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Meu roteiro infanto-juvenil
Adoro escrever roteiros de cinema. Na verdade, minhas idéias são de scripts sempre cheio de clichês, nada muito especial. Nos últimos dias resolvi ressucitar uma idéia antiga de um roteiro de um longa-metragem infanto-juvenil. Tomei clichês que adoro: um personagem pequenino (eu adorava aquela série antigaça Terra de Gigantes, e os filmes Querida, encolhi as crianças, Pequenos Guerreiros e Toy Story), uma cena de roubo a museu (ao estilo de Armadilha) e muitas cenas de perseguição, luta e ação. Juntei com temas que inacreditavelmente (para mim) nunca foram bem aproveitados no cinema brasileiro, tais como a Copa do Mundo como pano de fundo e a existência de um super-herói no Brasil.
O resultado dessa mistura deu no argumento de longa-metragem "Samba, o Super-Herói Brasileiro", vejam se gostam:
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Samba, o Super-Herói Brasileiro
Sinopse de Longa Metragem
A Copa do Mundo está sendo sediada no Brasil. Um certo ET, tão pequenino quanto um playmobil, verde e amarelo, mas com feições humanas, pousa acidentalmente na Terra (em São Paulo) e sua pequena nave espacial danifica-se. Cláudia, uma moça trapezista, encontra-o na rua e lhe dá abrigo. O ET se mostra gostando de ver futebol e de ouvir samba. Cláudia o apelida de "Samba", pois ele fica dançando saltitante só de escutar a música. O pequenino tem o poder de dar saltos enormes e de lançar raios de energia atordoantes.
Mas o ET não pode ficar na Terra permanentemente sem a proteção de sua nave; a atmosfera daqui o mataria em poucos dias. A única maneira de consertar a sua nave é com uma pedrinha chamada octrita, tão rara na Terra que somente pode ser encontrada cravejando uma certa medalha de honra ao mérito da Inglaterra, temporiaramente exposta no MASP junto com todas as Jóias da Coroa inglesa.
Samba precisa da pedra na medalha e resolve tentar entrar no MASP e pegá-la, sob os protestos de Cláudia, que acha que ele deve achar outra maneira que não seja roubar. Samba consegue chegar até a medalha, mas acaba mudando de idéia e não a rouba. No entanto, bandidos também estão no museu, e roubam todas as Jóias da Coroa. O bando está fazendo o serviço para uma máfia que planeja trocar as jóias por armas sofisticadas, a fim de fazer terrorismo durante a final da Copa. Após o roubo, a Rainha da Inglaterra, que está em visita ao Brasil pela Copa, resolve oferecer a tal medalha como prêmio para quem recuperar todas as Jóias da Coroa. A essa altura, Samba já salvou a vida de pessoas e tem a fama de ser um novo “super-herói”, e resolve ir atrás dos ladrões montado em seu cachorro (o cãozinho de Cláudia).
Após algumas aventuras seguindo a pista dos bandidos, Samba consegue vencê-los numa luta na arena do circo lotada de expectadores e recupera as Jóias. A Rainha premia Samba, então, com a medalha cravejada com a octrita que ele tanto necessita.
Porém, o tempo de sobrevivência na Terra do ET está se esgotando e ele adoece. No apartamento de Cláudia, Samba se esforça para consertar a nave durante o jogo final da Copa, no qual o Brasil perde por dois a zero. Ele tem poucos segundos de vida, e a nave parece que não vai funcionar... Samba está quase desistindo e morrendo resignado quando vê na TV a Seleção fazendo dois gols seguidos e empatando o jogo nos últimos minutos. Cláudia motiva Samba, fazendo um discurso sobre a raça nacional e a capacidade de sobrevivência do brasileiro. Samba ganha forças, tenta uma última vez e finalmente a nave funciona! Dentro dela, o ET recupera a vida, exatamente ao mesmo tempo que o Brasil faz o gol vencedor e é hexa-campeão do mundo! Todos comemoram!
Samba despede-se dos amigos de maneira emocionante. Por fim, ele sobrevoa com sua nave a Avenida Paulista em festa, carregando a bandeira do Brasil e indo embora para seu planeta.
Escrito por Vladimir às 07h16
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O que mais tem tocado dos meus fones de ouvido
Eita música linda!!
