Canto do Vladimir


Um poemeto meu para (as pernocas da) Cláudia

Para que te quero
(Vladimir)

Ciosas
Pernas
Perni-
Ciosas
São dulce
Sedução
Enlaçam
São canção
Não cansam
Se passam
Em pares
Em Paris

Não perca
Pernocas
Dondocas
Na cerca
Provocam
Que aprovam
Que provar
É momento
Um tormento
Lampeiro
Lá em Bento
Ribeiro

Roças
Coxas
Coisas
Róseas
Entornam
Em tango
Tragando
Gostando
Encostam
Encaixam
Encoxam
Em Caxambu



 Escrito por Vladimir às 08h46
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Pinguim



 Escrito por Vladimir às 08h47
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Basquete e Vôlei

 

Quando eu era menor, eu adorava basquete. Cheguei a praticar, até descobrir que eu nunca seria bom o suficiente na coisa. Na TV, adorava ver a Seleção Brasileira, mas acompanhei pouco a NBA. Eu gostava do Magic Johnson e acho que depois que ele, Michael Jordan e Oscar Schmidt abandonaram, o interesse de uma forma geral baixou muito, né? O time masculino brasileiro também não tem colaborado nos últimos anos, nem foi às Olimpíadas. E as transmissões da TV escassearam até quase acabar.

 

Por isso, são louváveis as transmissões de jogos de basquete do Brasil nos últimos sábados na Globo. Esse esporte anda há tempos muito esquecido aqui. E olha que no caso do feminino não estamos mal, pelo contrário, fomos quarto lugar nas Olimpíadas do ano passado. Pois é, é incrível perceber que a TV brasileira não mostra quase nada do quarto melhor basquete feminino do planeta.

 


Mas até mesmo o Vôlei, do qual o Brasil é o melhor país do mundo, é transmitido muito menos do que se merecia. Várias etapas do mundial de Vôlei de Praia estão sendo ignoradas e, agora, por exemplo acabou de ocorrer uma Eliminatória para o Mundial de Vôlei Feminino e a Globo mal mencionou. Ainda bem que eu tenho SporTV e pude assistir minhas ídolas Jaqueline Carvalho e Cia simplesmente massacrarem os países sul-americanos. Aliás, é impressionante como as transmissões da Globo são boas, aquele tal de Marcus Vinícius é um dos melhores comentaristas do esporte nos últimos tempos, com um timing perfeito. Qualidade também dos replays de vários ângulos no curto tempo entre o ponto e o saque, e das análises táticas com anotações na tela. Basta ver a transmissões capengas de outros países para perceber o quanto a Globo criou um padrão superior.

 


 

Voltando ao critério de transmissões na TV, a verdade é que os Esportes Espetaculares da vida exibem mil eventos de esportes radicais, cheios de patrocinadores, mas mostram muito pouco de esportes olímpicos. Têm tentado melhorar isso com ensaios para o Pan-Americano. Mas acho que poderia ser ainda melhor, criar uma cultura de se assistir esportes como Futebol Feminino (medalha de prata nas Olimpíadas), Handebol (sétimo time feminino e décimo masculino do planeta em Atenas) e o próprio Basquete, tão abandonadinho.

 


 

Nessas transmissões de torneios femininos e masculinos de basquete, em termos de versatilidade de imagens e de comentaristas, ainda está muito aquém da qualidade do vôlei. Os irmãos Bial se preocuparam mais em mostrar a própria paixão pelo esporte e pelos atletas do que serem didáticos. A análise tática, ao contrário do vôlei, foi constrangedora. Além disso, a Globo transmitiu um torneio pequeno masculino e agora está ignorando a Copa América, que é um pré-Mundial. Será que fará o mesmo com a Copa América feminina, que virá a seguir?

 

Mas, enfim, acho que já foi um passo que valeu muito a pena. Que venha mais!



 Escrito por Vladimir às 16h50
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Um pequeno conto meu (um dos meus favoritos)

Ficando com Cláudia

...e finalmente ali, naquela festa universitária, com ambos bêbados, e ao som de “With or without you”, foi que Iuri deu o tão sonhado beijo na boca de Cláudia, sua maior paixão platônica dos cinco anos de faculdade.

