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Minha Olimpíada Inesquecível
Adorei acompanhar esses jogos de Atenas!
- Meu irmão tirou férias só para assistir as Olimpíadas, vou querer fazer o mesmo nos Jogos de Pequim! Já achei um barato acompanhar o evento de Atenas mesmo tendo que “assistir” vários jogos pelo “Placar do UOL” ou pela Rádio “Itatiaia On-Line” de Minas. Às vezes acordava de madrugada ou dava uma escapada do escritório para ver alguma prova... Mas foram duas semanas cheias de emoção e como valeu a pena!
- Ao contrário do que se tem falado, acho que temos muito que comemorar a participação brasileira nas Ginásticas (tanto a artística, como a rítmica), no Handebol (principalmente o feminino), nos Saltos Ornamentais, no Nado Sincronizado, no Tae-kwon-do, no Futebol Feminino... Em todos esses esportes, chegamos às provas finais (ou quase), como nunca havíamos conseguido antes. Ou seja, houve EVOLUÇÃO, isso é o mais importante.
- Acho sim que houve decepções, as duas maiores sem dúvida na Natação e no Atletismo. Tradicionais fontes de medalhas, só o maratonista Vanderlei de Lima nos salvou (com glórias) de zerar nesses dois esportes. Ainda assim, temos futuras possíveis estrelas na Natação, como a Joanna Maranhão e o Thiago Pereira, o que não tenho visto no Atletismo. Considero também o Volei Feminino uma decepção, mas sabe que me decepcionei mais por elas não terem lutado com mais afinco pelo bronze? Ora, perder uma partida acontece, agora profissionais jogarem a toalha, eu não posso deixar de lamentar. O judô foi uma pequena decepção, embora tenha pingado dois valorosos bronzes, mantendo pelo menos uma rotina de medalhas.
- E, claro, glória aos que não decepcionaram e trouxeram resultados excepcionais, como o Vôlei Masculino, os Iatistas (mesmo o Bimba foi bem, e pode vencer posteriormente) e o Vôlei de Praia (masculino e feminino).
- Ah, uns resultados ratificaram o que eu já havia reclamado aqui sobre o fato da maior potência do futebol masculino mundial, a América do Sul, ter só duas vagas para as Olimpíadas. Acabaram indo para a final os dois países classificados da região (Argentina – campeã – e Paraguai, prata), provando que havia espaço para lutar por mais vagas. Se houvesse mais umazinha, a Seleção tinha ido. Ora gente, havia quatro vagas para a África, duas para América do Norte, duas para a Ásia, uma dedicada para o oriente médio... Não não não, essa divisão foi um absurdo e espero, para os Jogos de Pequim, que o presidente da confederação sul-americana (e a brasileira) tire a bunda da cadeira e vá lutar por mais vagas para seus países-membros.
- Da mesma forma, protestei que no Basquete Masculino havia só três vagas para toda a América, levando os EUA, a Argentina e Porto Rico. Vimos os três com excelentes resultados (Argentina campeã, EUA bronze e Porto Rico sexto), mostrando novamente que havia espaço para mais vagas para o continente. Ou então, por que não se fez como outros esportes, com duas vagas dedicadas para a América do Sul? Se assim fosse, novamente, o Brasil teria ido!
Escrito por Vladimir às 13h12
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- Enfim, se eu puder nomear meus três maiores destaques brasileiros dessas Olimpíadas, eu citaria os que mais me surpreenderam, seja pela evolução exemplar (meu bronze), pela superação controlada (minha prata) e pelo resultado apesar das condições adversas (meu ouro).
- Destaques do Vladimir:
- Medalha de Bronze – Ginástica Artística – O Brasil conseguiu um nono lugar no geral por países, Daiane dos Santos conseguiu um quinto lugar no solo, Danielle Hypólito, 12ª no geral, Camila Comim, 16ª, Mosiah Rodriguez em 33º. Sensacionais resultados de um esporte que há bem pouco tempo atrás quase não conseguia nem participar de provas internacionais. O mais importante é que houve uma evolução progressiva, bem trabalhada, exemplar, começando com Luíza Parente e chegando a várias estrelas; e espero que em Pequim comecem a surgir, aí sim, as primeiras medalhas. Há, inclusive, uma estrela em ascenção na equipe que foi a Atenas, a Laís de Souza, que tem 15 anos, ficou em 18ª geral na Trave, e teve índice para ficar em 7º lugar no Salto sobre o Cavalo (e não foi para a final desse aparelho, não sei por quê). Minha Medalha de Bronze vai para a equipe de Ginástica Artística, pela evolução e pelo trabalho, que é um exemplo para todos os outros esportes.
