Canto do Vladimir


Um morcego de estimação?

A Viviane descobriu um pequeno morcego morando nas árvores em frente ao nosso prédio. Esse mamífero voador horripilante nunca me agradou, na verdade o considero o bicho mais feio da natureza. Mas minha mulher, sempre protetora dos animais, adora, e volta e meia vai à janela para tentar avistá-lo.

Lembrei que tenho uma ligação com os morcegos, pois na minha vida muita gente associou Vladimir com o vampiro-mor da ficção, o Conde Vlad Drácula. Já tive amigos que me chamavam de Conde. Outra amiga, a Carolina, me chama até hoje de Polanski, por causa do Vladimir Polanski, vampiro da novela Vamp. Já a Cláudia descobriu uma coincidência: do meu nome Vladimir Batista, ela passou a me chamar de Vlad Bat, lembrando que bat é morcego em inglês.

Eu, que não sou bobo (ou talvez por ser bobo), já tratei de tomar proveito nos meus namoros, criando um canastrão jogo de sedução de “vampiro dando mordidinhas no pescoço”. Nunca deu muito certo, pra falar a verdade.

Lembrando dessa minha conexão com morcegos, e diante das demonstrações de apreço da minha esposinha, acabei me apegando também ao meu feioso vizinho. É sempre uma alegria quando o vemos da janela do apartamento, como se fosse o nosso primeiro animal de estimação daqui do Rio. Já tem até nome: em homenagem ao alterego do Batman, batizamos o morcego de Bruce, pode ser?



 Escrito por Vladimir às 16h32
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Meus primeiros LPs, Fitas Cassetes, CDs, VHS, DVDs e agora... Blu-Ray Disc!

Comprei um Blu-Ray Player e estou na maior dúvida de qual filme ganhará a honra de ser o primeiro Blu-Ray Disc da minha vida. Com os filmes e músicas todas digitalizadas, acredito que seja a última vez que vou comprar o “primeiro” disco de qualquer-que-seja a tecnologia nova. Daqui pra frente, só deverá haver “arquivos baixados”, e acabar-se-á o romantismo antiquado de pegar um disco com as mãos, ler encartes, etc; que pena, né?

Fiz um exercício de reminiscências para lembrar quais foram os meus primeiros LPs, as fitas cassetes, CDs, VHS e  DVDs. Não foi fácil; minha memória anda precisando de "fosfosol"!

Lembrar do primeiro CD, que deveria ser mais fácil, teve um problema: quando viajei com a minha família para a Europa em 1991, adquiri um CD Player para mim e, aproveitando, comprei logo uns dez CDs. Acredito que esses foram os primeirões. O problema é que não lembro quais foram, os únicos que tenho certeza foram os três álbuns lançados da minha já ídola Suzanne Vega - os quais eu já tinha em vinil. Pra efeito de ranking, acredito que tenha selecionado na prateleira primeiro o Solitude Standing, o mais famoso.

Minha primeira fita cassete eu lembro bem, foi uma dos Beastie Boys, ali por volta de 1989. Eu já havia comprado um LP chamado Hip Hop Hits, em uma época que pouca gente sabia o que era hip hop ou rap. Gostei das faixas dos Beastie Boys e qual foi a minha surpresa de achar um fita deles vendendo à beira da estrada numa viagem de Goiás a São Paulo. Era o álbum Licensed to ill, me amarrei.

O mais difícil de saber foi o primeiro LP. Como meu pai trabalhou na rádio Antena 1 até 1984 e trazia muitas amostras grátis, fica difícil lembrar qual LP realmente eu fui à loja para comprar. Além disso, depois, eu e meus irmãos comprávamos juntos os nossos vinis, como os da Madonna, True Blue e a coletânea You Can Dance de 86 e 87. Acredito que talvez o primeiro LP que eu realmente “chamei de meu”, mesmo tendo comprado com meus irmãos, foi o Bad do Michael Jackson em 1987.

Quanto ao VHS, como todo mundo, eu alugava muito, mas não tenho certeza de qual eu comprei primeiro. Vem na minha cabeça uma coletânea de clipes da Suzanne Vega que comprei novamente na Europa em 1993 e que nunca funcionou aqui no Brasil, por causa do padrão. Deve ter sido esse. Já de filmes, acho que o primeiro foi The Commitments – Loucos pela Fama, de Alan Parker, da mesma época.

Também tive problemas de região com o meu primeiro DVD. É que ganhei um DVD Player importado da minha empresa, mas o mesmo só reproduzia discos da área dos EUA, na época que isso era um problema. Em 2001, para testar, comprei na banca de jornais o DVD do filme de terror B Evil Dead – A Morte do Demônio mas não funcionou. Acabei ficando sem ver esse filme até hoje!

Finalmente, vou comprar o meu primeiro Blu-ray Disc nos próximos dias. Já procurei os meus filmes favoritos, Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças e Pulp Fiction - Tempo de Violência, mas não achei nesse novo formato. Fui à Saraiva agora e vi que há Três Homens em Conflito, western clássico de Sergio Leone, é um bom candidato! Mas vou escolher com cuidado...

Segue o ranking:

Meu primeiro LP (1987): Bad, de Michael Jackson
Minha primeira fita cassete (1989): Licensed to ill, dos Beastie Boys
Meu primeiro CD (1991): Solitude Standing, da Suzanne vega
Meu primeiro VHS (1993): Suzanne Vega, coletânea de clipes
Meu primeiro VHS de filme (1993): The Commitments – Loucos Pela Fama
Meu primeiro DVD (2001): Evil Dead – A Morte do demônio
Meu primeiro Blu-Ray Disc (2009): ?



 Escrito por Vladimir às 13h53
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Michael Jackson na minha vida

Um dia, em 1987, eu estava ouvindo uns discos do Adoniran Barbosa e da Suzanne Vega, e meu pai se disse tocado ao reparar que eu estava criando a minha própria cultura musical. Antes eu simplesmente pegava carona em heranças e modismos, o que me fazia gostar, por exemplo, do Vivaldi, que ele próprio ouvia, e do popularíssimo Michael Jackson. Mas ele não percebeu que eu já me diferenciava da unanimidade, ao estar gostando mais do album Bad, então recém-lançado, que do já clássico Thriller. Eu era um fã de Michael de um jeito só meu, curtindo cada detalhe do som, decorando as letras, os toques dos instrumentos. E, inaugurando o vídeocassete de casa, gravamos um especial da Globo com os principais clipes e, gordinho e desajeitado, aprendi com certa habilidade as coreografias.

Esse fato, por incrível que pareça, foi importante na minha vida. Sempre fui um cara tímido e com poucos amigos. O que me fazia ganhar popularidade era meu humor meio palhaço (que já não carrego há tempos, como comentei aqui na morte do Bussunda), mais recentemente também os meus escritos e, acreditem, também minhas imitações de Michael Jackson nas festas e reuniões! Até hoje são um sucesso: a última, no meu casamento, foi um furor. Essas performances nunca me depreciaram, pelo contrário, as pessoas já sabiam que eu era um cara sério e essa faceta lúdica só me trouxe simpatia e mais amigos. Hoje, os meus colegas até me deram pêsames, meio brincando, mas é verdade que fiquei tocado.

Aliás, ontem foi tão estranho, depois de acompanhar as notícias pelo twitter, eu estava sozinho em casa e começou a tocar Don't Stop til You Get Enough no Multishow. Como sempre faço na frente da TV, comecei a dançar imitando o clipe. Só que normalmente isso é uma dose de alto astral para mim, mas ontem foi uma espécie de alegria com tristeza, fiquei emocionado. 

Lamento que Michael tenha ficado tão perturbado. Assim como os Beatles, a música dele foi genial ao aliar qualidade com pop (apesar de que sua fase brilhante já ter morrido há 20 anos). E assim como Fred Astaire, ele trouxe a dança para o estado da arte e popularizou-a como ninguém. No encarte de Dangerous, ele escreveu uma poesia pouco conhecida de exaltação à dança, que eu adorava ler.

MJ foi de fato meu primeiro e um dos maiores ídolos musicais. Suzanne Vega e todos os outros vieram depois. Ontem, a própria Suzanne comentou en-passant a morte dele no twitter; para mim foi emblemático. Era como se ela estivesse falando comigo: “Vladimir, perdeste o teu primeiro ídolo, mas ainda tens a mim, aos teus outros ídolos, e toda a tua cultura musical que tanto te apaixona e até molda a tua vida.” É isso aí, Suzanne!



 Escrito por Vladimir às 10h24
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Pulguinhas e Pulgões na cultura pop

Já comentei aqui que minha Viviane e eu nos chamamos carinhosamente de Pulguinha e Pulgão. Em homenagem aos nossos cinco meses de casados completados hoje, fiz uma pequena consulta na web sobre pulgas e pulgões na cultura pop.

Com relação aos pulgões, a maior parte das referências diz respeito ao fato deles secretarem um fluido açucarado através de uns chifrinhos na cauda, do qual as formigas se esbaldam. Alguns desenhos mostram as formigas ordenhando os pulgões, veja só:

  

No longa de animação FormiguinhaZ, pulgões se transformam em canecas de cerveja num bar (reparem na mão do formigão na primeira imagem abaixo). O que gera a seguinte piada no filme (juro):
Weaver falar para Z: "Você não vai querer sua cerveja de pulgão?"
Z responde: "Pode me chamar de louco, mas eu tenho um bloqueio contra beber do ânus de outra criatura, pode ser?"

                      

Já na animação Vida de Inseto, a Rainha das formigas tem um cachorrinho-pulgão, chamado Aphie (vem de aphid, pulgão em inglês). Por mim, tudo bem que todos os pulgões da telona têm essa posição submissa, afinal também sou o marido de estimação da minha Viviane! Depois lançaram um livrinho com o Aphie como protagonista procurando um lar, vejam que fofo.

   

E as pulgas? Além do Flea (pulga, em inglês), baixista do Red Hot Chilli Peppers, de quem somos fã,  grande parte das referências na web estão associadas com circos de pulgas, aquela montagem mecânica em miniatura.  No mesmo filme Vida de Inseto, há um cujo dono é a temível figura do P.T. Pulga:

Hum, nada a ver com a minha queridinha. Mais graciosos, descobri alguns desenhos animados das décadas de 40 e 50. Como o The Flea Circus, de 54 e What Price Fleadom, de 47, que contam romances entre pulgas. Ah, o amor... O primeiro é entre um pulga palhaço e uma pulga vedete em Paris; e no segundo, uma pulga-macho é amiguinho do cachorro, muito legal.

  

Por fim, acho que a pulguinha mais famosa (pelo menos em São Paulo) é a que está dançando ié-ié-ié na propaganda dos anos 80 do D.D.Drim.

 

Com a lembrança desse comercial nostálgico, este Pulgão fica por aqui, desejando um FELIZ CINCO MESES pra minha Pulguinha querida!

