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Mais Alice

Os dois livros de Alice são cheios de simbolismos, mas muitos deles, que a princípio parecem delírios originais de Lewis Carrol, eram paródias ou se relacionavam de alguma forma com a Inglaterra daquela época.
O Gato de Cheshire, aquele que sorri, por exemplo, veio de uma expressão comum na época: “sorrir como um gato de Cheshire”. Parece que havia um queijo do condado de Cheshire, onde viveu Carrol, cuja embalagem era da forma de um gato que sorria. À medida que se comia o queijo ia sobrando só o sorriso, como o faz o gato que desaparece aos poucos restando a boca em forma de lua minguante.

E quanto ao Chapeleiro Louco? Também veio da expressão “Louco como um chapeleiro” da era vitoriana. Parece que era comum os chapeleiros da época enlouquecerem, porque usavam um mercúrio tóxico para preparar o feltro do chapéu.
Grande parte das estórias derivam de canções infantis da época, como Humpty-Dumpty, aquele ovo que cai do muro, ou o julgamento do Valete de Copas que roubou a torta da Rainha. É como se a gente escrevesse uma estória de uma criança que vai para um lugar fantástico onde alguém atira um pau no gato e Dona Chica admira-se de seu berro. Ou então, onde Pai Francisco entra na roda tocando seu violão, seu Delegado o joga na prisão, para onde ele vai todo requebrado, parecendo um boneco desengonçado.
Pensando bem, essa é a linha principal da série Hoje é dia de Maria, que pegou canções e estórias folclóricas brasileiras e as uniu com a criança Maria, brilhantemente vivida por Carolina Oliveira. Será que os autores leram essa edição comentada e tiraram a idéia de fazer uma Alice brasileira?
Escrito por Vladimir às 08h33
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Resgate abaixo de zero

A minha irmã Ingrid simplesmente não pode ver cachorros morrendo em filmes. Diz que pode morrer todos os humanos, mas o cachorro nunca! Pra falar a verdade, eu também não gosto não, mas quando se tem uma história real da aventura de 8 cachorros que são deixados para trás expostos no inverno da Antártida, temos que esperar o inevitável. Em se engolindo esses pontos de realidades no filme Resgate Abaixo de Zero (Eight Below no original), o toque da Disney suaviza de maneira adequada para que até radicais como eu e minha irmã gostemos do filme.
Resgate Abaixo de Zero tem um título brasileiro errado, pois mal trata de um resgate e sim da luta dos cachorros para sobreviver sozinhos. Em certos momentos, lembra A Marcha dos Pinguins sem a narração, pois os cachorros são quase humanizados nas relações entre si, com disputas de liderança, tristeza, solidariedade, trabalho em equipe. E ficamos morrendo de raiva dos humanos que não se esforçam o suficiente para resgatá-los. Alguns podem achar açucarado, mas eu adorei o filme.
Escrito por Vladimir às 08h39
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Código Da Vinci
 O melhor do filme Código Da Vinci são as teorias de conspiração. O problema é que eu tinha lido e visto tantos documentários sobre o tema Maria Madalena / Santo Graal que já conhecia quase toda a fabulosa mas engenhosa tese do autor do livro (ou que ele adaptou de outros teóricos da conspiração). Em termos de suspense ou de ação o filme é fraco. Também faltou química ao casal principal, mas não talento. Aliás todos atores estão bem, é um forte do filme. E a Audrey Tautou é uma graça, né?
Uma parte legal são as pistas, as charadas, os caminhos mirabolantes para a solução do mistério. Uma pena que os códigos, os anagramas, os trocadilhos são todos em inglês, o que considero uma falha do autor. O mais lógico é que fossem em latim, francês ou italiano, né? Outra coisa é que o filme mostra pouco da obra de Leonardo Da Vinci, achei que teria mais. A Monalisa mesmo, estampada há três anos em tudo quanto é referência ao livro e ao filme, não aparece quase nada.
Enfim a tal polêmica teoria desenvolvida pelo autor, mesmo já debulhada em dezenas de livros do tipo Desmascarando o Código Da Vinci, nos deixa no mínimo pensativos. É o melhor do filme, sem dúvida.
Escrito por Vladimir às 08h47
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Um pequeno conto meu
Melodia