- Medalha de Prata – Rodrigo Pessoa e Baloubet du Rouet – Um grande problema dos atletas brasileiros é a parte emocional. Não sei por que, deixar tudo a perder por causa da pressão e da emoção parece acontecer mais com o Brasil que com os outros países, será que eu estou errado? Penso que o COB deveria pensar seriamente em investir em um programa psicológico para os atletas. Por isso é louvável que o cavaleiro Pessoa e seu indefectível cavalo Monsieur Du Rouet tenham superado a decepção das refugadas em Sidney, chegaram como quem não quer nada, sem fazer barulho, e faturaram uma inédita prata em Atenas. Essa minha Medalha de Prata para eles é mais um símbolo com uma certa ironia, pois penso que os atletas brasileiros poderiam às vezes seguir o exemplo de Baloubet du Rouet que, por ser irracional, não se deixou abater pelo resultado de Sidney, pela pressão da mídia e tudo o mais e deu literalmente a volta por cima agora.
- Medalha de Ouro – Futebol Feminino – Assim como na Ginástica, o Futebol Feminino vem tendo uma evolução progressiva. Depois de dois quarto lugares, finalmente uma medalha, e de prata! Mas o mais incrível foram as condições adversas que foram enfrentadas pelas atletas para se chegar a esse resultado, num país sem campeonato nacional, sem patrocínio, sem um público que aprecie, com preconceitos, com jogadoras desempregadas, entre outros percalços. Sinceramente, esse foi o resultado que mais me encheu de orgulho, e espero sinceramente que haja uma melhora nas condições desse esporte no Brasil. Eu e meu irmão ontem falamos de algumas idéias, não só para o futebol feminino (como um campeonato em pontos corridos jogado nas preliminares dos certames do Brasileirão), como para todos os esportes em geral (como uma obrigação nas escolas de se praticar pelo menos um esporte olímpico), mas isso fica para outro post. Por enquanto dou minha Medalha de Ouro nessas Olimpíadas para as sensacionais atletas do Futebol Feminino! Parabéns, atletas!
Escrito por Vladimir às 13h11
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Sonhando em português
Vai sair um filme sobre a última flor do lácio!

Apesar de eu não ser um ás da correção na escrita (usando, inclusive, muitos termos em inglês, entre outros vícios) eu amo a língua portuguesa. Por isso adorei saber n’O Globo de hoje que vai sair em outubro um documentário longa-metragem sobre a língua portuguesa, chamado “Língua — Vidas em português”. O cineasta moçambicano Victor Lopes viajou pelos países lusófonos (que falam português), colhendo preciosidades da língua, não só do meio intelectual, mas principalmente dos populares. Eu adorei aquelas reportagens “Aqui se fala português” do Maurício Kubrusly no Fantástico, então imagino que vou amar esse filme também!
Olha que lindo, a película abre com a frase: “Toda noite, 200 milhões de pessoas sonham em português. Algumas delas estão neste filme.” Adorei!
Escrito por Vladimir às 08h54
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Cópia ou Recriação? – Parte II
Ainda sobre utilização de bases musicais existentes
Outras formas de se utilizar músicas existentes são através dos samples e da música incidental. Além, é claro, do plágio propriamente dito. Vejam uns exemplos:
Escrito por Vladimir às 07h36
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Sample (pronuncia-se sâmpol) é quando um trecho da canção aparece reproduzido na música. Nesse caso, o artista não imita e sim insere uma amostra da gravação original. Recurso amplamente utilizado por rappers; geralmente aquela melodia no fundo dos raps é um sample de alguma música anterior de outro artista. Quanto à legalidade, a regra parece ser assim: se o rapper é de uma gravadora independente os samples são usados sem crédito nenhum, mas se é de uma gravadora major, normalmente há identificação dos samples, e aí não só se credita os compositores, mas também quem está interpretando a música na amostra. Exemplos de samples:
- Racionais MC´s, os mestres do rap nacional, no seu remake para Jorge da Capadócia (do Jorge Ben), usa um sample de “Ike’s Rap I” do Isaac Hayes. Aliás, eu ia dizer aqui que o sample é do Portishead em Glory Box mas, fuçando, descobri que o Portishead também usou um sample, e que o original é realmente do Isaac Hayes. Enfim, todas essas versões que usam essa linda base, cheia de clima, são maravilhosas, podem conferir!
