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Oscar de Melhor Animação

Uma interessante categoria de Oscar surgiu apenas em 2002, a de Melhor Animação em Longa. Uma pena que não foi criada antes para premiar obras-primas como O Rei Leão ou Toy Story-II, ou mesmo clássicos como Branca de Neve, né? A terceira disputa foi a melhor, pois continha aqueles que, na minha opinião, foram não só as melhores animações dessa década, como entram no meu ranking de melhores filmes em qualquer categoria: Procurando Nemo e As Bicicletas de Belleville. Os ganhadores de todos os anos foram:
2002 – Shrek (só eu não me entusiasmei com esse desenho?) 2003 – A Viagem de Chihiro (bem interessante e criativo) 2004 – Procurando Nemo (na minha opinião, o melhor desenho de todos os tempos) 2005 – Os Incríveis (razoável, mas a Pixar já foi melhor) 2006 – Wallace & Gromit: A batalha dos vegetais (idem, A Fuga das Galinhas, dos mesmos autores, era muito melhor)
No Oscar de 2007, os cinco finalistas serão indicados em janeiro. A Academia divulgou um número recorde de pré-finalistas, 16. Ei-los, com os meus comentários:
Não vi: Lucas, um Intruso no Formigueiro (não vi, mas creio que não tem chances) O Segredo dos Animais (teve boas críticas, e tem chance) George - O Curioso (Tem boa trilha de Jack Johnson, mas dizem que é infantil demais, não deve se classificar) A Casa Monstro (Tem chances. Apesar das críticas meia-boca, tem o poder do Robert Zemeckis por trás) O Bicho vai Pegar (também teve boas críticas, pode rolar)
Ainda não estrearam no Brasil: Arthur and the Invisibles (não sei do que se trata) Everyone's Hero (ex-Yankee Irving) (também nunca ouvi falar) Por água abaixo (da mesma turma de Wallace e Grommit e A Fuga das Galinhas, tem boas chances) Paprika (trata-se de uma versão de um animé japonês. O Japão já teve um vencedor (A Viagem de Chihiro) e um finalista (O Castelo Animado), e pode ter mais esse indicado) Renaissance (não conheço) A Scanner Darkly (animação adulta e psicodélica do diretor Richard Linklater, que fez filmes variados que eu me amarro, como Antes do Por-do-Sol e A Escola do Rock) The Wild (não conheço)

Já assisti: Carros (para mim o novo filme da Pixar-Disney é o favorito. Mais uma vez, foram criativos em criar um mundo à parte e no uso de clichés num bom roteiro) Happy Feet - O Pingüim (assisti nesse fim de semana. Apesar das boas cenas de ação, e de cenas memoráveis, é um filme diferente demais, às vezes até incômodo. Eu achei muito interessante, mas talvez espante a Academia) A Era do Gelo 2 (O filme do brasileiro Carlos Saldanha é muito bom, talvez com os melhores personagens do ano. Mas acho que a falta da novidade pode desclassificá-lo) Os Sem-Floresta (Interessante e é um dos favoritos, mas será que não está havendo um excesso de bichinhos estilo Madagascar nas animações, não?)
Notei a falta de Deu A Louca na Chapeuzinho (Hoodwinked!), uma boa animação que está fazendo um bom sucesso no Brasil. Trata-se de uma mistura de Shrek (pela zoação com os contos de fadas) com Os Suspeitos (pelo roteiro investigativo com vários pontos de vista). Vi no jornal agora que a produção é de 2005, talvez tenha concorrido no ano passado, né?
Escrito por Vladimir às 07h42
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Êêêêêêêêê!!

