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Bruges
Sempre que eu faço um Top5 das melhores cidades que já conheci, nunca faltam Paris (ah, Paris...) e, inevitavelmente, Bruges. Meu sonho é passar minha lua-de-mel nessa cidade no interior na Bélgica, será que um dia eu o realizo?

Essa pequena jóia belga tem elementos para todos os (meus) gostos. Por exemplo, prédios e igrejas com uma bonita arquitetura medieval. Na verdade, poderia ter mais gótico, pois sou vidrado naquelas igrejas cheias de gárgulas e detalhes pontudos, mas eu perdôo essa, as casinhas de bonecas já têm esplendor suficiente. Há também inúmeros museus com arte renascentista. Aliás, para quem gosta de arte, há uma surpresa: na Notre Dame de lá, há uma linda escultura de Michelangelo, a Nossa Senhora com Jesus Menino. Disseram-me lá que é considerada uma das “Pietás” do genial italiano, mas, peraí, “Pietá” não é só a Virgem com Cristo morto em seus braços? Na verdade não interessa, a escultura, toda branca, é linda, e o olhar de Maria tem aquela expressão carinhosa, viva, que só Michelangelo sabia fazer.
A principal atração de Bruges, na minha opinião, são os canais onde passeiam românticas gôndolas. Não à toa, a cidade é conhecida como a “Veneza do Norte”. Depois, quando estive na China, conheci a “Veneza da Ásia”, uma também bela cidade chinesa cheia de canais e gôndolas perto de Xangai chamada Zhou Zhuang. Conheci a original Veneza também, mas curiosamente gostei mais dessas duas “cópias”, por que será? Acho que, para embasar melhor essa polêmica, tenho que fazer o “sacrifício” de voltar à Veneza um dia, né? hehe
Voltando a Bruges, há ainda muitos outros elementos pitorescos. Por exemplo, há um laguinho com cisnes e pedalinhos chamado “Lago do Amor”. Há um canal onde você joga moedas, pois dizem que dá sorte aos apaixonados. Na entrada da cidade, há moinhos de ventos belíssimos. Enfim, a cidade é pequena, mas a cada cantinho a gente encontra algo encantador e romântico.
Ah, e li outro dia que recentemente, Bruges ganhou uma nova atração: uma deliciosa fábrica de chocolates belgas, com visitação aberta ao público e tudo. Huuumm, preciso voltar URGENTEMENTE a esse pedacinho de amor em forma de cidade, gente!
Escrito por Vladimir às 12h19
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Músicas muito, mas muito bregas (mas eu me amarro nelas, fazer o quê?)

Qué, qué, qué Quer casar comigo? Ser mais que bons amigos Que nem o céu e o mar
Qué qué qué, Quer ser pra sempre minha Sereia ou rainha Pra mim tanto faz (Excerpt from: “Quer casar comigo?”, performed by Mr. Bruno and Mr. Marrone)
Hoje é festa lá no meu apê Pode aparecer, Vai rolar bundalêlê
Hoje é festa lá no meu apê Tem birita até o amanhecer (Excerpt from: “Festa no Apê”, performed by Sir Latino)
Escrito por Vladimir às 08h12
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Um adeus a uma paixão de infância
  