- Simply Red, em “Sunrise” usou o sample de uma base de “I can’t go for that” da dupla folk Darryl Hall & John Oates, mostrando que não só rappers usam samples. Curiosamente, as rádios aqui do Rio voltaram a tocar também “I can’t go for that”, de maneira que quando os primeiros acordes eram ouvidos, nunca se sabia qual das músicas estava sendo iniciada.
Escrito por Vladimir às 07h36
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Música Incidental é quando o artista interpreta um trecho, um tom, ou uma canção inteira dentro de outra. Normalmente há créditos desse trecho. Esse recurso é muito usado em versões ao vivo. Alguns exemplos:
- Marisa Monte (que adora esse recurso) em “Ensaboa” cita várias músicas no meio da canção principal. Do jazz “My heart belongs to daddy” do Cole Porter até o axé raiz “Eu sou negão” de Gerônimo, passando pela bossa nova “Felicidade” de Tom e Vinícius. Bem eclética a menina.
- Gal Costa, na versão acústica de “Vapor Barato” (“...a minha honey baby!”), chamou Zeca Baleiro para cantar, incidentalmente, sua “Flor da Pele” (“...ando tão à flor da pele que qualquer beijo de novela me faz chorar”). Essa combinação virou um clássico instantâneo!
- A canção “Você não entende nada”, do Caetano, também sucesso com Daniela Mercury, tem uma curiosidade: Num LP ao vivo dos anos 70, Chico e Caetano emendaram essa canção incidentalmente com “Cotidiano” do Chico, assim: no final de “Você não entende nada” os dois vão intercalando o refrão “E quero que você venha comigo, e quero que você venha comigo” com as palavras “todo dia...”, e finalmente emendam: “todo dia ela faz tudo sempre igual...” de “Cotidiano”. Quando Daniela Mercury regravou, ela simplesmente adotou as palavras “todo dia” no meio do refrão desde o início da música, mas não chega a emendar com o clássico do Chico. Fui ver os créditos e, mesmo usando só duas palavras, sua origem não foi esquecida, está lá: “Música Incidental: ‘Cotidiano’ de Chico Buarque”.
Escrito por Vladimir às 07h35
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Plágio é quando há uma citação não creditada de uma música, ou um trecho ou um tom. O processo judicial de plágio não é tão fácil quanto parece pois na música, como diria Chacrinha, nada se cria, tudo se copia. Então é difícil saber se foi uma cópia ou uma coincidência. Há alguns casos clássicos:
- Jorge Ben ganhou um processo do Rod Stewart, cuja música "Do Ya Think I'm Sexy?" copia descaradamente o "Tê-tê-tetere-tê", da música "Taj Mahal". Parece que no final chegaram a um acordo.
- O rapper Vannila Ice tem outro exemplo clássico, quando usou a base de “Under Pressure” do Queen em seu hit “Ice, Ice, Baby”. O mais gozado é ele tentando dizer que tem diferença, quando a similaridade tá na cara!
- Nem o Hino Nacional Brasileiro foge da polêmica, sua melodia inicial foi copiada de uma música sacra brasileira, “Responsório Sétimo de Matinas de Nossa Sra. da Conceição”, de um certo Padre José Maurício, compositor do período colonial. Ouvi outro dia na TV e a semelhança é óbvia. O autor da melodia do hino, Francisco Manoel da Silva, foi aluno do padre e acho que não há dúvidas que foi uma cópia. Há quem defenda que foi uma “homenagem” ao mestre. Aliás “homenagem” é a desculpa mais cara-de-pau de um bom plagiador, né?
- Por fim, um plágio que só eu percebi. Quero dizer, todo mundo percebe que os primeiros acordes de “Chopis Centis” dos Mamonas Assassinas são uma paródia para “Should I stay or should I go” do The Clash. Mas, como não foram dados os devidos créditos, o que dizer aos herdeiros dos direitos autorais do The Clash depois que os divertidos Mamonas venderam milhões de albuns no Brasil, Portugal, etc? Será que eles não perceberam a oportunidade de um processozinho básico?
Escrito por Vladimir às 07h35
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Musicais
Cópia ou Recriação? – Parte I
A (eterna) moda das novas versões de canções
É bobagem dizer que há uma crise de criatividade na música. Não é de hoje que se faz muitas e muitas novas versões para canções anteriores, isso sempre existiu. E acho isso saudável, às vezes de um remake surge algo genial. Nino Rota, o grande compositor das trilhas de Fellini, refazia suas próprias músicas várias vezes, o que valeu sua desclassificação (em cima da hora) da indicação a um Oscar certo pelo Poderoso Chefão I, pois descobriu-se que aquela melodia genial e inesquecível do Chefão era um remake de uma música do próprio Nino para um filme italiano anterior. A Academia compensou posteriormente dando o Oscar pela música de Poderoso Chefão II; essa sim, ele cuidou de ser original.
