Canto do Vladimir


Origens do Português

Aqui em casa tem um livro que gosto de folhear: "A aventura das línguas no ocidente", de Henriette Walter, que conta estórias sobre as origens dos idiomas.



Uma das coisas curiosas sobre o português, foi que num certo momento houve, nas palavras originais latinas, a queda das letras "l" e "n" entre duas vogais. Por exemplo, da palavra "corona" caiu-se o "n" e ela se transformou em "coroa"; e de "volare", o "l" foi para o espaço e surgiu o verbo "voar".

Impressionou-me a frequência com que esse fenômeno ocorreu, até imaginei os portugas do século IX e X insistindo em comer o "n" e o "l" na pronúncia, até que virasse uma regra da língua. Olha só uma lista de palavras em que isso ocorreu:

Latim ---- Português
Cardinal ---- Cardeal
Color ---- Cor
Corona ---- Coroa
Diabolu ---- Diabo
Dolor ---- Dor
Donare ---- Doar
Luna ---- Lua
Generalis ---- Geral
Minutum ---- Miudo
Palatium ---- Paço
Paloma - Pomba
Palum ---- Pau
Rana ---- Rã
Salire ---- Sair
Sonare ---- Soar
Tenere ---- Ter
Volare ---- Voar
Venir ---- Vir

Posteriormente, algumas palavras, como "Generalis" e "Palatium" voltariam ao português sem essa mudança formando as palavras "General" e "Palácio".

Outra regra na formação da última flor do lácio foi que as formas "pl", "cl" e "fl" evoluiram para "ch", como em:

Latim ---- Português
Pluvia ---- Chuva
Clamare ---- Chamar
Clavem ---- Chave
Plorare ---- Chorar
Flamma ---- Chama

Reparem que, novamente, algums fonemas voltariam mais tarde sem essa mudança ("Clamar", "Flama").

Há uma palavra em que houve as duas evoluções: caiu-se o "n" e trocou-se o "pl" por "ch":

Latim ---- Português
Plenus ---- Cheio

E, nesse caso, a forma latina também voltaria depois como "Pleno".

Curioso...

 Escrito por Vladimir às 09h53
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Homem-Aranha 2


Ainda não fechei o Top10 de melhores filmes do ano, estou esperando principalmente as estréias de 31 de dezembro, em especial Meu tio Matou um Cara, do Jorge Furtado (de O Homem que Copiava). Mas dificilmente Homem-Aranha 2 vai ser batido do meu primeiro lugar.

Anteontem revi o filme, em DVD. Tem seus pequenos defeitos, como por exemplo a falta de physique du role de Kirsten Dunst, pois a Mary Jane do gibi é uma modelo e atriz glamorosa, como uma Gisele Bündchen, e no filme virou mais uma hippie. Mas ela representa muito bem, assim como Tobey Maguire (Peter Parker) que mostra um carisma até não mais poder.

Aliás, é impressionante como quase todas as cenas têm qualidade e importância, sendo algumas memoráveis. É até difícil relacionar o que há de melhor na trama: um Peter Parker perdendo o controle de seu tempo e sua vida por causa de seu segredo; as cenas de humor negro dele levando na cabeça (às vezes literalmente); o amor platônico (e recíproco) do casal principal; os primeiros vôos do herói (o com a pizza e o que evita de um carro cair sobre uma multidão); Peter sendo barrado no teatro ou descendo o elevador com a fantasia ou deixando cair vassouras de um armário; um Octavius simpático numa gostosa união com a esposa; a transformação dele no monstro Doctor Octopus, o terror no hospital (numa das melhores cenas dos últimos anos); o primeiro embate no Banco com tia May como refém; Peter decorando poemas; todas as cenas (impagáveis) de J. Jonah Jameson; a teia do Aranha falhando na hora H por causa da depresão e stress (numa metáfora sexual); "Raindrops keep fallin' on my head" quando Peter desiste de ser super-herói; a cenas emocionantes dele com tia May inclusive contando a verdade sobre a morte do tio Ben; ele salvando a criança no incêndio; as cenas curiosas com o senhorio russo e sua filha magrela (será que eles terão mais importância na parte 3?), o quase-beijo no Café interrompido por um carro lançado contra o casal; o embate espetacular no metrô; os passageiros ajudando o herói sem máscara e o reconhecendo como um garoto "como qualquer um"; a batalha final no pier e, por fim, a emocionante decisão de Mary Jane em que ela diz "Está na hora de alguém salvar a sua vida, gatão".

