 |
Uns versinhos meus
Mágoa (Vladimir)

Quem me diz, a essa altura Do que é feita a mágoa E toda a sua amargura?
Será ela feita de pedra, De onde bruscamente medra Uma horrenda armadura?
Ou será que a mágoa É toda feita de água; Que parece inocente e pura, Mas tanto-bate-até-que-fura?
Escrito por Vladimir às 08h22
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
História
Show dos Rolling Stones histórico em Copacabana e eu em casa. Primeiro brasileiro decolando para o espaço, eu peguei no sono e perdi. É emblemático que a História esteja passando diante do meu nariz e eu esteja dormindo. Na verdade, essa é a história da minha vida.
Escrito por Vladimir às 08h51
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Um comercial gostoso e outro de mal-gosto
O que é aquele comercial na praia no qual o cara segue a garota na água, ela tira a parte de baixo do biquini, ele imita e ela, como se tivesse feito algo genial, sai com o calção dele e o deixa nu dentro d'água? Nem lembro do que é a propaganda, mas que mal gosto, né? Podre até não mais poder. Só não acho pior que as do Santanderrr Baneshpa, que a todo momento me fazem zapear imediatamente de canal.
Por outro lado, quer coisa mais gostosa que aquele comercial do Mercado Livre em que o rapaz vende um beijo pra mocinha e vai "entregar o pedido".

A cara de menina quando clica a oferta no site - como se tivesse pensando "que fofo!" - é um primor. Depois o selinho e as duas olhadinhas pra trás enquanto se afastam, tudo perfeito! Adorei!
Escrito por Vladimir às 08h37
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Quintessência e Reminiscência
Há uma loja perto de casa chamada Quintessência; sempre que passo fico reflexivo, eis aí uma palavra imponente, pomposa, né? Já me vem as desagradáveis associações Quinta-Essência, Quinta-Moléstia, Quinto dos Infernos... No meu livrão (Houaiss) vejo que a origem vem do quinto elemento (terra, água, ar, fogo e... éter), ou seja, a alma das coisas e das pessoas, o âmago. Por extensão, ganhou o significado de o “essencial”, o “mais precioso”, a ser usado em discursos de intelectualóides. O último episódio de ER citou uma fala de Hamlet que diz que o homem pode ser uma maravilha do mundo, um deus no entendimento, mas não passa da “quintessência do pó”. Só Shakespeare mesmo para citar essa palavra tão poderosa, justamente para reduzir o homem ao seu insignificante início e fim. Bem feito para a quintessência, palavra metida; nas mãos do bardo ficou reduzida a pó.
Por outro lado, outro dia ouvi uma música com a palavra reminiscência. Eita palavra bonitinha, né? Lembra luminescência, e parece até uma união de RE (repetição), MINI (mínimo, como se fosse os pequenos detalhes) e SCÊNCIA (essência). O livrão diz que é imagem que se conserva na memória, ou então lembrança vaga, ou ainda fragmento que resta de algo extinto. Reminiscência é a boa rima - e talvez a solução - para quintessência: as pequenas imagens ao invés do essencial de tudo.
Escrito por Vladimir às 09h00
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Uma canção espevitada minha...
Nua (Vladimir)

Te quero nua Pelada no meio da rua Te quero agora Com as vergonhas de fora Com a genitália desnuda Te quero toda carnuda Te quero toda abelhuda Te quero descamisada Te quero desavergonhada Te quero espevitada, amor Eu quero um amor Eu quero um amor Espevitado
Te quero nua Despida dos pés à cabeça Eu quero a tua Maravilhosa beleza Te quero desinibida Te quero toda atrevida Te quero oferecida Te quero toda avançada Te quero despudorada Te quero espevitada, amor Eu quero um amor Eu quero um amor Espevitado
Te quero nua Sem roupa neste instante Te quero crua Em pelo e petulante Te quero toda insolente Te quero toda indecente Te quero indecorosa Te quero poderosa Te quero toda assanhada Te quero espevitada, amor Eu quero um amor Eu quero um amor Espevitado
Escrito por Vladimir às 08h23
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Amélie Poulain