P.S. Vejam os desenhos no youtube clicando aqui e aqui,e a propaganda do DDDRIM, aqui.



 Escrito por Vladimir às 21h57
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Truques de roteiro

Empolgado pelo filme Apenas o fim, matriculei-me em um curso de roteiro de cinema, da PUC, a partir da semana que vem (se houver quorum) com a duração de um mês e meio. Já fiz dois cursos sobre o assunto antes, mas faz anos que não entro em um.  Eu me amarro!

O problema de gostar de roteiro é que você perde às vezes a visão inocente quando assiste a filmes ou programas de TV. Há umas décadas já havia lido alguém (acho que o Veríssimo) se lamentando que assistia Os Trapalhões e ficava tentando adivinhar o fim da piada ao invés de se deixar surpreender. Isso acontece às vezes comigo; e logo eu que odeio spoilers (revelações de antemão) do que eu assisto.

Ontem, por exemplo, eu estava explicando para a minha esposa Viviane, com o meu parco conhecimento, alguns truques de roteiro na novela Caras e Bocas. Há algumas semanas, a personagem Bianca bola um plano para fazer sua mãe Dafne desistir do casamento, mas o telespectador não ouve o plano. Daí eu disse: “Isso significa que o plano vai dar certo, pois senão eles deixariam a gente ouvir os detalhes. Eles somente serão revelados quando estiverem dando certo, resultando em um efeito melhor.” De fato, o estratagema da mocinha dá certo, com direito a telão com fotos montadas do noivo com outra. Já ontem, acontece o inverso. A vilã Judith explica em detalhes o plano para drogar a mesma Dafne e evitar mais uma vez o seu casamento. Eu logo ratifiquei: “Se ela explicou o plano para o telespectador, quer dizer que não vai dar certo, pois se fosse dar certo, não precisaria dela explicar, a gente veria com nossos olhos”. Dito e feito, outro personagem acaba tomando primeiro a balinha com sonífero, e o plano vai por água abaixo.

E é aí que eu penso: será que não era melhor eu não prestar atenção nessas características do roteiro e me deixar surpreender sempre?



 Escrito por Vladimir às 09h11
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Adorei o filme "Apenas o fim"

Meu filme nacional favorito de 2009 até agora é Apenas o Fim. A rigor, trata-se de um grande diálogo de rompimento e lembranças de um casal de universitários, lembrando Antes do Pôr do Sol (na estrutura "conversa & paisagens") e Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças (nas reminiscências). Aliás, eles até citam a frase “Encontre-me em Montauk!” dessa última obra prima.

Pois bem, achei essa conversa dos jovens personagens de Érika Mader e Gregório Duvivier simplesmente impagável do início ao fim. São tão perfeitas as tiradas e a química entre os dois que não dá pra entender como é que eles estão terminando, sendo essa incongruência o único porém do filme. Até comentei com a minha esposa Viviane que, juro, eu queria ser assim como o personagem dele, com comentários bem-humorados e criativos para tudo.

O filme ganhou o prêmio de público nos últimos Festival do Rio e Mostra São Paulo e já passou em festivais de outros países. E, pasmem, foi um mero trabalho de faculdade do diretor e roteirista, um tal de Matheus Souza, de meros 20 anos! Puxa, já estou fã desse cara, esse era outro sonho meu, escrever um filme descompromissado, como quem não quer nada, e ter uma resposta surpreendente dessa.

O que achei mais legal no filme foram as referências pop da geração do cineasta, citando de Britney Spears a Pokémon, passando por Orkut, Super Mario Bros, Star Wars, Backstreet Boys, Michael Jackson, Ursinhos Carinhosos... Sempre achei curioso por que no Brasil não se fazem citações pop no cinema e nas novelas, como acontece com filmes ou séries americanas como O Balconista, Gilmore Girls ou Os Simpsons. O mais próximo aqui no Brasil eram aqueles desenhos da Mega Liga MTV. Acho que, de tanto medo de fazer merchandising de graça (ou seria de serem processados?), os produtores brasileiros perdem chance de criar um vínculo criativo com o público.

Nesse sentido, o jovem Matheus Souza, mesmo não compartilhando exatamente os mesmos elementos da minha geração, teve sucesso em criar uma identificação imediata comigo, que amei o seu pequeno grande filme. Outro da série: "Vão assistir antes que saia de cartaz!". 



 Escrito por Vladimir às 08h15
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Caminhando em Macaé

Estou em Macaé-RJ, durante toda a semana, a trabalho. Hoje de manhã, estava caminhando na Praia dos Cavaleiros com meu colega Sandro, quando vimos um restaurante chamado Marisco’s. Comentei de uma crônica do Luis Fernando Veríssimo em que ele corrige a mania brasileira de se usar o apóstrofo em nomes de bares, já que ele é originamente usado para indicar posse do estabelecimento. Ou seja, assim como temos o Bar do Zé aqui; nos EUA há o Joe’s Pub, McDonald’s Restaurant e assim por diante. Então, quando o Veríssimo foi ao Speto’s Grill, ele ficou com vontade de solicitar a presença do Senhor Speto. Da mesma maneira fiquei a fim de entrar no Marisco’s e mandar vir o Seu Marisco à mesa.

Logo depois vimos, curiosamente, uma Picanha do Zé! Esse sim, poderia ser Zé’s, e estar mais correto que seu vizinho. Encostado à Picanha do Zé, há outro (esqueci o nome) que se intitula “A melhor picanha da região”. E, também colado a seguir, O Rei da Picanha. Caramba, que concorrência... Mais um pouco adiante há outro restaurante chamado simplesmente de Finalmente. Brincamos que deve ser abreviação de Finalmente-uma-picanha-boa-de-verdade!

Essa caminhada me fez lembrar que uma vez eu estava numa churrascaria rodízio e solicitei ao garçom:

- Por favor, pede para o cupim passar por aqui!

Depois fiquei pensando que daí a pouco ia chegar um cara bem gordo dizendo:

- Eu sou o Cupim. Você me chamou?



 Escrito por Vladimir às 23h02
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A Mulher Invisível

Por ausência de filmes brasileiros empolgantes, foi até difícil preencher meus top5 de favoritos dos últimos anos. Mas em 2009 estou gostando do cinema nacional, aliás, talvez haja mais destaques que o americano (Exterminador do Futuro 4 foi outra decepção).

Depois do hilário Se eu fosse você 2, assisti na semana passada o igualmente divertido A Mulher Invisível, de Cláudio Torres. E, anteontem, uma surpresa ainda melhor: a comédia dramática pop Apenas o Fim, do estreante Matheus Souza, sobre o qual eu comento outro dia.

Sobre A Mulher Invisível, fui assistir com um pé atrás, achando que ia ser o “filme de uma piada só”, a do cara que tem uma namorada imaginária. Mas o roteiro acabou se revelando bem dinâmico, fechando todas as pontas direitinho e com ótimas piadas. Ri muito no cinema!

Selton Mello está ótimo como sempre, há participações irretocáveis da Fernanda Torres (com uma ponta que parece a Vani, de Os Normais) e de uma atriz que eu não conhecia, a bela Maria Manoella. Além, é claro, da Luana Piovani, que manda bem encarnando o eterno fetiche masculino da “vizinha gostosa que aparece na sua porta pra pedir açúcar”.

Gozado, não sei por que, isso nunca aconteceu comigo!



 Escrito por Vladimir às 09h30
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Nomes criativos de ONGs de cachorros e de pet shops

Minha esposa Viviane vive dedicada aos cachorrinhos carentes, sempre apoiando ONGs que protegem animais abandonados e incetivam adoções. Uma ONG lá de Jundiaí, com a qual ela contribui desde o início, tem o nome mais bonito de todos: Focinhos Carentes. Resolvi dar uma fuçada (com a ajuda dela) em outras denominações por aí.

Muitas ONGs, apesar do trabalho caloroso, preferem meras siglas, como as conhecidas SUIPA (Sociedade União Internacional Protetora dos Animais) e SOZED (Sociedade Zoófila Educativa). Outras escolhem nomes auto-explicativos como Pro-Cães, Pet-Lover, SOS Vida Animal, sendo que deste último, tive o privilégio de visitar as feirinhas de adoção no Bairro Peixoto.

Mas há nomes bem criativos de ONGs, alguns até a gente tem de pensar um pouco pra sacar, como o Quintal de São Francisco, Aubrigo e Arca Brasil. Outros são muito fofos, como Vira-Lata é Dez, Clube das Pulgas, Clube das Mordidas, Carrocinha Nunca Mais, 100% SRD (Sem Raça Definida), Patinhas on line e o já mencionado Focinhos Carentes, pra mim o melhor nome (parecido com esse, há também o Focinhos Gelados, muito legal também).

Por fim, algumas pet shops que também primam por nomes bonitinhos, alguns com trocadilhos, como Bouticão, Auquemia, Cãotinho; outros são ideias simples e encantadoras, como Lambe Lambe, Etc e Cão, General Au Au e o ótimo nome Encrenquinhas. Mas, quando eu morava em São Paulo, eu me amarrava era passar na frente de uma pet shop na Avenida Santo Amaro, que tinha o singelo e bem sacado nome de Amaro’s Bichos. Um belo nome e ao mesmo tempo uma ótima mensagem, né?



 Escrito por Vladimir às 19h32
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O dia em que colei no exame médico

Estava contando anteontem para o pessoal do trabalho a história de quando eu e alguns colegas brasileiros e estrangeiros passamos alguns meses na China a trabalho. Um dia, resolveram realizar um exame médico na gente, um check-up básico, um tanto dificultado pelos médicos e enfermeiros chineses falarem um inglês bem fraquinho.

Lá pelas tantas, não sei por que, submeteram-nos a um teste de cores que eu não conhecia. Fucei agora na web e vi que se trata do teste de Ishihara, para determinar daltonismo. O chinês chegou para mim com uns mosaicos coloridos formando algarismos “ocultos” e perguntou que números eram. Eu sequer entendi a pergunta, pois pra mim - que sou de fato daltônico - não passava de pontinhos coloridos. 

Nossa comunicação ficou ainda mais confusa que o normal, até que o Edson, um colega brasileiro ao meu lado, me explicou em português do que se tratava e já me adiantou a resposta: “Seis!”. Repassei ao chinês, que achou que eu não sabia falar inglês e que o brasileiro estava só traduzindo as perguntas. Assim foi, passei no teste com o Edson me soprando todas as respostas. Depois fiquei pensando: e se eu tivesse reprovado, seria expulso da China, sob a alegação que: “Só entra aqui quem identifica muito bem o vermelho!”?

Depois que contei essa história, uma colega minha aqui do trabalho retrucou que pior foi ela, que colou na prova do catecismo! Bom, é verdade, pelo menos eu seria expulso só da China...



