Canto do Vladimir


A atriz Natalie Portman



 Escrito por Vladimir às 20h31
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Beijos de biquinquim

Vi o Globo Repórter sobre o Parque Nacional na região onde se passa a estória do meu livro favorito, Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa. No programa não há a menção de um passarinho citado na obra chamado manuelzinho-da-croa pelo qual o sensível jagunço Diadorim ensina o narrador Riobaldo a observar e admirar a natureza e, por que não, o amor que esses passarinhos mostram. Olha o trecho:

“... é o passarim mais bonito e engraçadinho de rio-abaixo e rio-acima: o que se chama o manuelzinho-da-croa.
Até aquela ocasião, eu nunca tinha ouvido dizer de se parar apreciando, por prazer de enfeite, a vida mera deles pássaros, em seu começar e descomeçar dos vôos e pousação. Aquilo era pra se pegar a espingarda e caçar. (...) Era o manuelzinho-da-croa, sempre em casal, indo por cima da areia lisa, eles altas perninhas vermelhas, esteiadas muito atrás traseiras, desempinadinhos, peitudos, escrupulosos catando suas coisinhas para comer alimentação. Machozinho e fêmea – às vezes davam beijos de biquinquim(...)”
“O manuelzinho não é mesmo de todos o passarinho lindo de mais amor?...”

Para a minha decepção, não achei no Houaiss esse nome de passarinho. Mas googlando, sim, achei até uma tese da UFMG sobre o assunto. Diz esse paper que, por incrível que pareça, os tratados de ornitologia e até mesmo uma obra que registra cerca de 7.000 nomes para aves nacionais não menciona o tal manuelzinho-da-croa.

Mas também explica que há um consenso que o manuelzinho-da-croa do livro deve ser o maçarico de coleira (Charadrius collaris), da foto acima, também chamado de agachada, agachadeira, ituí-tuí, batuí-tuí, batuíra-de-coleira, sassarico e dã-dã. Com 15 cm, a ave é castanho-acinzentada meio canela e branca, o bico preto, as pernas rosadas, uma faixa preta no peito (a tal coleira) e costuma andar aos casais, como destaca Rosa. Aliás, esse nome, manuelzinho da croa, não foi inventado pelo genial escritor, já é conhecido no norte de Minas, inclusive tendo sido mencionado por um livro de explorações de Sir Richard Francis Burton em 1867. Quem quiser, veja o paper da UFMG aqui.

Fiquei curioso em conhecer a avezinha. Será que "o mimoso pássaro que ensina carinhos" tem algo a ensinar para mim também?



 Escrito por Vladimir às 21h46
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Notas sobre a Copa do Mundo

Estou me divertindo acompanhando a Copa do Mundo, pretendo repetir a experiência de tirar férias durante o Pan no ano que vem que oxalá eu acompanhe in-loco, e durante as Olimpíadas de Pequim. Mais algumas impressões sobre a Copa:

- Está acontecendo uma alternância de jogos ruins e bons. Nas oitavas, estamos tendo jogos maravilhosos como Argentina 2 x 1 México e Portugal 1 x 0 Holanda e péssimos como Inglaterra 1 x 0 Equador e Suiça 0 x 0 Ucrânia. Mas, apesar de ser de se lamentar a pouca quantidade de gols, na média o clima está bom, vamos ver como continua.

- A maior palhaçada dessa Copa é o tal do Fair Play. Na minha opinião, a regra deve ser a seguinte: se houver um jogador caído, que continue o jogo até sair a bola. O jogo só seria parado se o atleta necessitar um tratamento urgente ou se for o goleiro caído. No mais, segue o jogo, pô! Com esse negócio de Fair Play, se um time sai em um contra-ataque fulminante, basta ao defensor desabar em campo para que a torcida comece a vaiar para o jogo ser paralizado.

- Está cada vez mais difícil ver os jogos com a narração do Galvão Bueno (ou Gagalvão como estamos chamando aqui em casa). Sempre fui defensor dele, por ser uma narração com a cara de Copa e por tirar comentários que estão na nossa cabeça. Mas ele está esquecendo de narrar os jogos, fica lentamente contando estórias com os lances acontecendo na tela, além de estar distraído, esquecer nomes, deixar passar informações importantes, não se preparar para os jogos. Dá a impressão que ele passa o tempo tendo jantares com os cartolas e personalidades milionárias do esporte ao invés de estudar ou assistir aos outros jogos. Sinceramente, acho que é hora dele sair no auge antes que sua ineficiência comece a ficar na cara demais.