Lá estava ela de novo! Quase todo dia, Iuri pegava o mesmo ônibus que aquela moça. Para os olhos auditivos de Iuri, ela era toda harmonia, um empolgante solo de metais de uma jazz band, um convite para dançar todas as linhas sincopadas de seu corpo, explorar as pulsações de suas reentrâncias, improvisar nas longas notas cacheadas de seus cabelos pretos. Não era uma beleza universal, é verdade, tinha, às vezes, um ar meio grunge, com seus óculos sobre um nariz com sardas, jeans e camisetas pretas, uma atitude rock'n roll. Mas por outras vezes surpreendia, com elegantes roupas de seda, dormindo nos desconfortáveis assentos, como uma lullaby ou uma lânguida canção de amor.
Naquele dia, justamente, a moça entrou no ônibus carregando um violão. Era a primeira vez que os dois se sentavam lado a lado e ele sabia que não podia perder a chance. Pensou que havia mulheres que odiavam quem puxasse conversa no ônibus e, na verdade, ele também queria não precisar falar nada. Se fosse por ele, tomaria a liberdade de tirar o violão dela do saco num rompante e faria uma serenata ali mesmo, no busão. Não sendo possível, o jeito era abrir essa boca e falar logo, qualquer coisa, seu Iuri incompetente! Menos sobre o tempo no Rio, pelo amor de Deus, Iuri, força!
- V-você estuda música? - arriscou, esperando uma resposta-tolerância-zero do tipo: “Não! Sou açougueira!” Mas a moça sorriu e disse com certa malícia, como num blues: - Na verdade, eu sou música. Foi a vez de Iuri sorrir, e “batucar” prontamente: - Concordo plenamente!
Escrito por Vladimir às 08h25
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Black Eyed Peas
 Quando eu ouvi a excelente Shut up, eu achava que ia ser uma banda-de-um-sucesso-só, mas não. Dois anos depois, ainda curtindo a batida contagiante de My Humps, eu me deparo com a versão de Mas que nada (Jorge Ben) com o Sérgio Mendes, que já está virando um hino da Copa de 2006.
Realmente Black Eyed Peas é a banda mais cool do momento, né?
Escrito por Vladimir às 08h31
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Alice, Edição Comentada

Estou lendo a edição comentada de Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho. Estou impressionado com o quanto cada vírgula das obras já foi interpretada e pesquisada exaustivamente. E principalmente o quanto elas influenciaram a literatura (são citadas, por exemplo, várias referências nos livros de James Joyce e Kafka), a ciência (alguns trechos seriam usados depois para explicar a física quântica e a teoria da relatividade), a lógica, a filosofia... Pensando bem, muitas peças de hoje em dia tem influência de Alice, como A Viagem de Chihiro, a saga Harry Potter...
O autor de Alice, Lewis Carrol, pseudônimo de Charles Dogson, era um professor religioso na Inglaterra vitoriana (século XIX) que adora menininhas. Vivia entretendo-as, criando jogos e brincadeiras e contando estórias. A sua amiguinha favorita se chamava Alice Liddel e, certa vez, enquanto andava de barco com ela e suas irmãs, inventou a imortalizada estória da Alice que corre atrás do coelho branco.
É difícil saber se Carrol era um pedófilo, ou seja, se cruzava o sinal ou não. Segundo o livro relata, suas então amiguinhas (que, depois dele ficar famoso, contaram várias estórias dele) diziam que jamais foram tocadas por ele. Mas ele tomou ações que, nos dias de hoje, seriam o suficiente para ir para o xilindró: por exemplo ele adorava pintar e fotografar as meninas, às vezes nuas. E também está implícito que com trinta e tantos anos e tendo Alice Liddel 11, Carrol teria pedido sua mão em casamento para a mãe dela, o que causou rompimento de relações da família com ele.
Ao contrário do que eu esperava, o livro não entra em aspectos psicológicos. Chega a imaginar que Carrol tinha complexo de édipo que o impactava de forma invertida, ou seja, a impossibilidade dele ter relações com as meninas vem de sua auto-repressão de relações com a própria mãe. Mas isso é conjectura e o livro trata de fatos. Outro dia, eu comento um pouco das obras propriamente ditas.
Escrito por Vladimir às 08h34
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Propagandas da Copa do Mundo
Entre as propagandas para a época da Copa do Mundo, como não podia deixar de ser, há algumas ótimas e outras podres. Entre as tétricas, na minha opinião, destaca-se uma do cara que não deixa o Ronaldinho Gaúcho usar o desodorante, pois o jogador “tem de transpirar”. Que nojo! Há também uma (que não tenho certeza se tem a ver com a Copa) do carro que joga uma pedra na testa de um Golias. Mal gooosto...
Por outro lado, as que fazem brincadeiras com a rivalidade Brasil x Argentina são as mais divertidas. Como a da Skol com as traves que andam e não deixam os hermanos marcarem o gol. Ou, melhor ainda, a do pesadelo do Maradona cantando o Hino brasileiro depois de tomar muito Guaraná Antárctica. LOL!
A Nike parou com aquele negócio de muitos efeitos especiais e voltou ao espírito de “bate-bola” da memorável propaganda da Copa da França, quando a seleção (em especial o Denilson) fazia barbaridades com a bola no aeroporto. Dessa vez o astro, claro, é o Ronaldinho Gaúcho. Tem uma em que a bola vai voando de pé em pé por gente comum no mundo todo, coordenado pelo craque.