I've found a reason for me
To change who I used to be
A reason to start over new
and the reason is you
Achei uma razão para mim
Para mudar o que eu costumava ser
Uma razão para começar de novo
E essa razão é você
(Música: The Reason, Artista: Hoobastank)
Escrito por Vladimir às 08h35
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Coisas deliciosas que eu não saboreava há quase meia década
Pêssego em calda com creme de leite...
Morango com chantilly...
Devorei na última semana! Hummmmmmmmm SCHLEP!

Escrito por Vladimir às 07h37
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A Dama do Crime

Outro dia vi, no GNT, um especial sobre a vida de Agatha Christie, a mais célebre escritora de estórias de assassinato, criadora do detetive belga Hercule Poirot e da velhinha mexeriqueira Miss Marple (minha favorita). Sou fã de Agatha, de quem já li quase 30 livros, e adorei saber alguns detalhes de sua vida. Por exemplo, que ela tinha formação como farmacêutica, o que a ajudou nas histórias envolvendo venenos e afins. Ou que aos 30 e tantos anos, após saber que seu marido estava apaixonado por outra, Agatha saiu de manhã e simplesmente desapareceu por umas semanas. Ela já era uma escritora conhecida e, durante esse tempo, registrou-se num hotel com outro nome (curiosamente, o sobrenome da amante do marido), e depois alegou que teve um lapso de memória. A verdade nunca vamos saber. De qualquer maneira, creio que ela viu, nessa situação, o quanto era fácil se passar por outra pessoa, recurso que ela usaria na maior parte de seus romances.
Outro detalhe que me chamou a atenção foi um causo de uma amiga dela. Diz ela que Agatha já era bem velhinha e um dia lhe perguntou como ela conseguia que sua louça ficasse tão brilhante e limpa. A amiga disse que tinha um segredo: usava produtos para limpar dentadura. Nesse momento, a amiga viu um brilho no olhar de Agatha. Como se ela tivesse acabado de ter alguma idéia para um romance.
Achei o máximo esse causo, pois muitas vezes ouço ou vejo fatos curiosos do cotidiano, que também me dão idéias para um roteiro ou um conto. E digo: mesmo não sendo uma Agatha Christie, não há sensação melhor que essa lampadinha se acendendo na minha cabeça...
Escrito por Vladimir às 07h51
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Cinema Nacional

Anteontem definiu-se que Olga vai concorrer à indicação ao Oscar de Filme Estrangeiro. Boa escolha, acho até que teremos chance, pois a Academia gosta de filmes sobre o nazismo mas... pra falar a verdade, eu não gostei muito da obra. Achei que faltou criatividade, diálogos mais inteligentes e cenas mais ágeis. Um excelente tema mal aproveitado. Mas o público parece estar gostando (já deu 2,5 milhões de expectadores) então vamos torcer para que os velhinhos da Academia gostem também, né?
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Vi também O Redentor e gostei mais, principalmente das atuações e da produção (com bons efeitos especiais), mas achei que poderia ser mais criativo no roteiro. Em matéria de “Deus-falando-com-mortal-traçando-caminhos-certos-por-linhas-tortas”, qualquer episódio da série americana Joan of Arcadia consegue ser bem mais sutil e criativo.
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Acho que neste ano, de um modo geral, o cinema nacional está devendo. No ano passado, meu filme favorito (entre todos) foi brasileiro, o excelente O Homem que Copiava, e teve outros muito bons, como Lisbela e o Prisioneiro, Sexo, Amor e Traição e Os Normais. Em 2002, Cidade de Deus entrou direto para o meu Top20 de todos os tempos. Mas a safra de 2004, na minha opinião, está fraca. O que mais gostei foi Viva Voz, uma ótima (e subestimada) comédia de erros com a impagável Graziela Moretto, mas acho muito pouco para um cinema que quer se firmar pela diversidade e qualidade.
Escrito por Vladimir às 07h15
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Final de Filmes

Eu não costumo julgar um filme pelo final, e sim pelo conteúdo. Lembro que a minha irmã Val disse que não gostou de Titanic por causa do que acontece com o mocinho no final. Um crítico do Estadão, Luiz Carlos Merten, que aliás aprecio muito, costuma criticar filmes que se concluem com a solução polêmica do mocinho-matando-o-bandido. Por exemplo, ele detonou “A Outra Face” (com o John Travolta e Nicolas Cage) principalmente por causa disso. Concordo que o desenlace de Face-off poderia ser mais nobre ideologicamente, mas o filme é excelente, um dos meus favoritos do John Woo e de todos os tempos.