Quando eu era criança pequena lá em Anápolis, tomar refrigerante era muito raro. Só em ocasiões especiais minha família comprava aquele litro de Coca-Cola para o almoço. Era tão incomum, que eu adorava cortar cabelo só porque o cabelereiro dava uma garrafa da Antárctica caçulinha como brinde. Lembro de uma conversa com amigos, onde todos desejavam que seu pai fosse alguma coisa diferente do que é. Eu desejei que ele fosse dono de uma fábrica de refrigerantes... pode?
Acho que foi por isso que eu cresci apaixonado por refrigerante, mesmo quando tomar uma Coca se tornou mais comum do que carne-de-vaca. Eu costumava falar que a Coca-Cola foi a melhor invenção do século XIX. Mas não era só a Coca, quando passei quatro meses na Europa, lembro que morri de saudades do Guaraná Antárctica.
Mais para frente, aprendi a gostar dos refrigerantes dietéticos. Há uns anos, fui fisgado indelevelmente pela Pepsi Twist Light, até recentemente tomava o tempo todo. Meu antigo colega de apartamento dizia que para me ver feliz era só me dar um controle remoto da TV a cabo e uma garrafa gelada de Pepsi Twist Light. Não estava longe da verdade, eu tomava às vezes uma pet de 2 litros inteira num dia!
Por isso, é com o coração transbordando de tristeza que eu comunico vossas senhorias que estou cortando o refrigerante. Fiz uma endoscopia que acusou hérnia de hiato e gastrite crônica, e a médica mandou cortar hortelã, café, gordura, pimentas, sucos cítricos e refrigerante. Hortelã, substituo por outras balas; reduzi o café, que na verdade não me faz muita falta; cítricos nunca fui um consumidor ávido... Agora, para não limar da minha dieta gorduras e comidas apimentadas, que eu me amarro e já sei que vou ter de reduzir um dia (mas não agora, ora essa!), tomei a drástica decisão de cortar o refrigerante. Não a zero mas, digamos, agora só "socialmente". Será que consigo? Well, já estou colocando em prática, até estranhei abrir minha geladeira ontem e não ver nenhuma garrafa pet, quando geralmente havia sempre duas ou três.
É... Adeus, Coca-Cola, minha querida melhor invenção do século XIX. Adeus Pepsi, você é simplesmente a “the best” com gelo e limão. Adeus Guaraná Antárctica, minha brasileirinha saborosa! Foi bom enquanto durou... Snif...
Escrito por Vladimir às 08h12
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A jogadora de vôlei pentacampeã do Grand Prix Jaqueline Carvalho

Escrito por Vladimir às 08h31
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Um continho meu...
O iluminador e a bailarina (Vladimir)
 Era uma vez (sempre quis começar um conto assim) dois vizinhos, Iuri e Cláudia, que namoricavam desde quando, com ambos crianças, brincavam juntos, assistiam juntos A Bela Adormecida e ele fingia que sua lanterna era um holofote a iluminar a menina dançando balé no escuro. Já eram apaixonados um pelo outro e sabiam!
Quando adolescentes, Iuri tornou-se eletricista - fazia no-breaks caseiros para o bairro - e Cláudia seguiu uma bem-sucedida carreira de bailarina. Quando ela foi para o Municipal, Iuri temeu que aquele passo fosse o começo do fim do conto de fadas do amor dos dois. Mas Cláudia conseguiu uma vaga de iluminador para seu amado, que até se deu bem na função, apesar do Diretor do Teatro achar meio excêntrica sua mania de brincar com filtros de luz. Mas, curiosamente, a brincadeira de criança tornou-se realidade e Iuri iluminava com devoção o balé divino de sua musa.
Mas Cláudia não parava de se revelar uma bailarina excepcional. Um dia, veio a notícia que agentes do Bolshoi iam assistir sua apresentação e podiam chamá-la para ir à Rússia. Iuri odiou e disse que se recusava a iluminar o show daquela noite. Isso poderia gerar problemas justamente na apresentação da vida de Cláudia e o casal brigou feio. Iuri não queria saber, ia juntar a sua tralha elétrica e ia voltar a fazer bicos no bairro antigo dos dois.
Mas Iuri arrependeu-se e acabou aparecendo para iluminar, com certeza pela última vez, a sua amada. A apresentação estava ricamente produzida, parecia um sonho. No entanto, cada holofote que acendia sobre Cláudia, que estava mais perfeita do que nunca, era uma luz que se apagava na alma de Iuri.
Quando Cláudia ia fazer o mais importante solo, ocorreu um apagão na cidade! O "oooohhhh!" decepcionado da platéia lotada ecoou elevado ao quadrado no coração de Cláudia. Mas Iuri foi rápido: ele havia trazido uma trouxa com seus velhos no-breaks e, como um mago, uniu fios, equipamentos e tomadas e fez uma gambiarra imediata, garantindo a iluminação do palco por algum tempo. A orquestra heroicamente continuou a tocar e Cláudia emocionada voltou aos seus passos divinos. Iuri teve que fazer um exercício com filtros para aproveitar da melhor maneira a pouca luz que sobrava, o que acabou gerando um efeito excêntrico de troca de cores em Cláudia, como na Bela Adormecida, onde as três fadas-madrinha alternavam a cor do vestido da princesa na valsa final. A bailarina executou seus passos com garra e emoção e deu um magnífico espetáculo para os olhos do público.
E o final acabou sendo o mais feliz possível: os agentes do Bolshoi se apaixonaram não só pelo balé de Cláudia, mas também pelo inusitado e genial jogo de iluminação de Iuri, ambos partiram juntos para a Rússia e viveram felizes para sempre (sempre quis terminar um conto assim).
Escrito por Vladimir às 11h48
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A dois metros de Suzanne Vega