Logo depois veio a formatura e não se viram mais, pelo menos até aquela tarde, 10 anos depois, no metrô. Vestida num elegante vestido, ela entrou rapidamente sem notar ninguém e sentou-se olhando para a janelinha, ou seja, para o nada. Iuri sorriu, veio para o seu lado e, de molecagem, colocou a mão sobre sua perna. Cláudia enrijeceu seu corpo e virou-se de forma lenta, estranhamente aterrorizada. Quando viu que se tratava de Iuri, teve dois segundos de hesitação para assimilar, até abraçar seu antigo colega, sinceramente aliviada.

Iuri perguntou se estava tudo bem, mas ela desconversou. Ensaiaram um “o que tem feito?”, mas Cláudia olhava para os lados como se procurasse ou fugisse de alguém. De repente, numa estação, saiu do metrô quase correndo e levou Iuri junto. Atônito, ele deixou-se levar como um cachorrinho pela sua antiga paixão. Subiram para um bairro sujo e velho, e pararam em frente a um ponto de ônibus. Sem pestanejar, Cláudia jogou Iuri contra um muro pichado e descascado e deu-lhe um baita beijo na boca, ávido, afoito mas também com suas mãos trocando um carinho todo atencioso. As respirações ofegantes de ambos confundiam-se com pequenos gemidos de surpresa, de deleite e até de risos daquela situação.

Depois de cerca de dois minutos de um belíssimo beijo, um carro com vidros escurecidos parou em frente a ambos. Cláudia sorriu agradável e, num átimo, entrou no veículo, sem deixar de fitar até o fim os olhos do assustado Iuri. Antes que ele tivesse qualquer reação, o vidro ainda entreabriu, e Cláudia jogou um bilhete que acabara de rabiscar. Finalmente, o carro partiu em grande velocidade.

Iuri ainda ficou paralisado por uns instantes e só depois, quando já estava se acomodando num táxi, é que abriu o bilhete, assim escrito:

“Vc pode ñ ter entendido nada, mas vc acaba de salvar milhares de vidas!”

- Pra onde, doutor? - perguntou o taxista pela terceira vez.

- Pro centro, por favor.



 Escrito por Vladimir às 08h23
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Dolores Duran

Infelizmente, o Brasil não é um prodígio de compositoras, dá até pra contar nos dedos as grandes expoentes de todos os tempos. Nos últimos anos tivemos boas criadoras, como Rita Lee, Marisa Monte, Zélia Duncan e alguns prodígios de Paula Toller, Fernanda Abreu e Marina Lima (esqueci alguém?). Mas antes dos anos 80, só me lembro de duas grandes compositoras brasileiras: Chiquinha Gonzaga e Dolores Duran.

Dolores Duran, versátil cantora de boate dos anos 50, escreveu poucas músicas, até porque morreu cedo, com 29 anos, mas é incrível como todas as suas composições são geniais. Suas letras tinham uma sensibilidade que eu só consigo comparar com Vinícius de Moraes. Ela inclusive também teve parcerias com Tom Jobim. Seja cantos de dor-de-cotovelo ou de carinho explícito, suas palavrinhas conquistam desde os primeiros versos. Como não gostar de canções que começam com:

Ai, a rua escura, o vento frio
Esta saudade, este vazio

Ou então:

Se não é amor
Por que é que eu sinto esta vontade de chorar

Tenho um CD da Nana Caymmi (A Noite do Meu Bem, As Canções de Dolores Duran), só com composições da genial carioca que ouço com prazer frequentemente. Também tenho um ensaio de Maria Izilda Matos, uma espécie de tese de mestrado sobre a cantora. Além disso, o livro Chega de Saudade do Ruy Castro inclui um capítulo sobre sua vida, com diversas curiosidades. Fico fascinado com cada informação que bebo sobre ela.

