Canto do Vladimir


Um cara atrás de mim disse a frase acima no Cine São Luiz, enquanto aguardávamos o início de A Promessa, pelo Festival do Rio. Eu também me amarro nas coreografias de artes marciais dos modernos filmes chineses, sempre desafiando a gravidade em meio a um festival de vermelho carmim e outras cores de encher os olhos. Nesses últimos dias vi dois desses filmes: A Promessa, do diretor Chen Kaige (de Adeus Minha Concubina) e Os Inimigos do Império com a Zhang Ziyi (de O Tigre e o Dragão, Herói, Clã das Adagas Voadoras e 2046).

A Promessa fala do triângulo entre um general, um escravo e uma princesa na China Medieval, lutando contra um jovem tirano. Tem cenários grandiosos e cenas espetaculares e criativas. No início, por exemplo, um exército usa uma manada de búfalos em disparada num canion em ferradura para vencer o inimigo, numa sequência com muitos efeitos especiais. Talvez justamente o exagero seja o defeito do filme, pois há um excesso de recursos digitais e as lutas são rápidas demais, lembrando um desenho animado. Até por esse ritmo, os personagens acabam virando caricaturas. Mas esses defeitos não chegam a tirar o valor desse espetáculo visual que me agradou muito.

Inimigos do Império (em inglês, The Banquet) tem um ritmo bem mais lento. Trata-se de uma clara versão de Hamlet: um jovem príncipe volta para o castelo após o tio matar seu pai, o Imperador, e casar-se com a Imperatriz. A diferença é que essa rainha, interpretada pela bela Zhang Ziyi, não é a mãe do príncipe, e sim uma paixão irrealizada dele. Há belas coreografias de danças e de lutas, mas a maior parte do filme é feita de silêncios e conflitos internos dos personagens. A trama é realmente bem parecida com Hamlet, até no desenlace de multi tragédia, mas talvez tenha faltado o humor sarcástico do príncipe de Shakespeare. Mas aqui não faltaram novamente os cenários e figurinos cheios de cores.

Enfim, em ambos os filmes matei a minha vontade de viajar nos magníficos vôos coreografados dos chineses. Valeu!



 Escrito por Vladimir às 07h40
[   ] [ envie esta mensagem ]




Babel

Ontem, vi um sério candidato a melhor filme do Festival: Babel do diretor mexicano Alejandro Iñarritu. Trata-se da intercalação de três estórias de intolerância e humanidade passadas em três continentes e com os tempos ligeiramente deslocados. Nesse sentido, é bem mais fácil de compreender que o antecessor do mesmo diretor, 21 gramas. Mas as tragédias do dia-a-dia também estão presentes, só que dessa vez ampliadas para o mundo globalizado.

No Marrocos, um garoto muçulmano dá um tiro acidental na estrada; na América do Norte, uma babá (aliás, com a melhor performance do filme) tem que cuidar de duas crianças americanas e acaba as levando para o México para um casamento; e no Japão, uma adolescente surda-muda se sente rejeitada pelo mundo. O tempo todo a gente se sente tenso, prevendo alguma tragédia iminente. Pela presença de indivíduos de vários povos convivendo entre si e alternando a falta de bom senso com a inesperada compaixão - retrato do mundo atual - lembra um pouco o ganhador do Oscar desse ano Crash – No Limite, e também o belo e triste Casa de Areia e Névoa.

O próprio diretor Alejandro Iñarritu estava no cinema, aliás com bastante gente famosa. Ri quando umas mulheres do meu lado disseram que preferiam que estivessem ali o Brad Pitt ou o Gael García Bernal, atores do filme que estão bem. Mas elas se contentaram em ver o Waltinho Salles e o Murilo Rosa na platéia. Iñarritu foi muito carinhoso com o Brasil no discurso de abertura. Mas seu melhor presente para nós foi mesmo o filme, uma obra imperdível.



 Escrito por Vladimir às 07h47
[   ] [ envie esta mensagem ]




Começou o Festival do Rio!

Assinalei no guia do Festival do Rio de 2006, que começou na última quinta-feira, uns vinte filmes que me pareceram interessantes, mas acho que esse ano vou assistir bem menos que no ano passado; estou meio sem grana. Mesmo assim, vou conseguir ver muita coisa boa.