Uma noite em 1989, tive um sonho que eu estava nas Ilhas Gregas e lá encontrei Suzanne Vega. Nós dançamos juntos, coladinhos, com ela cantando em meu ouvido sua canção Undertow. Nunca me esqueci desse sonho com a minha ídola, mas eu achava que a possibilidade de vê-la ao vivo era quase nula, pois ela não fazia mais sucesso e dificilmente marcaria shows no Brasil.
Mas em 1997, Suzanne Vega veio sim ao Brasil. Em São Paulo, ia fazer um show no Palace. Fiquei radiante! No primeiro dia de venda de ingressos eu já estava lá, e fui o primeiro a comprar. Paguei cem reais(!) num lugar na primeira fileira, a menos de um metro do palco. Um tempo depois, encaixaram um show dela de graça no Parque do Ibirapuera dois dias antes da apresentação no Palace. Você pensa que me arrependi de ter pago cem paus, sendo que poderia agora ver de graça? Claro que não, fui a ambos os shows com brilho nos olhos.
No Parque, razoavelmente cheio (era 7 de setembro), ela estava super à vontade, conversava com o povo que a acolheu com carinho e que cantou junto seus dois únicos sucessos. O único problema era que ela estava muito longe do povo. Mas lembro do sorriso dela ao ver o público entoando o “ta-ta-tara, ta-ta-tara” de Tom’s Diner. Ela mesmo diria depois em entrevista que foi um de seus melhores shows.
No Palace, ao contrário, o show foi morno. O repertório foi semelhante ao do Ibirapuera (inclusive também foi aberto por um cantor muito legal então desconhecido chamado Zeca Baleiro). A diferença foi uma única canção a mais: Daniella, a tal bossa nova então inédita. Mas o público estava "ausente", eram pessoas levadas pelo patrocinador, acho que a Bosch, que nada conheciam de suas canções (e nem se interessavam). As pessoas me olhavam de esgueio ao me ver cantando com ela todas as músicas. E ela, a própria Suzanne Vega, também olhou para mim, bem nos meus olhos! Juro! Duas vezes! Yes!
Hoje vejo a minha amada Cláudia sempre conseguindo ir aos camarins depois dos shows de seus ídolos, e penso que eu poderia ter tentado também, que tolo que fui. Mas só de ter ficado próximo de minha ídola, já valeu, claro que valeu!
Escrito por Vladimir às 08h04
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Minha ídola Suzanne Vega

Na retrospectiva musical do ano de 1987, vi um clipe da cantora novaiorquina Suzanne Vega cantando “My name is Luka...”, e me apaixonei. Nesse tempo eu ainda não tinha uma cultura musical própria, o meu gosto era guiado principalmente pelo meu pai (Beatles, clássicos) e pelo que estava na moda (Michael Jackson, Madonna). Mas aquela voz suave cantada por aquela bela mulher com cabelos escorridos me tocou no ato.
Comecei a comprar seus LPs que foram saindo, a decorar e traduzir suas letras. Pela primeira vez, comecei a ouvir músicas que ninguém mais conhecia. Em 1991, quando fui comprar os primeiros CDs de minha vida, foram justamente os dela. Até escrevi uma canção em inglês, em homenagem à minha ídola.
Sua poesia era estranha, falava com aquela delicadeza que lhe é peculiar sobre assuntos macabros, como uma criança que é espancada (Luka), soldados que continuam a sentir sua perna depois que a mesma é amputada (Men in a war), uma pessoa amada em coma (Fifty-fifty chance). Mas também contava estórias mais românticas e curiosas, às vezes meio sem pé nem cabeça, mas que davam o que pensar.
Mais adiante, comecei a fuçar sebos por notícias dela (na época não havia internet, ingrata a tarefa de quem queria pesquisar sobre qualquer coisa). Descobri que ela tinha estado no Brasil em 87, de férias, mas teria feito um pocket show num hotel no Rio. Também vi que sua influência maior era o cantor folk Leonard Cohen, que era adotada, que gostava de música brasileira, especialmente Astrud Gilberto, e dizia ter composto uma bossa nova nunca gravada chamada “Daniella”.
Apesar de seu CD mais famoso ser Solitude Standing, de 87, que tem Luka e Tom’s Diner (depois remixado com grande sucesso), o que mais gosto é o 99.9 F, que tem um arranjo meio eletrônico, meio circense, muito bom. Ela não lança nada novo desde 2001, mas meu carinho por suas canções continua muito grande.
No próximo post, falarei do dia em que Suzanne Vega esteve no Brasil e olhou nos meus olhos...
Escrito por Vladimir às 08h47
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Um pequeno poema meu
Escrevinhando (Vladimir)