Mas a melhor são imagens dele criança, quando ele já comia a bola no futebol de salão, e reproduzindo essas jogadas quando adulto. Ouvi que essa propaganda fez um grande sucesso nos EUA, pois lá a criançada joga futebol e se identificou com o novo ídolo.
Tomara que o Ronaldinho corresponda na Copa a essa sensação que ele tem causado, né? Ele merece!
Escrito por Vladimir às 08h55
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Missão Impossível III

O novo filme de Missão Impossível é um episodião de Alias; não nos deixa esquecer que é dirigido pelo criador da série, JJ Abrams (o mesmo de Lost). Ele usa o mesmo truque de começar com uma cena no meio do filme para depois retroceder. E até o personagem nerd e nonsense que faz as bugigangas hi-tech é idêntico ao Marshal do seriado. A diferença é o orçamento que permitiu cenas de ação mais espetaculares. Por exemplo, sons incríveis que vimos no último filme de Tom Cruise, Guerra dos Mundos, estão de volta neste, bem legais.
Um detalhe interessante particularmente para mim foi as aventuras de Cruise em Xangai (China), cidade que eu conheci há alguns anos. Ele até vai para Zhou Zhuang (pronuncia-se algo como Tjôu Tjuâng), uma vila antiga com canais e gôndolas lá perto. Achei o máximo vê-lo correndo pelas ruazinhas por onde já circulei.
Enfim, gostei do filme mas também dificilmente está credenciado para minha lista dos melhores do ano. É aquele negócio: deixa o cérebro em casa e vá ver com um senhor balde de pipoca, que a diversão é garantida.
Escrito por Vladimir às 08h25
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Um poeminha com palavras começadas por "so"...
Só (Vladimir)

No solário, Numa soirée Ele solfeja De sorrate, Seus sonetos Seus sonidos Sua sonoridade
Na sonoite Já solito Já soidoso Ele sobia Seus sonhos Sua sodade Sua solitude Sua soledade
Escrito por Vladimir às 08h39
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Mais palavras que eu "inventei" no Torto
Ilar –Ué, não existe o verbo ilar? Do tipo, “Tenho que ilar mais para melhorar meu vocabulário”, hehe.
Bandeio – Olha eu enfiando o sufixo -eio de novo, tsc, tsc. Mas também, qual seria o substantivo para bandear?
Piega – Como eu temia, essa palavra só existe com s no final, piegas. E o livrão não explica a razão, sequer sabe a origem da palavra (dita obscura). Fiquei intrigado...
Bina – A sigla BINA (B Identifica o Número de A), para o número do chamador que aparece nos displays dos telefones já é corrente e deveria estar dicionarizada, né?
Ciar – Essa é curiosa: eu achei que ciar fosse relacionado a som de algum bicho (confundi com ciciar), mas no livrão existe a palavra ciar com outro significado, o de “ter ciúmes”. Nunca ouvi isso, que bonitinho.
Palo – Mais uma vez achei que o étimo latim de pau tinha sobrevivido.
Reca – Essa é uma gíria da minha época de moleque, querendo dizer “o resto”. Quando separamos dois times, era uso falar: “eu e fulano contra a reca”. Mas não foi dicionarizada.
Logia – Achei que se podia usar logia, “estudo” em latim, como palavra isolada, e não só como sufixo (como acontece com fobia)
Lordo – Se existe lordose, deveria existir lordo, como, sei lá, a curva da coluna vertebral, né?
Escrito por Vladimir às 08h29
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King Kong de 1933