Identifiquei-me com a estória, pois passei por um momento deprê e me afastei da minha namorada, para poupá-la de meus carmas. Mas o que eu não sabia era que, assim como Mary Jane, a decisão dela era de não ser poupada, era de salvar a minha vida. E é o que tem feito desde então, minha poderosa Cláudia.

Enfim, por esses e outros motivos, essa inspirada película Homem-Aranha 2 deve aparecer no topo do meu ranking de melhores de 2004! Se não viram, não percam!

 Escrito por Vladimir às 09h54
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Os caminhos do raciocínio


De repente, no domingo, eu e minha família aqui em Goiás vimos na TV as notícias trágicas sobre os tsunamis no sul da Ásia. Por uma coincidência incrível, no sábado, no almoço, a gente havia falado de tsunamis! Céus, mas como esse assunto surgiu? Não me lembrava...

O escritor Edgar Allan Poe, do século XIX, tinha um personagem, uma espécie de precursor francês de Sherlock Holmes, chamado Monsieur Dupin. Ele tinha a capacidade de entender o caminho do raciocínio das pessoas. Por exemplo, num dos livros, ele caminha com seu amigo (o narrador) e de repente comenta que "fulano" não serve para "fulana". Era exatamente o que o narrador estava pensando! Ele conta que foi traçando o caminho do raciocínio do amigo, desde quando saíram de casa e comentaram algo que aparentemente não tinha nada a ver, ele foi percebendo o que ele observava, foi conectando os pensamentos, e por isso adivinhou os pensamentos dele.

Também acho interessante quando estou conversando, parar a um certo momento e tentar fazer o exercício de recapitular como determinado assunto surgiu no papo. No caso dos tsunamis, eu fiz isso, retrocedi o raciocínio para lembrar o caminho da conversa e do pensamento, e daí me lembrei! Os passos foram o seguinte:

- Minha mãe coloca refrigerante no copo e, por causa das bolhinhas, ele quase transborda;
- Ela se lembra do filme O Jovem Einstein, onde as bolhinhas da cerveja teriam surgido por causa da teoria da relatividade;
- Eu e o Vinícius (meu irmão) comentamos sobre a teoria do Caos que estaria regendo o momento do transbordo;
- Valquíria (minha irmã) se lembra do filme O Efeito Borboleta, sobre o qual, pela teoria do Caos, um bater de asas de uma borboleta aqui causa um tufão na China;
- Finalmente, minha mãe comenta que, da mesma forma, às vezes ondas pequenas num local viram Tsunamis, "aquelas ondas gigantes", em outros.

Isso na hora do almoço no sábado, poucas horas antes do terrível desastre na Ásia.

 Escrito por Vladimir às 09h28
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Presentes

Nessas festas ganhei presentes muito chiques. Da Cláudia, ganhei uma linda calça jeans da Elle et Lui, huum, eu estava precisando, acreditam que eu não tinha nenhum jeans no guarda-roupa?

No amigo secreto lá do escritório no Rio, ganhei o CD mais recente da Olivia Hime, Canção Transparente. Lembra um pouco um Paulinho da Viola de saias, com um primor de delicadeza, boas letras, interpretação sensível. Muito bom.

Da minha família aqui em Goiás, ganhei:

- Um DVD-Player, nossa, que bom, não precisarei usar o do meu colega de apartamento (que não funciona muito bem), terei o meu próprio. Yes!
- O CD novo da banda paulistana Funk Como Le Gusta. Pra quem não conhece, é deles aquela versão de Guarda-Chuva do Amor (Jorge Ben), cujo remix do DJ Patife tocou nas pistas há uns dois anos. Fiquei feliz que eles continuaram com a banda mesmo sem a vocalista Paula Lima, agora solo. Ainda não tive chance de ouvir o CD completo, mas percebi que eles mantiveram essa mistura gostosa de funk anos 70 com pitadas de ritmos latinos, com predominância de instrumentais. Valeu!

- O livro Hitchcock-Truffaut, uma enorme entrevista com o genial Mestre do Suspense pelo diretor e crítico francês François Truffaut, comentando o processo de criação filme por filme. Me parece bem didático, bem gostoso de ler e a química dos dois é perfeita. O único detalhe é que vi poucos filmes de Alfred Hitchcock (a saber: Disque M para matar, Janela Indiscreta, Psicose, Frenesi, Os Pássaros e Intriga Internacional), então tenho como tarefa "árdua" assistir a todos os outros, para poder ler o livro de forma mais plena. Eita, que trabalho difícil, heim? hehe

 Escrito por Vladimir às 09h36
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Pepe le Gambá e sua amada Penélope



 Escrito por Vladimir às 06h42
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Um poema que vale por um bombom

Vou começar a postar meus contos e meus poeminhas, espero que gostem. Essa poesia (que parece mais uma letra de música) é uma das primeiras que fiz para a Cláudia.