Poxa, adorei o DVD O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, sobre uma moça que passa a ajudar as pessoas se envolvendo em várias situações inusitadas. Na época que saiu, não animei de vê-lo porque li várias críticas ranzinzas, típicas da época do Oscar (onde concorreu a melhor filme estrangeiro).
É um daqueles filmes onde o acaso tece uma teia de acontecimentos de forma inacreditável, recurso que, quando bem construído, eu me amarro. O ganhador do Oscar desse ano, Crash – No Limite, também é assim, mas a temática é bem diferente. Enquanto Crash é um drama com suspense que fala de preconceito, Amélie Poulain é uma comédia romântica, que trata de pessoas com manias e coleções bizarras. O lado romântico e das armadilhas do acaso tem um quê de Os Amantes do Círculo Polar, um dos meus filmes favoritos de todos os tempos. E a atriz Audrey Tautou está bem lindinha. Adorei!
Escrito por Vladimir às 08h27
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Zé Carioca, Rosinha Rocha Vaz e Aurora Miranda
Lembro-me que quando uma ex-namorada minha estava indo para a Disney, eu lhe encomendei a difícil tarefa de me trazer um autógrafo do Zé Carioca. Apesar de ser um filho pobre da grande família Disney, sempre me amarrei nas estorinhas dele, e até hoje ainda compro o gibi vez em quando. Gosto particularmente das desventuras de Zé, sempre durango e folgado, com sua namorada, a lindinha Rosinha Rocha Vaz, filha de um ricaço.
Se há muito marmanjo que já babou por cartoons como Betty Boop e Jessica Rabbit, os traços de Rosinha (principalmente a versão dos anos 90) já foram meu sonho de consumo: baixinha, cabelos pretos, pernocas roliças. Além disso o amor dela tão fora do bom senso pelo malandro era cativante.

O que pouca gente sabe é que a personagem Rosinha no início se chamava Aurora, pois foi inspirada na irmã de Carmen Miranda, a também cantora Aurora Miranda. A Disney se inspirou em Aurora porque ela dança com Zé Carioca nas origens do personagem, o filme/desenho Você já foi à Bahia?, de 1942, já despertando a paixão do papagaio desde essa época. Só por ser a inspiração de Rosinha, quando se anunciou a morte de Aurora Miranda em dezembro último eu senti tristeza, apesar de eu não conhecer a carreira dela (na verdade, só a vi cantando os Quindins de Iaiá do filme).
Uma pena que não se desenham mais estórias inéditas do Zé Carioca com ou sem sua namorada periquita, espero que isso mude. Ah, a minha ex-namorada acabou trazendo sim o autógrafo de Zé num guardanapo. Estava assinado um grande “Joe Carioca”. Mas, em letras pequenas: “Made in Paraguay”. humpf
Escrito por Vladimir às 08h43
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Uma bossa nova minha (para espantar a tristeza)
O meu samba (Vladimir - 1995)

O meu samba vai falar de alegria Que eu tenho alergia A tristeza e dor E a saudade hoje não me alcança É só com a esperança É que ela tem valor
Não venha me falar de choro Não se junte a esse coro Deixe de maldade Pois, meu amor, eu vou cantar sorrindo Não vê que eu tô tinindo De felicidade
Hoje eu vou falar de flor Vou falar de amor De mar e paixão E a palavra melancolia Não entra na poesia Desta canção
Minha garota está aqui comigo E sou correspondido Nesse amor tão raro Nunca teve distância, nem teve vintém Nem nada, nem ninguém Que nos separaram
E o que canto não é nem dez por cento De todo sentimento Que me invade agora Aqui em casa é só alegria pura E toda armagura Fica de fora
Hoje eu vou falar de flor Vou falar de amor De mar e paixão E a palavra melancolia Não entra na poesia Desta canção
Hoje eu vou olhar pro céu Vou falar de mel E do coração E a palavra melancolia Não entra na poesia Desta canção
Escrito por Vladimir às 08h31
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Ninguém me Ama
Uma das músicas brasileiras que aparece no meu Top10 de todos os tempos é Manhã de Carnaval, uma pequena obra-prima de Luiz Bonfá e Antônio Maria composta para o filme Orfeu do Carnaval. Antônio Maria era uma figura tarimbada dos anos 50 aqui no Rio, cronista, compositor e sobretudo boêmio. Há uns anos, li o diário que ele escreveu somente por um mês: ao mesmo tempo elegante e coloquial; garboso e confessional, pitoresco e rotineiro, como os melhores blogs de hoje em dia.
Mas eu queria falar de música de fossa, de dor-de-cotovelo, especialidades de vários artistas antigos, como o compositor Lupicínio Rodrigues e a cantora Maysa. O Antônio Maria escreveu uma das mais emblemáticas, chamada Ninguém me ama. Olha o pedaço da letra, mais sarjeta impossível: “Ninguém me ama, ninguém me quer / Ninguém me chama de meu amor (...) Cansaço da vida, cansaço de mim / Velhice chegando e eu chegando ao fim”. Quando eu era menor, minha mãe cantava isso pra mim, para zombar das minhas queixas de que ninguém gostava de mim.

