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Cinema 2005 – Bons filmes
Parece que finalmente bons filmes estão começando a passar no circuito em 2005. Hoje vou falar de A Queda. Nos próximos dias, falo do bom brasileiro Bendito Fruto e do ótimo Star Wars - Episódio III.
A Queda! As Últimas Horas de Hitler
 Esse filme alemão que concorreu ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro este ano me surpreendeu. Apesar de se passar a maior parte dentro de um bunker é um dos grandes filmes de guerra dos últimos tempos. O impossível acontece, ou seja, a gente se identifica com aquelas pessoas horríveis no centro de um nazismo desabando. Especialmente o ator que faz Hitler que alterna com perfeição a força e a debilidade que o ditador viveu naquele momento. Destaque também para a mulher de Goebells, o chefe da propaganda, que leva sua ideologia às últimas conseqüências ao envolver seus próprios filhos em seu radicalismo nazista. Vale muito o ingresso!
Escrito por Vladimir às 17h41
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Um mini-conto meu
Roda-gigante

Subitamente, a energia caiu e a roda gigante parou. Iuri e Cláudia estavam no topo, com a vista de Paris à noite.
Escrito por Vladimir às 17h03
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A melhor música internacional do ano (até agora)

Não tem novidade na música mais gostosa nos últimos meses que o Jack Johnson, né? Autor de baladas suingadas, cantadas de maneira sensual, bem apropriadas para um belo de um lual, o cantor e surfista profissional consegue não fazer nenhuma música ruim. Se fosse brasileiro (ele nasceu no Havaí), ele seria sem dúvida o melhor cantor carioca surgido nos últimos anos...
Enfim, chego a abrir um sorriso quando ouço o seu último sucesso: Sitting, Waiting, Wishing. Até o clipe é muito bom. Dá vontade de aprender a tocar violão e cantarolar...
Must I always be waiting, waiting on you…
Escrito por Vladimir às 08h17
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Mais anotações para um Top5 de DVDs que vi em 2005
Um corpo que cai

Andei assistindo alguns Hitchcocks, por causa do livro que ganhei de Natal com uma longa entrevista do mestre do suspense por Truffaut. Gostei muito de Festim Diabólico e de Ladrão de Casaca. Mas o que mais me encantou foi esse Um Corpo que Cai (Vertigo), porque tem o que o velho Hitch fazia de melhor: fantasias em cima de fobias, trama policial bem urdida, ousadias no roteiro, cenas inesquecíveis em belas paisagens, um humor sutilíssimo, longas tomadas de suspense... Esse careca era bom mesmo!
O Picolino

Já comentei aqui sobre esse musical (Top Hat, no original) com o casal inesquecível Fred Astaire e Ginger Rogers. Simplesmente maravilhoso, só de escrever aqui para o blog me dá vontade de rever os dois bailando ao som de “Heaven / I’m in heaven...”
Escrito por Vladimir às 08h36
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Vladimir, postando direto de Cannes!!

Infelizmente, o título acima é só um sonho. Mas um dia eu vou participar desse Festival de Cinema, ah se vou! Até me imagino correndo atrás das sessões, dos tapetes vermelhos, dos astros... Sem contar que a Riviera Francesa é por si só uma das regiões que eu mais sonho conhecer.
Esse ano, tenho tentado acompanhar as coberturas online. A da UOL está boa, mas sempre faço questão de ler o melhor crítico de cinema do Brasil (na minha opinião), o Kleber Mendonça Filho, do site www.cinemascopio.com.br, que sempre está por lá no Festival.
No juri de Cannes esse ano há dois ídolos meus: a atriz Salma Hayek e o cineasta John Woo. Já achei Salma linda quando fez A Balada do Pistoleiro, mas ela como Frida foi algo inesquecível. E o John Woo, um ás na arte do filme de ação, famoso por seus tiroteios coreografados em câmera lenta, é um dos meus maiores ídolos. Filmes como A Outra Face (Face-off) e The Killer dele figuram fácil entre os meus Top Favoritos de todos os tempos.
Voltando ao Festival, entre os filmes que me interessam, incluem:
- Match Point- o novo do Woody Allen com direito a uma cena sensual com a linda Scarlett Johannsson (de Encontros e Desencontros). - Sin City – do Robert Rodriguez (A Balada do Pistoleiro), baseado numa HQ (com co-direção do Quentin Tarantino); - Manderlay - do Lars Von Trier. Esse é um diretor que faz filmes pesados, onde a personagem feminina sempre se ferra muito. É dele os ótimos Dogville, Dançando no Escuro e Ondas do Destino. Quero ver o que ele vai aprontar dessa vez.
Sem contar que eles acabaram de ter a pré-estréia de Star Wars Episódio III. Aquilo lá deve estar fervilhando...
Escrito por Vladimir às 16h58
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Novas Aquisições – Que Falta Você Me Faz, da Bethânia
Não paro de ouvir o novo CD da Maria Bethânia, com músicas de Vinícius de Moraes. Sua voz cantada ou recitada parece nos acarinhar num leito de arranjos acústicos e elegantes.