Numa propaganda de cartão de crédito, uma mulher conta seu projeto de ter uma floricultura: “...e na fachada eu quero uma placa bem bonita, com meu nome: Pá!”. Achei o máximo essa interjeição, fiquei imaginando uma placa com letras grandes e brilhantes o suficiente para nos dar a impressão que está realmente berrando um sonoro “Pá!”. Por que ela usou “pá”? Por que não usamos “bá” ou “vá” para dar a idéia de impacto? Mistério...
Fico intrigado com algumas interjeições que para a maioria parecem instintivas. Por que, por exemplo, quando vamos comemorar, usamos o famoso “Êêêêêê!”? Por que não “Aaaa” ou “Ôôôô”? Nenhuma explicação no livrão Houaiss, mas eu tenho a teoria que a expressão teria vindo de “êêêba”, por sua vez uma variação de “oba”, essa sim dicionarizada, cuja origem é dita somente como “criação expressiva”. O que significa, creio, que alguém exprimiu isso um dia expontaneamente e, digamos, pegou.
A coisa fica mais curiosa quando vejo nas séries de TV as interjeições usadas em inglês. Quando algo dói, para nós há os básicos “Ai!” ou “Ui!”, também ditos de origem expressiva. Em inglês, eles usam “Ouch!”. Muito complexo para um impulso de dor, né?
Pior é a interjeição de nojo, que usam algo como “yeouuh!”. Difícil de falar para nós, mas bem expressivo. Para nós... O que usamos mesmo? Quando eu era pequeno, era “ecooo!” ou “ecaaa!”. De onde vêm essas, aliás? O livrão, que só contém a versão “eca”, desconfia que venha de “meleca” mesmo. Mas não se ouve essas expressões mais por aí, ou se ouve? Acho que usam hoje mais “credo!”, ou “cruzes!”, que não são tão expressivas. É, anda faltando uma interjeição impactante para a nossa sensação de nojo. Algo que tenha um pá! melhor.
Escrito por Vladimir às 07h41
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A melhor música internacional de 2006
Nunca gostei da Christina Aguilera. Uma vez vi um site comparando fotos de raças de cachorros com fotos de artistas, e a maior semelhança era entre uma poodle toda enfeitada e ela, la Aguilera. Essa imagem de cachorrinha de madame ficou na minha cabeça, e acabei estendendo a impressão para a música dela, meras imitações da Britney Spears que por sua vez só me agradou em parcas vezes.
Mas dessa vez a cantora pop resolveu arriscar e fez um disco com o sugestivo título de Back to Basics, com sons à moda antiga, soul, blues. Ouvi na Saraiva e me amarrei, tem muita coisa boa. A melhor é mesmo o maravilhoso primeira música de trabalho Ain’t No Other Man, um funk old school pontuado por metais (instrumentos de sopro) que só de ouvir dá vontade de começar a dançar.

Aliás melhor que o som, é o video-clipe, com ela de femme fatale dos anos 40, rebolando num beat irresistível e encerrando cantando languidamente em cima do piano. Nem lembrei mais da cachorrinha poodle, ela está ali nada menos que deslumbrante.
E já considero desde já, Ain’t No Other Man como Number One no meu Top5 de Melhor Música Internacional de 2006.
Escrito por Vladimir às 07h33
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Um conto meu...
O último beijo na boca
Cláudia dirigia pela Vieira Souto, com Iuri ao seu lado. Ela só pensava que não queria mais beijá-lo hoje. Ela adorava os lábios brincalhões e cheios de carne de Iuri, mas hoje não! Era contra os princípios dessa bela moça, de 25 anos. Suas mãos, nada frágeis, seguravam o volante por cima, impondo sua determinação. Iuri, também com 25, olhava para a praia entristecido. Ele sim, queria dar um beijo inesquecível na boca de sua amada. O silêncio deles, sempre significativo, hoje estava um tanto conflituoso.
O Arpoador se aproximava à medida que se afastava. Foi ali, à poesia da água, que, há cinco anos, os olhos castanhos de Cláudia e as olheiras de cantador de Iuri haviam se encontrado. Naquela festa de São João, não teve “foguete, nem retrato”, mas teve “bilhete e violão”. Aliás no violão de Iuri, teve Noel. E no bilhete de Cláudia, teve Drummond, “a amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.” Pena que naquele dia, só teve sede, água, mas não teve beijo. Ah, teve também uma barraquinha de mágico, o tal Mago da Levitação. No bater de palmas para o truque da moça que flutua, somente Cláudia e Iuri ouviram o bater de seus olhos e de seus corações, dirigidos não ao palco mas à pessoa vizinha. Juram de pés juntos que levitaram ligeiramente junto com a moça.
Com suas mãos ao volante, Cláudia permanecia determinada, seguindo em seu silêncio. Mas sua mente dava uma paradinha em todos os recantos da cidade, olhava o mar, sorria, chorava, entrava nos quiosques, respirava a brisa, ouvia a onda. Se, normalmente, Cláudia não podia olhar para a estátua de Drummond sem se emocionar, imagina hoje, que ela não queria mais beijar Iuri. É que fora ali, naquele mesmo banquinho, que deram o primeiro beijo na boca, num dia de ressaca da maré. E ao contrário do que fantasiara Cláudia durante sua adolescência, o primeiro beijo com sua verdadeira alma gêmea não foi um beijo roubado. Naquele dia, aproximaram-se lentamente calados, naquele silêncio eloqüente que sempre tiveram um com o outro e, com suas faces a vinte centímetros de distância, já sentiram as febres mútuas. Os olhos castanhos ansiosos dela se aninharam nas olheiras aconchegantes dele. O beijo intempestivo e brincalhão aconteceu no mesmo momento em que a maré da ressaca invadiu a Atlântica. Beijo urgente, palhaço, cheiroso. Os dentes e a língua de Iuri brincavam de mestre-cuca a preparar um banquete carnal, amaciando e degustando com dedicação as saborosas mucosas dos lábios e da língua de Cláudia, em atritos e mordidas que espalhavam um espantoso choque de todas as células nervosas de seus corpos. Torturavam, saboreavam, riam, demoravam, torturavam mais, choravam, com paixão e principalmente muita alegria. Beijo intemporal, atemporal, sem testemunhas. De olhos tão fechados, alma tão elevada e tato tão concentrado, nem os dois puderam depois explicar como as águas da ressaca não molharam seus pés.