 Escrito por Vladimir às 20h00
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Me amarrei em Poseidon


Gostei bem da refilmagem de O Destino de Poseidon, que recupera o mesmo clima de filmes-catástrofe dos anos 70. As atuações são muito bregas mas têm algum charme e as cenas de tensão são ainda melhores, cheias de claustrofobia. Estão perfeitos os momentos em que os mocinhos escapam das armadilhas do desastre no último segundo (ou não!).

Achei que em termos de efeitos especiais está fraco, inclusive a clássica cena do navio virando de cabeça pra baixo foi muito curta e não mais que razoável. Mas a criatividade nas cenas de dificuldade compensam, foram boas o suficiente para me tirarem o fôlego e eu curtir pra valer o filme. Pra mim o melhor dos blockbusters do verão norte-americano até agora.



 Escrito por Vladimir às 19h18
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Trabalhos de Amor Perdidos

Comprei um livro de Jorge Furtado, uma versão de uma peça de Shakespeare que eu não conheço, Trabalhos de Amor Perdidos. Me amarrei nesse título, a flexão não nos deixa dúvida que perdidos são os trabalhos não o amor. Mesmo assim a aproximação das palavras amor e perdidos dão um impacto interessante.

Trata-se do primeiro de uma coleção de livros de autores brasileiros fazendo versões contemporâneas da obra do Bardo. O próximo é do Veríssimo, que também vou querer ler.

Minhas razões para ter boas expectativas desse livro são as seguintes:

- Adoro Shakespeare, já li uma dezena de peças dele. Ele é o melhor em unir a arte das palavras com a arte da trama, cheios de teias de improvisos e personagens inesquecíveis.

- Gosto muito e admiro a carreira de Jorge Furtado. Tem dedo dele roteiros como o de Auto da Compadecida e Lisbela e o Prisioneiro. E é dele (como diretor e roteirista) um dos melhores filmes brasileiros que já vi: O Homem que Copiava (onde por sinal a personagem de Leandra Leal explica para o de Lázaro Ramos um poema de Shakespeare numa das melhores cenas da película)

-Jorge Furtado e Shakespeare têm em comum o uso da arte da metalinguagem, ou seja, de citar linguagens dentro de outras. O príncipe Hamlet, por exemplo, improvisa uma peça dentro da peça para espinafrar seu tio, provável assassino de seu pai. Vemos vários exemplos de metalinguagem com Furtado. Em Lisbela e o Prisioneiro, os clichês de um filme dentro do filme vão se repetindo com a personagem que o assiste. Mas suas melhores experiências são em programas em que ele mistura as linguagens de reality-shows com dramaturgia. Como Cena Aberta, aquele em que clássicos da literatura iam sendo encenados por gente comum. Ou aquele do Fantástico em que as pessoas na rua vão pegando um rabo de estória e inventando a continuação até formarem a estória inteira. A última invenção dele foi aquela em que três pessoas vão contando a mesma estória e a gente tem de descobrir quem realmente a viveu. Bem engenhoso.

- A propósito já percebi na orelha do livro que Jorge Furtado usa novamente metalinguagem. Conta a estória de um jovem que ganha uma bolsa para montar uma peça baseada em Shakespeare no exterior. Mais, resolvi não ler para não estragar a surpresa. Acho que vou gostar!



 Escrito por Vladimir às 10h24
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Os nomes dos jogadores brasileiros

Decerto os gringos pensam que Ronaldo é um nome super comum nos países de língua portuguesa, o que não é verdade, né? Já não basta a extrema coincidência dos craques Ronaldo e Ronaldinho serem homônimos, ainda há o Cristiano Ronaldo em Portugal.

Outra coisa que penso é que os estrangeiros devem achar que “inho” é um sufixo comum nos nomes brasileiros, como “owski” na Polônia e “vic” na Croácia. Temos Ronaldinho, Cicinho, Juninho, Robinho...

Só ruminando outras curiosidades sobre os nomes:

- Não deixa de ser curioso que todas as escalações das seleções mencionam o nome e o sobrenome do jogador, com exceção da brasileira que diz simplesmente a designação pelo qual ele é conhecido. Deve ter sido solicitação da CBF, para evitar o que aconteceu na Copa de 94, quando nosso time tinha uns sujeitos chamados Da Silva, Dos Santos, etc.