Já assisti nesse fim de semana:
- Volver – Achei que o Pedro Almodóvar tinha perdido o bit em Má Educação, filme mais sem pé nem cabeça, mas agora nos trouxe uma grande obra em Volver. Temos aqui suas cores cafonas, a música espanhola, o mundo das mulheres, o melodrama, o humor fino e escrachado ao mesmo tempo, e - bem-vindo de volta - um roteiro bem amarrado. Dentre as especialidades do cineasta, só faltaram as boas cenas de sexo. Mas não faltaram decotes generosos da Penélope Cruz que está amadurecendo com mais beleza e talento do que antes. Achei Volver um prazer e, como o próprio nome diz, sem dúvida representa a volta à forma daquele que considero talvez o melhor cineasta da atualidade.

Dália Negra – Ah, é uma pena, mas gostei-mais-ou-menos desse noir que se passa nos anos 40. Parece muito com outro filme baseado no mesmo escritor, James Ellroy; no caso Los Angeles – Cidade Proibida, cuja estória é melhor, mais envolvente e mais bem alinhavada. Mesmo Brian de Palma já foi bem melhor, como nos clássicos Dublê de CorpoVestida para Matar, Os Intocáveis e até no recente Femme Fatale. Mas Dália Negra não é de todo ruim, me agradou bastante em matéria de produção: cenários, fotografia, figurino; tudo tem um clima digno dos melhores noirs. Sobre os atores, fui para ver a Scarlett Johansson, que tem um papel que não deslancha, e acabei vendo mais uma boa interpretação da Hillary Swank. O jovem Josh Hartnett também não compromete.

Menina Má.com – Apesar do seu ar cult, na verdade, esse filme não está no Festival, ele estreou no circuito. É sobre um cara de uns 30 anos que combina via internet um encontro com uma adolescente de 14 anos. O início angustiante mostra as armadilhas da pedofilia se traçando. Mas quando achamos que a angústia vai dar lugar a um drama ou algo assim, descobrimos que o suspense claustrofóbico e agonizante mal começara. Melhor não revelar muito, só que é um filmão que perturba e te deixa tenso do início ao fim.

No Festival, ainda pretendo assistir:
- Babel (o novo do Alejandro Iñarritu (21 gramas), hoje, com a presença do diretor! O filme tem Brad Pitt e Cate Blanchett),
- Dois promissores filmes chineses: A Promessa, do Chen Kaige (de Adeus minha concubina) e Os Inimigos do Império, com a Zhang Ziyi;
- Pequena Miss Sunshine, comédia agridoce independente, que fez sucesso em Sundance;
- A Última Noite, do Robert Altman (de Short Cuts, Cenas da Vida);
- Paris, Eu te amo, com diversos episódios (e diretores) sobre amor na cidade-luz;
- Noel, O Poeta da Vila, afinal de contas eu me amarro no Noel Rosa!

Vamos ver se me animo (ou se sobra grana) para assistir ainda mais...



 Escrito por Vladimir às 07h47
[   ] [ envie esta mensagem ]




Um mini conto meu...

Toda mulher

A biblioteca tinha um silêncio de notícia ruim. Iuri entrou e imediatamente viu, sentada numa mesinha, aquela mulher, Cláudia, cabelos presos, charmosa com a caneta na boca, lendo concentrada o seu Flaubert. Ele pouco procurou por seu livro, pois preferiu observar a imagem dela passando alternadamente pelas frestas da prateleira, como película de cinema. Havia algum mistério no semblante da moça, seria aquilo um sorriso discreto que beirava seus lábios?

Iuri sentou-se bem à sua frente na mesinha, abriu um Agatha Christie qualquer, fez ruídos propositais, respirou alto. Mas Cláudia permaneceu paralisada e firme em sua lenta leitura. Passou-se uma página, duas e nem sequer um relance de olhar. A um certo momento, ele desistiu de tentar aparecer e resolveu prestar atenção em seu livro para saber o que a bisbilhoteira da Miss Marple andava aprontando.

Como toda mulher, Cláudia soube exatamente o momento que não estava mais sendo vista, e sem mover a cabeça, dirigiu cuidadosamente apenas as íris de seus olhos para aquele homem. Pensou:

“Meio desajeitado, mas não deixa de ser interessante.” - e sorriu, mui mui discretamente.