 Escrito por Vladimir às 16h34
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Meu paradoxo de estimação

 

Em Lost, o personagem Miles volta a 1977, encontra seu próprio pai e ele mesmo, ou seja, o “Miles” bebê. Hugo, outro personagem que voltou no tempo, até comenta irônico da coincidência do nome, dado em homenagem a Miles Davis. Pensei: e se o pai dele tivesse resolvido dar o nome ao recém-nascido de Miles não por causa do jazzista, mas para homenagear o novo amigo, o próprio Miles adulto? Ou seja, Miles teria ganhado o nome por causa dele mesmo! Nesse caso, de onde teria surgido o nome? Do nada?

Eu me amarro nesses paradoxos, se bem que nunca entendi muito bem as diferenças das figuras de linguagem para ideias contrárias, como contradição (uma ideia negando a outra), paradoxo (raciocínio contrário ao senso comum) e antítese (palavras opostas na mesma frase). Lembrei agora de um colega do colegial, o João Frederico, que costumava citar que "se Deus é onipotente, poderia criar uma pedra tão pesada que nem Ele poderia carregar. Mas se é onipotente, deveria sim poder carregar. E nesse caso, Ele não consegue criar uma pedra assim. Mas como, se Deus pode tudo?" Assim por diante. Eu chamava isso de paradoxo, mas ele classificava como sofisma, um raciocínio enganoso, ou simplesmente um dogma: é assim e acabou.

Terminologia à parte, há um paradoxo que é uma marca registrada minha. É que quando dizem que eu contei uma mentira, eu costumo retrucar meio canastrão:

“Eu nunca minto; e quando minto, desminto logo depois!”

Hoje eu estava raciocinando em cima da frase para a minha esposa Viviane:

(1) "Eu nunca minto..." => isso é verdade.
(2) "...e quando minto..." => se isso fosse verdade, então (1) seria falso. Mas já disse que a parte (1) é verdade, então (2) é uma mentira. Mas se eu nunca digo mentira, então (2) teria de ser uma verdade, o que nos faz criar o loop do meu paradoxo.
(3) "...desminto logo depois". => Essa parte (3) é a salvação do meu paradoxo, pois é a única maneira das partes (1), (2) e (3) serem verdades ao mesmo tempo.

Enfim, juro que a frase é toda verdadeira, afinal... eu nunca minto! E quando minto... bem, melhor parar por aqui.



 Escrito por Vladimir às 20h21
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Lar

Eu e a Viviane moramos cá num flat, com móveis do flat, lencóis do flat, serviço do flat, mas adoramos ficar preguiçosos aqui no nosso pequeno... lar! É, estamos tão bem juntinhos ultimamente, que até o ambiente impessoal de um apart-hotel não hesitamos de chamar de nosso (e só nosso) lar.

Estava pensando nessa palavrinha, lar, que coisa mais charmosa! Como diria a Marisa Monte (na canção do Moraes Moreira, sobre “sim”): “são três letrinhas, todas bonitinhas, fáceis de dizer...”.

Descobri no Houaiss que o verbete tem a mesma origem de lareira; aliás lar, no português antigo, também era um sinônimo de lareira. Ô outra coisa charmosa e aconchegante é a lareira, né? A origem etimológica de ambos vem dos deuses chamados Lares, espíritos das mitologias etruscas e romanas, protetores da família e da casa.

Fuçando mais um pouco, vi que outra palavra com a mesma origem de lar é... larva! Até faz sentido, pensei, não deixa de ser o lar inicial dos insetos. Mas não é por aí, a palavra larva se origina é de máscara (pois estaria mascarando o inseto), que por sua vez derivou de fantasma, e este de demônios... peraí, o que isso teria a ver com lar? É que os mesmos deuses Lares não eram, na origem mais longínqua, espíritos benéficos, e sim demônios infernais que perseguiam os vivos! Céus!

Poxa, ainda bem que esses deuses se regeneraram e se tornaram benéficos, né? Vai ver acharam um flatzinho, casaram-se com suas respectivas divindades adoradas e descobriram que o melhor mesmo é ficarem namorandinhos e apaixonados nos recantos aos quais chamam de... lar!



 Escrito por Vladimir às 08h45
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Lua de São Jorge

Parabéns para mim e para a Viviane pelos nossos quatro meses de casamento! Êêêêê! Estamos em um momento especialmente harmonioso, com nossa lua cada vez mais cheia de mel. E para comemorar, resolvi fuçar uma curiosidade que sempre tive sobre ela, a lua, a soberana dos namorados.

É que desde pequeno eu sempre procurei nas sombras do nosso satélite a imagem de São Jorge e o Dragão, conforme se ouvia. A wikipedia diz que essa ideia veio do candomblé, pois São Jorge era associado no sincretismo a Oxossi, orixá da lua (embora hoje seja mais ligado a Ogum, também guerreiro). Já sua peleja com o dragão veio de lendas medievais europeias, imortalizadas com uma pintura de Rafael.

Pra falar a verdade, eu sempre vi na lua foi a imagem de um coelho, as duas orelhas me pareciam bem claras. Percebi na web que não sou o único, o coelho é a mais comum ilusão da superfície lunar visível, sendo até fonte de um folclore japonês. Veja a lua, como é vista no hemisfério sul, e o coelho que eu enxergo, no meu grosseiro paintbrush:

 

E cadê São Jorge? Bem, se forçarmos um pouquinho a barra, as duas orelhas do coelho poderiam ser o santo guerreiro com o cavalo em pé; e o corpo do roedor, o dragão embaixo. E se o meu coelho ficou grosseiro, o que dizer da minha tentativa de ver São Jorge na lua a seguir?

 

É preciso um pouco de vontade para enxergar, né? Mas vontade e paixão não faltam a este felizardo, que chama a lua para comemorar com a gente quatro meses de uma união que, com a ajuda dos santos e orixás, durará para todo o sempre!



 Escrito por Vladimir às 14h10
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Olhos Cinza?

Como sou daltônico, costumo ignorar o assunto “cores”. Mas outro dia, comentei com a Viviane dos belos olhos cinza da atriz Jennifer Connelly. Minha esposa concordou que são bonitos, mas me esclareceu que eles são verdes e que não existem olhos cinza: quando claros, ou são azuis ou verdes. Fiquei intrigado, pois jurava que já havia lido em livros sobre olhos da cor cinza.

Ontem, lendo um conto de Borges, ele descreve uma mulher assim: “no rosto acobreado (...), os olhos eram desse azul desbotado que os ingleses chamam cinza”. Hum, então deve ter sido nos livros da inglesa Agatha Christie - que eu devorava quando moleque - que eu havia lido sobre olhos cinza.

Well, fui para a wikipedia e descobri que, entre os olhos claros, além de azul e verde, existe mesmo a tonalidade cinza, que seria uma variação mais clara (com menos melanina) dos olhos azuis, veja abaixo:

A wikipedia fala ainda de outras tonalidades de cores de olhos como ambar, vermelho, hazel (cor de avelã). Eu, particularmente (e dentro da minha ignorância daltônica), achei a cor cinza mesmo a mais bonita de todas. Tem um charme meio indefeso mas sedutor, talvez por isso confundi com relação à Jennifer Connelly, pois ela traz esses ares naturalmente.

Mas os olhos mais peculiares (também mui belos) são os violeta, ditos como extremamente raros (embora mencionem que a Liz Taylor os possua). Olha que bonito a imagem que eles mostraram desses olhos:



 Escrito por Vladimir às 19h20
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Entrará a novela Caras e Bocas para o meu Top10 de todos os tempos?

  

Estou assistindo agora a novela das sete, Caras e Bocas, estou adorando! Entre os vários destaques, há a moça cega que acha que o rapaz pobre de quem gosta é rico (como no filme Luzes da Cidade, do Chaplin), a divertida Elizabeth Savalla, a própria história da mulher (Flávia Alessandra) que precisa casar para ganhar uma herança (o que permite boas reviravoltas), o chimpanzé pintor (!) Xico, a paixão platônica do Marcos Pasquim pela Ingrid Guimarães (atriz que, apesar de não conseguir disfarçar a gravidez, é um destaque por si só). Até o Otaviano Costa, aquele ex-apresentador, está engraçado, como um cunhado folgado. Além disso, há o Malvino Salvador que segura bem como protagonista e que - fazer o quê - arranca uns suspiros da minha Viviane, humpf.

Mas o maior destaque pra mim é a personagem adolescente da Isabelle Drummond, aquela menina que fez a Emília no recente Sítio do Picapau Amarelo. Quando ela aparece atrevida, dizendo “É a treva!”, lembra um pouco a própria Emília, roubando a cena. Essa pequena e talentosa atriz, aliás, está num ano e tanto, né, já que havia feito a filha grávida do sucesso Se eu Fosse Você 2.

Caras e Bocas é a primeira telenovela que assisto aqui na sala com a minha esposa, como casadinhos tradicionais mesmo. Achei, depois da fraca Se7e Pecados, que o autor Walcyr Carrasco tinha perdido a mão, mas com essa agora ele prova que continua criativo e divertido. Ele já tinha duas novelas no meu Top10 de todos os tempos, que mostro a seguir. Será que Caras e Bocas também vai entrar para a lista?

Top10 Novelas de Todos os Tempos
1. O Cravo e a Rosa, de Walcyr Carrasco (2000 / 2001)
2. A Próxima Vítima, de Sílvio de Abreu (1995)
3. Vale Tudo, de Gilberto Braga (1988)
4. Xica da Silva, de Walcyr Carrasco (1996 / 1997)
5. Guerra dos Sexos, de Sílvio de Abreu (1983)
6. Cobras e Lagartos, de João Emanuel Carneiro (2006)
7. Ti ti ti, de Cassiano Gabus Mendes (1985 / 1986)
8. Por Amor, de Manoel Carlos (1997 / 1998)
9. Cambalacho, de Sílvio de Abreu (1986)
10. Brega & Chique, de Cassiano Gabus Mendes (1997)



 Escrito por Vladimir às 19h57
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A atriz britânica Rachel Weisz



 Escrito por Vladimir às 20h38
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Kirk e Spock: a dupla do momento

Quando eu era criança, eu tinha uma pequena verruga na parte de cima da orelha direita e uns moleques me chamavam de Spock. Essa era a minha maior proximidade com a série Jornada nas Estrelas. Nunca vi nenhum episódio completo nem nenhum filme (muitas negativas na mesma sentença?). Por isso fui ver o filme Star Trek com um pé atrás. E não é que adorei?

Lamento que o filme esteja perdendo em bilheteria para o Wolverine. Espero que o boca a boca mude isso, pois Star Trek manda bem melhor, e me deixou curioso não só para as suas prováveis sequências, como também para dar uma espiada na série clássica. Aliás, os motes preciosos da série, como o fato do povo do Spock não ter emoção e o teletransporte são explorados com eficiência, assim como o batido, mas sempre instigante, recurso da volta no tempo.