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Por isso adorei “Os Sinais” e agora gostei também de “A Vila”, dois filmes muito julgados por não ter um final bombástico do primeiro filme do diretor “O Sexto Sentido”. Na minha opinião, não é o final que importa mais nesses filmes e sim as emoções que eles passaram durante as duas horas (muito medo do desconhecido em “Os Sinais” e muito gosto de ver os dramas individuais e coletivos ficarem inteligentemente amarradinhos em “A Vila”). Acho que cinema é isso: ter prazer durante as duas horas, muito mais do que no final.
Escrito por Vladimir às 07h57
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Festival do Rio 2004

Há anos que tenho vontade de assistir a uma Mostra de Cinema. Na verdade, sonho com algo como Cannes, hehe, mas o iminente Festival do Rio 2004, de 24 de setembro a 07 de outubro, está bom demais!
Nunca fui a um Festival, talvez por falta de companhia, falta de grana e por ser sempre fora das salas de cinema que eu frequento. Este ano essas condições não mudaram muito, mas meu espírito sim, estou determinado a encarar a maratona de filmes. Já comprei o guia de O Globo, fucei críticas e, considerando meu horário de trabalho, fiz uma seleção prévia de filmes que quero assistir. Na verdade, se eu conseguir assistir a um terço delas, já me darei por satisfeito. Mesmo assim, alguns filmes que eu queria muito ver, como Gosto de Sangue ou o brasileiro Filhas do Vento tiveram que ficar de fora por questão de horário. Outros, como Kill Bill Vol.2, prefiro esperar sair no circuito, o que acontecerá em breve. Olhem a lista nos posts abaixo, que servem também como dicazinhas (entre parênteses a sala e a sessão):
Escrito por Vladimir às 07h26
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Festival do Rio - Programação da Primeira Semana

Dia 24 SEX
- Casa de Areia e Névoa, com a linda Jennifer Connely, concorreu a três Oscars. (PAISSANDU 19h)
Dia 25 SÁB
- Herói, épico chinês de artes marciais, um dos melhores filmes que já vi! Com o Jet Li, a Zhang Ziyi e o belo casal Tony Leung e Maggie Cheung. (S.LUIZ 14h)
- Mais tarde, dá para esticar para Maria, cheia de graça, propalado filme sobre colombiana que transporta cocaína no estômago. (BARRAPOINT1 19:30)
Dia 26 DOM
- Helena Meirelles, a dama da viola, documentário sobre a velhinha violeira pantaneira. A música dela é deliciosa! (ODEON 15:30)
- Daí, corro para ver Um lugar entre os vivos, simpatizei com a sinopse: “Na Paris dos anos 50, escritor fracassado propõe a assassino a escrever sobre seus crimes. Porém, quanto mais ele escreve, mais mortes ocorrem. (BOTAFOGO1 17h)
- Se eu estiver animado ainda dá pra ver um terceiro filme: O Jogador de Cartas, de Dario Argento, um cult mestre do horror italiano. Vi falando bem dele na coluna do Xexéo, fiquei curioso. O filme é sobre um serial killer, o tal “jogador de cartas” do título. (PALÁCIO1 21:30)
Dia 27 SEG
- Quero ver com a Cláudia: De Lovely, sobre a vida de Cole Porter, com o Kevin Kline, e participação da Dianna Krall. (PAISSANDU 19h)
- Se não der certo, vejo Chalte-Chalte, romance de Bollywood, a Hollywood da Índia. Fiquei curioso. (BOTAFOGO3 18:30)
Dia 28 TER
- Whisky, filme uruguaio revelação em Cannes (venceu a mostra Un certain regard), sobre velhinho dono de fábrica decadente e sua assistente que fingem ser casados quando o irmão dele aparece. Parece muito bom! (IPANEMA2 19h)
- Após Whisky, dá pra correr para ver Hora de voltar, filme dirigido e estrelado pelo cara que faz o JD de Scrubs, sobre looser que volta para a sua cidade. Parece cult, teve boas críticas no Blog do Bonequinho de O Globo. (FASHION-MALL 21:30)
Dia 29 QUA
- Vou tentar dar uma escapada do escri à tarde para assistir o já comentado Herói, dessa vez com a Cláudia (BARRAPT2 16:30)