Tudo isso é pra comentar que na última sexta-feira fui com a Cláudia ao espetáculo “Dolores” no Teatro Café Pequeno no Leblon, onde nos emocionamos com canções que ela interpretava e as que compôs. As três cantoras do show são muito talentosas e carismáticas e a banda tem belíssimos arranjos. Elegante e inesquecível, recomendo!



 Escrito por Vladimir às 08h24
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2 Filhos de Francisco

Li que o cinema nacional está num período de vacas magras. Pudera, o nível dos filmes caiu demais desde 2002 e 2003, que nos deram as obras-primas Cidade de Deus, O Homem que Copiava, Lisbela e o Prisioneiro e divertidas versões cinematográficas, como Os Normais e Casseta e Planeta. Desde então, nada de realmente inovador apareceu nas telonas.

2005 está ainda pior que o ano passado. Em 2004 ao menos houve razoáveis comédias, como Sexo, Amor e Traição, Como Fazer um Filme de Amor e principalmente o injustamente subestimado Viva-Voz. Mas nesse ano está realmente muito fraco,só tinha gostado do bom Bendito Fruto.

Por isso, foi uma boa surpresa ver 2 Filhos de Francisco, sobre a vida de Zezé di Camargo e Luciano. Eu não gosto de breganejo, mas tinha três motivos para ver o filme:

1) A crítica elogiou. Nem sempre ela tem razão, mas dessa vez concordei. Bom roteiro e boas atuações, principalmente do Ângelo Antônio, de quem nunca fui fã mas que nesse filme simplesmente arrasou. Quando a gente acha que o personagem perde o espaço, ele volta no final de forma triunfal. Muito bom mesmo.

2) Dira Paes, de quem sou fã. Ela está mais uma vez ótima no papel de mãe dos meninos cantores, e sua interpretação inteligentemente contida dá mais brilho ao filme. Acho bom que esse filme tenha uma boa bilheteria para o público ver Dira numa interpretação diferente da Solineuza, né?

3) Lembranças de Goiás. Realmente foi emocionante ouvir falar de cidades e elementos de minha terra. Pena que o sotaque dos atores não foi perfeito. Aliás, lembrei no final dos anos 80 de uma dupla que se esmerava pelos barezinhos e comícios de Goiânia, Zazá e Zezé, que não aparece no filme, mas que me deu uma medida real do esforço do cantor em busca do sucesso naquela época.

O filme não é uma obra-prima, às vezes se arrasta um pouco, e achei a trilha repetitiva demais. Mas no final, houve outros motivos inesperados para eu gostar muito. A estória dos irmãos meninos indo embora de casa juntos, sendo que um deles queria muito e o outro nem tanto por ser mais apegado à casa identifiquei totalmente comigo e meu irmão Vinícius que também saímos juntos de Goiânia.

E, confesso, com esse filme chorei aos borbotões como há muito não chorava, pagando mico mesmo. Mas foi um choro bom, um choro que só tenho em filmes que realmente têm qualidade.



 Escrito por Vladimir às 10h27
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Elba

Se eu fosse fazer um Top5 dos melhores shows que já fui na vida, incluiria um show do Ozzy Osbourne em 1996 ou 97 no Pacaembu, pelo Hollywood Rock, outro da Banda Mel, acho que em 1998, numa casa de shows da Rua Robert Kennedy em São Paulo. Mas também incluiria um show em 1983 ou 1984 da Elba Ramalho no Canecão, um dos primeiros que vi na vida.

Elba estava lançando o melhor LP dela, que se chamava Coração Brasileiro, que tinha os sucessos “Banho de Cheiro” (“Eu quero um banho de cheiro...”), “Toque de Fole” (“Dedo do couro é pandeirada...”), “Canção da Despedida” (“Já vou embora, mas sei que vou voltar...”), uma versão para “Ai que saudade de ocê” (“Não se admire se um dia, um beija-flor invadir...”), e outras mais desconhecidas mas que ficaram no meu coração como a gostosa “Chororô” e “Se eu fosse o teu patrão”, esta uma parceria com o Chico Buarque. Céus, como eu ainda não tenho esse CD?!