É fácil achar fanáticos por Star Wars, pelo Senhor dos Anéis ou por Harry Potter. Mais difícil é achar fãs obcecados pela mitologia cinematográfica de King Kong. Os maiores admiradores do gorila aparecem no DVD que comprei da primeira versão do filme, a de 1933. Trata-se de um pacote com dois discos; no segundo, os maravilhosos extras incluem os detalhes que fazem King Kong um filme pioneiro e genial. A gente vê amor nos olhos de vários profissionais que foram influenciados pela obra. Peter Jackson, por exemplo, não contente em fazer o recente remake genial do filme, refez artesanalmente uma sequência perdida no filme original, utilizando a mesma técnica dos anos 30.
Eu já era fã do macaco gigante, agora então... Já adquiri o DVD duplo do King Kong de 2005, e comecei a assistir os extras desses. Vou te falar, se você gosta de cinema, assistir esse remake, o filme original e todos esses extras disponíveis e não se tornar também um incondicional King-Kong-maníaco, você só pode ser ruim da cabeça ou doente do pé!
Escrito por Vladimir às 08h18
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Chernobíl ou Tchernóbil?

Achei curioso os noticiários da Globo da semana retrasada pronunciarem Chernobyl com a tônica no o (algo como Tchernóbil), pois na época do acidente sempre se falou Chernobíl, oxítona. Será uma nova regra da TV para se seguir a pronúncia original?
Na TV brasileira convencionou chamar Schumacher de Micael, parecido com como os alemães o chamam, sendo que nas entrevistas os outros pilotos sempre o chamam de Máiquel, como o resto do mundo inclusive o comentarista e piloto Luciano Búrti, causando uma contradição na narração. OK, se a Globo quer manter a pronúncia original, mas aí outro nome na F1 dá confusão, que é o de Montoya. Os brasileiros, inclusive os narradores, o chamam de Montóia, mas em castelhano é algo como Montôja. Teve uma ou duas corridas que o Galvão tentou pronunciar assim, mas era tarde. Ficou na nossa cabeça Montóia mesmo.
Além disso, em se seguindo a pronúncia original, tinham que pronunciar o nome do presidente russo como Vladímir (com a tônica no primeiro i) e não Vladimír, oxítona, como fazemos no Brasil. Aliás, meu nome tem um pronúncia diferente em cada país. No Brasil Vladimír, na Rússia Vladímir, nos EUA Vlédmir, nos países hispânicos Bladeemir, em Portugal Vladimire, e na China... Bem, na China eles simplesmente não conseguem pronunciar, e sai algo como Fá-Dchi-Mi...
Escrito por Vladimir às 08h31
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Vejo a aurora todos os dias

Tirei essa foto hoje, no Aterro, na minha rotineira corrida de 3Km. É revigorante ver o nascer do sol na Cidade Maravilhosa, privilégio que eu tenho todos os dias. Sinto-me como o Homem-Pássaro (aquele desenho antigo) que adquiria energia com os raios do astro-rei. É o meu conforto, meu bálsamo, pois não me sinto mais tão só rodeado por essa cidade.
Me lembrei daquela musiquinha do Red Hot Chilli Peppers: "Some times I feel like I don't have a partner / Some times I feel like my only friend / Is the city I live in (...) I drive on her streets / 'Cause she's my companion (...) She kisses me windy (...) At least I have her love / The city she loves me / Lonely as I am / Together we cry".
Escrito por Vladimir às 08h45
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As minhas palavras inventadas