Sonho de Valsa conta uma estorinha de um baile em que ela chega toda poderosa, nós acabamos valsando pelo salão e, mais tarde,... hum, bem, leiam a poesia.

Reparem a analogia que tento fazer dos acontecimentos da estorinha com o processo passo-a-passo de comer um bombom Sonho de Valsa: desembalando, comendo a camada de chocolate e finalmente a castanha.

Em tempo: “de sorrate” é uma bela expressão em desuso que descobri no dicionário, e que significa “sorrateiramente”.

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Sonho de Valsa
(Vladimir Batista – Julho-02)

Será
Que da noite o que me resta
É seu sorriso pela festa
E a visão de seu vestido
Cor-de-rosa

Vem pra cá
Minha adorável afrodite
Que cativa os apetites
No salão bailando
Poderosa

De repente
Seu olhar mira o meu
De sorrate
Seu coração junto ao meu
Como bate
Nós dois dançando num sonho
De chocolate

Com ela
Tarde é cedo nos lençóis
Almas brilham como Sóis
Quando tiro seu vestido
Cor-de-rosa

Revela
O que minha papila ocupa
Em sentir o doce da volúpia
O bombom de sua pele
Saborosa

De repente
Seu olhar pisca ao meu
De sorrate
Seu coração mais junto ao meu
Como bate
Nós nos amando num sonho
De chocolate

E o dia
Vai redefinindo a imagem
Nós aninhados e a paisagem
Lá fora de um céu
Cor-de-rosa

Acarinha
Minha mão cheia de manha
Despertando a minha castanha
Linda sobremesa
Deliciosa

De repente
Seu olhar se abre ao meu
De sorrate
Seu coração junto ao meu
Ainda bate
E nos amamos em mais um sonho
De chocolate



 Escrito por Vladimir às 07h43
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Flor-de-gelo

Ontem eu estava folheando o Houaiss, e achei um verbete muito belo: flor-de-gelo. Olha a definição do dicionário:

Flor-de-gelo angios s.m. mesmo que ‘folha-de-gelo’; planta xerófila com folhas grandes, onduladas e carnosas, cobertas por vesículas de água que brilham ao sol como gotas congeladas, flores brancas de tom prateado, por vezes rosado, e frutos capsulares, nativa do Sul da África.

A lista de sinônimos dessa flor, então, dá até pra fazer um poeminha. Vamos intitulá-lo Flor-de-Gelo:

Flor-de-gelo

Folha-de-gelo
Flor-de-gelo
Erva-gelada

Flor-do-meio-dia
Planta-de-neve
Prateada

Erva-do-orvalho
Orvalho-da-aurora

Gente, uma flor com o nome de “orvalho-da-aurora” tem de ser a coisa mais linda do mundo, né? Eu estava procurando uma imagem da flor no Google, mas... melhor não. Com uma definição dessa, a imagem pode até estragar...



 Escrito por Vladimir às 07h20
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Casa de Areia e Névoa

Uma das coisas interessantes em Cidade de Deus (o livro , não o filme) é a alternância de pontos de vista dos personagens. Vemos por que surgem os conflitos: cada personagem interpreta o comportamento de outro baseado nas suas próprias idéias, sem buscar as razões do próximo. Num momento, por exemplo, um jovem mal cumprimenta outro, e este acha um desrespeito, já pensa em matá-lo. Quando alterna o ponto de vista, ficamos sabendo que na verdade, o jovem estava preocupado com sua mãe hospitalizada.

Lembrei dessa passagem do livro de Paulo Lins ao ver o filme Casa de Areia e Névoa. A personagem de Jennifer Connely, em depressão, acaba perdendo sua casa para um esforçado iraniano (Ben Kingsley, aquele que fez Gandhi), e os dois entram num conflito inevitável. É curioso ver que nenhum consegue entender a importância do episódio para a vida do outro, pelo contrário, estão sempre imaginando que o oponente é mau-caráter e que a razão está consigo. Na vida não é assim?

