escolhi Back to Black, que tem um vocal simplesmente perfeito!
Outros rankeados por mim foram os White Stripes, em uma música em que se ouve a voz da Meg White (!) e duas músicas que me fazem lembrar momentos com a Viviane: um empolgante remix do Bob Sinclair, cujo clipe com crianças eu e a minha Iaiá adoramos; e a já clássica Open Your Eyes do Snow Patrol, que também nos marcou pelo clipe subindo as ruas de Montmatre em Paris, como nós também fizemos há um ano.
Segue o Top5:
1. Whistle For The Choir – The Fratellis 2. Back To Black – Amy Winehouse 3. Open Your Eyes – Snow Patrol 4. Rock This Party / Everybody Dance Now Remix – Bob Sinclair 5. You Don’t Know What Love Is You Just Do As You’re Told – White Stripes
Escrito por Vladimir às 19h46
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Escultura

Comprei um pequeno livro, quase de bolso, com fotos de esculturas famosas. Textos curtos, uma foto de cada escultura com destaque para pequenos detalhes. Mostra desde uma pequena escultura de marfim de 22.000 AC até obras de Picasso e outras modernidades.
Folheando, cheguei à conclusão que, em se pesando as genialidades de Michelangelo, quem realmente me encantou foi Rodin e suas curvas suaves e sedutoras.
Em especial “O Beijo”... Há algo mais inspirador do que essa obra-prima?
Escrito por Vladimir às 18h01
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Obras marcantes em comemorações

Foi na comemoração dos 100 anos da Abertura dos Portos, em 1908, que se teve a idéia do bondinho do Pão de Açúcar, inaugurado em 1913. E foi na comemoração dos 100 anos da independência em 1922, que se teve a idéia da estátua do Cristo Redentor, inaugurada em 1931. Obras caríssimas, mas que viraram símbolos do Brasil e, certamente, deram um retorno multiplicado.
Será que ninguém vai ter uma idéia legal para uma obra notável nessas respectivas comemorações de 200 anos?
Escrito por Vladimir às 08h34
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Canto do Vladimir
Perfil
Nome: Vladimir Batista
Idade: 37
Nasceu: Goiás
Mora: Rio de Janeiro
email: vladimir.batista@gmail.com
Conteúdo
Blog de Vladimir Batista, 37, sobre cinema, curiosidades (etimologia (origem das palavras), dicionário, cultura inútil, rankings (top10, top5,...)), música, TV, literatura, minhas criações (letras, poemas, contos, romances, novelas, roteiros de cinema, argumentos), atualidades, minha vida, etc...
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