Pra falar a verdade, não me recordo muita coisa do show. Lembro que eu era um dos poucos da platéia que conseguia acompanhar a letra de Toque de Fole. Mas também me lembro de ter ficado meio que hipnotizado, maravilhado por aquele novo elemento de minha vida, o "show", que se tornaria uma das minhas grandes paixões.

Lembrei disso, porque ouvi anteontem no rádio um novo som da Elba em parceria com o Dominguinhos (aliás, ela é uma especialista em parcerias, né?), uma bela canção do Tato – acho que é aquele do Falamansa - e achei muitíssimo saborosa. Falando em Top5, já incluo na minha lista das melhores músicas do ano. Olha um pedacinho da letra:

Que é pra ver
Se ainda há brilho nesse teu olhar
Que é pra ver
Se essa canção ainda te faz lembrar
De tudo aquilo que teu coração
Custa esquecer
Quero ver
Se ainda emociono você

(de “Chama” (Tato) interpretada por Dominguinhos e Elba Ramalho)



 Escrito por Vladimir às 08h57
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A cantora novaiorquina Suzanne Vega



 Escrito por Vladimir às 08h09
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Toranja e Babosa

Às vezes estratégias de marketing mudam o uso de palavras correntes em português. Por exemplo, antigamente era comum achar shampoos de Babosa. Mas hoje em dia só se fala Aloe Vera, o nome científico da mesma planta. Acho que a palavra babosa deve lembrar algo gosmento, sei lá, Aloe Vera parece bem mais chique, né? (Fui olhar no Houaiss, e existe o vocábulo Aloé, com acento no “e”, sinônimo de Babosa; Aloe Vera é mesmo só a designação científica).

Outro caso: lembro que numa lanchonete na Europa dentre os sucos no cardápio vi “grapefruit” e pensei: “Oba! Suco de uva!”. Qual foi a minha decepção de vir um suco alaranjado e azedo, nada a ver com o doce fruto das parreiras. Foi quando eu descobri que grape é uva, mas grapefruit é uma fruta cítrica nada comum no Brasil da época que - pesquisei - em português chama-se toranja. “Toranja? Que nome horrível... Nunca mais vou provar isso!” – pensei.

Muitos anos depois, eu era um bom consumidor do Clight, aquela espécie de Tang diet, sabem qual? Não havia muitos sabores disponíveis e resolvi provar um tal de “pomelo rosa”, o nome me pareceu simpático, provavelmente alguma fruta exótica, até gostei, azedinha. Só muito tempo depois fui saber que se tratava da mesma toranja que havia me decepcionado na Europa. Acho que o cara do departamento de marketing da Clight pensou: “Toranja? Não tem um nome melhor para essa fruta, não?” E aí creio que buscaram do espanhol “pomelo”. Se bem que no Houaiss consta essa palavra "pomelo" também em português.

A propósito, hoje em dia, nem pomelo está sendo usado nas novas marcas com esse sabor aqui no Brasil. Já li algumas vezes grapefruit mesmo.

A esquisita toranja está querendo ficar cada vez mais chique, hã?



 Escrito por Vladimir às 17h12
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A propaganda do ano (até agora)

Volta e meia, venho aqui resmungar sobre o nível da propaganda brasileira nos últimos anos, que tenho achado péssima, cheia de efeitos especiais e vazia de idéias, principalmente a dos principais patrocinadores: cervejas, carros, celulares e bancos. Não vou me repetir aqui, prefiro destacar alguma coisa boa que aparece.

Nos últimos tempos, eu tenho odiado as propagandas da Mastercard, sempre forçando a barra do batido tema “não tem preço”. Teve uma imitando o conto O Homem Nu que ficou tão mal bolada que deu dó; há outras exagerando a paixão pelo futebol.... Mas não pude deixar de gostar daquela do cachorrinho rondando a cada atrás de atenção, muito fofa né?