Só as cenas de ação é que não são uma brastemp, mas isso é bem compensado pela construção dos personagens. O Diretor JJ Abrams (de Alias e Lost) criou os jovens Kirk e Spock carismáticos e conflitando um com o outro o tempo todo, bem ao estilo das melhores duplas do cinema, como a de Máquina Mortífera. Kirk é o gênio rebelde e Spock, o CDF em busca de identidade. A estória do nascimento dessa amizade prende a atenção até o final.

Enfim, quando criança, nunca liguei de me chamarem de Spock. E, se fosse hoje, era capaz até de eu gostar!



 Escrito por Vladimir às 21h51
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 Escrito por Vladimir às 19h43
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Volta ao Mundo de A a Z

 

Vi numa livraria de aeroporto uma pequena novela de ficção, O Fim do Alfabeto, de CS Richardson, acabei comprando e lendo rapidinho. A premissa me chamou a atenção: um inglês de meia idade descobre que tem apenas 30 dias de vida e, com sua mulher, juntam todo seu dinheiro e resolvem visitar um local diferente por dia seguindo o alfabeto: Amsterdã no primeiro dia, Berlim no segundo, passando por F de Florença,  R de Rio de Janeiro, até Zanzibar, uma ilha da África, se ele conseguir estar vivo até lá. Não se ativeram a nome de países e cidades, tendo escolhido por exemplo E de Torre Eiffel, ou K de visita à Kitts, a melhor amiga deles, em Londres mesmo. O livro é curtinho e bem agradável!

Bem, tentei fazer uma lista igual, de lugares a visitar seguindo o alfabeto. Tive que acochambrar algumas letras difíceis, como Q, X ou Z. Outro pequeno problema é que, para visitar um lugar por dia na ordem que criei, iria precisar de um daqueles teletransportes do Star Trek, pode ser?

A. AustráliaSidney e a formação rochosa Uluru no deserto australiano (primeira foto acima; esse local é um sonho da Viviane) (ainda não fui)
B. Bruges, cidade romântica na Bélgica, que é, ao lado de Paris, meu local favorito do mundo (já fui)
C. Camboja – Templo de Angkor Wat, muito belo e imponente (não fui)
D. Dubai, Emirados Árabes, com toda a sua modernidade (não fui)
E. Egito - As pirâmides de Gizé são um dos meus mais antigos sonhos (não fui)
F. Florença, o berço de Michelangelo, na região da Toscana, Itália, com seus campos de trigo (já fui)
G. Grand Canyon, Arizona, EUA, se for como nos filmes, é magnífico (não fui)
H. Hungria - Budapeste, uma das mais belas cidades que visitei (já fui)
I. Iguaçu – as nossas Cataratas são, pra mim, a maior beleza natural do mundo (já fui)
J. Jordânia, Ruínas de Petra, aquele intrigante sítio arqueológico encravado na rocha, do filme Indiana Jones e a Última Cruzada (não fui)
K. Kruger Park – Reserva Natural na África do Sul. Quero ver muitos elefantes! (não fui)
L. Las Vegas, EUA, oásis de entretenimento (não fui)
M. Manhattan, Nova York – Outro sonho antigo: Empire State, Broadway, Seinfeld, Suzanne Vega(não fui)
N. Neuschwanstein – lindo castelo na Alemanha que inspirou o da Cinderela (já fui)
O. Óbidos – Outro belo castelo, esse em Leirias, Portugal. Aproveitando, visitaria mais da terrinha, que não conheço (não fui)
P. Paris, ah, Paris... Da Torre Eiffel, do Louvre, da Notre Dame,... (já fui, mas voltarei sempre que puder!)
Q. Quilimanjaro, ou seja, o Monte Kilimanjaro, na África (em português de Portugal é com Q, pode ser?) (não fui)
R. Riviera Francesa, a chique e charmosa Côte d'Azur, incluindo Saint Tropez e o Festival de Cannes! (não fui)
S. Salar de Uyuni, no Deserto do Atacama boliviano, uma paisagem que parece pintura (não fui)
T. Tahiti - Bora Bora, de praias lindas (não fui)
U. Universal Studios e Disney Hollywood, Orlando, Flórida, EUA (nunca fui a Disney)
V. Veneza, Itália, super romântica. A ser visitada logo, antes de ser inundada pelo aquecimento global! (já fui)
W. Wiltshire, condado da Inglaterra onde fica o interessante monumento monolítico Stonehenge (não fui)
X. Xena, A Princesa Guerreira - Locações da série de TV na Nova Zelândia, aproveitando para conhecer outras paisagens do país (não fui)
Y. Yellowstone, Parque Nacional dos EUA, terra do Zé Colméia, Catatau e belos gêiseres (não fui)
Z. Zeus! Ou seja, a Grécia, terra dos deuses do Olimpo, pode ser? – de preferência Atenas e Ilhas Gregas (segunda foto acima) (não fui)



 Escrito por Vladimir às 23h19
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Sessão Nostalgia: cartas de papel, com aqueles envelopes de bordas listradas



 Escrito por Vladimir às 21h21
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Um dia hei de assistir ao Festival de Cannes!

Se ando ranzinza com a safra de cinema 2009 (acabei de ver Wolverine, não mais que razoável), o Festival de Cannes, que começa dia 13 de maio, me deixa mais otimista. Um dos grandes sonhos da minha vida é conhecer a riviera francesa curtindo em sua plenitude alguma edição do mais charmoso festival de cinema do mundo. E bem que podia ser o desse ano, diante da seleção divulgada. Cineastas de vários dos meus filmes favoritos de todos os tempos apresentarão suas mais recentes obras, vejam só:

- Pedro Almodovar (de Fale com Ela, presença certa no meu Top10 dos anos 2000) apresentará Los Abrazos Rotos, melodrama com a Penélope Cruz.
- Quentin Tarantino (de Pulp-Fiction, candidato a meu filme favorito de todos os tempos) trará seu petardo Inglórios Bastardos, com Brad Pitt, sobre mercenários na II Guerra.
- Lars Von Trier (de Dogville, outro do meu Top10 da década) fez o filme de terror Anticristo, estou curioso...
- Park Chan-Wook (de Old Boy, mais um entre os favoritos de 2000 a 2009) trará Bak-Jwi (Thirst), sobre vampiros. Não é meu tema favorito, mas o diretor sabe ser criativo.
- Ang Lee (de O Tigre e o Dragão, que entraria fácil no Top10 da década se não fosse Herói), irá com a comédia riponga Taking Woodstock. Lee tem altos e baixos, vamos ver se ele acertou.
- A Pixar (produtora de Procurando Nemo e Ratatouille, ambos fortíssimos no meu ranking dos anos 2000) abrirá o festival fora da competição com Up – Altas Aventuras, yes!
- Michel Gondry (diretor de Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, que é simplesmente o meu filme favorito da década) aparecerá fora da competição com L’Epine dans le coeur, um documentário sobre a tia (?) do cineasta. Hã?
- Sam Raimi (de Homem-Aranha 2, um dos melhores filmes-pipoca dos anos 2000) volta às origens de terror  - ele dirigiu o ótimo Uma Noite Alucinante (Evil Dead II) – com Drag Me To Hell, também fora da competição.

Ainda haverá Vengeance do chinês Johnie To (que não está entre meus cineastas favoritos mas segue a escola policial/tiroteio de um deles, o Jonh Woo); e a aventura Ágora de Alejandro Amenábar (de Os Outros), com a bela Rachel Weisz como uma astróloga-filósofa do Egito antigo. Por fim, teremos dois longas brasileiros, infelizmente fora de competição: No Meu Lugar, do estreante Eduardo Valente e À Deriva, de Heitor Dhalia (do bacana O Cheiro do Ralo).

Com uma seleção dessa, é uma pena que ainda não será esse ano que vou conhecer o tapete vermelho da Croissette, né? Pelo menos, os filmes de Cannes costumam pintar em outubro aqui no Festival do Rio que, desde agora, já está empolgante!



 Escrito por Vladimir às 17h05
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Música Brasileira - Anotações para o meu Top10 dos Anos 2000

Ali por 1999, 2000, quando começaram a fazer listas do tipo Top100 das Melhores Músicas Brasileiras do Século XX, algo chamava a atenção: entre Aquarela do Brasil, Garota de Ipanema, Carinhoso, As Rosas Não Falam, etc, havia pouquíssimas canções das décadas de 80 e 90. Será que pararam de compor músicas excepcionais nas últimas décadas? Pior é que a coisa não melhorou e, agora que estou começando a montar os meus rankings para os Anos 2000, fico conjecturando se existe alguma música brasileira de 2000 a 2009 a altura dos clássicos de Tom, Vinícius, Noel, Dolores Duran e Chico (nos bons tempos)...

Outro agravante é hoje em dia muita coisa genial fica escondida em artistas independentes, como o pessoal do samba de raiz da Lapa. Por isso, vou até criar uma lista à parte, do tipo Top10 Melhores Indies Brasucas, com lindas canções, como Os Presentes, da Eliana Printes, Esperando Aviões do Wander Lee, Novo Amor do Edu Krieger e Samba de Amor e Ódio da Roberta Sá. Também poderia montar outra lista com músicas brasileiras em outras línguas, como as de Marina de la Riva (embora careça de inéditas) e da Mallu Magalhães.

Mas entre os mais famosos, então, vamos buscar o que temos. Marisa Monte e Los Hermanos terão presença certa. E eu incluiria também o Zeca Baleiro. Deles, dá pra falar que ainda mantiveram o nível de qualidade ao menos comparável ao melhor dos anos 70 e 80. Agrada-me muito, por exemplo, O Bonde do Dom ou Amor I Love You da Marisa; Cara Estranho ou O Vencedor dos Hermanos e Telegrama ou Alma Nova do Zeca. Mas vou analisar melhor.

Quem mais? No rap, nunca mais tivemos um Racionais MCs, que pena. Na MPB, Bethânia, que lançou verdadeiras preciosidades em CD nesta década, teve poucas inéditas. Chico, Caetano, Gil, sorry, não são mais os mesmos. Talvez, algo da Zélia Duncan... No pop, nada empolgante no rock, axé, samba, pagode ou sertanejo (nem comento o funk carioca). Salva-se o início da década do Pato Fu (com o ótimo CD Ruído Rosa de músicas como Eu e Menti pra você, mas foi sem querer) e do Skank (com Vou Deixar ou Balada do Amor Inabalável).

Bem, mesmo que pareça não haver clássicos absolutos, até que o acervo dos anos 2000 dará pra preencher ao menos meus modestos Top10s, né? E até o final do ano, ainda pode pintar alguma preciosidade, quem sabe?



 Escrito por Vladimir às 08h54
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Ranzinza com o cinema de 2009

É a safra de cinema de 2009 que está fraca ou sou eu que ando igual ao Smurf Ranzinza, com pouca coisa me encantando? Dos filmes pipoca esse ano até agora, só gostei muito mesmo das animações Bolt Supercão e Monstros vs Alienígenas (além da hilaria comédia Se eu fosse você II). Watchmen e Coraline foram não mais que legalzins e Operação Valquíria decepcionante. Nossa, e assisti em DVD, o hit Crepúsculo (Twilight) e odiei, achei sem carisma nenhum. Em compensação, vi também em DVD Busca Implacável (Taken), uma espécie de 24hs com o Lian Neeson num papel jackbaueriano, e me amarrei, mas esse é do ano passado.