 Escrito por Vladimir às 08h00
[   ] [ envie esta mensagem ]




Mais um poema em primeira pessoa feminina

No dia em que chegares
(Vladimir - 2003)

No dia em que chegares
Não bate à porta
Não avisa antes
Estou te esperando
Por todos meus instantes

No dia em que chegares
Basta explicar
Que és meu preferido
E serás por todos
Amado e querido

Se eu estiver dormindo
Pode despertar-me
Imediatamente
Pois tu és o sonho
Sempre em minha mente

Se eu estiver orando
Pode interromper
Pois tu és por quem
Faço minhas preces
E rezo meu amém

No dia em que chegares
Haverá uma festa
Arrasa-quarteirão
Por toda a cidade
E no meu coração

O dia em que chegares
Pode até estar longe
Pode ser que tardes
Mas saibas que te espero
Pela eternidade



 Escrito por Vladimir às 07h54
[   ] [ envie esta mensagem ]




Serpentes a Bordo!

Acho que o nome do filme deveria um ponto de exclamação, como no título do post acima, para acentuar o tom trash. Aliás, o nome diz tudo: um gangster fica sabendo que um rapaz que vai testemunhar contra ele está num vôo do Havaí a Los Angeles, e esconde centenas de cobras assassinas de diversas espécies dentro do avião. As serpentes vão atacando os passageiros das maneiras mais divertidas.

Tem tudo que se pode esperar do tema: humor negro sem parar, personagens caricaturiais engraçados, alguns sustos, muito sangue jorrando, um caos total, um avião em turbulência sem piloto, Samuel L. Jackson gritando “eu vou fuckin’ acabar com as fuckin’ dessas cobras now!”, e até um sexozinho que não pode faltar num trash, né?

Lógico que não vai agradar a todos, mas eu comprei logo um pacote mega de pipoca (metade doce e metade salgada com manteiga derretida) e me diverti muito!



 Escrito por Vladimir às 07h49
[   ] [ envie esta mensagem ]




Deuses-Palavras

Estou começando a ler um livro que ganhei há um tempão de aniversário da minha mãe, chamado A Terceira Tradução. É uma ficção de mistério sobre uma tábua de hieróglifos do antigo Egito que existe de verdade e que ainda não foi totalmente traduzida. O personagem é um especialista que está tentando desvendar a tal escrita, mas ainda não sei o que vai acontecer. O tema, uma teoria de conspiração sobre um mistério antigo sendo revelado, me lembrou, é claro, O Código da Vinci. Espero que a trama seja tão curiosa (e mirabolante) quanto à do best-seller.

O livro começa razoavelmente escrito; a todo momento o autor, um tal de Matt Bondurant, faz engenhosas metáforas de sua vida com costumes, ensinamentos e poesias do Egito antigo.

Num momento, ele menciona algo que achei muito interessante. Até o século 800 a.C., os egípcios achavam tão incrível o poder de transcrever a fala em escritos, que as Palavras eram mais que sagradas, eram verdadeiros Deuses, como o sol, inclusive com poderes especiais. Os sacerdotes derramavam água por símbolos escritos ou orações, para depois beberem ou aspergirem-na sobre o corpo. Também carregavam amuletos com minúsculos papiros com os hieróglifos. Dessas formas, os “Deuses-Palavras” passavam a protegê-los.

Gozado, a palavra escrita sempre foi algo que me conectou com o mundo e com a vida. A palavra me dá os meus grandes prazeres de ler e escrever. Com a palavra escrita, fiz amigos e conheci o amor. Se não fosse a palavra, não suportaria os momentos ruins, estagnados e a solidão. Será que eu tenho algum gene egípcio, com toda essa minha devoção pelas letrinhas e pelas palavras?



 Escrito por Vladimir às 07h06
[   ] [ envie esta mensagem ]




Vôo 93 e A Dama na Água

Depois de várias semanas sem estréias empolgantes no cinema, vieram logo duas que eu aguardava há muito tempo: A Dama na Água, o novo do M. Night Shyamalan; e Vôo 93, sobre o avião que caiu antes de atingir o alvo no 11 de setembro. Nenhum dos dois me decepcionou, mas o segundo me supreendeu de tão bom.

A Dama na Água é uma boa fábula sobre um zelador de um condomínio que tenta salvar uma ninfa que aparece com uma missão importante para o mundo.

É preciso esquecer que o filme é do mesmo autor de Sexto Sentido, Sinais e A Vila. Esse tem muito menos sustos e o final não é tão impactante. Mas o estilo de filmar e seus temas favoritos estão lá: os ângulos diferenciados de câmeras, o foco nos detalhes, os silêncios, as dificuldades de comunicação, os enigmas, os personagens curiosos, as metáforas com a realidade dos EUA, muito suspense e, claro, algum susto também, que ninguém é de ferro. A direção é impecável, muito melhor que a média de Hollywood, acho até que dá pra falar sim que o indiano Shyalaman é o novo Hitchcock. As pessoas esquecem que nem todas obras do Hitchcock tinham suspense e sustos também, algumas eram simplesmente filmes muito bons, como esse. Sobre os atores, um gago Paul Giamatti (de Sideways) leva o filme na mão, e o próprio M. Night Shyalaman ganha um papel interessante. A Brice Dallas Howard (a ceguinha de A Vila), que faz a ninfa, também está ótima; exótica e bonita (aliás, com um belo par de coxas mostradas a toda hora).

