Canto do Vladimir


O que ler?

Vou viajar amanhã por uma semana, e não sei o que levar para ler.

Depois que levei mais de um ano para ler Grande Sertão: Veredas, tenho lido vários livros, mas poucos tem me agradado. Primeiro peguei Laços de Família da Clarice mas, apesar de ser um livro maravilhoso, não consegui me empolgar. Isso porque, depois de ler Guimarães Rosa, sinto vontade de ler coisas mais leves e descartáveis. E Clarice Lispector, assim como Rosa, exige uma leitura cuidadosa e concentrada.

Li, então, o novo do , gostei mais ou menos. Comprei o livro sobre o Jornal Nacional, e esse eu tenho lido devagar mas com gosto.

Um livro que gostei muito foi Caixa Preta, de Ivan Sant`anna com relatos sobre desastres aéreos brasileiros. Adorei os detalhes dos acidentes e, por não saber os desenlaces, valeu como uma literatura de suspense também. Gostei tanto que comprei outro livro do mesmo autor, Carga Perigosa, dessa vez um romance sobre roubos de caminhões. Não deixa de ser interessante, mas não me cativou totalmente. Achei que eu deveria procurar algo mais na linha de Caixa Preta, relatos detalhados de desastres. Então me interessou um romance sobre um acidente da TWA nos EUA, chamado Fora de Controle. A Cláudia percebeu meu interesse e me deu o livro de presente. Mas estou decepcionado. Já passei da metade e o romance não é sobre o acidente e sim sobre agentes do FBI que o investigam e uma suposta teoria da conspiração de que teria sido terrorismo. Nem sei se vou terminar de ler.

Pois bem, hoje fui à livraria para escolher algo para ler na minha viagem de amanhã. Pensei: "será que insisto em procurar algo sobre desastres?" Mas sequer achei, e saí sem comprar nada. Já resolvi: vou terminar de ler o livro que emprestei de meu irmão há uns anos, Febre de Bola do Nick Hornby, sobre a vida de um fã de futebol. Havia começado a ler, mas acabei desinteressando. Mas, acompanhando muitos jogos da Seleção ultimamente, me deu curiosidade. Vamos ver se termino.



 Escrito por Vladimir às 18h59
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Batman, Nicotina e Oldboy

Gostei de Batman Begins, é mesmo um filme muito bom. Bem roteirizado, bons diálogos, com o clima apropriado do herói dark. Há boas cenas de ação também, principalmente aproveitando como nunca antes o batmóvel. Mas o melhor é o drama humano, do rapaz que vence suas fobias encarando-as de frente, como literalmente Bruce Wayne o faz, numa das boas cenas do filme. A mensagem edificante de mudar o mundo aos pouquinhos, sem fazer o mesmo jogo do bandido também é bem passada. Talvez falte um romance mais convincente e um vilão mais versátil, mas são pecados pequenos (que poderão ser corrigidos nas sequências) diante de um ótimo filme de herói que vale muito o ingresso.

Nesse fim de semana também vi Nicotina, um filme mexicano excelente. Um grupo de hackers tenta vender dados bancários roubados à máfia russa e um mal-entendido coloca tudo a perder, criando uma teia de situações inusitadas e tragicômicas. Um ótimo filhote de filmes como Pulp Fiction, Fargo e Vamos Nessa com o mesmo clima de comédia de erros, tiros, mortes, personagens curiosos, humor negro, trilha sonora divertida e situações bem urdidas. E ainda é em tempo real (como no seriado 24hs), o que dá um charme a mais. Não percam!

Aliás, falando sobre filmes não-americanos bons e violentos, lembrei que não comentei aqui sobre o coreano Oldboy. Um cara um dia acorda preso num quarto, onde fica por quinze anos sem saber por quê. A película começa surrealista, meio sonho meio realidade, como em Vanilla Sky, o que me fez achar que não seria grande coisa. Quando o personagem finalmente sai, a trama já fica parecida com o Conde de Monte Cristo, com o cara dedicando sua sobra de vida para descobrir quem e por que fizeram isso com ele e, logicamente, para se vingar. Meu interesse foi crescendo. Aos poucos, vai se descortinando uma trama cheia de pistas falsas e verdadeiras que se encaixam de maneira totalmente surpreendente no final. A solução da história é tão bem sacada que é o grande destaque para este filme bem violento, a ponto de exigir bom estômago, mas nem por isso menos genial.



 Escrito por Vladimir às 08h14
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Você já foi testemunha da História?