Não se fazem mais músicas de fossas como antigamente. Mas, sabe, eu acho que talvez esteja na hora da volta delas, só ainda não descobriram. Desde Anna Júlia dos Los Hermanos, até no rock tem pipocado letras melancólicas, de amores perdidos, mas nada tão radical. Talvez esteja faltando coragem para, no século XXI, alguém soltar a voz em palavras explícitas, sentimentos que estão dentro do coração de tanta gente por aí. Eu, por exemplo, certamente gostaria de ouvir canções com palavrinhas na mesma linha da de Antônio Maria: Ninguém me ama, ninguém me quer...
Escrito por Vladimir às 08h28
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Sobre os resultados do Oscar

Desde o primeiro comentário aqui, o meu preferido era Crash - No Limite, que acabou vencendo para Melhor Filme. Realmente, é o único que traz surpresas reais na trama. Tem bons clichês, daquelas coincidências inacreditáveis, aliados a cenas de tirar o fôlego. Os outros indicados são boas realizações mas a verdade é que achei bem previsíveis.
Revisando meus posts, Crash não entrou no meu Top10 do ano passado, mas apareceu no meu Top5 dos melhores do Festival do Rio. Realmente, na época eu o assisti no meio de uma maratona de filmes, e parecia uma produção que jamais ia ganhar notoriedade; talvez eu não tenha prestado melhor atenção. Mesmo assim, eu comentei que gostei muito, e vou até tentar revê-lo com outros olhos.
Gostei que King-Kong ganhasse 3 Oscars, mesmo que tenham sido todos técnicos. Achei que foi um injustiçado por sequer ter tido nenhuma indicação nobre. O próprio Mr. Bochechas Rosadas (Rubens Ewald Filho) comentou ontem que “em outras épocas, teria tido mais indicações”. Também gostei da Rachel Weisz ter ganho o prêmio e agradecido ao Fernando Meirelles. Mais moral para o nosso brazuca, né? Ela estava uma grávida tão bela quanto a do filme.
Por fim, adorei ver a Reese Whiterspoon, cuja carreira eu acompanho – e admiro – desde o excelente Eleição, ganhando um Oscar. E a que achei mais linda de ver foi novamente a Nicole Kidman que, na minha opinião, ainda é algo inatingível entre as estrelas de hoje em dia.
Escrito por Vladimir às 08h21
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
ABC do Amor

Vi ABC do Amor, uma joiazinha sobre garoto de 10 anos que se apaixona por menina de 11. É muito fofo, parece aquela série Anos Incríveis, inclusive com a narração do garoto em off, só que mais moderninho e mais divertido.
O título original Little Manhattan se justifica pelo fato do filme ser também uma das melhores declarações de amor a New York que já vi. A cidade é também um personagem, parece até um lugar aprazível e romântico.
E para quem, como eu, foi um garoto extremamente tímido, as cenas em que ele trava e não consegue tomar iniciativas são pura nostalgia...
Escrito por Vladimir às 08h41
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Capote

