Canto do Vladimir


Intervalo comercial

Enquanto isso, continua havendo poucos comerciais de TV criativos na atualidade. É mais fácil apontar os  ruins, como aquele que fica repetindo “eu credicard não-sei-o-quê” (quem é que falou que é possível transformar a palavra “credicard” em verbo?), ou aquele novo da Skol com o slogan “redondo será”, que vão tentar nos enfiar goela abaixo neste verão. Mesmo campanhas consagradas, como a do Casal Unibanco ou da Mastercard andam muuuuito sem imaginação, tá louco... Nem comento as irritantes propagandas de varejo (como Casas Bahia e Ponto Frio) pois, como elas funcionam bem com o público alvo, vamos ser obrigados a engolir por muito tempo ainda...

Mas há coisa boa. Aqui no Rio há um bom comercial da casa de concertos Sala Cecília Meirelles, com a valsa  “Danúbio Azul” sendo acompanhada por um monitor cardíaco, e um texto dizendo que “música faz bem aos corações”. Idéia boa e simples, como todo comercial deveria ser.

Mas também há produções caras e agradáveis de se ver. A campanha do Banco do Brasil chamada “Valores do Brasil no Mundo”, mostrando a presença de produtos brasileiros no exterior, é um exemplo. Gente, quando eu crescer eu quero ser a Luciana Mello que, só neste segundo semestre, viajou para Suiça, Bélgica, Vienna(Áustria), Uruguai, Puerto Madeira (Argentina), Chile, Madri (Espanha)... Anteontem, ela apareceu em Paris e foi um prazer inenarrável ver aquela mulher linda naquela paisagem maravilhosa no intervalo do Fantástico, para alegrar nosso começo de semana. E li que Luciana já gravou em Amsterdã (Holanda), Bremem (Alemanha), Verona (Itália) e Lisboa (Portugal). A cantora foi uma escolha perfeita, ela está maravilhosa toda agasalhada no friozinho europeu e a campanha tem um ótimo gosto, além de apresentar essas curiosidades sobre a presença brasileira em outros países, que são realmente interessantes.

É nesses exemplos que eu vejo que ainda resta uma esperança para a propaganda brasileira...



 Escrito por Vladimir às 07h28
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Top5 Canções de Filmes 2004

Nesse ano, houve ótimas canções em filmes, tanto que resolvi fazer um Top5 de 2004 só para essa categoria. Entre os destaques, incluem-se remakes e reedições. Por exemplo, achei impagável a canção  Raindrops keep fallin’ on my head  surgir no filme Homem Aranha 2, genial...

Mas para o meu Top5, outras canções se destacaram, a seguir:

5. Accidentally in love – Couting Crows (do filme Shrek 2) – Gostosa canção que embalou a divertida lua-de-mel de Shrek e Fiona.

4. Belleville rendez-vous (do filme As Bicicletas de Belleville) – só assistindo mesmo esse ótimo filme para ficar com a musiquinha francesa grudada como chiclete na cabeça. Concorreu ao Oscar de melhor canção esse ano, e é realmente muito gostosa...

3. Goodnight moon – Shivaree (do filme Kill Bill Vol.2) – como sempre, um dos destaques de um  filme de Quentin Tarantino é a trilha sonora. Essa balada com clima meio havaiano é um convite pra curtir um luau a dois...

2. All you need is love – Lynden David Hall (do filme Simplesmente Amor) – Inesquecível a surpresa preparada por um dos personagens para o casamento de seu melhor amigo: de repente, surgem corais cantando “love, love,love”, aparece uma bela voz introduzindo a bela canção dos Beatles e, por fim os instrumentos, como trompetes e guitarras vão emergindo do meio da platéia “all you need is love, tchu, tchu, tchu, tchuru”...

1. Somewhere over the rainbow / What a wonderful World - Israel Kamakawiwo'ole (do filme Como se fosse a primeira vez) – lindo, lindo esse medley “banquinho e violão” das ótimas canções Over the rainbow (originalmente do filme Mágico de Oz, aliás recém considerada a melhor canção de filme de todos os tempos pelo American Film Institute) e de What a wonderful World, imortalizada pelo Louis Armstrong. A combinação ficou simplesmente mágica!