Já da safra do Oscar, gostei bem do Benjamin Button, outros me agradaram apenas por detalhes como a Kate Winslett em O Leitor e o romance fofo indiano de Quem quer ser milionário? Mas cansei rápido do estilo “independente pra Oscar” e nem fui ver Milk, nem O Lutador, nem Frost/Nixon. Humpf!

Vem aí o verão americano, mas já estou ressabiado com Wolverine, Star Trek e o quarto Exterminador. Tô achando que vão ser todos mais-ou-menos. Estou mais curioso mesmo pra ver outra animação: Up – Altas Aventuras da Pixar. 

Dos filmes “alternativos” desse começo de ano, nem assisti muitos. Quando vi Entre os Muros da Escola, sobre o dia-a-dia de uma escola multi-étnica na França, achei meio chato, mas até que agora, distanciando, passei a gostar mais. Acontece. O melhor mesmo foi Rumba, comédia de humor negro que passou meio desapercebida no cinema.

E agora, que li Borges, vou rever Sinédoque Nova York, do Charles Kaufman (genial roteirista de Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças), uma egotrip labiríntica que vi no Festival do Rio. É realmente uma viagem, e vocês têm de estar dispostos mas, uma vez embarcados, é um prazer! Se estiverem a fim, se apressem antes que saia de cartaz. É um raio de criatividade num começo de ano nada empolgante, ao menos na opinião do ranzinza que vos escreve.



 Escrito por Vladimir às 11h36
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Twitter, Gorjeio, Gorgeous

 

Ando brincando de Twitter, a rede de microblogs que virou sensação. Nele, a gente recebe posts telegráficos (com até 140 caracteres) dos melhores blogueiros do país, como o Inagaki, o Nelson Moraes e a Marina W, bem como de celebridades como o próprio Barack Obama e até a minha ídola Suzanne Vega, cool!

Hoje li um texto do Ivan Lessa que lembra que a palavra twitter em inglês significa gorjeio ou gorjear ou, como define o Houaiss, “o canto melodioso, em notas rápidas [tudo a ver!] de certos pássaros, como a andorinha, o rouxinol e o sabiá; trino, trilo, chilreio”. Ah, que bonito, lembrei agora do "As aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá". Bem que esse abrasileiramento poderia pegar, né, em vez das pessoas falarem: “eu estava twitando” passariam a: “eu estava gorjeando”, “Michael Phelps também virou gorjeador”, “vou seguir o gorjeio da Britney Spears”, etc.

Gorjeio me lembra uma das palavras em inglês que mais gosto, Gorgeous, que significa esplendorosa, como em “Viviane was gorgeous in our wedding!” (“Viviane estava deslumbrante no nosso casamento!”)

Peraí, será que gorjeio e gorgeous têm a mesma origem? Fucei, e não é que têm mesmo? Gorjear (trinar) vem de gargantear, derivado do francês gorge (garganta). Já gorgeous, vem da expressão também em francês gorgias (elegante), pinçado de gorgias ruff (lenço de pescoço; que era um símbolo de luxo), de onde chegamos ao mesmo gorge (garganta).

Hum, vou tentar gorjear em 140 caracteres essa importantíssima  informação no Twitter!



 Escrito por Vladimir às 23h02
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Três meses de casados!

Aproveitei que hoje - véspera de completarmos 3 meses de casados - foi feriado para mim, mas não para a minha esposinha Viviane, peguei uma folha de caderno, recortei dez pequenos bilhetes, numerei-os e escrevi em todos “Feliz Aniversário de 3 meses!” seguidos de dez declaraçõezinhas de amor bem bregas do meu repertório (e de clichês apaixonados por aí), desde “Meu amor por você cresce a cada dia!” ou “Te amo tanto que acho que vou explodir!” até engraçadinhas como “Te amo mais que doce de leite com queijo minas!” e, na última, “Quero casar com você de novo! E de novo, e de novo...

Por fim, escondi pela casa: em seu chinelinho, no jogo americano, no ferrolho da janela, no marcador do livro que ela está lendo, na embalagem do remedinho, na cumbuca onde ela come cereal, no rótulo do coelho de pelúcia, no box do chuveiro, no teclado do seu notebook, na embalagem do seu brioche...

São 19:30hs agora, e ela chega às 22:30hs...

UPDATE!

O primeiro bilhete escondido, ela achou no chinelinho! Em polvorosa, saiu caçando e, em dez minutos, achou outros oito. O último, o do ferrolho da janela, só foi achar uma hora depois! Ganhei mil beijos, humm! 

Pela décima primeira vez: Feliz Aniversário de 3 meses, meu amor!



 Escrito por Vladimir às 19h20
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A atriz americana Scarlett Johansson



 Escrito por Vladimir às 20h20
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Músicas que diminuem o volume no finalzinho

Outro dia eu ouvi uma música moderna que foi terminando aos poucos, diminuindo o volume, como o fade-out do cinema (aquele efeito de escurecer e desaparecer a imagem gradualmente nos finais dos filmes). Aliás esse efeito sonoro também se chama fade. É impressão minha, ou poucas canções hoje em dia terminam assim?

Será que é porque as pessoas gostam mais de volume alto o tempo todo? Ou seria para facilitar a reprodução da canção nos palcos? Ou isso era mais uma característica dos LPs de vinil, para facilitar a achar a divisão entre as músicas?

Não sei, só sei que já se foi o tempo que as pessoas tentavam decifrar mensagens escondidas nesses finaizinhos, como no lendário A Day in the Life, dos Beatles, que tem dois fades. Nos sambas de partidos altos - como O Bagaço da Laranja, com Zeca Pagodinho e Jovelina Pérola Negra - muitas rimas só surgem nesse momento.

Lembrei que, quando eu gravava fitas K7 e uma canção não cabia no finzinho, eu criava esse efeito no meu aparelho do som, ia diminuindo o volume, para dar a impressão que a música estava acabando. Funcionava bem! Se realmente não se usam mais esse efeito charmoso, acho uma pena. 

Pra terminar, a melhor referência a esse efeito, vinda dos Mamonas Assassinas. Em Uma Arlinda Mulher, paródia das canções do Belchior, olha o que é dito quando ocorre esse fade no final:

   Logo agora que você estava quase entendendo o que eu estou falando
   A canção está acabando e o Creuzebek está baixando ali o volume
   E você não entende nada mesmo porque quando você estiver em sua casa nesse momento a música vai estar baixinha
   E você não vai entender nada não sei nem por que eu estou falando esse monte de besteira...

E por aí vai, com direito a palavrões e outras escatologias que só quem teve a curiosidade de aumentar o volume pôde ouvir. Esses Mamonas eram mesmo uma diversão!



 Escrito por Vladimir às 09h05
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Os constrastes de Susan de "Monstros vs Alienígenas"

Numa das melhores cenas da excelente animação Monstros vs. Alienígenas, Susan, uma carismática mocinha, corre atabalhoada para ver o seu noivo, um apresentador de TV canastrão, de quem ficou separada por um tempo. Ela está empolgada e não enxerga nenhum empecilho para os dois finalmente ficarem juntos. No entanto, o canalha lhe dá um belo de um fora. Ela se sente arrasada, com auto-estima no chão, como se fosse um ser microscópico. Só que, na verdade, ela está com quase 15 metros de altura, com forças e habilidades incríveis e é considerada uma heroína do planeta.

Essa discrepância da enormidade da protagonista Susan (que ficou assim devido a um acidente sideral) com sua fragilidade, sua humanidade, é o melhor do filme. Ela me emocionou, me remetendo aos contrastes da minha Viviane, que é pequena e frágil, mas imensa em inteligência, capacidade e índole.

Mas Montros vs Alienígenas (e seu título auto explicativo) já seria ótimo como uma super aventura de ação. Assisti todo entusiasmado com meus óculos 3D e, ainda por cima, na sala gigante IMAX. É realmente a melhor obra cinematográfica até agora a se aproveitar dessas técnicas. As cenas de ação em espaços descomunais (a ponto da gigante Susan ficar mínima nos cenários) são arrebatadoras. E ainda há ótimas tiradas de comédia, principalmente quando aparece o apatetado Presidente dos EUA, muuuito divertido!

É, esse ano vai ser difícil para eu escolher o melhor longa de animação. Já tivemos o também excelente Bolt Supercão, da Disney, e ainda vem por aí Era do Gelo 3 e a sempre promissora Pixar com seu Up – Altas Aventuras.  Mas Susan e seus impagáveis amigos monstros já cometeram, na minha opinião, a melhor animação computadorizada da Dreamworks Animation de todos os tempos (ou seja, achei melhor que Kung Fu Panda, Shrek, Bee Movie, Madagascar,...), chegando ao invejável patamar de qualidade da Pixar. Não é pouco!



 Escrito por Vladimir às 17h39
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Meu primeiro Borges

Depois de experimentar com prazer meu primeiro Saramago, agora foi a vez de Borges. A primeira vez que ouvi falar do escritor argentino Jorge Luis Borges, foi numa aula especial de redação que tive no 3º ano, em 1989. O professor mostrou o início de um conto dele e eu achei tão viajante que, apesar de intrigado, adiei a minha primeira investida em suas palavras. Como eu, insignificante leitor, não era um caçador de livros e não existia a internet, nunca me esforcei para procurar e comprar seus livros. Somente há um mês, vinte anos depois, me bateu curiosidade, descobri pela internet qual seu livro mais famoso, onde comprar, para então atacar e devorar o volume Ficções, composto de dezesseis contos escritos no início dos anos 40.

Finda a tarefa, achei simplesmente sensacional! Agora vejo que os inícios de seus contos são propositadamente confusos, talvez para desencorajar incautos. Ao atravessar essa barreira, entramos numa viagem por originalidades ímpares. Ele antecipou, por exemplo, muitas ideias de possibilidades de futuro exploradas hoje em filmes de ficção científica, como Efeito Borboleta.

Borges era obcecado por bibliotecas, mencionando várias obras, algumas reais outra fictícias, nos envolvendo em um labirinto de citações. Aliás, suas maiores obsessões eram justamente os labirintos. Conta de estórias que correm de trás para frente (como no filme Amnésia (Memento)), de uma loteria que rege uma teia de acasos infinitos, de um personagem que tem uma memória tão poderosa que se lembra de (e se envereda em) cada detalhe ínfimo que presenciou em toda a sua vida. No texto que mais gostei, O jardim das veredas que se bifurcam, um conto de espionagem de final surpreendente, ele conta de um livro com uma narrativa considerando inúmeras alternativas paralelas dos acontecimentos - como no filme O Vidente, que meu cunhado Luiz se amarra.