Desde então passearam juntos muitas vezes por aquela orla, agora tão plena de solitários fones de ouvidos. Cada posto, cada água visitante e cada vendedor de mate já presenciaram, um dia, os espetáculos de felicidade que eram os beijos na boca de Cláudia e Iuri. Ora beijos assanhados, aflitos, ora beijos acanhados, disfarçados, ora beijos manchados, doídos. Ou ainda, seus famosos beijos completos, vastos, cabais, com todo o radicalismo de uma paixão legitimamente carioca. Este é tipo do beijo com o qual Iuri estava sonhando agora para o derradeiro, daí a poucos minutos no Santos Dumont. Mas Cláudia não queria. Para ela, o último beijo já ocorrera e fora uma bicotinha sem-graça há pouco no Hotel do Leblon. Um beijinho “Pão-de-Açúcar”, um beijo gringo; não um beijo “Copacabana”, radicalmente carioca.
Aliás, foi mirando o mesmo Pão-de-Açúcar - que agora observavam do Aterro - que Iuri chorara pela primeira e única vez para Cláudia, havia uma semana. Naquela noite, nem tocaram nas carnes da Churrascaria, porque as carnes das almas dos dois sangravam bem mais. Também mal triscaram a carne daquela conversa, pois o adeus já dizia tudo. Era um farewell mal-passado, amargo, sangrento, suculento, para deixá-los sentindo mal a vida inteira, de ressaca. Foi um jantar sem beijo mas com muito choro de Iuri que, de mestre-cuca, passou a açougueiro da carne morta da despedida. Assim como da ressaca do mar intempestivo passou-se à ressaca da notícia indigesta daquele adeus. Sem água, sem sede, sem bilhete e sem violão.
Cláudia entrou na pracinha em frente ao Santos Dumont, pegou a fila do pequeno engarrafamento de taxis, até pararem à frente do embarque. Seus olhos castanhos resignados fitaram as olheiras inconformadas de Iuri. O silêncio dele implorava pelo beijo de despedida, mas o fato é que ela odiava a instituição do famoso “último beijo” e desviou o olhar para suas próprias mãos sobre o volante. Ele entendeu o silêncio e saiu do carro sem palavra. Atrás, os outros carros já começavam a buzinar. Iuri tentou abrir o porta-malas, mas não conseguiu. Cláudia olhou para o retrovisor impaciente, saiu com a chave à mão, abriu a porta traseira e ele retirou sua bagagem. Ela o viu entrando no aeroporto sem se despedir, e foi fechando o porta-malas quando recebeu uma buzinada, virou-se revoltada com a pressa típica de mais um novo carioca com fones de ouvidos. Quando se voltou para o seu carro, surpreendeu-se com Iuri roubando-lhe subitamente um beijo na boca. Um beijo espremido, salgado. Ao coro de buzinas, Cláudia mudou de idéia, abraçou fortemente seu amado e resolveu curtir aquele derradeiro momento de felicidade.
De repente, ao som de buzinaços - e até xingamentos - e sem que Cláudia e Iuri se dessem conta, seus corpos começaram a se erguer e levitar. Os dois não paravam de se beijar, esticaram o pé para não perder contato com o solo, mas em poucos segundos estavam flutuando no ar a cerca de meio metro do chão, para a surpresa daquela parte do aeroporto. Seus órgãos internos palpitavam, suas carnes perdiam o fôlego, suas águas fluíam, mas o casal não abandonou os lábios deliciosos um do outro; pelo contrário, eles se beijavam mais voluptuosamente, com despudor, sobressaltos, com pavor até. E a magia continuou: começaram a girar lentamente em parafuso. Um senhor olhou assombrado, uma moça buscou sua câmera na mala, um casal aplaudiu. Cláudia mordia e segurava a saborosa língua de Iuri, como quem não queria deixá-lo ir. Depois foi a vez de Iuri, que também não queria partir. Foram se revezando nas mordiscadas de lábios e línguas, respirando forte o aroma das peles, cheios de amor de verdade, enquanto seus corpos giravam no ar. Mas suas línguas foram se soltando, passando a roçar mais de leve, e sorrisos chorados, desesperançados foram se sobrepondo ao beijo. Os dois legítimos cariocas começaram a descer e pousaram no chão suavemente, como uma pluma.
Metade do aeroporto, ainda boquiaberta, observou Iuri pegar suas malas, com suas olheiras já saudosas despedindo-se dos olhos castanhos também nostálgicos de Cláudia, que entrou no carro e se foi.
Escrito por Vladimir às 07h22
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Jules, Jim e Catherine