 Escrito por Vladimir às 07h49
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Lembranças Gastronômicas da Europa

Em 1993, eu morei por três meses na cidade de Aachen, Alemanha, num intercâmbio universitário. Lembro que a comida era uma das coisas que mais me dava saudades de casa, coisas como coxinha, guaraná antárctica, picanha, suco de laranja natural... Mas depois que voltei ao Brasil, deixei também minhas saudadezinhas gastronômicas da Europa.

Da mesma maneira que, aqui no Brasil, se vê para todo lado os carrinhos de hot-dogs rápidos na rua (embora aqui no Rio não seja tão fácil de achar), o lanche básico para quem está na rua na Europa é o Pita Gyros.

Vendido em pequenas portas onde se tem aqueles espetos verticais de “churrasco grego”, o Pita Gyros é um sanduíche daquela carne do espeto (normalmente de carneiro) enrolada num pão sírio, acrescida de vegetais como tomate, pepino e cebola, e um molho de iogurte que me lembra a coalhada seca síria. Eu devorava com sofreguidão esses sandubas. Lembro-me até que no último dia de Alemanha, entre arrumar a mala e acertar todos os detalhes, eu peguei um ônibus só para comer o melhor Pita Gyros da cidade. E ainda hoje, sempre que vou ao exterior, eu sempre dou uma fuçada na rua, à procura dos restaurantezinhos gregos...

Outro prato que tenho boas lembranças da Europa é o Chili con Carne.

Para quem não sabe, essa iguaria mexicana é muito popular no Velho Mundo, é uma espécie de curinga para se fazer comida "para a galera", análoga à feijoada-para-um-batalhão-de-amigos aqui do Brasil. Faz-se um caldeirão misturando feijões mexicanos com carne picadinha e pimenta chili e, voilá, come-se o Chili com Carne, bem apimentado, com arroz ou tacos, uma delícia! Para deixar todos seus amigos bodeados pelos cantos depois do banquete...

É... tenho saudades...



 Escrito por Vladimir às 06h57
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Zapeando na Rede Record

Há pouco tempo atrás, eu cheguei a tirar o canal da Rede Record dos favoritos do meu controle remoto, de maneira que ele não entrava nem nas minhas zapeadas dos intervalos. Mas agora me flagro frequentando com frequência o canal. Por exemplo, não perco um Aprendiz nacional, com o Roberto Justus, que está empolgante, no mesmo nível do americano. A idéia da entrevista de emprego através de tarefas ao estilo de gincana é bem bolada, e o toque brasileiro fica com o humor involuntário dos jargões de empresa ditos pelos participantes, como “deadline”, “follow-up”, entre outros. Morro de rir.

De vez em quando também dou uma espiada na boa novela “A Escrava Isaura”, apesar do horário proibitivo para mim. Acho os figurinos muito pomposos, mas gosto das atrizes, como a bela protagonista Bianca Rinaldi. Embora, na minha opinião, a personagem Isaura, filha de uma negra, devia ser no mínimo morena (ou seja, também na primeira versão não dava pra ter sido a branquela da Lucélia Santos). Mas a Bianca atua bem, tem força e um sensualismo recatado, na medida certa. Olha a foto dela, que bonita...

Outra atriz que está mandando bem é a Patrícia França. Tenho uma relação de amor e ódio com ela, pois tinha uma época que eu a considerava a atriz mais promissora da TV (por exemplo, quando ela estreou em Tereza Batista), símbolo da beleza da mulher brasileira, mas algumas atuações dela mais recentes (como em Suave Veneno) me deixaram decepcionado. Agora ela tá mandando muito bem em A Escrava Isaura, vivendo uma escrava ambiciosa e ambígua. Ela tem um pouco do bem e do mal, e seus diálogos são ao mesmo tempo diretos e sinuosos, tá muito bom.

Há também a Mayara Magri, que faz um personagem forte e do bem, combinação normalmente difícil. Me lembro saudosamente da Mayara na novela “Amor com Amor se Paga”, de 1984, em que ela fazia um fofo casal com o Mateus Carrieri. Naquela novela, eles conviviam com as brigas da mãe dela e o pai dele, os impagáveis Yoná Magalhães e Carlos Eduardo Dolabella, que no final acabam juntos também. Para mim, esse casal foi um dos melhores “Romeu e Julieta” das telenovelas.

Voltando à Escrava Isaura, outros destaques são os núcleos negros, bem urdidos e, claro, os vilões. O Comendador vivido por Rubens de Falco (que fez o filho Leôncio na primeira versão) começou a novela de forma impactante , mas o novo Leôncio, vivido pelo ator Leopoldo Pacheco, é tão maligno e psicopata, que colocou a figura sinistra do pai dele no chinelo. Dá gosto, e até angústia, assistir a algumas maldades dele. Aprovado!



