Canto do Vladimir


Uma cantiga de roda para Viviane

OBS: Feliz aniversário de dois meses, meu acalanto!

Amoriscou
(Vladimir - 14/Fev/2007)

Amoriscou
Essa estrada por onde anda
Minha vida em ciranda
Quando eu revi você

Abrilhantou
A estrada num só ímpeto
Todos paralelepípedos
Ficaram a esplandecer

Arborizou
Margeou de quaresmeiras
De parquinhos, cachoeiras
De sorvetes colorê

Alucinou
Minha alma ficou maluca
Saltitando que nem pulga
Em festança por te ter

Meu coração são, são
Pedrinhas de Alegria, Iaiá
Depois que te reencontrei, ei, hei
De abraçar felicidade; arde, há-de!
(BIS)

Aprochegou
A doutora especialista
Em deixar-me assim sem pista
Oscilando em balancê

Anovelou
A gatinha estabanada
Pondo toda emaranhada
A essência de meu ser

Abocanhou
Os meus lábios e meu peito
Ô pulguinha sem respeito
Me deixou todo a arder

Acacheou
Seu cabelos na minha face
Como se eu já não amasse
Estar colado a você

Meu coração são, são
Pedrinhas de Alegria, iaiá
Depois que te reencontrei, ei, hei
De abraçar felicidade, arde, há-de!
(BIS)

Ô Viviane, ame a mim,
Faz ciranda em minha vida, me dá, ri da
Nossa paixão tão alegre, entregue, regue
Com afeto apaixonado, amado, dado



 Escrito por Vladimir às 07h22
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Quem tem medo de Forrest Whitaker?

Eu estava folheando uma matéria da Veja dizendo que os seriados de TV com mais apelo popular tem heróis sem escrúpulos, como o Jack Bauer de 24 Horas. Mencionam também o policial Vic Mackey, aquele careca da série The Shield. Resolvi então assistir um episódio dessa série que calhou de ser o primeiro da quinta temporada e gostei muito. Acabei acompanhando a temporada toda, genial.

O melhor foi o ator convidado dessa temporada, o Forrest Whitaker. Ele faz Tom Kavanaugh, um policial da corregedoria obcecado em prender Vic, que, no mundo cão da criminalidade de Los Angeles, tem, de fato, deslizes éticos. É um papel difícil o de Forrest, pois o personagem é incorruptível, exemplar e, ao mesmo tempo, tem de ser o temível vilão. Como pasar esses dois lados de um modo convincente? Fiquei impressionado com a interpretação desse ator grandão de olhos tortos. Lembrei que já devo tê-lo visto algumas vezes antes, mas nunca havia prestado atenção.

Na mesma época, ele aparece em ER, como um homem que tem um problema permanente no braço depois de um tratamento questionável de Kovac e passa a perseguir o médico croata. Mais uma vez Forrest transmite compaixão por causa da invalidez mas também dá medo pela expectativa do que ele pode ser capaz de fazer com Kovac, Abby e o bebê dos dois.

Esse é o forte de Forrest Whitaker, transmitir empatia e medo ao mesmo tempo. Tem a rara habilidade de se mostrar totalmente humano mesmo fazendo crueldades, o que dá ainda mais pavor. E essa é a chave de sua interpretação de Idi Amin Dada em O Último Rei da Escócia. No início do filme, quando o ditador dá um golpe e toma posse de uma Uganda em festa, o personagem observador introduzido na trama comenta: “Vamos dar uma chance a ele!” E é isso que nós, expectadores, pensamos também. Vemos um governante carismático com genuína vontade de fazer a coisa certa. Aos poucos, no entanto, vamos percebendo a sua falta de escrúpulos e, finalmente, sua face terrível de fascínora (o personagem real mandou matar 300 mil ugandenses durante seu governo despótico). O filme é muito bom, mas a interpretação de Forrest é inesquecível.

Dos indicados ao Oscar de Melhor Ator, vi também Will Smith em À Procura da Felicidade e Leonardo di Caprio em Diamante de Sangue e ambos estão muito bem. Mas eles que me desculpem, porque Forrest, que já ganhou o Globo de Ouro, é favorito à estatueta da Academia merecidamente.



 Escrito por Vladimir às 07h51
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Jazz

Nunca fui fã de jazz. Pra falar a verdade eu o relacionava somente à versão mais lenta e intimista de hoje em dia que eu achava meio chata. Só comecei a apreciar quando conheci melhor as standards com a minha redescoberta de Frank Sinatra e, depois, com novas divas como Norah Jones e Diana Krall.

Mas, ignorante, eu não sabia que aquele contagiante swing do começo do século, aquele ritmo “de filmes de gangsteres” como eu já curtia, já era jazz. Descobri isso só há uns três anos, quando assisti a alguns trechos de um documentário em vários episódios sobre a história do jazz na GNT. Contagiante, a série vai desde suas origens em New Orleans (quando misturou influências do gospel, caribenho, blues,...), passando pela vida dos grandes artistas como Benny GoodmanBillie Holliday e Ella Fitzgerald, até os dias de hoje. O mais legal são os comentários do músico Winton Marsalis que mostra na prática (e para leigos como moi) as inovações nas batidas e nos toques trazidas por gênios como Louis Armstrong e Charlie Parker. Se eu não era fã de jazz, esssa obra conseguiu conquistar um grande admirador. Infelizmente, não consegui assistir a todos os episódios e fiquei torcendo para que fosse lançado em DVD. Por um tempo, procurei por aí sem sucesso.

Os anos se passaram e minha admiração por jazz e seus músicos e intérpretes foi se aprimorando aos poucos, o que me fazia ficar ainda mais curioso para rever a história de suas origens. Até que, no último natal, eu estava procurando um presente para o meu cunhado na internet e me deparei com um box de DVD chamado Jazz. Eu pensei: só pode ser esse! E é mesmo, com o selo do GNT e tudo, não sei porque o canal não faz propaganda, né, francamente.

Bom, a Viviane me deu o box há duas semanas. Nem imagino como ela achou em loja, pois sei que não é fácil. A série é uma jóia rara: é bom de prestar atenção, bom de ficar voltando para fixar os nomes; mas também dá pra fechar os olhos e só ficar ouvindo e sentindo na pele no fundo da narração essa música contagiante que influenciou a bossa nova, o rock e toda a música popular de hoje em dia. Recomendo!



 Escrito por Vladimir às 07h35
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Canto do Vladimir

Perfil
Nome: Vladimir Batista
Idade: 37
Nasceu: Goiás
Mora: Rio de Janeiro
email: vladimir.batista@gmail.com

Conteúdo
Blog de Vladimir Batista, 37, sobre cinema, curiosidades (etimologia (origem das palavras), dicionário, cultura inútil, rankings (top10, top5,...)), música, TV, literatura, minhas criações (letras, poemas, contos, romances, novelas, roteiros de cinema, argumentos), atualidades, minha vida, etc...


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