No filme, que concorreu a três Oscars, incluindo melhor ator, não há vilões nem mocinhos, cada um tem um lado ruim e um lado bom. Conseguimos nos identificar com os dramas de todos os personagens, ficando impossível torcer para um ou para o outro, numa habilidade notável do cineasta estreante Vadim Perelman. Além disso, é um daqueles filmes que o diretor não tem a menor dó dos personagens, quando você pensa que vai haver um entendimento, um alívio para os dramas, acontece algo que só faz elevar ao quadrado o conflito (nesse ponto, lembra os filmes de Lars Von Trier, como Dogville). Em vários pontos, ouvi lamentos indignados no cinema do tipo “ah não, não era pra tal personagem ter feito isso!”. Que filmes hoje em dia causam reações tão sinceras do nosso coração?

Um ponto negativo é o final, longo e deprimente a ponto de ficar forçado, o que no entanto não apaga suas qualidades. E um outro ponto positivo é a beleza da Jennifer Connely, talvez o rosto mais bonito do cinema atual (mas vemos no filme que suas coxas também não deixam nada a perder, hehe).

Enfim, gostei muito, Casa de Areia e Névoa é mais um filme sério candidato a entrar no meu Top10 do ano.



 Escrito por Vladimir às 07h54
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APCA - Melhores do Ano

Uma das coisas em que eu me amarro são premiações, lista de melhores do ano, essas coisas... Uma das mais interessantes é a da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), pois eles normalmente descobrem revelações que nos passam despercebidos. Seguem as premiações para cinema e TV.

Cinema
Filme - Entreatos, de João Moreira Salles, e Peões, de Eduardo Coutinho.
Diretor - Júlio Bressane, por Filme de Amor.
Atriz - Sílvia Lourenço, por Contra Todos.
Ator - Daniel de Oliveira, por Cazuza - O Tempo Não Pára.
Roteiro - Luiz Alberto de Abreu e Eliane Caffé, por Narradores de Javé.
Diretor Estreante em Longa-Metragem - Paulo Sacramento, por Prisioneiro da Grade de Ferro.

Infelizmente, quase não posso comentar essas escolhas, pois o único filme desses que vi foi “Contra Todos”. Nesse caso, até concordo com a escolha da atriz Sílvia Lourenço, que faz uma moça da periferia de São Paulo. Sua interpretação é bem natural, que nos faz pensar que a atriz é daquele jeito mesmo. Uma coisa que quero palpitar é que a safra de cinema desse ano foi muito mais fraca que a de 2003. Tanto que a APCA acabou indo por um caminho alternativo para o prêmio de melhor filme, optando por premiar dois documentários. No meu ranking Top10 de melhores filmes do ano esse ano infelizmente não deve figurar nenhum brasileiro, a não ser que o aguardado novo filme “Meu tio matou um cara” de Jorge Furtado (de “O Homem que Copiava”) estréie ainda em 2004, e confirme as expectativas de ser mais uma jóia do excelente roteirista e diretor gaúcho.

Televisão
Ator - Tony Ramos, por Cabocla.
Atriz - Renata Sorrah, por Senhora do Destino.
Revelação - João Emanuel Carneiro, por Da Cor do Pecado.
Comediante - Cláudia Rodrigues, por A Diarista.
Novela - Celebridade, de Gilberto Braga.
Adaptação para TV - Contos da Meia-Noite (Cultura)
Animação - Mega Liga de VJs Paladinos (MTV).

Acho curioso que a APCA não tem categorias fixas, a cada ano ela retira algumas e cria outras para premiar só que achou interessante. No ano passado, havia “Melhor Programa” (no qual premiou o ótimo “Cena Aberta”) e “Grande Prêmio da Crítica” (vencedor: “A Casa das Sete Mulheres”), e esse ano não teve nenhuma das duas. Talvez seja porque eles acham que não houve programas que se destacaram dos outros de uma maneira geral. Também nos outros anos havia prêmio para Programas de Humor (em 2003, foi Rock n’ Gol da MTV), e nesse ano mudaram para "Comediante". Talvez pensaram que o programa A Diarista não é tão bom quanto a atriz que o estrela. Não concordo, “A Diarista” é interessante no conjunto, inclusive os coadjuvantes como a Dira Paes às vezes roubam a cena. De qualquer maneira até concordo que o programa foi o melhor num ano fraco de humor na TV.