Hoje eu vou fazer uma dor Com a minha mão de moça Com palavras de louça
Amanhã eu farei amor Vamos ver se fascina Tua curiosa retina
Se um dia eu fizer calor Brotar de tua pele Oxalá revele
Que só sou escrevinhador Pra alumiar o conceito Que tens do meu peito
Escrito por Vladimir às 21h26
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Nostalgia na telona IV

Mas a refilmagem que tenho mais expectativa é a do filme Piranha, prevista para o próximo ano. Isso mesmo, o original, feito na cola do sucesso de Tubarão, em 1978, me marcou a infância e pré-adolescência totalmente. Tive pesadelos com aquelas águas borbulhantes cheias de peixes assassinos, e assisti e reassisti diversas vezes o filme. Gostava tanto que vi Tubarão anos depois e achei bem inferior. Piranha foi dirigido por Joe Dante, que depois se tornou um diretor prestigiado, especialista em caos juvenil (ele faria depois os ótimos Gremlims I, II e Pequenos Guerreiros).
Uma outra coisa curiosa é que fizeram uma continuação simplesmente horrorosa chamada Piranhas II – Assassinas Voadoras. Lembro que fui assistir na maior expectativa e achei lamentável. As piranhas se tornam imbatíveis voadoras, e não tem aquele clima de “será que fulano vai entrar na água?” O filme não tem a mínima noção de timing, de suspense, com cenas constrangedoras de tão mal-feitas. Depois vi que esse filme entrou em vários rankings de “Piores Filmes de Todos os Tempos”, com justiça. Pois bem, sabe quem dirigiu em início de carreira essa bomba? Simplesmente James Cameron, responsável pelos excelentes Exterminador do Futuro I e II, True Lies e pelo maior sucesso cinematográfico de todos os tempos, Titanic. É curioso o mesmo cara fazendo o pior filme e o maior sucesso de todos os tempos, né?
Só espero que essa refilmagem de Piranha faça jus ao original, que marcou a minha vida.
Escrito por Vladimir às 08h55
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Nostalgia na telona III

Lançaram outro dia nos EUA um novo filme do cachorrinho Benji. Eu adorava esse vira-lata, assisti várias vezes um de seus filmes que se passa, acho, na Grécia. Mas adorei principalmente uma aventura em que o Chevy Chase morre e volta num corpo canino para investigar o seu próprio assassinato. (o título original é Oh, Heavenly Dog!). Detestei quando virou uma série, na qual ele contracenava com um robot ET, ou algo assim. E estava feliz com a volta às telonas de Benji, no entanto, as críticas nos EUA não foram boas, que pena.

Também não teve boas críticas o filme A Feiticeira, com a Nicole Kidman, refilmagem da série dos anos 70. Ah, pode até não ser bom, mas só de ver a minha ídola Nicole mexendo o narizinho já vai valer o ingresso (né, Val?)
Escrito por Vladimir às 08h10
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Nostalgia na telona II

Uma aguardada refilmagem é a de A Fantástica Fábrica de Chocolate, como lembrou a Reilla aqui nos comentários. Esse filme virou sinônimo de Sessão da Tarde para a minha geração. Lembro de eu e meus irmãos passando a procurar sempre o bilhete dourado nas barras de chocolate. E cantando a musiquinha “Umpa, lumpa”.
As credenciais da refilmagem são ótimas: é dirigido pelo Tim Burton e estrelado pelo Johnny Depp. Essa dupla já nos deu os grandes Edward Mãos-de-Tesoura, Ed Wood e Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça. Além disso, Depp está atingindo um nível de excelência único: todas as suas interpretações ultimamente estão ótimas, ele tem um carisma, um “jeitinho” que cativa como ninguém.
Imperdível.
Escrito por Vladimir às 07h59
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Nostalgia na telona I