É tão bom, que até é difícil saber qual a melhor faixa: Talvez Felicidade, ou Eu não existo sem você... Não... A melhor faixa é a combinação de Lamento do Morro com Bethânia recitando o Monólogo de Orfeu, que já citei aqui. É de arrepiar, ela canta com alegria e depois recita com força e delicadeza ao mesmo tempo. Aparentemente isso soa paradoxal, pois força e delicadeza são climas opostos. Mas é isso que acontece, a voz é quase sussurrada, mas a força da poesia tem um crescendo que dá poder às palavras. O resultado é uma sensação única.
Pra se ouvir com o volume bem alto, de modo a sentir a voz de Bethânia na veia
Escrito por Vladimir às 08h14
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Anotações para um Top5 de DVDs que vi em 2005
Pontes de Madison

Sempre achei muito difícil para os filmes tornarem críveis romances com um intervalo de tempo curto. Por exemplo, como acreditar no romance de Tinanic, que se desenvolve do zero em dois dias? No caso de Pontes de Madison, o mesmo ocorre, Clint Eastwood e Meryl Streep têm três dias para iniciar e tornar verossímil - e apaixonante - um amor que, ainda por cima, é contra a moral e os bons costumes. Esse tipo de situação só se resolve com uma boa química, e esse é o segredo desse belo filme dirigido pelo próprio Clint, como sempre, com personagens com aspecto humano ressaltados. A química do casal é uma das melhores que já vi.
Insônia

De vez em quando filmes que, em tese, são considerados "menores" me surpreendem. Esse é o caso do thriller Insônia com Al Pacino, Robin Willians e Hilary Swank. Além de uma boa trama policial, o melhor do filme é a sensação que Pacino nos passa de quem não dorme há dias. A gente sente a insônia na pele, e isso vale o filme.
Escrito por Vladimir às 08h58
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Um poeminha meu, metido a engraçadinho
Pra Fazer Amor com uma Princesa (Vladimir)