Que mais? Assino embaixo na escolha de Celebridades como melhor novela (categoria que, curiosamente, não existia antes), mas acho que as interpretações também mereciam prêmios. O Fábio Assunção arrasou, mas preferiram premiar o Tony Ramos, que realmente talvez seja o melhor ator da atualidade, mas que em Cabocla fez um papel, na minha opinião, caricaturial demais. A Renata Sorrah está conquistando a todos, mas eu ainda daria o prêmio para a Cláudia Abreu. Senti falta de prêmios mais surpreendentes. Em 2003, premiaram a Nívea Maria por A Casa das Sete Mulheres; em 2002, a menina Stephanie de Brito foi Revelação por O Clone e em 2000, pinçaram a jovem (e atualmente sumida) atriz Júlia Feldens em Laços de Família, naquele papel maravilhoso de filha chata do Tony Ramos e irmã do Flávio Silvino (alguém se lembra?).

Voltando a 2004, o autor de “A Cor do Pecado” ganhou merecidamente como Revelação, e eu ainda acho que essa novela merece um estudo mais aprofundado para explicar seu grande sucesso, pois, na minha opinião, ela não tinha nada de tão inédito que justificasse. Sim, muita gente mandou bem (o núcleo dos Sardinhas, a Taís de Araújo, o Lima Duarte, o menino Sérgio Malheiros,...) mas ainda acho que alguma coisa aconteceu que não foi devidamente detectada.

Por fim, criaram a categoria de Animação para premiar a divertida Mega Liga de VJs da MTV. O curioso é que ela não tinha concorrentes, né? Aliás, acho promissor que finalmente haja desenhos animados totalmente brasileiros, tomara que isso se repita e espalhe em outras emissoras.



 Escrito por Vladimir às 07h56
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Pratos favoritos de alguns personagens

Magali - Melancia
Tartarugas Ninja - Pizza
Chaves - Sanduíche de Presunto
Turma do Sítio - Quitutes da Tia Nastácia
Dudu (do desenho do Popeye) - Hamburguer
Pernalonga - Cenoura
Scooby-Doo - Biscoitos Scooby
Groo, O Errante - Queijo Derretido
Garfield - Lasanha
Zé Carioca - Feijoada do Pedrão
Horácio - Alface
Fred Flintstone - Bisteca de Brontossauro
Gansolino - Torta de Maçã da Vovó Donalda
Beavis & Butthead - Nachos
Popeye - Espinafre
Rafeiro (cachorro do Pepe Legal) - Biscoitos caninos
Tico e Teco - Nozes
Chico Bento - Goiaba roubada do Nhô Lau



 Escrito por Vladimir às 07h04
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Top5 Coisas românticas que (quase) não acontecem mais

                   

5) Beijo na mão dela
4) Festa com música lenta para se dançar coladinho
3) Namoro no banco de praça
2) Piquenique a dois
1) Serenata



 Escrito por Vladimir às 07h02
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Capas de CDs da banda Faith No More



 Escrito por Vladimir às 06h55
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Fast-food americanos

Fiquei feliz com a notícia da volta do Pizza Hut no Rio, na Barra. Adoro suas pizzas cobertas com catupiry, com bordas recheadas, são melhores que as do Domino’s, que também gosto muito. A lasanha do Hut também é muito boa! Semana passada, eu liguei para inaugurar o delivery deles, mas me responderam que ainda não estão entregando a domicílio, só em janeiro. Humpf, tudo bem, eu espero.

Não tenho culpa se adoro esses fast food americanos. São do jeito que eu gosto, bem jesus-me-chama. Ontem eu vi num coletivo uma propaganda de um KFC em Copacabana; parece então que essas redes todas estão voltando aos poucos para o Brasil, né? Ainda bem; espero ouvir notícias também do Arby’s - alguém se lembra dele, com belos sanduíches de rosbife?

Lembrei que, no Shopping Eldorado em São Paulo, há anos, eu fazia um lanche customizado, com o melhor de cada fast-food. Ia ao McDonald’s, comprava um Cheddar McMelt. Passava no Arby’s e pedia aquelas batatas fritas em espiral, apimentadas, chamadas Curly Fries. Finalmente, chegava ao KFC e ordenava aquelas maravilhosas Chicken Strips empanadas, uma delícia. Só aí eu me refestelava com a combinação.

Ah, depois do lanche, pra completar, eu passava no Bob’s, e me deliciava com seu tradicional MilkShake de Ovomaltine.

Ainda bem que não unem todos esses ingredientes num só fast-food, senão eu não saía de lá... E minhas dietas, então...