 Escrito por Vladimir às 09h41
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Cães da raça "Lhasa Apso"



 Escrito por Vladimir às 06h58
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Risotos

Minhas dietas são geralmente brandas, não costumo cortar frituras, carnes e alimentos gordurosos, pois não vivo sem eles. O que faço é maneirar nas quantidades e/ou cortar alguma coisa por um tempo, como refrigerantes ou doces. Num desses meus regimes, há uns anos, eu resolvi cortar o arroz. Analisando friamente, o arroz não tem muito gosto, né, serve mais para acompanhar o prato que ser o prato principal. Então não foi tanto sacrifício cortá-lo.

Mas, hoje em dia, eu mudei de idéia e não dispenso mais o arroz. Acho que principalmente por ter pegado um gosto incontrolável por risotos. Todos os tipos, dos risotos sofisticados franceses ou italianos ao arroz com pequi da minha terra, passando por uma boa galinhada… Hummm!

Tudo isso foi pra dizer que finalmente descobri um restaurante de fast-food aqui no Rio de Janeiro realmente excelente, chamado Rizzo Gourmet . Na verdade, nem é daqui do Rio, é uma franquia nacional, mas eu não a conhecia antes. O único senão são os pratos serem aquecidos no micro-ondas, mas o cardápio é incrivelmente sofisticado e barato, e se tornou a minha opção preferencial quando vou comer no Barra Shopping.

Como o próprio nome diz, o forte do restaurante são justamente os risotos. Por exemplo, o batizado de Michelangelo com tomate seco, rúcula e funghi, ou À Milanesa com açafrão, ou ainda Al Teléfono com mussarela, azeitonas e manjericão. Mas há massas e também carnes sofisticadas, como trutas ao molho de amêndoas, baby-beefs ao pizzaiolo e, mais especificamente, um delicioso Mignon Recheado com Queijo Ementhal que, ao molho funghi e acompanhando batatas sauté e arroz com brócolis, integra a “Sugestão do Chef” nº 10 da casa. É 10 mesmo!



 Escrito por Vladimir às 06h48
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Antes do Pôr-do-Sol

Na última quinta-feira finalmente vi um filme para entrar na luta por um disputado posto do meu Top10 de 2004, atualmente encabeçado por Eterno Brilho de uma Mente sem Lembranças e Homem Aranha 2. Trata-se de Antes do Pôr-do-Sol, continuação de Antes do Amanhecer, sobre o encontro, nove anos depois, em Paris, do casal vivido por Ethan Hawke e Julie Delpy que, no primeiro filme, têm uma noite de romance e se despedem aparentemente para sempre. Eu nem consegui ver o filme original (maldito acervo da Blockbuster) mas me apaixonei de cara pela sequência.

A rigor, o filme é um diálogo de 80 minutos. Mas trata-se de “O” diálogo, um dos melhores que já vi entre um homem e uma mulher no cinema. Os dois conversam sobre o mundo atual, relacionamentos, o que fizeram desde o último encontro, o que ele representou. A química é não menos que perfeita, e se você já passou por uma conversa gostosa daquelas que avançam a madrugada vai se identificar no ato. Aos poucos os dois vão se aproximando, ficando mais sinceros, mais maduros, identificando as pequenas mentiras iniciais, mas também ficam mais vulneráveis, emocionados e principalmente ligados um ao outro de forma indelével (sem ser, em absoluto, água-com-açúcar). E tudo isso com Paris ao fundo, elemento tão importante que não dá pra dizer que é um teatro filmado, pois se o filme não tivesse aquela paisagem mágica envolvendo-a, com certeza não seria a mesma coisa.

Um comentário, é que o filme se propõe, entre outras coisas, como um retrato dos trintões dessa nossa época, anos 2000. Através dele, comecei a decifrar o maior mistério de nós “balzaquianos”, se é que posso falar assim. Isso porque sempre fiquei na dúvida se, aos 30, eu estava ficando mais “maduro” ou mais “inseguro” com relação à vida, pois tais características me pareciam diametralmente opostas. Mas ao final do filme, descobri que ambos os personagens parecem bem mais maduros e ao mesmo tempo, sim, mais inseguros do que quando mais jovens. Na verdade, estou começando a pensar que essa dicotomia “insegurança” e “maturidade” é na verdade complementar e necessária para vivermos mais plenamente a nossa vida nessa fase. Será?