- Na mesma sala, logo após, há Santa Menina, filme argentino que passou em Cannes, sobre mulheres de um hotel e suas experiências com homens que estão lá num congresso de otorrinos. Segundo o Kleber Mendonça (meu crítico favorito), “a diretora ataca o espectador com momentos delicadamente animalescos.” (BARRAPT2 19h)
Dia 30 QUI
- A Má Educação, o novo do Almodóvar, imperdível! Quero ver com a Cláudia! (BOTAFOGO1 19h)
Escrito por Vladimir às 07h25
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Festival do Rio - Programação da Segunda Semana

Dia 01 SEX
- Zatoishi, filme sobre um samurai cego, do Takeshi Kitano, cultuado cineasta japonês atual. Já vi dele Dolls, que gostei, mas ele já fez muitos outros filmes elogiados, como Hanna-Bi, fogos de artifício que morro de vontade de ver. (BOTAFOGO1 19h)
Dia 02 SÁB
- Clã das Adagas Voadoras (House of Flying Daggers), épico chinês com o mesmo diretor de Herói e também com a Zhang Ziyi. Foi muito elogiado em Cannes, e se for só metade da qualidade de Herói, já vou amar! (S.LUIZ 14h)
- Mais tarde há Por um punhado de dólares, clássico western-spaguetti de Sérgio Leone, iniciando sua parceria com Clint Eastwood. Eu adoro outro filme dele, Três Homens em Conflito e nunca vi este, mas de qualquer maneira poder ver Sérgio Leone na telona é uma oportunidade única! (MAM 16:30)
Dia 03 DOM
- Cadê meu irmão, fantasia infantil alemã sobre menina que quer ganhar um cachorro. Estou curioso para ver uma visão diferente da americana de filmes infantis com cachorros (que eu me amarro). (UNIBANCO1 13:30)
- Por uns dólares a mais, mais um “Sérgio Leone + Clint Eastwood” na telona. Pena que, por causa dos horários eu não poderei ver todos!
Dia 04 SEG
- Baadasssssss!, sobre a feitura de um filme da onda blaxploitation (cinema negro americano dos anos 70). (IPANEMA1 18:30)
- Uma opção ao anterior seria Barbarella, clássico psicodélico de ficção científica, com uma Jane Fonda bem sensual. (MAM 18:30)
Dia 05 TER
- Comme une Image, sofisticada comédia classe-média-alta francesa, melhor roteiro em Cannes 2004. (BOTAFOGO1 19h)
Dia 06 QUA
- Uma espada na lua, filme coreano sobre dois amigos em conflito na Coréia medieval. (BARRAPT2 19h)
Dia 07 QUI
- Mais uma vez, vou tentar sair mais cedo do trabalho, para rever, dessa vez com a Cláudia o já comentado Clã das Adagas Voadoras (House of flying daggers), (IPANEMA2 16:30)
- Por fim, o filme O Coração é Traiçoeiro Acima de Todas as Coisas. O que me chamou a atenção nele foi a sinopse que, dependendo da realização, pode resultar em desde uma bomba estilo “Supercine” até uma obra-prima: “menino que vivia com pais adotivos é levado pela mãe biológica contra a sua vontade. Ela o maltrata e estimula os namorados a fazer o mesmo.” (PALÁCIO1 21:30)
Escrito por Vladimir às 07h24
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Letras de Músicas

Há músicas que a gente ouve, ouve e até sabe cantar junto mas nunca parou para prestar atenção na letra, não há? Assim aconteceu comigo com “A Novidade” do Gil e dos Paralamas, que só outro dia é que fui perceber a letra. Fala de uma sereia que “veio dar” na praia, causando uma guerra paradoxal: os românticos ficam fascinados pela metade mulher e os famintos pela metade peixe. É uma metáfora das desigualdades dos desejos, necessidades e vontades... Que letra mais surreal, né?
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Outra curiosidade é “Por você”, do Barão Vermelho. A letra desfila desafios a serem superados pela mulher amada. Coisas como “Por você // Eu dançaria tango no teto / Eu limparia os trilhos do metrô”. O curioso é que completa com “Eu mudaria até o meu nome // Eu viveria em greve de fome // Desejaria todo o dia a mesma mulher”. Ou seja, equiparia todos esses desafios quase impossíveis com “desejar todos os dias a mesma mulher”, que deveria ser regra e não exceção. Tsc tsc...