 Escrito por Vladimir às 07h09
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Papai Noel no JN

Não sei quantas pessoas repararam a brincadeira um tanto velada do Jornal Nacional ontem, na tradicional matéria de final de ano sobre as cartas de crianças endereçadas a Papai Noel. Eu sempre adoro quando falam desse assunto, aliás a minha irmã Ingrid trabalha nos Correios e me conta o quanto é legal essa atividade de se ler as cartinhas e procurar voluntários para realizar os inocentes sonhos infantis. Mas ontem a chamada do JN teve uma mui sutil brincadeira dita pela Fátima Bernardes. O texto de chamada foi mais ou menos assim:

“Todo ano, milhares de crianças pegam papel, lápis e escrevem cartinhas para o bom velhinho com os mais diversos pedidos. O que elas não sabem - e que nós vamos revelar agora - é que Papai Noel...”

Nesse momento, ela fez uma pausa irônica e me deu uma forte impressão que ia revelar “o” grande segredo. Juro que estremeci achando que ia ouvir “Papai Noel... não existe!”. Até visualizei milhares de crianças pelo Brasil chorando decepcionadas na frente da TV. Mas ela disse foi:

“O que elas não sabem - e que nós vamos revelar agora - é que Papai Noel... tem ajudantes!”

Ufa!



 Escrito por Vladimir às 07h24
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Meus rankings de 2004

Dessa vez vou deixar o ranking de filmes mais para o final do ano pois no ano passado eu fui ver “Simplesmente Amor” em dezembro, só depois de elaborar o meu Top10, e esse maravilhoso filme acabou ficando de fora (sendo que poderia facilmente figurar entre os primeiros).

Vamos então aos Top5’s de músicas. Nas internacionais incluí músicas pop com levadas de jazz, a nova super ritmada do Prince, um cover do White Stripes pela grande revelação do R&B Joss Stone e um bom rock melódico de uma banda nova. Entre as nacionais, como sempre, privilegiei letras bem feitas, tanto com inusitadas estruturas poéticas e rimas (como as canções interpretadas pelos bons novos cantores Vander Lee e Marcela Biasi), como as letras nerds e cults do Marcelo Camelo para os Los Hermanos e a Maria Rita, que dominaram as rádios no primeiro semestre. Acrescentei também a bela versão de Adriana Calcanhoto para um sucesso do Claudinho e Buchecha, e uma balada dançante do Skank. Vamos às listas:

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Top5 Músicas Internacionais:
6) Fell in love with a boy (Jack White) - Joss Stone
5) Secret Smile - Semisonic
4) Diana (Paul Anka) - Caetano Veloso
3) Musicology - Prince
2) Sunrise (Norah Jones / Lee Alexander) - Norah Jones
1) Temptation (Tom Waits) - Diana Krall

Top5 Músicas Nacionais:
6) Vou deixar (Samuel Rosa - Chico Amaral) - Skank
5) Fico assim sem você (Cacá Moraes/ Abdullah) - Adriana Partimpim (Adriana Calcanhoto)
4) Vencedor (Marcelo Camelo) - Los Hermanos
3) Arrastando Maravilhas (Kali C. / Alexandre Lemos) - Marcela Biasi
2) Cara valente (Marcelo Camelo) - Maria Rita
1) Esperando Aviões (Vander Lee) - Vander Lee

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Olha que bonita a letra da Top1 do meu ranking:

Esperando aviões
(Vander Lee)

Meus olhos te viram triste
Olhando pro infinito
Tentando ouvir o som do próprio grito

E o louco que ainda me resta
Só quis te levar pra festa
Você me amou de um jeito tão aflito

Que eu queria poder te dizer sem palavras
Eu queria poder te cantar sem canções
Eu queria viver morrendo em sua teia
Seu sangue correndo em minha veia
Seu cheiro morando em meus pulmões

Cada dia que passo sem sua presença
Sou um presidiário cumprindo sentença
Sou um velho diário perdido da areia
Esperando que você me leia
Sou pista vazia esperando aviões
Sou o lamento no canto da sereia
Esperando o naufrágio das embarcações



 Escrito por Vladimir às 06h52
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Ladies and Gentlemen, the one and only... Nicole Kidman

Uma das afinidades entre eu e a minha namorada Cláudia é a idolatria pela Nicole Kidman, na nossa opinião a maior atriz da atualidade. Há atrizes que atuam excepcionalmente e há outras de presença magnífica, mas nenhuma atualmente une as duas qualidades de forma tão deslumbrante como Nicole. Ela é completa, maravilhosa; faltam adjetivos....

Por isso foi de tirar o fôlego assistir ao novo comercial do Chanel n.o 5, com a Nicole e o Rodrigo Santoro. Dirigido pelo Baz Luhrmann (cineasta de Moulin Rouge e Romeu + Julieta), a propaganda parece um trailer de um lindo filme de amor. Cenários suntuosos, figurinos esplendorosos; li que a Nicole usou no comercial jóias no valor de 40 milhões de dólares! E com direito a um belo beijo na boca entre os dois astros... sigh

Para mim, é o melhor comercial ever! Por coincidência Chanel n.o 5 é justamente o perfume da Cláudia; nós dois ficamos não menos que apaixonados... Achei um link com o video para baixar, check it out.