Mas nesse ano, a propaganda que tenho mais gostado é a do Hot Pocket Sadia, um pequeno lanche congelado com recheio que fica pronto em dois minutos no microondas. Um rapaz (aquele Rafa da MTV, perfeito como “sonso”) está numa loja de eletrodomésticos de olho num aparelho de som. O vendedor chega falando todas aquelas vantagens decoradas do estéreo e de opções de pagamento, e a gente acha que é um reclame do próprio som ou da loja. De repente, um apito soa, o Rafa se vira para um microoondas do lado na loja, retira o lanche e sai comendo. “Valeu, aí!”

Genial! Eu rio toda vez que vejo, não tem nenhum efeito especial mirabolante (na verdade, é só uma cena, deve ter sido bem barato), passa a mensagem perfeitamente do lanche super-rápido, atinge o público jovem, e ainda dá uma sacaneada nos textos de propagandas de eletroportáteis e de lojas do tipo Casas Bahia.

Até agora, na minha opinião, é a propaganda do ano...



 Escrito por Vladimir às 08h18
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A Fantástica Fábrica de Chocolate e Sin City

Ultimamente, alguns filmes têm todas as características que eu adoro e mesmo assim eu os achei só “bonzinhos”. Isso aconteceu ano passado com Kill Bill, e agora novamente com A Fantástica Fábrica de Chocolate.

A refilmagem do filme que era símbolo da Sessão da Tarde nos anos 70/80 tem todos os elementos que me agradam, principalmente as bizarrices do Tim Burton e a interpretação impecável do Johnny Depp. Já disse que Depp, na minha opinião, é o mais carismático ator dessa geração, tudo que ele faz me agrada. No filme, ele novamente está ótimo como Willy Wonka, e é um ponto forte. Há também cenas impagáveis, como os esquilos atacando a menina mimada, ou o Taj Mahal de chocolate derretendo. Mas, não sei bem por quê, eu saí um tanto insatisfeito.

Não sei, achei que o interior da Fábrica teria que me encher mais os olhos, com imagens inesquecívieis, e em seu lugar, vi uns efeitos especiais que achei muito capengas. Mas, enfim, quem sabe eu precise ver de novo para reavaliar. Como eu falei, talvez eu esteja exigente demais...

Por outro lado, gostei muito de Sin City. Acho que li tantas críticas ruins que acabei me surpreendendo positivamente. É uma espécie de Pulp Fiction com visual de HQ. A violência brutal é mostrada com as tomadas (em preto e branco com detalhes coloridos) de quadrinhos com uma perfeição imensa, lembrando o filme Dick Tracy (alguém se lembra?), só que com espírito dos longas do Tarantino (que aliás ajudou seu brôu Robert Rodriguez na direção). Ou seja, é um filme episódico, com violência estilizada, humor negro, personagens bizarros.

O sumido ator Mickey Rourke (aquele inesquecível canastrão de 9 Semanas e Meia de Amor) é o grande destaque, nos faz empolgar logo de início com sua trama. E olha que ele está no meio de um elenco estelar, que tem até a Rory das Gilmore Girls numa ponta como uma prostituta, o que não deixa de ser outra curiosidade.

Talvez as críticas não gostaram porque já conheciam o HQ, e não aproveitaram como eu as bem contadas tramas de vinganças e de amores bandidos. Vê, essa é a vantagem de entrar desarmado e com menos expectativas. No final, eu apreciei, e muito, essa película.



 Escrito por Vladimir às 08h23
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Coisas de neném

Durante a faculdade, descobrimos que um colega de república usava sabonete Pompom. É, aquele mesmo de bebês. Passaram a chamar ele de Pompom, ou o popular Pomp’s. O pior é que depois descobrimos também que ele usava o Shampoo Johnson’s, pode? “Pô, não arde nos olho” – argumentava.

Um outro amigo contava que diariamente passava talco em suas, digamos, partes íntimas. Diante do estranhamento do pessoal, ele declamou: “Meus amigos, o mundo está dividido entre os que usam talco no saco... e os que usarão!” Será?