Escrito por Vladimir às 07h18
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Paisagens magníficas
Vez em quando, o Globo Repórter passa documentários de um aventureiro francês, chamado Nicolas Hulot. Outro dia passou um mostrando Bangladesh e seus tigres. Antes, teve outro com florestas petrificadas de Madagascar. A fotografia com cores vivas, como o vermelho e o alaranajado são sempre o destaque.
Pois é, não me esqueço do primeiro documentário desse francês que passou no Globo Repórter, há uns dois anos. Lembro que era lá pelo deserto do Atacama, perto do Chile. Havia uma cena que me marcou: de um balão sobrevoando um deserto feito de sal branquinho como a neve (parece que era um antigo lago salgado e hoje é a maior reserva de sal do mundo). De repente o balão se depara com uma “ilha” nessa salina, com uns cactus gigantes alaranjados. A imagem dos cactus sobre o fundo branco do “mar” de sal parecia uma pintura e me impressionou. Ontem resolvi fuçar na internet e descobri que se trata do “Salar de Uyuli”, na Bolívia. Olha que imagens lindas:

Esse “mar” não é água é só sal duro, acreditem!
Cada ângulo é mais lindo que o outro, né?
Foto de Satélite do Salar de Uyuli
Escrito por Vladimir às 07h13
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Filmes Épicos Chineses

Eu estava no Havaí e o pessoal uma tarde quis fazer “comprinhas eletrônicas”. Como isso não é a minha praia, perguntei se alguém queria ir ao cinema comigo assistir a um filme de kung-fu chinês falado em taiwanês com legendas em inglês. Claro que diante de uma apresentação assim, ninguém se interessou e fui sozinho. Mas, depois, esse filme, “O Tigre e o Dragão” (com o meu ídolo Chow Yun Fat e a lindinha da Zhang Ziyi) estrearia no Brasil e seria um relativo sucesso.
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Os que não gostaram de “O Tigre e o Dragão” sempre reclamam que há um exagero na quebra da lei da gravidade, que nos filmes como “Matrix” e “As Panteras” pelo menos há uma mínima preocupação e fazer os lutadores pousarem após dar cinco golpes no ar num salto só; em “O Tigre..”, o autor Ang Lee deixa pra lá essa norma, os personagens voam mesmo. Além disso, havia aqueles três temas básicos dos filmes orientais: o amor irrealizado, as relações mestre-aprendiz e o humor quase infantil, que às vezes são difíceis para o paladar ocidental.
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Eu amei “O Tigre e o Dragão”. As cenas de “vôos” para mim têm um aspecto onírico, ou seja, lembram demais os meus sonhos recorrentes que estou planando. Isso me fascina. E eu simplesmente adoro toda essa temática oriental, me identifico totalmente. Já tinha colocado esse filme como um dos meus favoritos, até ver o filme “Hero” (num estande de uma feira em Genebra no ano passado, veja só). “Hero”, do chinês Zhang Yimou, tomou o posto de “O Tigre...” no meu Top20 de todos os tempos. É do mesmo estilo, só que é ainda mais espetacular: as imagens e as cores são lindas de morrer (ao estilo de “Kill Bill”), as cenas de luta mais apaixonantes e oníricas, tem o astro do kung-fu Jet Li, tem novamente a Zhang Ziyi e tem os lindos Tony Leung e Maggie Cheung (o mesmo casal de “Amor à Flor da Pele”, outro filme presente no meu Top20).
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Curiosamente, “Hero” é de 2002 mas só há três semanas estreou nos EUA (em primeiro lugar!), e deverá estrear no Brasil só no fim do ano. Demorou tanto, que o novo filme do mesmo diretor já estreou na China. Trata-se de “O Clã das Adagas Voadoras” (wallpaper acima), do mesmo estilo e mais uma vez é estrelado pela linda Zhang Ziyi. Os críticos que viram no Festival de Cannes adoraram e já estou curiosíssimo para ver também.
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Pois bem, tudo isso é para comemorar que tive a notícia que no Festival do Rio de 2004, vão passar ambos os filmes: “Hero” e “O Clã das Adagas Voadoras”! Será verdade?? Céus, onde é o guichê???