- Ronaldo foi muito tempo chamado no Brasil de Ronaldinho, por causa da Copa de 94, onde ele era o caçula e havia o zagueiro Ronaldão. Depois que surgiu outro jovem Ronaldo, não teve jeito, esse virou o agora consagrado Ronaldinho Gaúcho. Por algum tempo havia um problema sério em nomeá-los, pois Ronaldo não tinha um identificador próprio (o complemento Fenômeno veio um pouco mais tarde)

- Juninho deve o seu epíteto de Pernambucano à existência outrora de outro Juninho ex-selecionável que, por ter o mesmo nome, era chamado de Juninho Paulista. Hoje isso não faz sentido, pois o Paulista deu uma sumida, mas o apelido pegou e o convocado Juninho continua sendo Pernambucano.

- O goleiro Rogério é seguido pelo sobrenome Ceni pois teve de adotá-lo para diferenciar do zagueiro Rogério Pinheiro do São Paulo há uns anos.

- E certamente o volante Gilberto Silva também inclui seu sobrenome para diferenciar de outro Gilberto. Pensei se era justamente o lateral Gilberto também convocado mas não, lembro-me que ele é chamado assim há muito tempo. Vinícius, meu irmão, está especulando aqui do lado que havia um Gilberto veterano (talvez goleiro) lá por 1999, nos tempos de América Mineiro do Gilberto Silva. Depois de googlar com certa dificuldade realmente confirmei que é isso mesmo, o outro Gilberto era goleiro do América-MG em 1999! Cabra bom esse meu irmão.



 Escrito por Vladimir às 09h57
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A pin-up Jessica Rabbit



 Escrito por Vladimir às 10h40
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Regravações de "Sampa" e "Você"

Tem coisas que só eu reparo. Há muitos anos viajei com colegas de Campinas a São Paulo para ver um inusitado show ao ar livre de João Gilberto e outros artistas. Percebi que quando ele cantou Sampa junto com Caetano eles se desencontraram no último verso, sob um sorrisinho de Caê, não sei de condescendência ou de reverência.

De fato, em sua regravação de Sampa, João Gilberto inverte os versos finais. O original é “E os jovens baianos passeiam na tua garoa / E os jovens baianos te podem curtir numa boa”. Ou seja, Caetano primeiro mostra a imagem e depois conclui sobre ela, o que nos parece mais lógico. Mas Giba inverte (ou subverte?): “E os jovens baianos te podem curtir numa boa / E os jovens baianos passeiam na tua garoa”. Pensando bem, também tem sentido, primeiro a conclusão e depois uma imagem típica de grand-finale, os jovens se afastando da "câmera", passeando sob a garoa de Sampa. Gênio ou frescura? O sorrisinho de Caetano não nos revela...

Da mesma maneira, todos conhecem a versão de Você dos Paralamas: “Você / É algo assim / É tudo pra mim / É como eu sonhava // Você / É mais do que sei / É mais que pensei / É mais que eu esperava”. Mas na versão original de Tim Maia as estrofes estão invertidas: “Você / É mais do que sei / É mais que pensei / É mais que eu esperava // Você / É algo assim / É tudo pra mim / É como eu sonhava”.

Inicialmente, nos parece natural a opção dos Paralamas, do tênue “É algo assim” até o forte “É mais do que eu esperava”. Os versos da segunda estrofe sempre se iniciam com “É mais...”, dando essa impressão de crescendo. No entanto, pensando bem, há palavras nos primeiros versos mais fortes, como “tudo pra mim”. Ou “sonhava” comparando com “esperava” da primeira estrofe. Ou seja, o verso “É como eu sonhava” é uma consequência de “É mais que eu esperava”, portanto aparecer depois também tem sua lógica.

OK, OK. Como disse antes, tem coisas que só eu reparo.



 Escrito por Vladimir às 11h14
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Férias para assistir a Copa

Já que voltei a postar, vou falar sobre a Copa. Tirei férias para assistir a todos os jogos aqui em Goiás ao lado dos meus irmãos IngridVinícius, este uma espécie de enciclopédia de futebol. Estou amando muito tudo isso, mesmo quando o jogo é Togo x Suiça, que estou vendo agora. Seguem alguns comentários:

- Dos oito grupos da primeira fase, cinco são fracos, incluindo o do Brasil. Os outros são os da Inglaterra, Portugal, França e o da Espanha. O pior certamente é o da França, onde nenhum time está bem. Mas os outros 3 grupos são ótimos: o da Argentina, o da Alemanha e o da Itália, onde, além dos cabeças-de-chave, tivemos ótimos jogos do Equador, Gana, República Tcheca, Estados Unidos, Holanda, Costa do Marfim...