E vocês, mantêm algum hábito de suas épocas de bebês? Eu não uso nenhum artigo cosmético desse tempo, mas lembrei que tenho sim um costume de quando eu falava gugu-dada! É o de comer papinhas de leite. Eu me amarro, volta e meia em casa coloco no prato Farinha Láctea Nestlé, acúcar, um pouco de leite quente e faço aquele mingauzão, que eu gosto bem denso.

Hum, me deu até vontade agora!



 Escrito por Vladimir às 08h30
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Filmes: Quarteto Fantástico, Espanglês e Nem tudo é o que parece

Uma vez li uma entrevista de algum comediante brasileiro, não lembro qual, falando que infelizmente quando assistia Os Trapalhões ficava tentando adivinhar o final da piada em vez de se desarmar e se deixar surpreender pela graça para rir gostosamente. Às vezes, eu penso que isso está acontecendo comigo em relação ao cinema. Em vez de me desarmar e usufruir do filme, da magia da telona, eu fico tentando adivinhar o roteiro, as fórmulas, as cenas, os finais. Ou isso, ou realmente o cinema anda muito previsível.

Pensei nisso hoje, quando vi um filme de gângsteres inglês ao estilo do ótimo Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes, esse chamado Nem tudo é o que parece, que na verdade se mostrou exatamente o que parecia, sem muitas surpresas. Nesse mesmo estilo, nesse ano, gostei muito mais do mexicano Nicotina, que já comentei aqui. Pensei que alguns filmes ultimamente tem me decepcionado simplesmente por não me surpreender.

Alguns achei realmente muito ruins, como Espanglês, uma comédia romântica politicamente correta demais para ter qualquer graça e com interpretações constrangedoras de tão artificiais. Engraçado como o Adam Sandler cometeu ano passado a melhor comédia romântica dessa década (Como se fosse a primeira vez) e agora fez essa bomba....

Outros filmes, eu não esperava muito mesmo, mas também não achei uma perda de tempo total, como O Quarteto Fantástico. Só a beleza da Jessica Alba, como Mulher Invisível, compensou o roteiro e as cenas de ação, meio fraquinhos. Em todo caso valeu pela nostalgia dos quatro heróis. Em próximos posts, falarei de bons filmes recentes: A Fantástica Fábrica de Chocolate e Sin City.



 Escrito por Vladimir às 21h14
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Uma letra minha (ainda sem música) inspirada nas canções do João Bosco e Aldir Blanc

Samba da Foto
(Vladimir)

Me lembro bem do dia
Do favor que você pedia
Pra eu preencher tua guia
Pra oficina de teatro

Refrão
Tinha que ter... uma,
mas te pedi... duas
fotos... três
por... quatro
Tinha que ter uma,
mas te pedi duas
fotos três
por quatro

Guardei uma no bolso da camisa
Pra te admirar, teu rosto é uma brisa
Na minha praia

Mas você mal sabe que eu existo
E eu arrasto um bonde a olhos vistos
Pra cima da tua saia

Só os loiros aguados são teu lance
E eu pareço não ter a menor chance
No teu coração

Então eu tenho que seguir a minha vida
Tua beleza é lembrança esquecida
Na desilusão...

Mas mesmo assim...

Mas mesmo assim fiquei tão infeliz
Até mandei tirar um raio x
Do coração meu

Foi num laboratório lá na Lapa
Que eu resolvi tirar a chapa
Rapidinho, nem doeu

E tava lá colado no átrio direito
Dava pra ver, com um pouco de jeito
A foto que você me deu!

Me lembro bem do dia...



 Escrito por Vladimir às 08h25
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Canto do Vladimir

Perfil
Nome: Vladimir Batista
Idade: 37
Nasceu: Goiás
Mora: Rio de Janeiro
email: vladimir.batista@gmail.com

Conteúdo
Blog de Vladimir Batista, 37, sobre cinema, curiosidades (etimologia (origem das palavras), dicionário, cultura inútil, rankings (top10, top5,...)), música, TV, literatura, minhas criações (letras, poemas, contos, romances, novelas, roteiros de cinema, argumentos), atualidades, minha vida, etc...


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