Uma das coisas legais do livro que estou lendo sobre o Jornal Nacional, é ficar lembrando onde eu estava quando ocorreram fatos históricos. Todo mundo se lembra onde estava no 11 de Setembro, mas será que você se lembra onde estava quando o Muro de Berlim caiu?

Nessa época, 1989, eu estava fazendo o terceiro colegial no Anglo de Campinas, e me lembro que a minha turma fez uma camiseta com o slogan: “1989, um ano que vai entrar para a história”. Pior que era verdade, pois naquele ano não só ocorreu a Queda do Comunismo, mas também o Massacre da Praça da Paz Celestial, com direito à imagem mais famosa do meu tempo (até 11/9, claro) - a daquele chinês enfrentando os tanques - e, no Brasil, rolavam as primeiras Eleições para Presidente após décadas, e eu, um empolgado idealista com 17 anos, votava pela primeira vez.

Agora, fico imaginando a sensação de repórteres como o Silio Boccanera que, em novembro daquele ano, foi parar na Alemanha por acaso - substituindo Pedro Bial que estava no Brasil cobrindo as Eleições - e se deparou simplesmente com a Queda do Muro de BerlimSilio comenta no livro do JN: “Poucas vezes é possível testemunhar um acontecimento e ter certeza de que a História, com 'H' maiúsculo, está sendo escrita na sua frente. Aquele, certamente, era um deles.”


Lendo o livro, percebi que tive poucas chances de testemunhar de perto a História. Em 1984, eu estava aqui no Rio com a minha família, quando aconteceu o Comício das Diretas, aquele de um milhão de pessoas. Minha mãe pegou a minha irmã Valquíria pela mão e foram para a Candelária presenciar aquele momento. Não me lembro por que não fui, mas hoje penso que por pouco deixei de participar da história.

Minha redenção veio em 1992. O DCE da Unicamp fretou uma quantidade de ônibus para São Paulo, e pude, finalmente, testemunhar um fato histórico.

Era a gigantesca Passeata dos Caras-Pintadas, emblemático ponto de partida para o Impeachment de Collor. Com direito a ter pintado na minha bochecha direita “FORA”, e na esquerda “COLLOR”...



 Escrito por Vladimir às 08h48
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Rapidinho, alguns filmes que vi...

Sr. e Sra Smith é um passatempo legal, a Angelina Jolie e Brad Pitt estão lindos e com uma boa química, mas os anteriores True Lies e Guerra dos Roses, com temas idênticos, são muito melhores. Gozado que pensei nisso durante o filme, e depois fui ler a crítica do Kleber do Cinemascópio, que cita exatamente os mesmos filmes. Não à toa, ele é meu crítico favorito.

Tentação (péssimo título brasileiro para "We don`t live here anymore") é um bom filme, principalmente no início. Mas, a exemplo do Sr e Sra Smith, há um precedente muito melhor, e dessa vez mais próximo: Closer, Perto Demais. A trama das duas películas é semelhante, sobre mentiras e traições entre dois casais, mas Closer é muito melhor, principalmente no humor e no roteiro. Mesmo assim, Tentação tem seus momentos de brilho, principalmente com as cenas dramáticas da Laura Dern e as de sexo entre Mark Ruffalo e Naomi Watts.

      

Os desenhos Robôs e Madagascar são simpáticos, mas seus defeitos são o inverso um do outro. Os bichos de Madagascar são muito bons, mas o filme é meio parado, na verdade não acontece muita coisa e há poucas cenas de ação. O filme se apóia demais no carisma dos personagens e muito pouco no roteiro.

Robôs, o excesso de ação é que é o problema do filme (aliás, o mesmo ocorreu com Os Incríveis, será que as crianças estão demandando ritmos cada vez mais frenéticos?). Os robozinhos personagens, que têm ótimo potencial, são mal explorados, gerando pouca identificação. Mas o roteiro é bom, e as cenas de ação, apesar de excessivas para o meu gosto, são muito bem feitas. Na média, Robôs é melhor que Madagascar, mas nenhum dos dois se compara com os melhores desenhos de 2003 e 2004 (respectivamente, Procurando Nemo e As Bicicletas de Belleville; ambos entraram no meu Top5 Geral do seu ano).



 Escrito por Vladimir às 08h46
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Amar é...

A maré chegou e pegou Iuri desprevenido, deitado na areia, lânguido sob o mormaço ruim.
A invasão refrescante desbravou de uma vez só suas pernas, suas costas, seu rosto, sua boca. Beijou picantemente suas papilas, suas narinas, seus olhos. Derreteu a areia sob Iuri mudando o seu chão para sempre. E sugou-lhe docemente.
A maré fez Iuri levantar-se, olhar para o oceano à sua frente e sorrir.