- Há uma enxurrada de escorregões de jogadores, que eu atribuo aos gramados surpreendentemente ruins. Curioso que não vi ninguém comentar isso, será que estão abafando? O que vejo de pistas irregulares, tufos saindo e montinhos artilheiros é de estarrecer. É inacreditável que a Alemanha tenha gastado bilhões com os estádios e vejamos gramados tão lamentáveis, né?

- O melhor jogo até agora foi Itália 1 x 1 Estados Unidos, jogo aguerrido, bem ao estilo de Copa do Mundo mesmo. E as sensações até agora foram a Argentina, o Equador e a Espanha (esta, a se confirmar hoje à tarde). Eu adorei a República Tcheca na primeira rodada, mas na segunda acabou surgindo outro candidato a sensação: Gana. Vamos ver como esses times evoluem nas últimas rodadas dessa fase.

- E quanto ao Brasil? Bem, não tenho nenhum comentário novo relacionado ao que todos dizem, que está sem movimentação, que o quadrado não está funcionando bem, etc. Eu também estou insatisfeito com os laterais, e não acho que a defesa esteja tão boa quanto comentam. No próximo jogo, eu deixaria o Ronaldo iniciar (com Robinho no segundo tempo) mas tiraria o Adriano para colocar o Juninho, abolindo o quadrado. Por fim, fiquei feliz que o Fred virou uma boa alternativa também, né?

Depois posto mais notas.



 Escrito por Vladimir às 10h39
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Bussunda, um Ídolo (ou O Ocaso do Palhaço Dentro de Mim)

Por eu falar muita bobagem na época da faculdade, o meu colega Caco me apelidou de Bussunda, pelo qual ainda sou eventualmente chamado até hoje. De fato, desde criança eu sempre fui meio palhaço com meu pai dizendo que eu ia ser humorista quando crescesse.

Por isso, sempre fui fã de humor, de comédias. Qual foi meu encanto quando, em meados dos anos 80, eu descobri dois jornaizinhos chamados Casseta Popular e Planeta Diário com um humor diferente, paródico, anárquico, com uma capacidade inédita de conectar política, atualidades e cultura pop. Cheguei a escrever um jornalzinho com o mesmo estilo na praça onde morava. Também acompanhei a evolução deles: o TV Pirata (aliás, antes o Vandergleison Show, piloto que passou na Band), o Doris para Maiores e finalmente Casseta e Planeta, que foi meu programa favorito por muito tempo. Teve uma época inclusive que era o único que eu assistia.

Acho que o Bussunda não era o cara mais versátil e melhor redator do grupo, mas era o mais naturalmente engraçado e certamente o mais representativo. Se fosse pedido para qualquer brasileiro citar um Casseta, seu nome seria o primeiro a surgir, né?

Por isso tudo, considero que Bussunda, dentro de mim, foi uma das maiores perdas em termos de ídolos da minha geração. O Renato Russo foi ultra representativo, mas confesso que eu era mais fã de outras bandas. Igualmente quanto ao Senna, pois eu era mais fã do Piquet. O Brizola também foi um ícone da minha adolescência, mas cedo me decepcionei não só com ele, mas com política em geral.

Mas acho que fiquei mais triste não pela perda do comediante, mas sim pelo contexto atual. Ele não morreu no auge; fala sério, o Casseta & Planeta anda péssimo faz anos. E eu também mudei, não sou mais o palhaço da minha infância e adolescência, nem sou tão fã de humor e de comédias. Sou muito mais sério (mais triste?) que antes. Então o Bussunda e tudo que ele representava já haviam morrido dentro de mim em algum dia indefinido há uns anos. Por isso, quando ele morreu de verdade ontem, eu me dei conta disso tudo e a tristeza bateu ainda mais forte.



 Escrito por Vladimir às 11h28
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Férias

Vou viajar para Goiás hoje, onde quase não vou acessar a rede. Próximo post, só no início de julho ou em eventual edição extraordinária. Até!