Enfim, amei esse filme e recomendo! Para ser visto com um sorriso estampado no rosto...



 Escrito por Vladimir às 07h22
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Um Filme sobre Capoeira

Uma das minhas idéias sonhadoras é de fazer um roteiro de um filme de artes marciais, à maneira dos chineses O Tigre e o Dragão, Hero, ou House of Flying Daggers, ou mesmo das divertidas bobagens hollywoodianas como Um Monge à Prova de Balas, mas no meu caso com a brasileiríssima CAPOEIRA. Não entendo por que uma arte tão rica, com toda sua malícia e conceitos que valem para o esporte e para a vida nunca foi decentemente explorada pelo cinema nacional.

Pensei em várias possibilidades, por exemplo um filme épico, talvez ambientado num quilombo de negros do século XIX, onde a capoeira seria usada como duelo entre dois negros na luta pelo poder do pequeno reino quilombola, ou ainda pelo amor de uma mulher, algo assim. Mas para esse embrião germinar eu teria que pesquisar muito, pois quase nada sei sobre esse mundo dos quilombos.

Aliás, a falta de conhecimento sobre a própria capoeira é meu maior obstáculo para desenvolver sobre o tema. Cheguei a escrever uma outra sinopse, essa nos tempos atuais, que fala de uma moça publicitária que luta para seu grupo de capoeira participar de um grande Evento de Artes Marciais. Mas só foi começar a pesquisar para descobrir que os capoeiristas tradicionalistas rejeitam a “profissionalização” da sua arte e a “ambição” de se equiparar com outras lutas. Essa informação fez com que o apelo de participar do tal Evento, que é a alma da minha história, perdesse um pouco a força.

Mas a idéia permanece, a ser trabalhada. Segue a sinopse, vejam se gostam:

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Capoeira – O Filme
Sinopse de Longa Metragem

Está marcado para o Rio de Janeiro um gigantesco Evento a nível mundial das melhores artes marciais do planeta e a capoeira sequer está incluída. A Agência de marketing esportivo SWC, organizadora do evento, está mais interessada em lutas como o jiu-jitsu e kung-fu, e seu executivo nem considera capoeira como uma arte marcial, e sim uma dança folclórica menor.

Mel, publicitária e capoeirista, quer dar a sua contribuição para resolver esse problema, mas não sabe como. Ela acaba de abandonar o seu grupo de capoeira porque falha em uma apresentação, onde tentou fazer um passo mais ousado, desafiando seu jovem mestre tradicionalista Dunga. Mel lamenta sair do grupo, pois tem uma afeição reprimida por Dunga, mas resolve treinar sozinha com Mestre Preto Azul, um sábio preto velho.

Mestre Preto Azul mostra que Mel pode buscar a chave de seus desafios dentro da própria filosofia do jogo, baseada na antecipação dos movimentos do adversário. Ele explica que a capoeira, inventada pelos escravos, é conhecida como a arte da dissimulação, pois nunca se sabe se os jogadores estão numa luta ou numa dança, e se estão derrubando ou apoiando o outro.

Mel resolve então entrar para a agência SWC, e começa a adotar essa filosofia da “malícia” e “dissimulação” no ambiente empresarial, para tentar influenciar e levar a capoeira para o Evento das Artes Marciais (acho que é uma maneira interessante de mostrar como os ricos conceitos da arte da capoeira cabem também no nosso dia-a-dia).

Em paralelo, Mel continua tentando voltar para seu antigo grupo de capoeira. Ela e Dunga, o jovem mestre do grupo, têm uma relação de discussões e de lutas de egos, com direito a belos duelos de capoeira. Mas no fundo são apaixonados um pelo outro, para desespero da atual namorada do mestre, que sempre envenena Dunga sobre Mel.

Na Agência SWC, Mel também tem um começo difícil. Lá, os vilões são os milionários astros de outras artes marciais que, praticamente popstars, não querem perder terreno com os patrocinadores, e vão fazer de tudo para sabotar a entrada da capoeira no Evento. No entanto, a moça faz sucesso com sua inteligência e malícia e, aos poucos, começa a colocar a idéia da capoeira na pauta da empresa, até finalmente conseguir que o grupo de Dunga seja convidado para participar do Evento.