O conto mais famoso descreve a suposta Biblioteca de Babel, com galerias hexágonas infinitas contendo todos os livros possíveis, ou seja, usando todas as combinações possíveis do alfabeto, desde volumes totalmente em branco ou com todas as letras iguais, até todas as traduções em todos os idiomas vivos e mortos de todos os livros possíveis. Hoje se diz que Borges estava prevendo, em 1941, a internet! É mesmo, né? 

Será que ele também previu que um dia essa mesma internet, filha de sua Biblioteca de Babel, ajudaria um inexpressivo leitor brasileiro a achar e se encantar com sua obra? Bem, só sei que já vou googlar para descobrir qual o próximo livro dele que vou ler!



 Escrito por Vladimir às 08h33
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Algo que gosto em filmes antigos: flechas com mensagens enroladinhas



 Escrito por Vladimir às 08h24
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Que tal esses nomes para seus filhos: Zênite, Nadir, Equinócio e Solstício?

Os cientistas dos astros de antigamente só podiam estar de brincadeira na hora de inventar certas denominações da astronomia. Vieram com pelo menos quatro das palavras mais esquisitas da língua portuguesa (e de outros idiomas): Zênite, Nadir, Equinócio e Solstício. E nem vou falar de Periélio e Afélio, que parecem dupla sertaneja.

O verbete mais normal desses daí é nadir, né, nome de gente, mas seu antônimo é... zênite! E não é que o par Zênite & Nadir tem ares meio esotéricos? Mas merece, pois o significado é viajandão também. Querem que a gente imagine uma esfera celeste, sendo o zênite o cume, acima da nossa cabeça, e nadir o ponto embaixo dos nossos pés à mesma distância. Cuma?!

Solstício e equinócio (negócio do quê??), embora sejam mais difíceis de falar, são mais fáceis de entender. São os marcos dos inícios das estações. Solstícios são as datas onde o Sol está mais distante angularmente do equador, ou seja, o dia mais longo (solstício de verão) ou mais curto (solstício de inverno) do ano. Já os equinócios ocorrem quando o Sol corta o equador, e o dia e a noite têm a mesma duração, iniciando a primavera e o outono.

Embora não usemos essas palavras no dia-a-dia, as festas pagãs que marcavam esses dias no hemisfério norte se tornaram consagradas. A Páscoa, antes de ter os significados judaico e cristão, era a comemoração do equinócio da primavera (o carnaval, por conseguinte, também deve a essa data). Já as Festas Juninas têm origem na celebração do solstício de verão. O Halloween, no início, marcava o meio do caminho entre o equinócio do outono e o solstício do inverno. E até o Natal, pobre menino Jesus, teve sua data mudada só para combinar com as comemorações do solstício do inverno. Bem, já que estamos caminhando para a separação da igreja e o estado, podíamos voltar a chamar esses feriados de Equinócios e Solstícios, né?

Pensando bem, do jeito que essas palavras são esquisitas, melhor do jeito que está. Aliás, deve ser por isso que mudaram, né?



 Escrito por Vladimir às 23h01
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Imagem & Ação

No fim de semana, eu e a Viviane jogamos Imagem & Ação com um casal de amigos, Sandro e Valéria. Que delícia, eu não brincava há uma década com o meu jogo de tabuleiro favorito. É aquele no qual um participante desenha para o parceiro uma palavra sorteada e o outro tenta adivinhar qual é.

Bons tempos da época da faculdade que eu e o Fuscão (meu amigo Herbert) varávamos madrugadas em inúmeras partidas - ele, ainda mais que eu. Lembro-me que éramos super rígidos com a regra de não poder fazer mímica ou gestos. Uma vez, um amigo nosso fez um gesto obsceno, irritado porque o seu parceiro não conseguia entender o desenho. Quando reclamei que mímica não era permitida, ele desenhou uma mãozinha fazendo o mesmo gesto. Rolamos de rir.

No sábado, escolhi meu hominho da sorte (o vermelho) enfrentamos uma boa dupla numa partida disputada até o fim. A Viviane era iniciante, mas mandou muito bem desenhando, por exemplo, um bonequinho, um microfone e uma coroa e me fazendo acertar em tempo recorde Roberto Carlos.

Vencemos só na reta final, graças, acho eu, aos poucos anos de engenharia que a Viviane fez. É que a rodada decisiva foi de “todos jogam” com a palavra parábola. Enquanto o Sandro tentava quebrar a palavra, rabiscando alguém “parado”, aproveitei um desenho anterior de uma elipse do sistema solar, delineei (mal e porcamente) uma parábola, e a Viviane logo se lembrou das curvas tão visitadas nas matérias de exatas. “Ao menos”, pensei, “aquelas maledetas aulas de cálculo serviram pra alguma coisa!”



 Escrito por Vladimir às 08h35
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Crepúsculo

A palavra mais feia da língua portuguesa, segundo o ranking que criei num post de 12 de março de 2008, é inescrupuloso. Uma quase anagrama dela é crepúsculo, também bem feinha, né? Tem um encontro consonantal logo no início, uma pronúncia cheia de obstáculos, sílabas feias (como o “pús” tônico)... Well, mas bem que o verbete fez sucesso no título do livro e filme de vampiros teen...

Vi no Houaiss que as etimologias de crepúsculo e escrúpulo têm em comum somente o sufixo ulo, que indica diminutivo. Mas suas origens mais remotas do latim não são tão diferentes (crepusculum = pequena incerteza (da luz) , scrupulum = pequena pedra (ou pequena hesitação)).

Temos o hábito de associar crepúsculo ao final de tarde; eu mesmo só descobri agora, lendo Borges, que se refere tanto à luz vã do entardecer como à da alvorada. Mas então por que referimos a crepúsculo como declínio, decadência, associando ao ocaso (olha eu com o pôr do sol de novo!); sendo que também poderia significar iniciação, ascensão; remetendo à aurora?

Talvez seja pela tendência pessimista de enxergarmos sempre o copo meio vazio em vez de meio cheio. Se abrimos a janela e vemos um lusco-fusco, preferimos concluir resignados que o dia está acabando a revigorar-se com o iminente surgimento da manhã.

Ou então, as pessoas - como eu - acham a proparoxítona crepúsculo feia pra dedéu mesmo.



 Escrito por Vladimir às 15h48
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Poesia e Letra de Música

 

Vi no cinema e gostei do documentário Palavra (En)cantada, sobre a relação entre a poesia e a letra de música no Brasil. Através de depoimentos de gente como Chico Buarque e Maria Bethânia, conta desde a origem dos trovadores na Europa, mostra altas poesias que foram musicadas com sucesso na MPB, como Morte e Vida Severina, chegando até o rap e sua relação com o repente.

Conta, por exemplo, que os primeiros compositores de samba dos anos 20 e 30, como Cartola, não tinham acesso à onda modernista da época, e por isso criavam letras com algumas palavras rebuscadas, inspiradas em poetas clássicos que aprendiam na escola, como Olavo Bilac. Ainda bem, né, nada mais charmoso que a conjunção do morro com palavrinhas sofisticadas.

Achei que o documentário poderia ter mais didatismo, dando mais exemplos de diferenças entre letras e poemas. Chico até mostrou como certas letras dele só funcionam com música, mas poderia ter mais. Senti falta também do Vinícius de Moraes, que ganha um ligeiro comentário mas, como poeta e letrista, deveria ter um belo destaque. Poderiam, por exemplo, mostrar e comparar suas poesias formais com suas letrinhas geniais.

Os melhores depoimentos vieram do cantor e compositor Lenine. Tem uma hora muito legal que ele lista três motivos porque a Língua Portuguesa Brasileira é tão musical, vejam:

- Tem oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas. Quando a posição da sílaba tônica varia de palavra em palavra, há uma musicalidade natural;
- Tem sete vogais: aí ele contou E e O abertos e fechados.
- Tem sons nasais: am, em, om... “É um charme!” – comenta.

Concordo plenamente!



 Escrito por Vladimir às 08h21
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À procura da guloseima perfeita

  

Eu gosto de comer pipoca no cinema, em especial meia salgada meia doce, embora ultimamente as bombonieres das salas nunca tenham pipocas quentinhas, daquelas que acabaram de saltar da panela. Por isso e pelo fato de eu pegar horários depois do almoço, eu não tenho consumido pipocas, que caem melhor nas sessões do final da tarde. Costumava buscar incessantemente as melhores opções entre jujubas, sorvetes mini-eskibons ou M&Ms...

Mas descobri a fórmula perfeita para o cinema: aqueles cones de castanhas glaceadas do Nutty Bavarian (em especial as de castanhas de caju e as de avelãs com licor) acompanhando um milk-shake de banana caramelada crocante, uma novidade recente do Bob´s. Desde que experimentei a primeira vez essa combinação, nunca mais quis outra coisa. Às vezes dá trabalho: ontem eu passei no Bob´s, desci quatro andares do Shopping Botafogo, parei no Nutty Bavarian, desci mais três andares, saí do shopping, andei duas quadras e meia sob o sol, tudo isso só pra poder me deliciar da guloseima no Cine Espaço de Cinema, na Voluntários da Pátria. Hummmm, estava ótimo, valeu a pena!

E ainda, com o aroma das castanhas glaceadas, matei de inveja todo mundo na sala escura!



 Escrito por Vladimir às 18h08
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Mais Pôres do Sol

Se eu não sei nem como escrever pôr do sol de acordo com a reforma ortográfica, é muita ousadia colocar no plural no título acima, né não? É que eu queria complementar a estória da foto do post anterior.

Bem, o nosso quarto de hotel na Jamaica, para onde fomos de lua-de-mel há quase dois meses, dava vista para um belo poente. E virou mania da Viviane tirar fotos de todos os entardeceres. Olha só um deles que bonito:

Daí, há umas duas semanas, ela me perguntou qual era o pôr do sol mais belo do Rio. Eu nunca tinha visto, mas sabia por fama que era o do Arpoador. E lá fomos nós para esse belo e romântico programa, registrado do post anterior.

Mas eu me lembrei também foi de um pôr do sol famoso da minha terra, o do Rio Araguaia. Por ser um rio que corre de sul a norte entre Goiás e Mato Grosso, a vista a leste (ou seja, do lado de Goiás) é sempre do Sol mergulhando no caudaloso rio das araras vermelhas (araguaia em tupi).

Quando eu era criança pequena lá em Anápolis, havia uma propaganda na TV, todo fim de tarde, mostrando o sol se pondo no Araguaia, uma musiquinha meio triste e a locução solene: “Você nunca mais vai ver o dia de hoje”. Hoje me soa meio macabro, mas eu me amarrava na mensagem, do estilo carpe diem, "aproveite o dia de hoje!".

Segue então uma imagem do famoso pôr do sol no Araguaia:



 Escrito por Vladimir às 17h06
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No Arpoador

Outro dia, eu e a Viviane tiramos essa foto do ocaso no Arpoador. Foi muito gostoso, havia vários casais lá nas pedras namorandinhos, curtindo o momento. Ah, o Rio....