Enfim vi Jules e Jim, de François Truffaut, em DVD. É considerado um clássico e dá pra ver que é à frente de seu tempo, começando com o ritmo do filme, fragmentado, rápido, às vezes mal dá pra respirar, incomum no ano que o filme foi feito, 1962. Eu tinha comprado o livro com o romance original e o roteiro, e pretendia ler primeiro para depois ver o filme, mas o DVD tava dando sopa na Blockbuster e não resisti. Adorei!
Na agitada Europa pré-1.a guerra, dois amigos inseparáveis (o Jules e o Jim do título) admiram um rosto perfeito esculpido por uma antiga civilização e, um dia, conhecem Catherine, vivida por Jeanne Moreau, que tem a feição que se encaixa perfeitamente à da escultura. Não é uma beleza universal, mas seu encanto é inegável. Os dois se apaixonam por ela, a estória gira em torno disso mas não é o mais importante.
O que importa mesmo é a fascinante personagem de Catherine. Ela resume a complexidade da “mulher de verdade” (o que é até dito no filme): passional, carente, volúvel, tem seus momentos “mulherzinha” submissa, outros vingativos, dominante. Aparentemente incoerente, em se olhando mais de perto parece haver uma lógica peculiar em seu comportamento imprevisível. É isso, é a tal lógica feminina, que nós homens consideramos o maior mistério da humanidade; é ela que Catherine representa. Truffaut não desvenda esse segredo mas o expõe perfeitamente.
Me veio uma idéia agora... É como se a tal antiga civilização tivesse esculpido naquela face uma divindade representando a personalidade feminina, que, como todos os deuses, tememos, nos é indecifrável, mas que adoramos com devoção. A Catherine de Jeanne Moreau seria uma personificação para não nos deixar esquecer do poder dessa divindade; do grande mistério das Mulheres de Verdade...
Escrito por Vladimir às 07h45
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O ano em que meus pais saíram de férias

No início, eu não me animei a ver o filme O ano em que meus pais saíram de férias, por estar cansado do tema “ditadura militar”. Mas o bom trailer me arrastou, ainda cético, ao cinema para assistir (e descobrir) essa pequena obra prima. Apesar de lançar um olhar infantil marcante sobre a época, não é um filme típico sobre a repressão. É, na minha opinião, o melhor filme brasileiro desde O Homem que Copiava (ja era tempo!).
É o famoso roteiro que “eu gostaria de ter feito”, tudo se encaixa com graça. Um casal é perseguido pela ditadura e deixa o seu filho na casa do avô judeu. O garoto vai aos poucos se adaptando à comunidade - e a comunidade a ele, lembrando outro bom filme deste ano, a animação Carros.
Assim como naquele meu esboço de roteiro sobre um pequeno super-herói brasileiro, o filme é pontuado por uma Copa do Mundo, no caso a gloriosa campanha de 1970. Tem um toque de Amarcord, de Fellini, tanto no clima nostálgico perfeito como na bela trilha sonora. Os atores-mirins não decepcionam, com direito a até uma tímida paquera infantil entre o menino e a ótima personagem da espertíssima menina judia. E a sensação de acompanhar e assistir a primeira Copa do Mundo da vida (com discussões da escalação, album de fotos, torcedores unidos), eu senti na pele. Muito, muito legal!
Escrito por Vladimir às 07h52
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Batwoman

Escrito por Vladimir às 07h18
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Top 5 - Palavras em inglês que eu adoro