 Escrito por Vladimir às 08h27
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Assassinatos na Academia Brasileira de Letras

Jô Soares é um cara que tem ótimas sacadas. Bolou uma estória colocando Sherlock Holmes no Brasil se misturando com personagens reais do final do século XIX; como ninguém havia pensado nisso antes?

Agora teve outra idéia criativa. Se a gente pensar bem, nos clássicos romances policiais do estilo “whodonit” (corruptela de “who`s done it”, no sentido de “quem é o assassino?”), sempre há um ambiente fechado, com quantidade de suspeitos limitados, cheios de vaidades e idiosincrasias. Agatha Christie costumava colocar todos os suspeitos numa vila, num barco, num hotel, ou isolados numa casa, e sempre havia membros da aristocracia inglesa ou da intelectualidade. Então, mais uma vez, como ninguém pensou antes em criar um romance de assassinatos dentro da Academia Brasileira de Letras, com todas as suas pompas e vaidades? Jô Soares mais uma vez teve essa ótima sacada.

É um livro que se deixa ler como passatempo, mas, infelizmente, fiquei um pouco decepcionado. Uma das razões que me interessei pela idéia é justamente a possibilidade de limitar o espaço e as condições dos crimes e de explorar o contato dos imortais, para criar jogos do tipo “onde você estava”, “que horas eram”, “qual foi a última vez que o viu vivo”. Agatha criava uma teia inesquecível de álibis e possibilidades falsas e verdadeiras, prato feito para seus detetives brilharem com deduções lógicas. Mas , como fez em Xangô de Baker Street, prefere adotar como cerne pistas cifradas apresentadas pelo próprio serial killer, como fazia o Charada do Batman. O problema é que essas pistas são impossíveis de serem descobertas pelo leitor. Acabou ficando pouco interessante.

Mas o livro tem elementos bem explorados. se preocupa muito com a pesquisa de época (a história se passa nos anos 20), e cria uma verdadeira enciclopédia sobre uma suposta seita de envenenadores a agir pelo mundo por séculos e séculos. Acredito que quis pegar uma carona na mania por teorias de conspiração inflamada pelo Código da Vinci. Seu detetive é a cara de personagens brasileiros como o Delegado Espinoza do Luiz Alfredo Garcia-Roza, ou seja, metido a intelectual e sedutor de várias mulheres. E aproveita razoavelmente alguns elementos folclóricos da ABL, como o fardão e as cerimônias. Nesses sentidos, se dá bem. Já que adaptou esses elementos com eficiência, podia também ter imitado jogos mais interessantes de deduções lógicas, né?



 Escrito por Vladimir às 08h54
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Sou da época...

Infelizmente não vivi na mesma época de personalidades culturais e esportivas que deixarão marcas para daqui a cem, duzentos anos. Há pessoas que podem falar: “sou da época dos Beatles”, ou “do Elvis”, ou ainda “sou da época do Pelé”... Essas celebridades provavelmente continuarão a ser “lendas” nos próximos séculos. O máximo que posso falar é que sou da época do Dunga, humpf. Ou do Menudo, tsc tsc.... OK, OK, dá pra falar que sou da época do Michael Jackson, o problema é que ele deve marcar a posteridade mais pela sua queda vergonhosa do que pela sua grande contribuição à cultura pop.

Mas poderei dizer que peguei rebarbas das verdadeiras lendas da música e do esporte dos anos 60 e 70.

Em 1981, houve um jogo beneficente da Seleção Brasileira contra a Seleção do Sul do Brasil, no Serra Dourada em Goiânia. O Pelé jogou um tempo, fez um gol de falta, e eu estava lá! Por causa disso, posso falar que já vi de perto o Pelé marcando um gol, yes!

Do mesmo modo, em 1989, vi o show de Paul McCartney no Maracanã, com direito a diversas canções dos Beatles. Foi inesquecível!

E em 1996, liguei um dia o rádio e o locutor anunciava: “Você acabou de ouvir aí o novo som dos Beat... (risos) é isso mesmo, quem diria, o novo som dos Beatles!” Era “Free as a bird”, um refrão inédito do John Lennon que os outros três terminaram para o CD caça-níqueis Anthology. A crítica lamentava que a canção era bem aquém do padrão dos Fab4, mas eu adorei. Ainda hoje, é uma das músicas dos Beatles que mais gosto. O clipe, cheio de referências, também é ótimo. Mas fiquei feliz mesmo foi de ouvir algo novo da banda, um consolo para quem não viveu a “febre da juventude” dos anos 60. (depois, lançariam mais uma canção “nova”, Real Love, que também gosto muito sim, e daí?).