Mas o mundo de Mel cai quando, no mesmo dia, Mestre Preto Azul morre, seu chefe da Agência descobre seus interesses, demite-a e cancela a participação da capoeira no Evento. A essa altura, no entanto, ela havia conquistado muitos apoiadores, como um rico patrocinador nacionalista e funcionários da SWC. Mestre Dunga, nesse momento, esquece as divergências com Mel e também fica ao seu lado. Os dois finalmente iniciam um romance, temperados por movimentos inspirados na própria capoeira. (creio que daria cenas interessantes)

Todos juntos conseguem fazer com que a capoeira seja apresentada no Evento. O clímax é justamente esse show recheado de cenas espetaculares de capoeira. É um sucesso, e a arte marcial negra é cogitada para ser um esporte-teste nas próximas Olimpíadas. Mel, por fim, com o suporte dos apoiadores que conquistou, abre sua própria agência de marketing esportivo.



 Escrito por Vladimir às 07h12
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Desenhos Animados

Um dos problemas de quem compra um cão filhote da raça Cocker Spaniel é que geralmente se surpreende com o quanto o bicho cresce. Também pudera, todos temos aquela imagem da Lady da “Dama e o Vagabundo”, de Disney, compacta, delicada, e o Cocker normalmente fica proporcionalmente maior que a cadelinha do desenho, principalmente com as pernas mais compridas, né?

                   

Agora, difícil mesmo é achar um Beagle todo branco e com as orelhas pretas, como o Snoopy. Geralmente, os cães dessa raça tem manchas em caramelo, e nunca nem ouvi falar em algum com as características do mascote de Charlie Brown.

                

Aproveitando a comparação de desenho com a realidade, olha só as imagens do Coiote e o Papa-Léguas.

                       

Mas pior pra mim foi saber que o nome Wolverine, do herói dos X-Men, não é só uma variação inventada para a palavra “Wolf” (lobo) o bicho com esse nome "wolverine" existe mesmo e parece mais um pequeno urso. E em português o animal se chama, pasme, “glutão” ou “carcaju”! Ainda bem que não traduziram o nome do herói nos gibis, né?

      



 Escrito por Vladimir às 07h45
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“Brasil” no Houaiss

Eu achava que era certeza que o nome do nosso país, Brasil, vinha do “pau-brasil” que, por sua vez, teria esse nome por conta da cor avermelhada de seu tronco, que lembra “carvão ardente, brasa”. Isso, aliás, teria justificado a mudança de Brazil por Brasil com “s” na constituição de 1891 (pois, se deriva de brasa, não teria sentido ser com “z”).

Mas fuçando o Houaiss, descobri que há na verdade outras hipóteses para a origem no nome Brasil, olha só que curioso:

1) “Brasil” poderia ter vindo do tupi “Ibira-ciri” (que significa “pau eriçado”) – é sério;
2) Ou do tupi-guarani “Paraci” (que significa “mãe do mar”, “mãe da água”) – mas o que teria a ver com “Brasil”?
3) Do provençal “Brezill” (que significava “coisa fragmentada”) – também é um mistério para mim a ligação de “coisa fragmentada” com “Brasil”, ou “pau-brasil”...
4) Do celta “Breasail” (que significa “príncipe”) – pra mim, mais uma conexão impossível...
5) Do irlandês “Hy-Brazail” (que significa “Ilha do Atlântico”) – pelo menos faz mais sentido;
6) Do aríaco “Parasil” (que significa “terra grande”) – quem são os aríacos, Deus do céu?
7) Do árabe “Wárs” (que significa “cúrcuma”, “tipo de planta corante”) – bem, até que dá pra chegar ao pau-brasil, né?
8) Do francês “Brésil”: (que significa “pau-brasil”, derivado, devido à analogia com a cor, do francês antigo “breze” (hoje “braise”), que significa 'brasa', adicionando o sufixo “-il”) - essa é a hipótese oficial e a mais aceita;
9) Do germânico “Brasa”mesma que a anterior, só que a origem sendo germânica;
10) Do inglês “Brazil” (“pau-brasil”) – idem de novo, só que com origem inglesa;
11) Do baixo-latim “Brasile” (que significa “com aspecto de brasa”) – aqui a origem sendo do baixo-latim;
12) Do sânscrito “Bradshita/Bradsita” (que o Hoauiss não diz o que significa);
13) Do grego “Brázó” (que significa “ferver”) – diz que é por causa dessa hipótese da origem grega, que o Brasil anterior era com “z”;
14) Do toscano “Verzino”, derivado do veneziano “Versa” (que significa “lasca”). “Verzino” era o nome das pequenas lascas do pau-brasil transportado e negociado por genoveses na Idade Média;
15) Do veneziano “Verzi” ou “Berzi” (que significava “pau-brasil”) – parecido com a anterior;
16) Do genovês “Brazi” (que significava “pau-brasil”) – outra variação das anteriores, essa com a grafia Brazil...