5. Cinnamon: canela (o tempero) 4. Cuddle: dormir agarradinhos, de conchinha 3. Foreplay: carícias preliminares 2. Tipsy: levemente embriagado, "altinho" 1. Sigh: suspiro, gemido
Escrito por Vladimir às 08h32
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Músicas para correr
Ouço rádio quando vou correr na Praia do Flamengo, todos os dias às seis da manhã. Costumava ouvir a Oi FM, e acabei ganhando como companheiras de corrida algumas canções que eu não conhecia.
Gostei de uma música que lembrava anos 80, dizendo “I’m sorry for the things I’ve done / I had so many ups and downs / That was, that was yesterday / Here comes, here comes another day”. Googlei com insistência sem achar o nome da música e da banda, até que encontrei, pasmem, num blog japonês: trata-se da música Here Comes... da banda francesa Tahiti 80, um pop bem interessante. No site deles (http://www.tahiti80.com/) achei um vídeo de Big Day, outra que tocava muito no início da manhã da Oi FM, ultimamente eles não tocam mais nenhuma delas. Uma pena que é difícil de encontrar algo desse conjunto na web, muito menos nas lojas.

Outra música insistente a essa hora, é um hip hop meio em inglês meio em espanhol, que diz assim: “Hey ain't nobody wanna go / Ain't nobody wanna move / Ain't nobody wanna try / Ain't nobody stays alive / Walou from walou”. Essa foi mais fácil de descobrir: trata-se da canção Walou do também desconhecido (pelo menos para mim) conjunto Outlandish, bem legal.
Minhas outras tradicionais companheiras de corrida são saborosos sucessos: Seven Sunny Days in June, do Jamiroquai; Put your records on, da Corinne Bailey Rae, Crazy, do Gnarls Barkley... E quando toca a Balada do Swing Inabalável, do Skank, há um plus: ela tem exatamente o mesmo ritmo de minhas passadas, muito bom correr assim, né?
Agora, achei um programa novo sensacional de samba de raiz na 98 FM, às seis da manhã. Muito partido alto, sambas à antiga, excelente; espero que dure bastante.
Escrito por Vladimir às 07h37
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Palavras curiosas
Salamaleque: Há anos, eu conversava com uma amiga portuguesa que reclamava que fulano “era cheio de salamaleques”, querendo dizer “cheio de não-me-toques”, de “frescurites”. Comentei que eu nunca tinha ouvido essa palavra antes, salamaleque, me amarrei. Achamos curioso que se parecia com o notório cumprimento árabe, que ouvíamos de nossos amigos sírios: “salam aleikum”. Agora vi no Houaiss que realmente essa é a origem da palavra, que evoluiu do cumprimento em árabe (“a paz esteja contigo”), para o sentido de “mesura exagerada”, até “polidez afetada”.
Escrito por Vladimir às 07h44
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Eu em New Orleans

Estive por uma semana em New Orleans-EUA, terra de Louis Armstrong, berço do jazz e do blues, na foz do Rio Mississipi.
Fui a trabalho, para uma conferência da minha empresa, e não consegui fazer tudo que eu queria. Por exemplo, não fiz um tour de barco pelo Mississipi nem pude visitar casas de jazz tradicional; ficam para a próxima. Em todo o caso, no próprio evento da empresa, havia bandinhas contratadas de jazz, fantasiadas, que tocavam nos coquetéis; pelo menos nesse quesito deu pra matar a vontade um pouquinho.
Pouco vi das consequências do Katrina. Dá pra perceber que muitas casas no centro estão abandonadas, mas a maioria dos lugares funciona normalmente. Até teve um jogo de futebol americano no estádio Super-Dome, e as ruas ficaram repletas perto dele.
Saí na maioria dos dias pelo point, o chamado Bairro Francês (dava para ir a pé do hotel), em especial a famosa Bourbon Street, que me lembrou Amsterdã, com todos os dias lá festivos. A rua tem um trecho no estilo “distrito da luz vermelha”, mas na maior parte é cheia de bares com turistas se divertindo com música ao vivo, basicamente rocks clássicos, mas também havia blues, soul, disco. Na Bourbon pode-se fazer coisas inadmissíveis em outros lugares nos EUA, por exemplo, beber cerveja nas ruas, entrar no bar com a cerveja na mão, dançar, sair, entrar em outro. Foram farras como há tempos eu não fazia; para se voltar a essa cidade mais vezes.
Escrito por Vladimir às 07h47
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Canto do Vladimir
Perfil
Nome: Vladimir Batista
Idade: 37
Nasceu: Goiás
Mora: Rio de Janeiro
email: vladimir.batista@gmail.com
Conteúdo
Blog de Vladimir Batista, 37, sobre cinema, curiosidades (etimologia (origem das palavras), dicionário, cultura inútil, rankings (top10, top5,...)), música, TV, literatura, minhas criações (letras, poemas, contos, romances, novelas, roteiros de cinema, argumentos), atualidades, minha vida, etc...
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Histórico
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