Quanto ao Elvis, tenho que me contentar com aquele ótimo remix Little Less Conversation, lançado em 2002. Não era inédito, mas soava como se fosse. Fechando os olhos e com um pouco de imaginação, dava pra imaginar Elvis gravando um som novo no século XXI, se modernizando sem deixar de ser o rei do rock...



 Escrito por Vladimir às 08h35
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Uma canção que fiz para a Cláudia

Amora
(Vladimir)

Quero provar a tua amora
A tua trufinha agora
Quero provar com meu toque
Dar um pequenino choque
Quero provar o teu dia
A tua sabedoria
Quero provar tua beleza assim
No momento de êxtase
Quero provar tuas amarras
Quero repetir palavras

Repetir palavras, repetir palavras

Eu amo você
Eu só penso em você
Eu quero estar com você

Quero sim,
Vem pra mim,
Pois só assim
Vou provar mais uma vez
Você em mim

Quero provar a tua amora
Que você sinta quem te adora
Quero provar teus recantos
Quero ouvir o teu pranto
Quero provar tua lágrima
Ler todas as tuas páginas
Quero provar o teu cheiro
Quando estiver em desespero
Quero provar as tuas taras
Quero repetir palavras

Repetir palavras, repetir palavras

Eu amo você
Eu só penso em você
Eu quero estar com você

Quero agora,
Aqui fora,
Já é hora
De eu provar mais uma vez
A tua amora

 

Feliz Aniversário para nós, vida!



 Escrito por Vladimir às 08h35
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Cinema 2005 – Finalmente!

Star Wars chegou ao final com um filme de encher os olhos: o Episódio III, chamado A Vingança dos Sith. Não entra no meu selecionado Top20 de melhores filmes de todos os tempos, na verdade nem é o melhor da série Star Wars, mas é um programa que vale muito o ingresso.

Nunca fui um fã fanático da série, mas Guerra nas Estrelas - Episódio IV (o primeiro) foi por muito tempo o filme que eu mais tinha assistido na vida  (ultrapassado depois por De Volta para o Futuro). Por isso fiquei curioso para ver as “prequências” (?) - Episódios I, II e III - e me decepcionei, como todo mundo, com os dois primeiros. Mas o terceiro é a redenção, realmente muito melhor.

Os destaques são:

1) A sequência de abertura, que já considero a melhor cena de ação espacial da história;
2) As lutas de sabre de laser, explorando com boa criatividade as possibilidades desse tipo de duelo (mas continuo achando que depois do filme chinês Herói, todas as cenas de luta do cinema - por enquanto – ainda ficam para trás);
3) A interpretação do ator que faz o vilão Imperador e a do Jedi virtual Yoda (que só perde para o Gollun de Senhor dos Anéis como o melhor personagem gerado por computador do cinema até agora);
4) As amarras no roteiro para se encaixar perfeitamente com o Episódio IV. Muitas reclamações minhas dos outros episódios foram resolvidas (como o fato de R2-D2 e C3PO conhecerem o planeta Tatooine e muitos dos personagens mais velhos que depois eles não reconheceriam; ou os vários exércitos de robôs que dominam os primeiros episódios, mas que "misteriosamente" somem depois).

Grande filme. Já decidi: vou ver de novo nesse fim de semana!



 Escrito por Vladimir às 08h16
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Cinema 2005 – Um bom filme nacional

Bendito Fruto

Fui assistir pensando que era uma comédia de costumes carioca. Realmente é, mas os personagens são mais profundos do que se deveria exigir nesse estilo de filme. Todos os atores estão bem, em especial o triângulo amoroso Otávio Augusto, Vera Holtz e Zezé Barbosa. Além disso, o roteiro é bem cuidado e há uma reprodução perfeita da classe média baixa do Rio, como vi poucas vezes. E os toques de melodrama, com referências às novelas, elemento de nossa cultura pouco aproveitado no cinema, dá um charme a mais. Não é um "espetáculo" mas é por enquanto o melhor filme brasileiro do ano.



 Escrito por Vladimir às 08h26
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Canto do Vladimir

Perfil
Nome: Vladimir Batista
Idade: 37
Nasceu: Goiás
Mora: Rio de Janeiro
email: vladimir.batista@gmail.com

Conteúdo
Blog de Vladimir Batista, 37, sobre cinema, curiosidades (etimologia (origem das palavras), dicionário, cultura inútil, rankings (top10, top5,...)), música, TV, literatura, minhas criações (letras, poemas, contos, romances, novelas, roteiros de cinema, argumentos), atualidades, minha vida, etc...


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