Mas a utilização de outras músicas com nova roupagem gera confusão. Alguns chamam de plágio músicas devidamente creditadas, e há muita confusão sobre qual a diferença entre cover e remake. Sou leigo mas acho que posso definir uma regra clara dessa distinção:
Escrito por Vladimir às 08h54
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Cover é uma versão da música sendo o mais fiel possível à versão original. É perfeitamente legal, pois a autoria é creditada. Exemplos de covers:
- Zélia Duncan com “Dream a little dream for you”, que originalmente é da Mamma Cass (vocalista dos Mammas and Pappas), mas a cover de Zélia é pura Ella Fitzgerald. Ficou linda!
- Stone Temple Pilots – “Dancin’ Days” do Led Zeppelin. Outra prova que mesmo “covers” fiéis ao original podem ter brilho.
Escrito por Vladimir às 08h53
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Remake (pronuncia-se rimeique) é uma versão da música dando uma personalidade própria. Novamente aqui, a autoria é creditada. Exemplos de remakes:
- Adriana Calcanhoto (seu heterônimo “Adriana Partimpim”) com “Fico assim sem você”, da dupla Claudinho e Bochecha. Muito fofa essa versão, né não?
- Frente!, uma banda-de-um-hit-só, justamente a ótima versão de “Bizarre Love Triangle” do New Order.
- Cássia Eller, uma craque no remake, tendo feito versões melhores que as originais para canções como “Malandragem”, do Cazuza, e “Por Enquanto” da Legião Urbana.
Escrito por Vladimir às 08h53
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Filmes do diretor John Woo

Escrito por Vladimir às 12h36
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Brigitte Bardot

Escrito por Vladimir às 07h36
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Dicionárias
Vladimir fuçando o Houaiss
Ei, posso eu dar modestos pitacos para próximas edições?

Eu adoro palavras, etimologia; fuçar a origem das fonemas é um dos meus passatempos. Tenho saboreado o meu livrão Houaiss com sofreguidão, já li todo seu preâmbulo e as instruções de uso, com muito carinho... Aliás, o prefácio, do próprio falecido Antônio Houaiss, é curioso porque usa um monte de palavras estranhíssimas, que eu nunca tinha lido antes, o que me obriga a consultar o bojo de sua obra, para entender seu próprio texto. Enfim, fico procurando palavras a esmo, sinonímias, etimologias, sufixos, prefixos, uma palavra levando a outra, eu realmente me divirto...
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Outra coisa: eu gosto de fazer aquele Torto da revista Coquetel., mas de vez em quando acho palavras que não tenho certeza se existem. Então eu as assinalo e no final tenho consultado no dicionário palavra por palavra... Sem contar que comecei a comprar níveis mais difíceis do Coquetel (antes nunca conseguia passar do “médio”) e finalmente tenho arriscado a Recreativa (que a minha avó adorava, mas sempre achei difícil demais). Daí, se entrego os pontos em umas determinadas palavras-cruzadas, em vez de olhar no final da revista, começo a fuçar o Houaiss. Não é tão fácil como parece, às vezes tenho de consultar diversas iniciais ou diversos sinônimos até achar. Às vezes, nem assim...
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O Dicionário Houaiss é talvez um pouco mais seco que o Aurélio; este dá definições com mais proximidade com a realidade, mais exemplos e faz citações da literatura, mas com certeza o primeiro é mais completo, mais atual e a etimologia é não menos que primorosa. A gente consegue saber a origem das palavras até o grego, latim, africano, indígena, ou seja, até o mais remoto “étimo”, como se diz. Há também nele, uma preocupação com o português lusitano e de outros países lusófonos, o que o torna uma obra histórica de extrema importância para a perpetuação de nossa língua.
