Canto do Vladimir


Um poeminha meu....

Despertando
(Vladimir - 2003)

Quando eu acordei, magrela,
Logo me falaram que ela
É a minha amada esposa.

Não acredito que da morte
Me viria assim a sorte
De ter tão valiosa louça.

Embora olhando sua face
A memória não me abrace,
Já me vejo apaixonado

Por essa tamanha beleza
Que me despertou, princesa,
Com um beijo encantado.

Por que é que eu não me lembro
De um domingo ou de um dezembro
Correspondidos com ela?

Da conquista, de nossas cartas,
Ou das tardes ditas fartas,
De paixão intensa e bela?

Na verdade, não faz mal:
Ao sair deste hospital,
Vou fazer tudo de novo.

Minha linda terá igual
O meu amor original
E terá emoção em dobro.

Minha querida terá tal qual
O meu desejo visceral
E será feliz de novo.



 Escrito por Vladimir às 14h49
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O filme vai ter 3 horas de duração! (estréia 14/12)



 Escrito por Vladimir às 20h08
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Do fundo do baú...

Desenterrei aqui nos meus arquivos, uma espécie de toada caipira que compus há dez anos, baseado nuns escritos do Herbert, amigo meu da época de faculdade. É quase uma “saga” sertaneja, e lembro que declamei de presente quando ele se formou. As rimas são pobres mas a nostalgia é rica.

As Três Marias
(Vladimir / Herbert)

A minha história tem dez anos
Quando deixei a minha terra
Ali deixei chorando
Maria Clara, minha donzela

Morena linda, de olhos pretos
Deixava eu cego, surdo e mudo
Com a beleza de seus olhos
E seus lábios tão carnudos

"Vim pra capital do mundo
Vou ter dinheiro demais
Me espera Maria Clara
Que eu volto pra Goiás"

Meu orgulho era tão grande
E eu fui seguindo em frente
Mas longe da minha casa
Tudo era diferente

Pensei até em desistir
Pensei em ir embora
Saí de casa muito cedo
E talvez não fosse a hora

Mas Maria Clara se casou
Com um Coronel de lá
Minha dor foi muito grande
E então decidi ficar

A vida aqui era dura
Não sabia o que fazer
Até larguei minha viola
Pra tentar sobreviver

Mas o tempo passa logo
A vida corre, o mundo gira
E um dia uma loirinha
Sorriu pra este caipira

Ela era tão alegre
Tão bonita e inteligente
Gostou muito do meu jeito
Simples e diferente

E a paixão nos dominou
Maria Lúcia encheu de luz
Minha vida atribulada
Com seus olhos tão azuis

Eu aprendia muito
Com essa moça da cidade
Estudada e sabida
E ausente de maldade

E as diferenças entre nós
Sempre foram para o bem
Eu falei que só a largava
Quando eu fosse pro Além

Mas não estava dando certo
Viver naquela cidade
Pois meu peito castigado
se enchia de saudades

Saudades da minha terra
Dos prados e dos sertões
Pois me sentia perdido
No meio das multidões

Chegou uma hora que a cidade
Só me dava desencantos
"Eu vou ter que ir embora
Pois não me aguento mais em prantos

A escolha não é minha
Aqui eu não sei viver
Pois um pedaço de mim
Teima aqui em padecer

Esse pedaço que eu falo
Reside aqui no coração
Que vive amargurado
De saudades do sertão

É por isso e muito mais
Que eu lhe digo com pesar
Maria Lúcia, meu amor
Eu vou ter que te deixar"

E assim eu fui-me embora
Pro meu sertão de Goiás
Ia estar sem meu amor
Mas com o coração em paz

Aqui tenho tudo que quero
Sou dono do meu nariz
Tenho meu povo, minha vida
Sou um caboclo feliz

A minha vida agora é fácil
Pois aqui é meu lugar
Mas eu sei que estou carente
eu não tenho alguem para amar

E a cada dia que passa
Vai crescendo uma dor
Uma dor de nostalgia
Dor doída de amor

E deitado e olhando
Para um céu que me abraça
Um céu agora estrelado
Não mais cheio de fumaça

Vejo As Três Marias
Tão bela constelação
Lembro com dor das outras duas
Que marcaram o meu chão

Até que um dia num forró
Uma negrinha atrevida
Se achegou cheia de dengo
E mexeu com a minha vida

Mulher boa, sertaneja
Ela é mesmo de arrasar
Nos seus cabelos tão longos
Eu só quero me enroscar

Sua pele é cheirosa
Pretinha e tão macia
Nessa festa eu conheci
Minha terceira Maria

Ela gostou das estórias
Da minha vida na cidade
E assim me aproximei
Daquela pequena beldade

E foi com essa sertaneja
Com que eu fui me casar
Somos flor da mesma terra
e assim fomos pro altar

E a Maria que eu mais amo
E a quem quero dar crianças
Tem o nome mais bonito
É Maria Esperança



 Escrito por Vladimir às 09h19
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Top10 Minhas Músicas Internacionais Favoritas de Todos os Tempos

12) Cruisin - Gwyneth Paltrow & Huey Lewis
11) Chan Chan – Buena Vista Social Club
10) Can’t take my eyes off of you – Boys Town Gang 
8) Jump Around – House of Pain
9) Aquellos ojos verdes – Nat King Cole
7) Words of Love - Beatles
6) The way you make me feel – Michael Jackson
5) I won’t dance – Frank Sinatra
4) Sabotage – Beastie Boys
3) Born Stubborn – Sepultura
2) Calypso – Suzanne Vega
1) Sexy Motherfucker - Prince



 Escrito por Vladimir às 19h10
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Um pequeno conto meu...