Mas Vôo 93 roubou o fim de semana.

O diretor Paul Greengrass cometeu mais um filmaço, mesmo sem recursos e com um final que todos conhecem, como ele já havia feito em Domingo Sangrento, sobre o massacre na Irlanda também cantado pelo U2 em Sunday Bloody Sunday. Dessa vez ele pegou a pequena grande estória dos passageiros que teriam evitado que seu vôo atingisse a Casa Branca no 11/9. É quase em tempo real, pegando carona na fórmula de sucesso de 24 Horas (mas Domingo Sangrento já era assim). Com isso, inteligentemente, o foco do filme não é só no avião, mas se divide com as várias torres de controladores de vôos pelo país completamente atordoadas pelos acontecimentos que vão se sucedendo naquela manhã. O ritmo, então, não pára um segundo, enquanto aguardamos com suspense o vôo 93 atrasado para decolar, os outros terroristas vão cumprindo suas terríveis missões e causando um caos de informações desencontradas e decisões ineptas das autoridades.

Finalmente, do meio para o fim, os terroristas tomam o vôo 93 e aí ação e a angústia são de tirar o fôlego até o final. Muito muito bom, já coloco entre os melhores do ano.



 Escrito por Vladimir às 07h22
[   ] [ envie esta mensagem ]




As Outras Copas do Mundo de 2006

Tenho acordado várias madrugadas para ver o Brasil no Grand Prix de Vôlei Feminino, cuja primeira fase, que acabou agora, foi na Ásia. O time está de encher os olhos: em 9 jogos, papou todos, vencendo 27 sets e perdendo somente quatro. Parece um Dream Team. Se bem que o Masculino também parecia e acabou perdendo um jogo por 3x0 para a Bulgária, garantindo, porém, o hexa na Liga Mundial. O Feminino também está atrás do hexa, e a fase final começa depois de amanhã na Itália. Isso significa que provavelmente os jogos vão ser na hora do meu trabalho, vou ter que me contentar só com os jogos do fim de semana, humpf.

Pouca gente se dá conta que além da Copa do Mundo de Futebol, esse é o ano da Copa também dos nossos outros principais esportes coletivos, Vôlei e Basquete. O Mundial de Basquete Masculino terminou ontem com a Espanha campeã e o Brasil foi um vexame, terminando em 19.o. Também, o que poderíamos exigir de um time que, apesar de já ter sido o melhor do mundo, sequer consegue classificação para a Olimpíada? Ainda teremos que ralar muito para melhorar (ou esperar uma geração mais qualificada). O Basquete Feminino está bem melhor, tendo conseguindo chegar entre os primeiros nos últimos campeonatos, embora nunca em primeirão propriamente dito. A Copa do Mundo será daqui a alguns dias aqui em São Paulo. Jogando em casa, quem sabe? O problema é o futuro, há toda uma geração (a de Janeth) se despedindo em breve com as novas sendo ainda uma incógnita.

Quanto ao Vôlei a situação é a inversa. Tanto no masculino quanto no feminino, temos times excelentes e com a nova geração já se destacando. Quando achamos que os times estão errando e perdemos sets, logo tudo se acerta e atropelamos todos os adversários. Além disso, temos reservas de ouro que, ao contrário do futebol, não há o menor stress em se trocar todos os jogos. As Copas do Mundo serão daqui alguns meses e, pra variar, somos favoritos.

No Feminino, gostei muito da regularidade da atacante Sheila, que eu não conhecia, e da ótima levantadora Fofão, que eu não lembrava. Mas adoro ver jogando a bela Jaqueline, que tem revezado com a Mari e a Sassá num esquema de “a dupla que estiver melhor joga hoje”. Mas minha melhor surpresa é a jovem meio de rede Fabiana, que, está se tornando especialista em todos os fundamentos (bloqueio, ataque, saque e até recepção) e, após uma lapidada, escrevam aí, há de ser uma das melhores jogadoras do vôlei brasileiro. Que venham para o vôlei o hexa no Grand Prix, e as Copas do Mundo masculina e feminina, a caminho das Olimpíadas de Pequim.