Torto é aquele jogo da revista Coquetel, uma tabela com 18 letras de onde se formam palavras seguindo todas as direções. A revista dá 30 respostas, mas normalmente eu acho umas 90 (meu recorde é 132). Nem sempre eu tenho certeza se a palavra que eu achei existe mesmo, então vou sublinhando as que tenho dúvida, para conferir no meu livrão Houaiss mais tarde. E, inevitavelmente, percebo que inventei algumas palavras inexistentes, algumas por erro ortográfico, outras ao encaixar radicais erroneamente, além de gírias ou estrangeirismos que eu achei que já teriam sido dicionarizados. Não sou Guimarães Rosa, mas seguem aí algumas palavras que eu “inventei” e a minha furada explicação para o significado:
Sano – Eu tinha esperança que o latim sano, que originou são, ainda tivesse um resquício no português antigo.
Salínico – Sinceramente eu tinha quase certeza que salínico existia. Mas não, enfiei o sufixo -ico onde não era chamado. Diz-se salino mesmo.
Saloba – Outra palavra que eu estava certo que era correta. O certo é salobra (feminino de salobro, qualidade de salgado, como a água do rio perto do mar).
Celo – Achei que a palavra cello, redução do italiano violoncello, tinha sido aportuguesada com um “l” só.
Nécio – Jurava que nécio era um xingamento, do tipo idiota, incompetente. Mas se alguém te chamar de nécio, não se preocupe: essa palavra não existe. (UPDATE: O correto é néscio)
Bole – Bem, se existe bole-bole (segundo o Houaiss, remelexo, requebro), eu achava que simplesmente bole deveria existir também, com o sentido, bem, de um requebro mais discreto.
Giar – Eu pensava que existia essa palavra, relacionada a anfíbios. Mas, Vladimir burro, a única palavra que existe é jia, com "j", sinônimo de rã. Saneio – Imaginei como uma variação de saneamento. Do mesmo time de salínico, ou seja, enfiei o sufixo -eio onde ele não era chamado.
Escrito por Vladimir às 08h41
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Alguns filmes que vi
V de Vingança é legal. As cenas de luta não são mais do que razoáveis, mas a estória é bem escrita, com um quê do futurismo de 1984 e Robocop e da trama de O Conde de Monte Cristo, aliás citado o tempo todo (além de uma pitada de O Clube da Luta). O melhor do filme é a Natalie Portman, que vem se revelando cada vez mais uma atriz talentosa e carismática como poucas da sua geração. Mais por ela do que pelo filme, valeu o ingresso.
16 quadras é um bom policial de ação ao estilo de dupla-que-não-se-dá-mas-que-aos-poucos-ganha-afeição-um-pelo-outro. Bruce Willis está bem caracterizado como um policial decadente que tem a tarefa aparentemente fácil de levar um prisioneiro por 16 quadras em New York, mas que se mostra mais difícil que esperado. O filme tem a vantagem de ser em tempo real, atrativo que ganhou força com o sucesso da série 24hs. O seriado é melhor mas o filme também tem seu charme.
Manual do Amor é uma comédia romântica italiana em episódios que fala de várias facetas do amor, da conquista à traição, o que nos remete a uma outra comédia européia recente com a mesma idéia: Simplesmente Amor. Esse último filme é bem melhor, mas Manual do Amor é também saboroso, e merece ser visto. Tem cenas super ternas e outras de rachar o bico, uma ótima alternativas para as comédias americanas padrão, que andam muito fracas.
Escrito por Vladimir às 08h38
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Temporada de Cinema 2006

Semana que vem começa a temporada de estréias dos filmes chamados arrasa-quarteirões do verão dos EUA, as grandes e caríssimas produções destinadas a públicos igualmente grandiosos. Começa com Missão Impossível III, dirigido pelo J.J. Abrams, das séries Felicity, Alias e Lost, estou bem curioso. Também teremos Código da Vinci; a volta do super-herói Superman Returns; X-Men-III. Tem também o novo do M. Night Shyamalan (de O Sexto Sentido e A Vila), chamado A Dama da Água, a refilmagem de O Destino de Poseidon, o novo da Pixar/Disney chamado Cars.
Esse ano ainda tem outros filmes mais modestos que me interessam, como Vôo 93, filme do mesmo diretor de Domingo Sangrento (que meu irmão Vinícius se amarra) sobre o único vôo sequestrado no 11 de setembro no qual os passageiros se rebelaram e caiu na mata. No mesmo tema, Oliver Stone deve lançar WTC, também imperdível.
Que mais? O novo Almodóvar, chamado Volver; um policial de Brian de Palma, Dália Negra; o novo de Sofia Coppola (de Encontros e Desencontros) sobre Maria Antonieta...
Espero que algum desses melhore a média de qualidade do cinema 2006 que até agora tá meio fraca, né? Em próximos posts, vou comentar alguns dos filmes que tenho visto. Nenhum desastre, mas também nenhum filme de encher os olhos.
Escrito por Vladimir às 09h03
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Canto do Vladimir
Perfil
Nome: Vladimir Batista
Idade: 37
Nasceu: Goiás
Mora: Rio de Janeiro
email: vladimir.batista@gmail.com
Conteúdo
Blog de Vladimir Batista, 37, sobre cinema, curiosidades (etimologia (origem das palavras), dicionário, cultura inútil, rankings (top10, top5,...)), música, TV, literatura, minhas criações (letras, poemas, contos, romances, novelas, roteiros de cinema, argumentos), atualidades, minha vida, etc...
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Histórico
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