Disse aqui “ocaso” porque na hora de postar a foto, fiquei na dúvida: quem poderia me ajudar a esclarecer qual seria o correto, de acordo com a reforma ortográfica?

(a) Por do Sol no Arpoador
(b) Pôr do Sol no Arpoador
(c) Por-do-Sol no Arpoador
(d) Pôr-do-Sol no Arpoador
(e) Por-do-Sol-no-Arpoa-dor
(f) Pordossol no Arpoador
(g) a (k) As mesmas de (a) a (e), com a palavra sol com s minúsculo.
(l) Se chegou a esse item ao invés de admirar a foto, francamente, calce o seu chinelo e vá pra fora de casa ver o Sol!



 Escrito por Vladimir às 08h56
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Arlequim, Colombina e Pierrô

Outro dia, fiquei curioso para saber qual a origem das figuras Arlequim, Colombina e Pierrô, que eram personagens comuns no carnaval brasileiro, mas que hoje em dia infelizmente andam esquecidos.

Descobri que eles vieram da commedia dell’arte, um teatro improvisado da renascença italiana. Havia vários personagens, alguns “patrões” e outros “criados”. Esses últimos eram os preferidos do público, e dentre eles o mais popular era o Arlecchino, palhaço espertalhão vestido com retalhos multicoloridos. Havia também sua namorada, a Colombina, uma serva de saia rodada, também espertinha, e o Pedrolino, outro palhaço, este ingênuo e leal, geralmente vítima de piadas físicas. Depois, esses personagens foram para o teatro de mímicas francês (pantomima) e Pedrolino virou Pierrot (de Pierre). Numa das estórias improvisadas desses teatros, a mais famosa por aqui, o Pierrot sofria de amores por Colombina que o desprezava, por ela ser amante do Arlequim. Olha essas imagens de cartões franceses antigos com o Pierrot entregando o coração para a Colombina, que o humilha:

Acho que por causa desse aspecto platônico, quando os personagens vieram ao Brasil como fantasias de carnaval, o Pierrô (com circunflexo em português) ficou mais famoso que o Arlequim. O triste palhaço com sua gola franzida tem até, em algumas versões, uma poética lágrima no rosto.

Fiz uma pequena pesquisa e encontrei de tudo em letras de músicas. Além dos sambas de enredo que mencionam esses personagens como fantasias de carnaval, a maior parte mostra o lado platônico e desiludido do Pierrô.

Seja de forma melancólica:

    Pierrot (Marcelo Camelo) - Los Hermanos
    O Pierrot só queria amar
    E dar um basta a esta dor já sem fim
    Mas Colombina trocou seu amor por Arlequim
    E o Pierrot, chora!

Ou com toques de humor:

    Pierrô Apaixonado  (Noel Rosa - Heitor dos Prazeres)
    Um pierrô apaixonado
    Que vivia só cantando
    Por causa de uma colombina
    Acabou chorando, acabou chorando
    (...)
    Levando esse grande chute
    Foi tomar vermute
    Com amendoim

Alguns Pierrôs querem ser Arlequim:

    Colombina (Ed Motta)
    Se você voltar pra mim,
    Juro para sempre ser arlequim
    (...)
    Sou um triste pierrot mal-amado
    Mestre-sala desacompanhado
    Um bufão no salão a cantar...

Já nesse sucesso de Carmen Miranda, a Colombina ganha voz:

    Ô (Assis Valente) – Carmen Miranda
    Foi na hora do aperto
    Que eu perdi o meu amor
    Perdi o meu amor, mas foi melhor assim
    Meu amor era um Pierrô e eu gosto mais de um Arlequim

E nesse do Chico, o Pierrô flerta com a Colombina:

    Noite dos Mascarados (Chico Buarque)
    - Eu sou tão menina,
    - Meu tempo passou
    - Eu sou colombina,
    - Eu sou pierrô

O Pierrô de Lalá, mesmo em 1934, propõe uma solução “moderninha”:

    Ride Palhaço (Lamartine Babo)
    Eu sou o teu Pierrô
    Colombina, Colombina
    Reparte esse amor
    Metade pra mim
    Metade pro teu Arlequim

Achei também uma música bizarra:

    Pô, Christina! (Thiago Melo) - 1/2 Dúzia de 3 ou 4
    Amanhã é quarta-feira de cinzas, Christina.
    O Carnaval já passou
    E o Pierrot não rangou a Colombina
    Que hipocrisia, Christina!
    Não destes para mim
    E preferistes prevaricar com o Arlequim.

E outra da era da internet:

    Os Rouxinóis 2000 (João Carlos Da Nova) - Escola de Samba Os Rouxinóis, de Uruguaiana-RS
    Pra buscar a sua Colombina
    Pierrot vai ao computador
    (...)
    Mas o Arlequim estremeceu este romance
    Emitindo um vírus pra quebrar
    A ilusão de um sonho tão distante

Por fim, depois de tanto sofrimento, o Pierrô se vinga. Na clássica Máscara Negra, os papéis se invertem:

    Máscara Negra (Zé Keti - Pereira Mattos)
    Arlequim está chorando pelo amor da Colombina
    No meio da multidão
    (...)
    Eu sou aquele Pierrô
    Que te abraçou, que te beijou meu amor

É, esse Pierrô se dá bem, encerrando a canção com uma classe que não vemos mais nos carnavais:

    (...)
    Vou beijar-te agora
    Não me leve a mal
    Hoje é carnaval



 Escrito por Vladimir às 21h52
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Fica Pepsi Twist Light!

     

A Pepsi Twist Light é um dos produtos praticamente insubstituíveis pelo qual sou viciado (ao lado do biscoito Amandita e do sabonete Dove). Eu sofro com a péssima distribuição desse refrigerante, como é difícil achá-lo! E agora está pior ainda, pois desconfio que estão querendo substituí-lo pelo lado sombrio da força, uma tal de Pepsi Twist 3, novidade que não achei tão saborosa.

Lembro que eu era um consumidor assíduo do Lux Skincare, um lançamento do início dos anos 90 que unia sabonete a hidratante. Quando surgiu o Dove, não o achava tão bom, mas aconteceu o que eu temia: a marca já consagrada nos EUA tomou lugar daquele Lux com hidratante, que foi descontinuado. Acabei me resignando e hoje não vivo sem o Dove, até levo para as minhas viagens.

Da mesma forma, não sei quem falou para a Pepsi que a Twist Light poderia ter as tais “3 calorias do limão” pra ficar mais saborosa. A Pepsi Twist 3 não é ruim (é ainda melhor que os produtos zero da Coca-Cola) porém ainda prefiro a boa e (não tão) velha Twist Light. Mas quem sou eu, né? Se for isso mesmo, o mercado é quem manda, e lá vou eu me resignar e me acostumar com o produto novo.

Agora, se inventarem alguma coisa pra substituir a Amandita, aí sai de baixo! grrr



 Escrito por Vladimir às 09h06
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Quaresmeira

Assim como temos nossa flor (Gérbera) e nossa música (Cheek to cheek), eu e a Viviane temos uma candidata à nossa árvore (concorrendo com o olmo, mas isso é outra história): estou falando da brasileiríssima Quaresmeira (em inglês, veja só, glory tree ou princess flower, cool!). No último fim de semana, a minha amada não cansou de me mostrar essas belas árvores floridas pelas estradas de São Paulo.

A quaresmeira entrou na nossa pequena história, numa troca de emails, quando ainda estávamos nos conhecendo, mas já apaixonadinhos, em janeiro de 2007, veja só:

Viviane:
“Na minha cara está estampado o quanto sou feliz, ou melhor, o quanto você me faz sentir feliz e especial. Uma sensação tão boa que faz com que o dia cinzento aqui de SP se torne lindo e colorido! As flores estão tão lindas! Aqui em Jundiaí, as quaresmeiras estão florindo! Isso é meio ilógico pois, como seu nome diz, deveriam florir em março... Parece que até a natureza está dando as boas vindas ao nosso amor!”

Vladimir
“Demorei alguns segundos para entender por que as quaresmeiras deveriam florescer em março... Bem, como eu nasci em março, então já me considero, pretensioso, a sua quaresmeira, pois flori antes do tempo no jardim do seu coração, para dar boas vindas à namorada mais maravilhosa do mundo!...”



 Escrito por Vladimir às 09h08
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Dois corações

Achei a notícia do homem com dois corações a mais fascinante dos últimos tempos. Ainda mais sabendo que a situação não é inédita. Me deu umas ideias para roteiros ou contos... Tomara que corra tudo bem com ele.

Aaahhh, eu também queria ter dois corações! Um só não aguenta o tamanho do amor que eu tenho pela minha esposinha!

 



 Escrito por Vladimir às 19h31
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Meus pequenos catulos

Outro dia, uma amiga se incomodou de eu chamar o seu shih-tzu de “cachorro”. Era o “bebê” dela, não era um “cachorro”, ora essa! Infelizmente, a sociedade tratou de associar os verbetes cão e cachorro, com significados pejorativos, como “diabo” e “mau caráter”, respectivamente. Pois aos meus ouvidos, cachorro e cão são coisa boa, sempre me lembram um animalzinho nobre, inteligente, fiel e especial. Dá pra gente melhorar essa injustiça?

Fucei que cachorro vem do latim catulus, “filhote de cão”. No Brasil, cachorro se popularizou como “cão de qualquer idade” justamente para não se falar cão, que era muito associado ao belzebu, que lástima.

Está na hora então de criar outra expressão que não caia em significados ruins, né? Se tiraram a palavra cachorro de um termo que quer dizer “pequeno cão”, existem também outros verbetes para isso em português como cãozito, canito e canicho. Gostei de canicho, lembra bicho, rabicho... Hummm, que mais?

Há também, para “cão pequeno”, a palavra cátulo, da mesma origem de cachorro (ou seja, do latim catulus). Cátulo é meio estranho, mas catulo, paroxítona, é mais legal. Há aquele compositor de Luar do Sertão, com o nome mais bonito da MPB, o Catulo da Paixão Cearense. E vi que existiu um orador romano também, chamado Catulo.

Pois então, decreto que passemos a chamar o bichinho mais nobre, inteligente, fiel e especial do planeta com a palavra catulo, pode ser? Ou preferem canicho?

Enfim... tudo isso é pra falar: que saudades dos meus pequenos catulos, a Meg e o Sambinha (fotos abaixo)...

         



 Escrito por Vladimir às 19h16
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Top5 Estrelas de Cinema do Século XX

    

1. Ginger Rogers (simplesmente fico hipnotizado ao vê-la bailando com Fred Astaire)
2. Grace Kelly (a mais completamente linda)
3. Brigitte Bardot (a mais sensual)
4. Lillian Gish (me fez me amarrar em filmes mudos da década de 10 e 20)
5. Rita Hayworth (a mais deslumbrante)



 Escrito por Vladimir às 08h54
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Labirinto

Falando em Minotauro, por causa dele peguei gosto por labirintos. Lembro que quando pequeno eu tinha vontade de ir a Creta só para ver o de lá, cuja saída Teseu usou um novelo para achar. Lembro uma vez que descobri um pequeno labirinto num parquinho de rua em Goiânia, eu adorava ficar entrando e buscando a saída.