 Escrito por Vladimir às 07h58
[   ] [ envie esta mensagem ]




Um poema em inglês

When my fingers go wandering your body
(Vladimir / Marina, 1993-2004)

 

Part1:
When my fingers go wandering your body
Like a spider walking on water
You don't show me that timid laugh
You don't ask me to keep nor to stop
You don't talk
You just watch

When my fingers go wandering your body
In a loving, tender, sensitive touch
They endeavor in a restless seek
They cross thighs, breasts, hair and cheeks
And then meet
Your lips

When my fingers go wandering your body
Light enough to make one thrill or get hot
You just send me your invisible nod
And you seem not to care I do what
You're no curious
You're misterious

When my fingers go wandering your body
With slights scratchings, counting your spots
I can't see whether it tickles or not
And I wish that I could read your thoughts
They wander
And I wonder
What you feel
You don't reveal

Part 2:
When your fingers go wandering my body
Carelessly humming a melody
I just wonder when you will stop
When I will disappear from your thought
If I'm no more than an ordinary link
If I'm less worthy than what you think

When your fingers go wandering my body
Without ever saying I'm sorry
I will then put on a mask
For things you dare not ask
And you won't ask what you don't see
And I won't talk about what we agreed
I will shed not just few tears
For seconds that will last life years



 Escrito por Vladimir às 07h40
[   ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]




 
Canto do Vladimir

Perfil
Nome: Vladimir Batista
Idade: 37
Nasceu: Goiás
Mora: Rio de Janeiro
email: vladimir.batista@gmail.com

Conteúdo
Blog de Vladimir Batista, 37, sobre cinema, curiosidades (etimologia (origem das palavras), dicionário, cultura inútil, rankings (top10, top5,...)), música, TV, literatura, minhas criações (letras, poemas, contos, romances, novelas, roteiros de cinema, argumentos), atualidades, minha vida, etc...


Histórico
  01/11/2009 a 30/11/2009
  01/10/2009 a 31/10/2009
  01/09/2009 a 30/09/2009
  01/08/2009 a 31/08/2009
  01/07/2009 a 31/07/2009
  01/06/2009 a 30/06/2009
  01/05/2009 a 31/05/2009
  01/04/2009 a 30/04/2009
  01/03/2009 a 31/03/2009
  01/02/2009 a 28/02/2009
  01/01/2009 a 31/01/2009
  01/12/2008 a 31/12/2008
  01/11/2008 a 30/11/2008
  01/10/2008 a 31/10/2008
  01/09/2008 a 30/09/2008
  01/08/2008 a 31/08/2008
  01/07/2008 a 31/07/2008
  01/06/2008 a 30/06/2008
  01/05/2008 a 31/05/2008
  01/04/2008 a 30/04/2008
  01/03/2008 a 31/03/2008
  01/02/2008 a 29/02/2008
  01/01/2008 a 31/01/2008
  01/12/2007 a 31/12/2007
  01/08/2007 a 31/08/2007
  01/05/2007 a 31/05/2007
  01/04/2007 a 30/04/2007
  01/03/2007 a 31/03/2007
  01/02/2007 a 28/02/2007
  01/01/2007 a 31/01/2007
  01/12/2006 a 31/12/2006
  01/11/2006 a 30/11/2006
  01/10/2006 a 31/10/2006
  01/09/2006 a 30/09/2006
  01/08/2006 a 31/08/2006
  01/07/2006 a 31/07/2006
  01/06/2006 a 30/06/2006
  01/05/2006 a 31/05/2006
  01/04/2006 a 30/04/2006
  01/03/2006 a 31/03/2006
  01/02/2006 a 28/02/2006
  01/01/2006 a 31/01/2006
  01/12/2005 a 31/12/2005
  01/11/2005 a 30/11/2005
  01/10/2005 a 31/10/2005
  01/09/2005 a 30/09/2005
  01/08/2005 a 31/08/2005
  01/07/2005 a 31/07/2005
  01/06/2005 a 30/06/2005
  01/05/2005 a 31/05/2005
  01/04/2005 a 30/04/2005
  01/01/2005 a 31/01/2005
  01/12/2004 a 31/12/2004
  01/11/2004 a 30/11/2004
  01/10/2004 a 31/10/2004
  01/09/2004 a 30/09/2004
  01/08/2004 a 31/08/2004
  01/07/2004 a 31/07/2004