 



 Escrito por Vladimir às 07h36
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Anotações para meus Top5 2004

Eu estava começando a escolher o meu Top5 de músicas internacionais do ano de 2004, quando percebi que pelo menos três sérias candidatas começam com um toque significativo (e belo) do contra-baixo - acho inclusive que nas três tratam-se de baixos acústicos. São elas:

Temptation – com Dianna Krall
Sunrise – com Norah Jones
Diana – com Caetano Veloso

Lindas!



 Escrito por Vladimir às 07h19
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A atriz Pam Grier, estrela de filmes tipo "Blaxploitation" dos anos 70



 Escrito por Vladimir às 05h55
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Sigh

Às vezes, falo sozinho, como louco. Principalmente suspiros apaixonados, repetindo baixinho o nome da minha amada várias vezes, como um mantra. Abraço o travesseiro, fantasio a presença dela e até converso coisas do dia-a-dia. Faço com prazer.

Mas Riobaldo, personagem-narrador de Grande Sertão: Veredas, reprime-se quando repete o nome de seu amor Diadorim. E, de tanto reprimir, acaba separando a pessoa real da pessoa fantasiada, na verdade sem muito sucesso. Olha o trecho, que bonito:

“O nome de Diadorim, que eu tinha falado, permaneceu em mim. Me abracei com ele. Mel se sente é todo lambente – “Diadorim, meu amor...” Como era que eu podia dizer aquilo? Explico ao senhor: o pensamento dele, que em mim escorreu, figurava diferente, um Diadorim assim meio singular, por fantasma, apartado completo do viver comum, desmisturado de todos, de todas as outras pessoas – como quando a chuva entre-onde-os-campos. Um Diadorim só pra mim. Tudo tem seus mistérios. Eu não sabia. Mas, com minha mente, eu abraçava com meu corpo aquele Diadorim – que não era de verdade (não era?). Aquilo me transformava, me fazia crescer dum modo que doía e prazia. Aquela hora, eu pudesse morrer, não me importava.”



 Escrito por Vladimir às 06h49
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Um seriado da TV

A série da Sony “Joan of Arcadia” (a tradução seria Joana d’Arcadia?) está me saindo o programa de TV que mais tem tocado meu coração. Joan, uma adolescente, conversa com Deus personificado em uma pessoa diferente a cada vez. O Todo Poderoso lhe dá tarefas embaraçosamente divertidas que depois se revelam - de uma maneira sutil - uma boa ação. Cada episódio é uma parábola do tal “escrever certo por linhas tortas” e decifrar as mensagens implícitas é o melhor da série.

Num episódio, por exemplo, Joan tenta achar sua vocação e Deus manda ela se empregar no jornal do grêmio da escola. Lá, ela tenta ser fotógrafa, mas se revela um fracasso. Acaba sendo responsável por levar o lixo pra fora. É aí que ela descobre, inadvertidamente, um poema genial jogado no lixo. Joan faz cópias do poema e distribui entre os colegas. A mensagem de Deus é que às vezes nossa vocação não é fazer algo genial, e sim de escavar e descobrir coisas geniais. Achei o máximo, porque conheço pessoas a quem admiro muito e que tem esse poder de escavar, fuçar e descobrir coisas, pessoas, valores. Talvez elas não saibam o quanto são admiráveis...

Num outro episódio, Deus manda Joan dar um presente para Adam, seu namorado, um rapaz com talento para as artes plásticas, e ela fica aflita, achando que deve transar com ele. A menina enfeita-se toda e vai ao encontro dele, mas nada acontece; ela acaba descobrindo que ele está na pior, deprimido, por causa de problemas familiares, e que por isso não tem produzido sua arte. Joan então lhe dá de presente um quadro com uma foto de Rodin, o escultor francês que, mesmo com extremas dificuldades particulares, produzia sua arte genial. Com a foto, ela está na verdade presenteando Adam com a fé em si mesmo. Mais uma vez me identifiquei, pois esse é o melhor presente que tenho recebido nos últimos tempos: a fé em mim mesmo...