Escrito por Vladimir às 08h10
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Gênios da Música

Sempre gostei de frases de efeito. “Essa é a melhor música da década!”, “Esse filme vai direto para o meu Top10 de todos os tempos!”. Lembrei disso, porque estava hoje ouvindo música clássica na Rádio MEC e tocou um dos Concertos Brandenburgos do compositor Johann Sebastian Bach (na verdade não é clássica, é barroca, né?). Daí me lembrei que costumava dizer na faculdade: “Se Deus Todo-Poderoso fosse fazer uma melodia, ela seria Concerto Brandenburgo Nº2, de Bach!!”
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Eu nunca entendi de música, muito menos de erudita, mas eu admirava Bach por colocar vários intrumentos tocando aparententemente coisas diferentes e desincronizadas e, de repente, a um certo ponto a gente percebia o quanto todos aqueles instrumentos estavam na verdade incrivelmente harmoniosos e combinando seus sons com maestria. Como se fosse algo divino mesmo. E eu achava o Concerto Brandeburgo Nº2 um dos mais belos exemplos dessa genialidade.
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Daí eu falava essas coisas na faculdade e, quando eu já estava quase posando de “intelectual sabe-tudo”, eu botava tudo a perder completando que também Prince, o cantor pop, tinha um estilo parecido. Ao tocar quase todos os intrumentos em suas músicas, ao incluir raps e guitarras surpreendentes, dava pra perceber um trabalho elaborado em cada um desses elementos. E, no meio da aparente poluição de recursos, nunca deixava de haver harmonia e, mais difícil, conseguia ser pop, funky e sexy até não poder mais. Essa árdua combinação do elaborado com o pop me impressionava e eu decretava mais uma das minhas (sacaneadas) frases de efeito: “Pessoal! Prince é o Bach da música moderna!...”
Escrito por Vladimir às 08h01
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Aberturas de Novelas
O que é essa abertura da novela “Começar de novo”? OK, eu entendi, aquelas imagens embaçadas representam as memórias do personagem aos poucos voltando à tona mas, fala sério, não é de hoje que a falta de criatividade da turma do Hans Donner anda crítica. Acho que a última abertura decente que eles fizeram foi a de “Mulheres Apaixonadas”, com as fotos super produzidas de gente comum (que aliás foi imitada lamentavelmente agora em “Senhora do Destino”). A abertura de “Cabocla” também parece com outras antigas, como "Salvador da Pátria". A de “Cor do Pecado” parecia com (ou era pior que) a de “Salsa e Merengue”. “Celebridade” uma imitação de “Brilhante”...
Enfim, essa turma do Hans já produziu muita coisa boa, como antigas aberturas do “Fantástico” (aquela das pirâmides), a de “Tieta” (com o corpo de mulher retorcido), de “Vale Tudo” (um primor de combinação de fotos do Brasil com a música) de “Pátria Minha” (com Chaplin dançando com o globo), e de “Cravo e a Rosa” (com cenas de cinema mudo). Mas hoje tá muito fraco e sem imaginação! Na minha opinião, esse pessoal tá precisando urgentemente descer do pedestal e dar umas recicladas, né?
Obs: Infelizmente, tirando a MTV, na minha opinião as outras redes também não primam pela criatividade de suas aberturas. Gosto de lembrar uma excelente abertura, a de "Pantanal", onde a mulher nua (acho que era a Nani Venâncio) vira onça. Lembro que já naquele tempo achei mais criativa que o padrão de então do Hans.
Escrito por Vladimir às 09h44
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Vladimir e a poesia
Quando eu era criança pequena lá Anápolis, eu costumava compor musiquinhas. Uma delas fiz quando eu tinha uns sete, oito anos, em homenagem à primeira menina de quem eu gostei, uma tal de Lúcia, da minha turma da primeira série do Colégio Auxilium (mas, tímido, nunca mostrei para ela). O refrão era:
Você é meu amor
Você é minha flor
Você é meu calor
Um beijo nos seus lábios vou pôr...
O detalhe é esse último verso, uma rima forçadérrima, praticamente trash mas que, vendo agora, me parece tão terna...