Como King Kong, andam refilmando mais produções que marcaram a minha infância e minha pré-adolescência. Nesse último fim de semana, estreou o Quarteto Fantástico (ainda não vi), e já li que vão fazer um filme da Mulher Maravilha. Será que vão achar alguém tão marcante quanto a Linda Carter? Ouvi dizer que uma atriz brasileira, radicada nos EUA, está no páreo.
Também está vindo aí Superman Returns, finalmente uma nova aventura décadas após as do saudoso Cristopher Reeve. Também vem aí, Indiana Jones IV. Será que Harrison Ford ainda dá no couro? Outras promissoras produções à vista: uma refilmagem de O Destino do Poseidon e versões em carne e osso de desenhos, como um filme dos Smurfs, outro de Alice no País das Maravilhas, outro do Speed Racer...
Nos próximos posts eu comento as refilmagens que eu mais espero, como A Fantástica Fábrica de Chocolate e A Feiticeira...
Escrito por Vladimir às 08h20
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A atriz britânica Kate Winslet

Escrito por Vladimir às 18h28
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King Kong vem aí, la la la la la la!

O que mais gostei no cinema no último findi não foi de Guerra dos Mundos e sim do trailer da nova versão de King Kong, que vai estrear em dezembro.
Eu era moleque quando assisti a versão dos anos 70, e me lembro de duas coisas: da decepção pelo fato do gorilão não escalar o Empire States e não destruir aviõezinhos (justamente a única referência que eu tinha da estória) e, principalmente, da sexy Jessica Lange sendo despida pelo dedo gigante de Kong (foi uma das primeiras noções que tive da “sensualidade” de uma mulher). Mais até por causa dela do que dele, o filme me agradou. Ainda bem que não assisti a malfadada Parte II, presente em um monte de listas por aí das piores sequências cinematográficas.
Recentemente, reparei que a primeira versão de King Kong, de 1933, ao contrário, figurou em diversos Top100 de Melhores do Século. Qual foi a minha surpresa de ver um DVD dessa versão original a "12 real" nas Lojas Americanas. Comprei.
Há uma característica que difere da refilmagem dos anos 70: na original a maior parte do filme se passa na ilha, onde há diversos monstros pré-históricos, um verdadeiro Jurassic Park (aliás, descobri que Spielberg claramente se inspiraria nesse filme em seu maior sucesso). A parte que se passa na cidade é mais curta e fica bem para o final. Considerando que a nova versão pretende ser fiel ao original, isso talvez impaciente o espectador que queira ver o bicho no meio dos prédios logo. Mas a paixão da fera pela bela fica bem mais clara aqui. Pela pequena loira que cabe na sua mão, o macaco gigante enfrenta com bravura diversos dinossauros e dá pra sentir melhor sua paixão impossível. E o Empire States e os teco-tecos estão lá!
A novíssima versão está sendo dirigida pelo Peter Jackson, de O Senhor dos Anéis, e conta com a Naomi Watts como mocinha. O trailer mostra a recriação com grandiosidade de mundos diferentes do nosso, uma especialidade do diretor. Sabiamente, ele não atualizou a estória como foi feito na primeira refilmagem, essa se passa no começo do século. Há cenas de lutas de monstros pré-históricos e a imagem só insinuada do King Kong, apesar de digital, parece assustadora e cativante, exatamente como deve ser. Um filme de ação, com dinossauros, com uma grande paixão platônica e impossível como mote e com cenários e efeitos especiais de grife... É, promete...
Escrito por Vladimir às 08h24
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Um pequeno conto meu...
A molecagem do Padre Mário