 Escrito por Vladimir às 06h44
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Pequenas manias

O que mais me marcou no livro “Cem dias entre céu e mar” do Amyr Klink, que li quinze anos atrás, não foi a aventura propriamente dita de atravessar o Atlântico num barco a remo, e sim a descrição da sua solidão. Ele passou cem dias sem ver um ser humano sequer e, ao contrário das suas viagens seguintes pela Antárdida nas quais ele usou complexas embarcações que requeriam árduos trabalhos diários, quase nada havia pra fazer no seu barquinho. Então grande parte do livro é sobre as pequenas manias que ele inventava para enfrentar a solidão.

Por exemplo, a sua comemoração quando atravessou a dobra do seu mapa. Sim, ele tinha um grande mapa com o qual ele acompanhava sua viagem e, no dia em que ele atravessou a linha imaginária da dobra que fez no papel, ele abriu uma champagne para comemorar. Achei isso interessantíssimo, pois cada um de nós temos essas manias, esses pequenos desafios totalmente particulares que realizamos todos os dias.

Quando pego o ônibus da Barra para o Rio Sul, por exemplo, eu faço questão de todos os dias olhar para o mar pelo menos uma vez, mesmo estando do outro lado do busão. E a minha regra é clara: tenho que ver até a espuminha da onda. Por que? Por nada, é apenas uma mania, uma tarefa que me imponho todos os dias. Talvez para eu nunca esquecer que, apesar de minha rotina aborrecida, ainda estou aqui nessa cidade maravilhosa à beira-mar.

Mas tudo isso é pra dizer que neste fim de semana comemorei a chegada à página 416 de “Grande Sertão: Veredas”, exatamente dois terços do livrão de Guimarães Rosa. Fiz questão de parar a leitura nessa página, olhar com orgulho a orelha marcadora da parte final cada dia mais fininha e comemorar intimamente. Próximo desafio: Página 468 (três quartos da obra). Agora vai!



 Escrito por Vladimir às 06h48
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Sonhos de consumo



 Escrito por Vladimir às 07h13
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Uma idéia para uma minissérie de TV

Ontem, eu estava lendo um post sobre reality-shows no Tevescópio, e comentei que achava que ainda havia muito potencial para idéias novas, por exemplo, misturando teledramaturgia com reality-shows. Uma outra leitora, a Littlestar, me perguntou como poderia ser isso.

Well, há uns dois anos, eu tive uma idéia que era o cúmulo da metalinguagem: uma minissérie sobre uma telenovela policial misturada com reality-show. Cheguei a criar um grupo de trabalho na internet para desenvolver o roteiro, mas acabou não indo pra frente. Depois vi idéias parecidas se tornarem programas de TV reais, como “O Jogo” e “Casa dos Artistas - Protagonista de Novela”, embora nenhum desses programas tenha emplacado.

Vejam como era a minha idéia:

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Hotel Escarlate
Sinopse de Minissérie de TV

O misterioso e místico diretor de TV Jorge Chantay tem a idéia de um Reality-Show e uma Novela no mesmo programa. Os 13 participantes são atores e atrizes iniciantes ou com a carreira em baixa. De dia, os artistas convivem confinados numa casa e, à noite, eles encenam ao vivo um capítulo de uma telenovela estilo policial (como "A Próxima Vítima"), escrita pelo próprio diretor Jorge, que também atua num pequeno papel. Os telespectadores vêem à noite na TV, então, um resumo do dia do reality-show seguido de um capítulo da novela ao vivo.

A telenovela (dentro da minissérie) é de época e chama-se "Hotel Escarlate". Nela, há um serial-killer misterioso entre os hóspedes de um hotel nas montanhas e toda semana um personagem é assassinado. Como nos reality-shows tradicionais, no fim-de-semana o público vota para eliminar um determinado participante e o personagem dele na novela é justamente o que é assassinado pelo serial-killer. Em outras palavras, o público, ao escolher alguém para sair do reality-show, também estará "matando" na novela o personagem desse ator. O mecanismo prevê que, no final, quando sobrarem poucas pessoas, uma delas seria o “assassino”, a outra o “mocinho” que descobriria tudo, e este ator seria o vencedor do reality-show com um prêmio milionário e um contrato de TV.