Fiz uns mal-traçados versos E neles somente peço Pra fazer amor com Sua Alteza
Será que ela recebe Este poeta vindo da plebe Nos seus aposentos de princesa?
Eu não trago nenhum tesouro Pois só o que vale ouro É o meu verso tão sedutor
Sussurado no seu ouvido Para despertar a libido Do meu secreto e nobre amor
Ferverá seu sangue azul Quando eu retirar do baú Todo o carinho a mim ensinado
Pois jamais tão doces beijos Ela terá tido nos Reinos De nenhum Principe Encantado
E será só por reverência Que não verei suas indecências Surgirem do manto que desabotoa
E se Sua Alteza desejar Nós poderemos nos amar Sem que ela retire a coroa
E ao ter esse amor Real Serei o mais feliz mortal Que neste planeta já pisou
E ela abençoará o dia Pois nem uma deusa resistiria A tanta paixão deste trovador
Escrito por Vladimir às 08h21
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Vivendo e aprendendo
Não sei se isso acontece com vocês, mas tem coisas que para a maioria são largamente sabidas mas que eu só aprendo já adulto. Regras de etiqueta, expressões antigas... Há pouco tempo ouvi pela primeira vez a expressão “cortando um dobrado”, que significa “ralando muito”. Ou "ouvido de tuberculoso" no sentido de "audição bem acurada". Da mesma forma, fiquei sabendo que é elegante o homem caminhar com mulher na calçada, deixando-a do lado de dentro da rua. Gente, nunca tinha ouvido falar disso antes!
Para mim as descobertas mais comuns (e hilárias) são quando se tratam de cores, pois sou daltônico. Por causa disso, só na época da faculdade é que fui descobrir que a cerveja não é verde e que a embalagem do Sonho de Valsa não é azul. É sério.
Mas o que me dá mais vergonha é quando descubro que a vida toda eu escrevi alguma palavra com a grafia errada. Por exemplo, só há uns 10 anos que fui reparar que a palavra certa é entretenimento e não entreterimento, como eu pensava. E só dois anos atrás é que fui descobrir que não se diz aterrizagem e sim aterrissagem.
Espero que hoje em dia eu não descubra mais palavras que eu escreva de maneira errada, não quero pobremas pro meu lado...
Escrito por Vladimir às 08h43
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Novas Aquisições – Primeiro CD da Nalanda
Na primeira edição do reality-show Fama, eu fiquei fã da cantora Nalanda, com sua voz poderosa e sua personalidade, digamos, porreta. Suas interpretações de Wave e de El Dia em que me Quieras, por exemplo, foram maravilhosas.
Depois, na longa caminhada para lançar um CD, (gozado que o Fama, ao contrário do concorrente Popstar, parece não ajudar quase nada a carreira de seus artistas, né?) ela continuou dando pistas de um trabalho de nível: cantou lindamente o samba-canção Pressentimento para a trilha de uma novela, apresentou-se como Clara Nunes num musical e soube-se que teria em seu CD a produção de Rildo Hora, o cara que deu um toque de classe a Zeca Pagodinho.

Mas, depois de anos de espera, achei o CD Nalanda no Samba decepcionante. Talvez aconselhada a atrair um público mais amplo, ela canta na maioria das faixas aqueles pagodes melosos, ao estilo do grupo Revelação... Salvam-se poucas faixas, como os clássicos As Rosas Não Falam e Alvorada. Muito pouco para a minha expectativa.
Well, espero sinceramente que a boa baiana consiga sucesso entre o (enorme) público de pagodes românticos. Só que, infelizmente, eu não me incluo nesse time.
Escrito por Vladimir às 08h33
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Intervalo comercial
Continuo insatisfeito, praticamente ranzinza, com relação à média dos comerciais de hoje em dia. Os que menos suporto são os de celular, cerveja e carro, que tentam nos impor a idéia que o seu produto é a coisa mais inacreditável do mundo; ou de bancos e financeiras que se fazem de bonzinhos sendo que todo mundo sabe que são uns chupinhas gananciosos.
Para o Dia das Mães, pra variar, as empresas de celular apresentam campanhas com mães - algumas famosas – interesseiras e supervalorizando o produto. Péssimas, todas. A única que eu gostei foi a da Isabel Filardis passando para sua fofa filhotinha a noção do valor da ligação de apenas uma moedinha de 5 centavos.

“Isso é pouco, mamãe?” “Pouquíssimo!” “Um milhão é mais que isso?” “É um monte desses!” “É assiiim?” “...Aaassiiiiiiiiiiim!”...
Adorei: passa o recado, tem a naturalidade de uma conversa real de mãe com filhinha, sem apelar para o exagero e artificialidade das concorrentes.
Mas a melhor propaganda que vi nos últimos tempos passou muito pouco, não sei por quê. Era a da Pedigree, que mostrava imagens emocionantes da relação de cachorros com seus donos e terminava com uma tela preta dizendo: “Cachorro é tudo de bom!”. Puxa, me deu uma saudades do meu cão Sambinha...
Escrito por Vladimir às 08h59
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Novas Aquisições - Caixa Preta, O Relato de Três Desastres Aéreos Brasileiros