Iuri observava as águas imperiais do Paranaíba. Ele tinha o coração partido e estava prestes a se atirar da ponte, mas quem se importava? A cidadezinha estava era em polvorosa por causa do jovem Padre Mário que, não só largara a batina e a religião, mas também resolvera, de pura molecagem, ir revelando todos os segredos do confessionário.
Foi um rebuliço: todo mundo ficou sabendo das confidências mais que secretas da cidadela: dos fetiches eróticos da Beata Risoleta à homossexualidade do Capitão Silveira... A Dona Carola largou o marido ao ficar sabendo que ele a traía, e Mariazinha deixou o namorado que copiava poesias clássicas fingindo que era dele. Mas pior foram os casos de polícia: prenderam o assistente do Juca da Venda que roubava o caixa e também encarceraram o jagunço Cícero que tinha tido a caradura de confessar ao padre todos os seus assassinatos. Nem é preciso dizer que a vida do ex-padre passou a correr perigo; muita gente queria ver a caveira dele, a começar pelo bispo, que o excomungou solenemente pela falta de respeito à Igreja.
O caso ficou famoso e uma reportagem do Fantástico, com Maurício Kubrusky e tudo, estava justamente entrevistando o sarcástico padre, enquanto ali ao lado, na ponte, Iuri curtia sua última melancolia. Ninguém se importava com o pequeno drama de Iuri, cujo amor platônico - a moça Cláudia - estava se casando naquele momento do outro lado da cidade. Iuri debruçou-se no parapeito e ia pular! As águas corriam como uma navalha gigante, Iuri soltou um pé e, céus, estava pulando... quando se ouviu o grito do Padre Mário:
- Nãão!! Iuri, estás louco? - Iuri conseguiu se segurar; as câmeras captavam toda a cena - Meu filho, por que queres acabar com tua vida, se há uma mulher que está contando com ela, e só com ela, neste momento?? - O que está dizendo, padre? - Iuri soluçou assustado. - Não és apaixonado por Cláudia? Pois então, ela também te ama com toda a alma!! Juro! Ela já me confessou isso várias vezes! Só está casando com outro porque tua timidez a fez pensar que nada querias com ela! Monta teu cavalo e evita esse erro!
E não é que esse tal de Maurício Kubrusky é mesmo um repórter de sorte? Além da cena desse diálogo salvador, conseguiu registrar a de uma noiva largando tudo no altar e partindo a cavalo nos braços do seu amado!
Escrito por Vladimir às 08h17
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Batom na cueca

Nos últimos dois meses, todo santo dia no Jornal Nacional, eu e meu colega de apartamento ficamos esperando em que momento vai aparecer a imagem do tal de Maurício Marinho embolsando 3 mil reais. Reparem só, é batata, mais cedo ou mais tarde no noticiário, lá está ele enfiando o maço no bolso com a maior cara de “normal” do mundo. Com certeza, essa imagem vai estar na retrospectiva da década, em 2010, como um dos flagrantes mais emblemáticos da corrupção brasileira. Mesmo assim o cara não só está solto, como foi depor na CPI na condição de “testemunha” ou no máximo de “suspeito”de corrupção. Como assim, “suspeito”?
Sou a favor de constar no código penal o crime “batom na cueca”, aquele que não tem desculpa. Um cara como esse Marinho deveria ir imediatamente pro xilindró. O cara é responsável por Compras numa estatal e, numa reunião com fornecedores, embolsa 3 mangos... Que desculpa pode haver para esse flagrante? Condenação sumária para ele, por favor economize o meu dinheiro em longas sessões de julgamentos, recursos, liminares e coisas do tipo.
O mesmo para o Waldomiro Diniz cobrando propina do esperto Cachoeira, ou aquele deputado André Luiz que também claramente pediu em gravações telefônicas grana ao mesmo dono de bingos (além de confessar já ter matado antes, cruzes). Não tem desculpa, poupemos toda a grana pública a ser aplicada nos tribunais e ponhamos esses caras atrás das grades já!
Escrito por Vladimir às 08h14
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Guerra dos Mundos

A primeira metade é excelente, mas a segunda metade não deixa o filme se tornar um destaque do ano. Do ótimo cinema catástrofe do início, passa-se a um suspense psicológico, quase uma imitação mal feita daquele filme Sinais. Incrível como o aprendiz M. Night Shyamalan, tem superado ultimamente o mestre Spielberg na arte do suspense psicológico.
Até o final anticlimático, que no filme original dos anos 50 dava um charme redentor, nesse fica parecendo simplesmente que não se conseguiu achar um desfecho melhor. Acho que o filme vale o ingresso pela primeira metade arrebatadora mas, apesar da patriotada ridícula, ainda prefiro Independence Day.
Escrito por Vladimir às 15h45
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Canto do Vladimir
Perfil
Nome: Vladimir Batista
Idade: 37
Nasceu: Goiás
Mora: Rio de Janeiro
email: vladimir.batista@gmail.com
Conteúdo
Blog de Vladimir Batista, 37, sobre cinema, curiosidades (etimologia (origem das palavras), dicionário, cultura inútil, rankings (top10, top5,...)), música, TV, literatura, minhas criações (letras, poemas, contos, romances, novelas, roteiros de cinema, argumentos), atualidades, minha vida, etc...
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Histórico
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