 Escrito por Vladimir às 08h41
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Um poema meu em quatro fases

Lua
(Vladimir)

[FASE 1]
Querida, vai ver a lua
Fininha com um sorriso
E lembre da minha risada
Inocente quando eu chego ao paraíso

O nosso amor é como a lua minguante
Quando encolhidos somos dois amantes
Agarradinhos e aninhados

[FASE 2]
Vida, procure a lua
Que sumiu como encanto
Sobre a sombra do Planeta
Que abriga um grande amor em acalanto

O nosso amor é como lua nova
Que escondeu todas as provas
Atrás de um céu estrelado

[REFRÃO]
Oh, lua inconstante,
Não queira ser só vista neste instante
Olhe para a Terra e veja
O brilho de um amor tão pulsante

[FASE 3]
Querida, mire a lua
Crescendo a cada dia
Como nosso amor que hoje
É bem maior do que ontem, por magia

O nosso amor é como lua crescente
Que todo dia revela contente
Mais brilho adiamantado

[FASE 4]
Vida, olha que lua!
Com São Jorge e o Dragão
Com lança e fogo em ventas
Ardendo como nós sobre o colchão

O nosso amor é como lua cheia
Que envolve tal como uma teia
Nosso caminho encantado

[REFRÃO]
Oh, lua inconstante,
Não queira ser só vista neste instante
Olhe para a Terra e veja
O brilho de um amor tão pulsante

Oh, lua tão mutante,
Não seja assim tão arrogante
Olhe para a Terra e veja
A aura de um amor tão ofuscante



 Escrito por Vladimir às 08h55
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Tenho só essa canção

Uma música antiga dos Titãs, chamada Eu não vou dizer nada, termina com os seguintes versos:

Eu não vou falar de nada
E isso é só o que basta
Pra fazer esta canção

É isso, um truque para arrematar uma letra de música é citar a própria canção. A música Vilarejo do novo CD de Marisa Monte diz:

Em todas as mesas, pão
Flores enfeitando
Os caminhos, os vestidos, os destinos
E essa canção

Huummm, como assim flores enfeitando essa canção

Eu mesmo tenho modestamente cá meus versos (posso eu?) para concluir o poemeto O Meu Samba:

E a palavra melancolia
Não entra na poesia
Dessa canção

Mas um exemplo melhor vem da Ana Carolina, que termina a melodia Nada pra mim com:

Tive você na mão
E agora
Tenho só essa canção

Ah, esse sim é um modo clássico de terminar a música. Ou dizendo que não resta nada para si a não ser a canção ou deixando-a como único presente possível para a musa. Como faz Noel Rosa, na genial Três Apitos:

Você só não sabe
Que enquanto você faz pano
Faço junto do piano
Esses versos pra você

Ou, de forma ainda mais conclusiva, Caetano arremata como ninguém em Você é Linda:

Esta canção
É só pra dizer
E diz



 Escrito por Vladimir às 10h10
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Um poeminha platônico do meu repertório...

Pra chegar a seu coração
(Vladimir)

Devo conversar mais amiúde
Devo tomar que atitude
Pra chegar a seu coração?

Quais saídas, quais entradas
Escolho nas encruzilhadas
Pra chegar a seu coração?

Vou com calma ou ouso
O caminho é pedregoso
Pra chegar a seu coração?

Ou é absurdamente claro
Mas não sinto nem o faro
Pra chegar a seu coração?

Escondo-me atrás do arbusto
E pego você no susto
Pra chegar a seu coração?

Eu esnobo ou adulo
Desabafo ou engulo
Pra chegar a seu coração?

Devo controlar minha ânsia
Devo manter distância
Pra chegar a seu coração?

Ou fico ainda mais amigo
Céus, será que um dia consigo
Chegar a seu coração?



 Escrito por Vladimir às 08h34
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X-Men III

Tem umas cenas ótimas, como a sequência sexy entre Jean e Wolverine, mas em termos gerais achei o filme X-Men, O Conflito Final uma decepção. Não consegue nos envolver na importante trama de como tratar os “diferentes”.

Em termos de personagens, muito foi mostrado dos sem-graças adolescentes de fogo e de gelo, sendo que os melhores personagens da parte II foram o atormentado Noturno, que não aparece neste, e a camaleoa Mística que aparece pouco demais aqui. Wolverine é um destaque positivo novamente, mas não o suficiente para salvar o filme.

As cenas de ação são razoáveis, na verdade não achei muito criativas, né? Se esse realmente foi o último filme, a série ficou devendo um encerramento digno dos bons dois primeiros episódios.



 Escrito por Vladimir às 08h36
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Canto do Vladimir

Perfil
Nome: Vladimir Batista
Idade: 37
Nasceu: Goiás
Mora: Rio de Janeiro
email: vladimir.batista@gmail.com

Conteúdo
Blog de Vladimir Batista, 37, sobre cinema, curiosidades (etimologia (origem das palavras), dicionário, cultura inútil, rankings (top10, top5,...)), música, TV, literatura, minhas criações (letras, poemas, contos, romances, novelas, roteiros de cinema, argumentos), atualidades, minha vida, etc...


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