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Mas, apesar do Houaiss ser bem atual, encontro aqui e ali algumas definições ultrapassadas, e até algumas incoerências. O Veríssimo comentou uma vez que a última palavra do dicionário é “zzz”, a onomatopéia em gibis para o sono, entretanto não havia outros como “grrr”, ou “pou”, “soc” o que o fez chegar a conclusão que o “zzz” foi um salamaleque só pra ser diferente dos outros. Eu mesmo, outro dia, notei que havia “à milanesa” com a acepção culinária (carne empanada), mas estranhamente não há “à parmegiana”, tão usada quanto, no Brasil (há só em “parmesão” uma referência à origem etimológica “parmigiana”, “de Parma, Itália”). Há outras acepções que, na minha modesta avaliação carecem de atualização, como “gambiarra”, extensões de lâmpadas (por exemplo em estreitos túneis) , mas que no meio de eletrônica é usado comumente como “qualquer arranjo técnico improvisado”. O que me levou ao fonema similar “acochambrar”, cuja definição também achei não adaptada à corriqueira acepção de faculdades e escritórios...
Há outros exemplos, e sabe o quê? Tudo bem que sou um inguinorante da língua, mas vou pelo menos começar a anotar esses meus achismos e vou mandar pra eles para, quem sabe, serem aproveitados em futuras edições. Quem sabe, posso dar minhas pequeninas contribuições também para a perpetuação da última flor do lácio?
Escrito por Vladimir às 08h32
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Zé Carioca e Rosinha

Escrito por Vladimir às 07h09
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Amandita, Alpino e outros pequenos monopólios
Guloseimas sem concorrência direta
Em aulas de marketing, já me foi falado que alguns produtos não deram certo por causa da embalagem; citaram uma sopa dos anos 70 (não lembro o nome), entre outros. Ao mesmo tempo, alguns bens de consumo passaram a vender mais em parte por causa de como vem embalado como, recentemente, os vegetais orgânicos. Por isso, não me senti fútil há uns dois anos, quando comecei o hábito de comprar leite pra casa - coisa que nunca havia feito antes - simplesmente por causa daquele Parmalat que vinha numa garrafa de plástico branca. Eu odeio aquelas caixinhas longa-vida, nunca sei cortar, guardar na geladeira ou colocar o leite no copo sem fazer caca, e essa prática garrafa de plástico veio a calhar e ganhou um freguês fiel. Só tinha um problema: como não tinha concorrência, aumentava-se o preço à vontade e, o pior, quando a Parmalat faliu, esse produto sumiu das prateleiras. Resultado: nunca mais comprei leite, e hoje passei a consumir outras alternativas, como iogurtes para beber. Se havia mercado para leite naquelas garrafas plásticas, por que será que concorrentes da Parmalat não aproveitaram, contactaram os mesmos fornecedores e lançaram seus produtos embalados dessa maneira? Azar deles, que perderam um consumidor em potencial.

Além desse, percebo outros pequenos monopólios no supermercado. Até pouco tempo atrás, a Pepsi Twist Light era um deles. Não era automático achar esse produto, quase que era na base de “semana sim, semana não”. Ainda bem que a Coca-Cola lançou o Coke Light Lemon, e desde então não tem mais faltado Pepsi (que é muito melhor).

Mas o mesmo não posso dizer da barra de Alpino da Nestlé. Não conheço similar na concorrência para esse chocolate delicioso, então o que acontece? Subidas de preços exorbitantes (subiu da ordem de R$3 para R$5 em dois anos), e sempre falta produto na prateleira.

Mas não há monopólio mais cruel que o da Amandita, aquelas bolinhas de Wafer (que parecem nozes) recheadas com chocolate, que lembra a parte de dentro do Serenata de Amor. Os malvados fabricantes desse produto (Lacta), usam e abusam do direito de ter um produto irresistível e sem concorrência. Diminuiram a embalagem na maior cara-de-pau, aumentam o preço constantemente (da ordem de R$3 para R$6 em dois anos), o produto está sempre em falta nas prateleiras... Uma aula de desrespeito ao consumidor otário que, como eu, continua comemorando quando encontra o produto, comprando imediatamente e não deixando de achar uma delícia. Malditos!
Quando é que vão fazer, a exemplo da Anatel e Aneel, a Anaseimas (Órgão Regulador para Guloseimas)?
Escrito por Vladimir às 07h11
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Canto do Vladimir
Perfil
Nome: Vladimir Batista
Idade: 37
Nasceu: Goiás
Mora: Rio de Janeiro
email: vladimir.batista@gmail.com
Conteúdo
Blog de Vladimir Batista, 37, sobre cinema, curiosidades (etimologia (origem das palavras), dicionário, cultura inútil, rankings (top10, top5,...)), música, TV, literatura, minhas criações (letras, poemas, contos, romances, novelas, roteiros de cinema, argumentos), atualidades, minha vida, etc...
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Histórico
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