Num episódio de Gilmore Girls, os personagens resolvem montar por toda a cidade um enorme labirinto de sebe (cercas vivas), como o de Alice no País das Maravilhas. Foi motivo para muitas piadas de desencontros na série e um sonho para mim.

Estou em boa companhia, além de Lewis Carrol, de Alice, o argentino Jorge Luis Borges é outro entusiasta das implicações filosóficas do labirinto. Me deu até vontade agora de ler algo dele agora.

Descobri na internet que há duas palavras em inglês para labirinto: labyrinth e maze. Curiosamente, labyrinth, originária do grego, é definida como um caminho emaranhando, porém único, que você entra, dá várias voltas mas sempre chega na outra ponta, como no desenho abaixo.

A rede de veredas, com escolhas de direções, destinada a ser um quebra-cabeça, tem o nome de maze, palavra originária do inglês antigo. Mas a própria wikipedia estranha essa definição, pois na origem o labyrinth de Creta era uma armadilha onde as pessoas se perdiam. Portanto, labyrinth é que deveria ser assim, né?

Enfim, lamento que não tenha nenhum labirinto legal no Brasil para a eterna criança aqui poder brincar. Parece que esse é um brinquedo comum nos EUA e em outros países, por que não fazem essas coisas por aqui?



 Escrito por Vladimir às 09h51
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Top5 Coisas fictícias de que eu tinha muito medo quando criança

   

1. Piranha – tive vários pesadelos por causa do filme Piranha, onde um cardume assassino atacava crianças indefesas de bóia, um dos meus favoritos da época. Aliás, estou curioso pra ver a refilmagem com tecnologia de 3D, a ser lançada em 2010.

2. Minotauro – tenho nítida a memória do susto que tive quando o personagem humano com uma tosca cabeça de touro adentrou a cozinha da Tia Nastácia no Sítio do Picapau Amarelo. Brrr...

3. Cão do Diabo – me dava arrepios outro filme de terror B onde um pobre pastor alemão fazia o papel-título (em inglês: Devil Dog: Hound of Hell). No final, depois de se livrarem do cão amaldiçoado, os personagens lembram que ele era um de uma ninhada de dez. “Onde estão os outros nove?” – perguntam cheios de suspense. Anos depois eu filmaria, com câmera caseira, O Cão Assassino, aproveitando algumas idéias, com o meu dócil vira-lata Corisco como protagonista, tadim.

4. O velho doido do saco – de tanto a minha avó contar a estória do velho doido que colocava num saco os meninos que estavam à toa na rua, certa vez eu estava entrando num supermercado com meus pais, topamos com um mendigo deitado, com um saco do lado, e perguntei alto: “Pai! Esse daí é doido ou é pobre?”. No que o mendigo respondeu bravo: “Sou doido não, menino, doido é você!”

5. Loira do Banheiro – a lenda urbana mais conhecida do Brasil chegou nos anos 70 ao colégio de freiras Auxilium, onde estudei em Anápolis, Goiás. As crianças ficaram alvoroçadas com o tal fantasma da loira, com algodão no nariz e tudo, que teria feito aparições no banheiro da escola. toc-toc-toc! rs



 Escrito por Vladimir às 14h19
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Alguns filmes bons pra cachorro

   

Já que a safra de Oscar veio meio desfalcada, aproveitei para assistir alguns outros filmes no circuito, e encontrei uns bem bacanas:

Hotel bom pra cachorro (Hotel for Dogs) - Por que insistem em batizar os títulos de filmes caninos com a expressão “pra cachorro”, se ninguém mais usa isso? Atualmente há dois: “Perdido pra cachorro” e “Hotel bom pra cachorro”. Vi esse último e gostei. Destaque para as geringonças criadas no tal hotel canino e a mensagem embutida, incentivando a adoção de animaizinhos independente da idade. É isso aí!

Se eu fosse você 2 – Motivado pelo sucesso fui conferir e me amarrei. Achei que o primeiro filme justamente tinha deixado de aproveitar muitas piadas possíveis. Mas dessa vez não houve decepção, a sequência é hilariante do começo ao fim, com destaque, claro, para o Tony Ramos e a Glória Pires, impagáveis. Parecem ter se preparado ainda melhor para interpretar um ao outro dessa vez. Só a cena de Tony jogando futebol que nem uma mulherzinha já rendeu gargalhadas para o filme todo.

Rumba – Comédia francesa de humor negro sobre um casal de professores que gostam de dançar rumba em concursos e com quem acontece tudo de errado depois de um acidente de carro. Impressionante como você se pega rindo de tragédias absurdas. Quase sem diálogos, essa pequena jóia lembra filmes antigos com humor físico mas inteligente. Assistam antes de sair de cartaz, pois, por ser muito alternativo, sabe-se lá se vão disponibilizar em DVD.



 Escrito por Vladimir às 18h31
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Vladimir e Viviane Simpson

Esses da imagem somos eu e a Viviane simpsonizados. Existe um site para o qual você envia uma foto sua e uma ferramenta te transforma num personagem dos Simpsons. Formamos uma boa dupla?

Sempre gostei de Simpsons, mas nunca parava para assistir. Passei a ver com mais afinco nos últimos anos. Um dos motivos é a Liza Simpson, que me lembra muito a minha Viviane, que também é vegetariana, inteligente e engajada em causas ecológicas.

Outra coisa que eu gosto é o amor incondicional entre o Homer e a Marge. Mesmo com  todos os defeitos (e olha que o Homer é um poço gordo de falhas) eles se amam profundamente.

Nesse aniversário de um mês de casamento meu e da minha Pulguinha, deixo essa imagem da dupla simpsonizada como uma singela referência ao nosso amor, que é tão profundo e será tão duradouro quanto os dos pais de Bart, Liza e Maggie. Aliás, uma filhota Meg já temos (nossa cachorrinha de Jundiaí)! E que os meus defeitos sejam beeeeeeem menores que os do tosco Homer.

Segue o link para o site Simpsonize-me: http://simpsonizeme.com/



 Escrito por Vladimir às 18h18
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Quem quer ser um milionário?

Uma vergonha as distribuidoras de cinema do Brasil não passarem Quem quer ser um milionário? antes do Oscar, depois reclamam das pessoas baixarem os filmes pela internet.

Mas, à véspera da premiação, consegui pegar uma pré-estréia e acabei gostando muito do grande vencedor do ano, sobre a infância abandonada de um favelado indiano, que está para disputar o maior prêmio do Show do Milhão de lá. O filme tem pelo menos uma semelhança com o que era o meu favorito ao prêmio, O Curioso Caso de Benjamin Button, pois também mostra encontros e desencontros do protagonista com a amada de sua vida.

Mas enquanto Button era uma fantasia soft, ao estilo Forrest Gump, e com um desenlace melancólico; Slumdog Millionaire (no original) faz o estilo favelado naturalista, com bastante violência e humor (lembrando Cidade de Deus) acabando por deixar, no entanto, uma sensação mais alegre quando a gente sai do cinema. Acho que esse foi o principal motivo da vitória, uma mensagem mais agradável coube melhor a esses tempos difíceis.

O fato é que não posso dizer que a vitória foi desmerecida, eu gostei muito! O clímax do filme, com o programa de TV mobilizando o país, foi um dos melhores dos últimos anos. Só faltou mesmo o Sílvio Santos repetindo os indefectíveis "Está certo disso?""Posso perguntar?" pra ficar perfeito! Quando estrear no Brasil - lamentavelmente só em 6 de março - vale a pena conferir!



 Escrito por Vladimir às 16h06
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Beldade

Quando eu postei a lista das palavras mais belas da língua,  me esqueci de beldade: gostoso de falar, estala na boca... Rima com saudade (a mais bela), mas beldade é alegre, florido, musical, e traz na lembrança aquilo que há de mais perfeito entre as criações divinas: a mulher. Literalmente beldade é sinônimo de beleza, mas ganhou uma conotação mais específica de mulher destacadamente formosa.

Particularmente, encaixa bem com a minha Viviane. Minha Iaiá, com quem comemoro um mês de casado na terça de carnaval, é, para mim, uma beldade rara entre as beldades. Coisa mais linda do maridão...



 Escrito por Vladimir às 19h45
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Top5 Novidades temporárias do McDonald’s que me deixaram saudade

Estava lembrando de um diálogo do filme Pulp Fiction que comenta que o sanduíche Quarter Pound with Cheese (literalmente “um quarto de Libra (cerca de 113 gramas) com queijo”) é conhecido com Royale with Cheese na França, já que a medida de peso pound (libra) só é usada nos EUA. O mais curioso é o nome que inventaram no Brasil: Quarterão com Queijo. De onde será que tiraram esse nome, né?

Engraçado que até hoje esse sanduíche ainda exista no Brasil, com tantas outras opções lançadas, como o Cheddar McMelt, meu preferido (belíssima idéia de misturar o queijo derretido com cebolas marinadas no shoyu). Não sou muito de comer no McDonald's, mas também gosto do bom e velho McChicken e, ultimamente, tenho me amarrado numa novidade temporária que acabou ficando, o Chicken Gourmet. Agora estou curioso para provar os Chicken Wraps, que me lembram os sandubas Pita Gyros que eu devorava na Europa.

Acho legal o McDonald’s sempre estar testando novidades. O problema é que algumas não pegam, são retiradas do cardápio, e se você gostou, babau. Isso vale para refeições, mas também para promoções irresistíveis.

Segue aqui então o meu Top5 das novidades canceladas do Mc:

1. Promoção PEDIDO DE GRAÇA se o atendimento demorasse mais que 5 minutos (ultimamente anda demorando pacas);
2. McShake de Banana com Chocolate;
3. Promoção BIGMAC DE GRAÇA se o cliente conseguisse cantar em menos de 7 segundos: “Dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola, picles num pão com gergelim”.
4. McSundae com cobertura de doce de leite;
5. McVeggie – hamburguer vegetariano, que agradou à minha esposinha, mas que, infelizmente, durou bem pouco.



 Escrito por Vladimir às 08h24
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Canto do Vladimir

Perfil
Nome: Vladimir Batista
Idade: 37
Nasceu: Goiás
Mora: Rio de Janeiro
email: vladimir.batista@gmail.com

Conteúdo
Blog de Vladimir Batista, 37, sobre cinema, curiosidades (etimologia (origem das palavras), dicionário, cultura inútil, rankings (top10, top5,...)), música, TV, literatura, minhas criações (letras, poemas, contos, romances, novelas, roteiros de cinema, argumentos), atualidades, minha vida, etc...


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