Uma partida de futebol
(Vladimir)

Ninguém entendia como uma garota como Cláudia - expansiva, de bem com a vida, sendo inclusive uma das líderes da torcida do Grêmio daquela pequena cidade - foi se interessar por Iuri, um rapaz mais do tipo intelectual e extremamente tímido. Os amigos da moça zombavam, pois ela já saía com Iuri há uma semana, e os dois não haviam dado, vejam vocês, nem o primeiro beijo!

Cláudia lamentava no barzinho que já levara o rapaz ao baile, ao cinema, ao parque, via que ele tinha vontade de tomar a iniciativa, mas sua timidez sempre o vencia. Não queria tomar a dianteira ela mesma, mas estava ficando difícil. Um dos amigos, Vinícius, sugeriu:

- Por que você não o leva para o jogo do Grêmio, domingo? O nosso time vai golear com certeza, e com aquela alegria contagiante do gol, e tal... quem sabe?

Cláudia gostou da sugestão e, depois, também Iuri, que ficou curioso, pois nunca entrara antes num estádio. Chegou o dia e tudo era novidade para ele: o pequeno estádio lotado, a alegria da torcida, a criatividade e a catarse dos coros e até dos xingamentos hilários. Cláudia explicou que aquele jogo era decisivo e que bastava uma vitória simples para o Grêmio conquistar uma vaga na série B. Iuri estava adorando e sentindo-se muito bem. Os dois sentaram-se na parte de baixo da arquibancada, de maneira que a torcida tinha duas disputas para assistir: o jogo de futebol e a peleja Iuri versus sua timidez. A galera incentivava o time, mas gostava mesmo era quando Iuri, com algum esforço, abraçava e aproximava-se de Cláudia.

O problema foi que, enquanto percebia-se que o ambiente estava fazendo bem a Iuri, que se soltava e até arriscava alguns gritos, o jogo não ajudava nada: já era 44 do segundo tempo e, num zero a zero horroroso, não havia nem sinal do gol que daria a classificação ao Grêmio e, quem sabe?, o esperado beijo do casal. De repente, Iuri, reuniu forças e, depois de hesitar várias vezes, aproximou o seu rosto de Cláudia, a abraçou, e pareceu que “agora ia”. Mas a torcida, que a essa altura havia esquecido o jogo e só prestava atenção no casal, teve uma comoção que culminou no famoso “Beija! Beija! Beija!”. Nem preciso dizer que Iuri finalmente percebeu que estava sendo vigiado por milhares de pessoas. Ele ficou um pimentão e o beijo, que estava por alguns centímetros, não saiu! Mas o mais engraçado foi que o técnico do Grêmio, desolado em seu banco com o desempenho dos seus jogadores, ouviu os gritos da torcida e colocou em campo, meio sem entender, o jogador Benjamim, vulgo Beja, um garoto meio pereba, que só estreara no time principal naquele dia pra preencher o banco de reservas desfalcado por contusões e suspensões. O garoto também não entendeu por que gritaram o seu nome, mas entrou entusiasmado.

Enquanto isso, na arquibancada, Cláudia cansou-se de esperar a bravura de seu amado, e deu o bote: deu um beijo intempestivo, colado, esperado, cheio de ardor em Iuri que retribuiu com a mesma força e a mesma paixão, deslizando seus dedos trêmulos pelos cabelos de sua musa. A torcida deu um grito comemorativo com tremenda força! E, por coincidência, esse berro ocorreu justamente quando a bola sobrou para Beja pela primeira vez. Algo aconteceu nos brios daquele jogador, que saiu da intermediária, deu uma meia-lua num lateral, um chapéu num beque, driblou o goleiro duas vezes e entrou com bola e tudo, no gol mais sensacional que aquele estádio já havia visto! A torcida, que ainda vibrava pelo beijo, emendou uma explosão de alegria, num brado que pôde ser ouvido por todos os habitantes da cidade e até na cidadela vizinha!

Isto é, todos ouviram menos Iuri e Cláudia, que só tinham bocas, olhos e ouvidos um para o outro.



 Escrito por Vladimir às 07h24
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A ginasta brasileira Laís Souza - II



 Escrito por Vladimir às 07h28
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Canto do Vladimir

Perfil
Nome: Vladimir Batista
Idade: 37
Nasceu: Goiás
Mora: Rio de Janeiro
email: vladimir.batista@gmail.com

Conteúdo
Blog de Vladimir Batista, 37, sobre cinema, curiosidades (etimologia (origem das palavras), dicionário, cultura inútil, rankings (top10, top5,...)), música, TV, literatura, minhas criações (letras, poemas, contos, romances, novelas, roteiros de cinema, argumentos), atualidades, minha vida, etc...


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