Por fim, um pequeno diálogo em outro episódio, me tocou o coração no ato. Adam estava querendo terminar o namoro com Joan justamente porque ela havia conhecido o seu lado deprê , pra baixo, na pior. Mais uma vez me identifiquei, pois por muitas vezes tenho vontade de voltar no tempo e não deixar que a minha amada conheça nunca meus lados fracos. O personagem Adam comenta isso com a mãe de Joan, que retruca: “Mas, Adam... esses são os laços...”. Nesse momento, exclamei para mim mesmo: “É isso! São os laços!” Isso me reconfortou de uma maneira incrível!...

Joan of Arcadia passa na segunda-feira às 20hs e repete no sábado às 17h.



 Escrito por Vladimir às 06h23
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Top5 Sequência de Filmes

Top5 Sequências tão boas quanto as originais
1. De volta para o Futuro II
2. O Império Contra-Ataca (cont. de Guerra nas Estrelas)
3. Indiana Jones no Templo da Perdição (cont. de Caçadores da Arca Perdida)
4. Duro de Matar II
5. As Panteras Detonando (só eu gostei desse filme?)

Top5 Sequências que conseguiram ser melhores que as originais (que já eram boas)
1. Toy Story II (Tá no meu Top20 de melhores filmes de todos os tempos)
2. O Exterminador do Futuro II (idem ao anterior)
3. Homem Aranha II (Tá disputando o Top1 de 2004)
4. A Família Addams II
5. Uma Noite Alucinante (ou Evil Dead II, talvez o melhor trash de todos os tempos)

Top5 Sequências muito, mas muito piores que as originais
1. Jurassic Park - O Mundo Perdido (sem comentários, podre podre)
2. Velocidade Máxima II (idem ao anterior)
3. Piranhas II – Assassinas Voadoras (eu adorava “Piranha”, sim, e daí? A Sequência é o horror, o horror)
4. Matrix Reloaded e Revolutions (desculpe-me os fãs, mas fiquei muuuito decepcionado)
5. 2010 – O Ano que Faremos Contato (lamentável contin. de 2001 – Uma Odisséia no Espaço)



 Escrito por Vladimir às 06h16
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Canções que mencionam cidades

Eu, que sou de Goiânia, invejo pessoas que nasceram em cidades homenageadas em canções. Nem precisaria ser Nova Iorque, que tem New York, New York, entre outras.

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Mas, por exemplo, o Rio de Janeiro não só tem inúmeras canções em sua homenagem (Cidade Maravilhosa, Aquele Abraço, Samba do Avião, etc etc etc), como tem odes específicas a seus bairros; famosos como Copacabana (...A princesinha do mar), Ipanema (e sua Garota...), mas também Vila Isabel (Feitiço da Vila), Estácio (X do problema, do mesmo Noel Rosa) e, é claro os palcos de suas Escolas de Samba (Morros da Mangueira, do Salgueiro, etc).

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Da mesma maneira, Salvador tem inúmeros hinos cantados e recantados nos seus carnavais que falam não só da cidade e do seu povo, mas que também fazem várias referências a lugares específicos (Abaeté, Itapuã, Farol da Barra, Praça da Sé, Campo Grande, Pelô, Candeal, Ondina, céus!, dá pra fazer um mapa da cidade só com as canções...).

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São Paulo tem Sampa, Ronda, Trem das Onze, entre outras; Porto Alegre tem as canções de Kleiton e Kledir (como “Deu pra ti, baixo astral, vou pra Porto Alegre, tchau”).... Brasília foi diversas vezes citada no rock nacional, principalmente pela Legião Urbana (Música Urbana, Eduardo e Mônica, Faroeste Caboclo,...)

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E Goiânia? Neca? Ok, o estado de Goiás tem lá suas citações, muitas vezes em boas músicas caipiras (como em Chico Mineiro), e sei que há seus hinos, como a bela Balada Goiana (“É Goiás, Goiás, Goiás”), aliás esta composta por um tio-avô meu (Manoel Amorim Félix de Souza).

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Infelizmente, a mais conhecida música popular que faz referência à cidade de Goiânia, é aquela “Eu amo Goiânia, Goiânia me ama” composta por Moacyr Franco em 1987, com a intenção de ser um desagravo ao acidente do Césio-137, mas que acabou virando uma piada involuntária.