Com Capote, terminei de ver as cinco obras indicadas ao Oscar de Melhor Filme. É uma boa produção, porém mais porque tem uma estória instigante, do que pela própria realização em si. Entre os cinco, ainda fico com Crash – No Limite.
Nos anos 50, o escritor Truman Capote (naturalmente afetadííssimo, se é que isso é possível) resolve escrever um livro sobre um rapaz condenado à morte por chacinar uma família. A parte mais interessante é o conflito que Capote tem dentro de si entre a afeição com o condenado e uma vontade íntima e cruel que ele seja executado logo para que o livro tenha uma conclusão e seja lançado.
Lembrei daquela história (lenda?) que Camões, à deriva por sofrer um naufrágio, só tinha mãos para salvar ou a sua mulher ou o único manuscrito de Os Lusíadas e teria preferido salvar a obra-prima. Da mesma maneira, com a morte de seu querido rapaz, Capote pôde lançar o livro A Sangue Frio que foi um marco da literatura de não-ficção.
O ator Philip Seymour Hoffman deve ganhar o Oscar; de fato nenhum concorrente que eu tenha visto está melhor. Não que ele esteja genial, mas, vou te falar, já é uma proeza o ator fazer a gente acabar gostando do personagem com uma vozinha tão enjoada.
Escrito por Vladimir às 12h08
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
 |
| [ ver mensagens anteriores ] |
|
 |



|
|
Canto do Vladimir
Perfil
Nome: Vladimir Batista
Idade: 37
Nasceu: Goiás
Mora: Rio de Janeiro
email: vladimir.batista@gmail.com
Conteúdo
Blog de Vladimir Batista, 37, sobre cinema, curiosidades (etimologia (origem das palavras), dicionário, cultura inútil, rankings (top10, top5,...)), música, TV, literatura, minhas criações (letras, poemas, contos, romances, novelas, roteiros de cinema, argumentos), atualidades, minha vida, etc...
|
Histórico
01/10/2009 a 31/10/2009
01/09/2009 a 30/09/2009
01/08/2009 a 31/08/2009
01/07/2009 a 31/07/2009
01/06/2009 a 30/06/2009
01/05/2009 a 31/05/2009
01/04/2009 a 30/04/2009
01/03/2009 a 31/03/2009
01/02/2009 a 28/02/2009
01/01/2009 a 31/01/2009
01/12/2008 a 31/12/2008
01/11/2008 a 30/11/2008
01/10/2008 a 31/10/2008
01/09/2008 a 30/09/2008
01/08/2008 a 31/08/2008
01/07/2008 a 31/07/2008
01/06/2008 a 30/06/2008
01/05/2008 a 31/05/2008
01/04/2008 a 30/04/2008
01/03/2008 a 31/03/2008
01/02/2008 a 29/02/2008
01/01/2008 a 31/01/2008
01/12/2007 a 31/12/2007
01/08/2007 a 31/08/2007
01/05/2007 a 31/05/2007
01/04/2007 a 30/04/2007
01/03/2007 a 31/03/2007
01/02/2007 a 28/02/2007
01/01/2007 a 31/01/2007
01/12/2006 a 31/12/2006
01/11/2006 a 30/11/2006
01/10/2006 a 31/10/2006
01/09/2006 a 30/09/2006
01/08/2006 a 31/08/2006
01/07/2006 a 31/07/2006
01/06/2006 a 30/06/2006
01/05/2006 a 31/05/2006
01/04/2006 a 30/04/2006
01/03/2006 a 31/03/2006
01/02/2006 a 28/02/2006
01/01/2006 a 31/01/2006
01/12/2005 a 31/12/2005
01/11/2005 a 30/11/2005
01/10/2005 a 31/10/2005
01/09/2005 a 30/09/2005
01/08/2005 a 31/08/2005
01/07/2005 a 31/07/2005
01/06/2005 a 30/06/2005
01/05/2005 a 31/05/2005
01/04/2005 a 30/04/2005
01/01/2005 a 31/01/2005
01/12/2004 a 31/12/2004
01/11/2004 a 30/11/2004
01/10/2004 a 31/10/2004
01/09/2004 a 30/09/2004
01/08/2004 a 31/08/2004
01/07/2004 a 31/07/2004
|
 |

|
|
 |