Entre os 13 participantes há vários pequenos dramas, como triângulos amorosos, um ator mau-caráter que quer vencer o reality-show a qualquer custo, um emocionante ator veterano ranzinza esquecido pelo público, uma atriz que percebe ser sensitiva, duas atrizes inimigas que se descobrem irmãs, um ator com distúrbio obsessivo compulsivo, um ator religioso fanático, uma atriz metida a detetive que começa a descobrir o que há por trás do programa, um flerte homossexual, entre outros clichês melodramáticos. O interessante são os personagens interagindo na vida “real” (dentro da minissérie) e depois interpretando seus personagens na novela. Poderia se criar situações inversas como inimigos na vida real tendo romance na novela, conservadores sendo libetinos, ou humilhados na vida real enfrentando em cenas quem os humilha, coisas do tipo.

Bem, o grande gancho da minissérie é que o primeiro eliminado do programa morre de verdade no dia seguinte à sua saída, em circunstâncias misteriosas, a exemplo de seu personagem na novela. Em tese teria sido só uma coincidência, mas o segundo eliminado também morre, num aparente suicídio, alguns dias depois de sair do programa. E aí? Será que se trata somente do acaso? O programa, por causa desses incidentes, começa a fazer sucesso nacional. Mais mortes estranhas de eliminados acontecem. A disputa dos atores para não ser eliminado no reality-show passa ser uma luta pela própria vida. Um núcleo de telespectadores da novela começará a criar teorias de conspiração. São descobertas ligações no passado entre o diretor do programa Jorge Chantay e todos os participantes. Será que Jorge é um psicopata que criou o programa para se vingar de seus inimigos do passado, um a um?

O grupo de trabalho da intenet que formei não chegou a definir um final para a minissérie. Na minha cabeça, numa das opções, os cinco últimos sobreviventes do reality-show, convencidos que tudo se trata de uma cilada de Jorge, se unem para assassinar o diretor, ao vivo, em plena cena improvisada na novela. Julgados, eles são absolvidos por legítima defesa e, um tempo depois, os cinco se encontram para um almoço. De repente, aparece vivo no local o segundo participante a ser eliminado, que era dado como morto (à maneira de Os Sete Negrinhos, da Agatha Christie). Ele era o assassino da vida real e não Jorge. O que ocorreu foi que, durante o programa, ele se revelou um péssimo ator e fora humilhado por todos, o que terminou de sepultar sua carreira e seu moral com os seus. Aproveitando o acaso da morte do primeiro participante (que não fora assassinado), ele simulou um suicídio e passou a matar os participantes eliminados para se vingar pela humilhação. Enfim, durante o almoço, ele aparece com alguma armadilha mortal para os cinco remanescentes, mas acaba sendo combatido e vencido. Será que esse final ficaria bom?



 Escrito por Vladimir às 07h05
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Uma traduçãozinha (com rimas!)

 

Um sorriso secreto
Semisonic – Tradução: Vladimir

 

Sem ninguém saber
Tu tens um sorriso secreto
Que usas
Só para mim

 

Então usa,
Abusa,
Reduza
Minha melancolia;
Que me bate
Me abate,
Mas hás de
Salvar o meu dia.

 

Sem ninguém saber
Tu tens um sorriso secreto
Que usas
Só para mim

 

Então defende
Minha mente
Carente,
Ouça meu apelo
E salva
Minha alma,
Me acalma,
Estou que mal creio

 

Quando estás pelo mundo
A voar e voar e voar
E eu em solidão sem fim
Eu sei que há algo
Sagrado, especial
E reservado só pra mim

 

Sem ninguém saber
Tu tens um sorriso secreto
Que usas
Só para mim

 

Secret smile
Semisonic

 

Nobody knows it
But you've got a secret smile
And you use it
Only for me

 

So use it
And prove it
Remove this
Whirling sadness
I'm losing,
I'm bluesing
But you can
Save me from madness

 

Nobody knows it
But you've got a secret smile
And you use it
Only for me

 

So save me
I'm waiting
I'm needing,
Hear me pleading
And soothe me,
Improve me
I'm grieving,
I'm barely believing

 

When you are flying
Around and around the world
And I'm lying lonely
I know there's something
Sacred and free reserved
And received by me only

 

Nobody knows it
But you've got a secret smile
And you use it
Only for me

 



 Escrito por Vladimir às 07h12
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Os olhos de Jennifer Connely



 Escrito por Vladimir às 07h25
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Nasceu: Goiás
Mora: Rio de Janeiro
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