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Mas essa música não foi a única pop a citar Goiânia, não senhor! No final dos anos 80 havia uma versão (não lembro de que banda) do clássico Mr. Postman, cantado pelos Beatles entre outros, cujos versos citavam Goiânia. Provavelmente a cidade só foi mencionada por causa da rima fácil, mesmo assim a canção fez relativo sucesso lá na minha terra (e só lá, hehe). Enfim, os versos originais da canção são:

Mr. postman look and see
You got a letter in your bag for me
I've been waiting such a long time
Since I heard from that girl of mine

E a versão era algo assim:

Ô Seu Carteiro, olha aí:
Vê se tem uma cartinha pra mim.
Tô esperando há mais de uma semana
Desde que ela se mandou pra Goiânia

Pode?



 Escrito por Vladimir às 07h09
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Grande Sertão: Veredas

Há quase um ano e meio que venho tentando avançar na minha leitura de Grande Sertão: Veredas de Guimarães Rosa, e só agora cheguei na metade das 624 páginas. O problema é que eu me recuso a ler corrido as páginas mais complexas ou cheia de devaneios, prefiro saborear com prazer a reinvenção do português de Rosa, como se fosse um chocolate derrentendo na boca.

Por exemplo, como eu poderia passar batido por trechos como esse:

“Dormi, nos ventos. Quando acordei, não cri: ouro e prata que Diadorim aparecia ali a uns dois passos de mim, me vigiava. Naqueles olhos e tanto de Diadorim, o verde mudava sempre, como a água de todos os rios em seus lugares ensombrados. Aquele verde, arenoso, mas tão moço, tinha muita velhice, muita velhice, querendo me contar coisas que a idéia da gente não dá pra se entender – e acho que é por isso que a gente morre. Não sorriu, não falou nada. Apanhei foi o silêncio dum sentimento, feito um decreto: - Que você em sua vida toda toda por diante, tem de ficar para mim, Riobaldo, pegado em mim, sempre!... – Que era como se Diadorim estivesse dizendo. Fiquei sabendo que gostava de Diadorim – de amor mesmo amor, mal encoberto em amizade.”



 Escrito por Vladimir às 06h10
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Muttley



 Escrito por Vladimir às 06h17
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Gris

Tá rolando no rádio uma boa música interpretada pela Ana Carolina , chamada “A Louca Tempestade”, que diz assim no refrão:

“Eu quero ser uma tarde gris
Quero que a chuva corra sobre o rio...”

Essa palavra “gris” me fez lembrar outros belos versos, do Djavan, da canção “Nenhum dia”:

“E tudo nascerá mais belo
O verde faz do azul com o amarelo
O elo com todas as cores
Prá enfeitar amores gris”

Eu "enquanto" daltônico "a nível de" ignorante do assunto cores, me perguntei: Que cor é esse tal de gris que me parece ser tão poético?

Segundo o Houaiss, GRIS é uma cor “tirante a cinza”. Hummm... Já o Aurélio é mais específico e diz que é um cinzento “tirante a azul”. Então imagino que gris seja algo entre o cinza e o azul, mais para o lado cinzento... Será que já vi essa cor sem saber?

Well, se eu mal distingo as cores ordinárias, quanto mais essas peculiares, né? sigh

********************************************

Esse termo “Gris” me chamou a atenção também por causa de um antigo pintor cubista espanhol de quem gosto muito, chamado Juan Gris. Vejam só uma pintura dele:

Acredito que nem o nome do artista nem sua pintura tenham a ver com a cor homônima. Mas as cores de Juan Gris também são intrigantes, sempre nos convidando para seguir as linhas de sua arte e descobrir objetos como o violão, o copo, o jornal ou a mesa; num quebra-cabeças mental fascinante. Bonito, né?



 Escrito por Vladimir às 06h23
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Coisinhas inúteis que quero ter quando crescer

                     Relógio Cuco



 Escrito por Vladimir às 07h30
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Canto do Vladimir

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Nome: Vladimir Batista
Idade: 37
Nasceu: Goiás
Mora: Rio de Janeiro
email: vladimir.batista@gmail.com

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Blog de Vladimir Batista, 37, sobre cinema, curiosidades (etimologia (origem das palavras), dicionário, cultura inútil, rankings (top10, top5,...)), música, TV, literatura, minhas criações (letras, poemas, contos, romances, novelas, roteiros de cinema, argumentos), atualidades, minha vida, etc...


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