Eu me amarro em programas da National Geographic Channel como Segundos Fatais e Mayday – Desastres Aéreos, que relatam minuto a minuto as cadeias de eventos que levaram a terríveis desastres, principalmente de aviões.
Por isso, comprei o livro Caixa Preta, que já vinha namorando há anos. O autor Ivan Sant’anna fez uma ótima pesquisa de três desastres brasileiros e nos envolve com detalhes, como a roupa que o passageiro estava vestindo ou a última palavra na despedida do aeroporto. A gente se identifica na hora com as pessoas, e o clima é bem tenso. Melhor ainda foi ler o livro no meu vôo para São Paulo, sensação total!
Os três desastres são: o monstruoso incêndio seguido de aterrissagem forçada de um vôo do Rio a Paris em 1973 com pouquíssimos sobreviventes; o sequestro de um vôo em 1988 por um tratorista que queria jogar o Boeing no Palácio do Planalto; e um avião que desapareceu na selva amazônica em 1989. Acabei de ler o relato do segundo acidente e estou adorando.
Uma curiosidade: no vôo para Paris em 73, um passageiro conseguiu uma vaga na última hora, pois o então senador José Sarney, que estaria indo a Paris com a mulher, desistiu em cima da hora. Fiquei pensando como teria sido a História recente do Brasil se ele tivesse ido. Curiosamente, no incidente que acabei de ler, de 1988, a intenção do terrorista tupiniquim era jogar o avião no Planalto para matar o então presidente... José Sarney. Graças à inteligência e ousadia do piloto, isso não aconteceu.
Escapou de duas, o bigodudo...
Escrito por Vladimir às 08h56
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Parenthesis
Estou ausente por um bom motivo. Após três meses, finalmente estou empregado de novo. Estou muito feliz, é no Rio e na minha área. Só tenho motivos pra comemorar. E pra agradecer a todos aqui, que sempre me dirigiram uma palavra de apoio, que me valeu muito. Brigadão, gente!
Em breve, assim que acertar tudo nesses primeiros dias, volto a postar, OK?
Escrito por Vladimir às 09h08
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Novas aquisições - Jornal Nacional, o livro
Andei gastando nas livrarias. Comprei dois livros (Jornal Nacional - A Notícia Faz História, da equipe de Memória Globo; e Caixa Preta, de Ivan Sant’anna) e dois CDs (Que Falta Você Me Faz - Músicas de Vinícius de Moraes, da Maria Bethânia; e Nalanda No Samba, da cantora Nalanda). Nos próximos posts vou comentar o que me levou a comprá-los e as minhas primeiras impressões...
Agradou-me a programação de aniversário da Globo. Principalmente, o especial de Dramaturgia e, no de Jornalismo, os bastidores do Jornal Nacional. Eu costumo assistir ao JN com meu colega de apê fazendo comentários o tempo todo. Ora observando uma mudança técnica do programa, ora reparando no comportamento do casal, ou mesmo xingando o governo ou qualquer instituição que esteja fazendo alguma notória besteira.
Por isso, alimento a idéia de criar um blog só para postar comentários sobre o Jornal Nacional do dia. Lembrei de programas como o Sem Controle do GNT, onde Marcelo Madureira e Arthur Dapieve comentam a programação do canal, ou do desenho Beavis and Butthead, no qual os garotos comentam os clipes... A minha idéia é fazer o mesmo, críticas de todas as edições do JN. Mas para isso quero me preparar melhor. Pra começar preciso ter um micro em casa, básico. Mas também, quero pesquisar mais.

Por isso comprei o livro Jornal Nacional - A Notícia Faz História, que conta a história do noticiário, que fez 35 anos em 2004. Já comecei a ler, me parece bem interessante. É legal conhecer os jargões internos (como a matéria “boa noite”, a última de cada edição) e como evoluiu tecnológica e culturalmente o Jornal Nacional, que considero um dos melhores programas da TV aberta atual.
No próximo post eu comento o outro livro, Caixa Preta, sobre acidentes aéreos.
Escrito por Vladimir às 15h16
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Canto do Vladimir
Perfil
Nome: Vladimir Batista
Idade: 37
Nasceu: Goiás
Mora: Rio de Janeiro
email: vladimir.batista@gmail.com
Conteúdo
Blog de Vladimir Batista, 37, sobre cinema, curiosidades (etimologia (origem das palavras), dicionário, cultura inútil, rankings (top10, top5,...)), música, TV, literatura, minhas criações (letras, poemas, contos, romances, novelas, roteiros de cinema, argumentos), atualidades, minha vida, etc...
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Histórico
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