Escrito por Vladimir às 13h36
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Reality-Shows
Quando os Reality Shows surgiram, eu fiquei fascinado pela nova linguagem e suas possibilidades. Cheguei a escrever alguns roteiros inspirados na idéia, que usavam uma metalinguagem peculiar, pois eram dramatizações fictícias baseados em shows de realidade (um reality-show dentro do filme por exemplo). Aliás tenho que dizer que há quase três anos, comecei a escrever um roteiro sobre um reality show, que era uma mistura desse “Casa dos Artistas – Protagonista de Novela” com aquele malfadado “O Jogo” da Rede Globo. Como nenhum dos programas emplacou (nem eu os vi), nem dá para pensar que eu perdi a chance de ficar rico, né?
Mas nunca achei que os Reality-Shows fossem tomar o lugar da teledramaturgia, nem que, ao contrário, fossem um modismo destinado à breve extinção, como a lambada ou os programas de TV do tipo Cocktail. Hoje acontece exatamente o que eu previ, os reality shows convivem bem com outros tipos de programas, e há programas ruins e bons.
Tudo isso é pra dizer que estou adorando dois reality-shows na TV:
Na TNT, há um reality show ("48 Horas") de cineastas iniciantes com a tarefa de fazer um curta-metragem em três turnos de 48 horas (um para a pré-produção, outro para filmagens e outro para finalização). Já fizeram um programa no Brasil (que infelizmente perdi), um na Argentina (que infelizmente não vi tudo) e agora está passando um na Venezuela. O segundo episódio é hoje, sexta-feira, às 21:30, na TNT, e não quero perder! (Repete aos sábados às 16:30)
No People and Arts, há o reality-show O Aprendiz, com candidatos concorrendo a uma vaga nas Empresas de Donald Trump. Mesmo com todo o hilário artificialismo dos americanos, é interessante observar as diferenças de estilos que fazem os candidatos vencerem as tarefas (aliás “as candidatas”, pois só o time das mulheres tem vencido os episódios). Mas o espetáculo desse Reality-Show é mesmo o próprio Donald Trump, que não tem papas na língua e detona a incompetência sem constrangimento, nos coroaando com o famoso “Está despedido!” no final de cada episódio. Impagável! Vão fazer a versão brasileira, com o Roberto Justus, mas como será esse programa sem a inimitável falta-de-senso-do-ridículo americano e principalmente sem Trump? Por enquanto não perco um O Aprendiz americano, às quartas-feiras às 21:00hs, no People and Arts. (Repete domingo às 21:00hs)
Escrito por Vladimir às 14h12
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CDs da Olívia Hime e da Zélia Duncan
Ouvi o novo CD da Olívia Hime duas vezes, uma na loja (só as introduções), e num programa da MEC FM, mas deu pra ver que é uma jóia rara ou, como o próprio nome do seu selo, um biscoito fino. Sambas meio "chorados", elegantes (como os do Paulinho da Viola), lindas letras, melodias saborosas... E olha que só me interessei porque eu confundi a Olívia Hime com a Olívia Byington, de quem tenho um CD primoroso: "A Dama do Encantado", uma homenagem à Aracy de Almeida.
Aliás, falando em Aracy de Almeida, a quem eu aprecio muito, fiquei sabendo que o novo CD da Zélia Duncan, que tem aquela linda versão para "Dream a little dream of me", também é uma espécie de homenagem a Aracy, essa cantora das antigas, que se notabilizou mais pelo "personagem" ranzinza que ela mesma criou como jurada do Sílvio Santos (que falava "Vou dar desh pau pro calouro!"). No caso da Zélia, não é uma homenagem direta, apenas li que ela incorporou o estilo da cantora favorita de Noel Rosa, no sentido que ela adapta a sua personalidade marcante para cada interpretação de forma única.
Enfim, se eu voltar a comprar CDs (coisa que não faço há uns três anos), já tenho pelo menos duas joiazinhas na fila.
Escrito por Vladimir às 07h40
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Canto do Vladimir
Perfil
Nome: Vladimir Batista
Idade: 37
Nasceu: Goiás
Mora: Rio de Janeiro
email: vladimir.batista@gmail.com
Conteúdo
Blog de Vladimir Batista, 37, sobre cinema, curiosidades (etimologia (origem das palavras), dicionário, cultura inútil, rankings (top10, top5,...)), música, TV, literatura, minhas criações (letras, poemas, contos, romances, novelas, roteiros de cinema, argumentos), atualidades, minha vida, etc...
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Histórico
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